Ugarítico, a lingua semítica decifrada por computadores

12 07 2010

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Em 2002 Andrew Robinson publicou o livro  Lost Languages  [Línguas Perdidas].  Ele é o editor  literário de ensino superior do suplemento do jornal inglês London Times e na época do lançamento de seu livro, disse que decifrar uma língua arqueológica exigiria uma combinação de lógica e intuição, uma sensibilidade que acreditava computadores não poderiam possuir.

Essa observação não caiu em ouvidos moucos.  Para Regina Barlizay o duelo de conhecimentos acabara de ter uma luva lançada, um desafio a que ela, como professora adjunta de computação no  MIT e do Laboratório de Inteligência artificial, não poderia deixar de responder.  Seu aluno Bem Snyder  e o estudante  Kevin Knight, da Universidade da Southern Califórnia, , decidiram que as coisas não poderiam ficar assim. Os três Juntaram forças e foram  à luta.  O resultado do trabalho em conjunto será mostrado mês que vem.  A intenção do grupo é mostrar na reunião anual da Associação de Lingüística Computacional em Uppsala,  na Suécia, um novo sistema de informática, que em questão de horas, decifrou grande parte da antiga língua semítica ugarítico, que permanecia até hoje um quebra-cabeças sem solução. 

A língua semítica foi submetida ao programa que decifrou  grande parte do extinto idioma ugarítico, descoberto a partir de escritos encontrados na cidade perdida de Ugarit, na Síria, cujas ruínas foram achadas em 1928.  Além disso, o programa poderá ajudar também a decifrar algumas das outras oito línguas semíticas que permanecem misteriosas até o dia de hoje. 

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Para duplicar a “intuição” que Robinson disse fugir à capacidade dos computadores,  o programa dos pesquisadores fez várias suposições.  A primeira é que a linguagem a ser decifrada está intimamente relacionada à alguma outra linguagem:  no caso do ugarítico, os investigadores escolheram o hebraico.    A segunda é que existe uma maneira sistemática de se mapear o alfabeto de uma língua levando em conta o alfabeto da outra.  E, além disso, que os símbolos correlacionados aparecem com uma freqüência semelhante em ambas as línguas.

O ugarítico era uma língua semítica escrita em alfabeto cuneiforme com 27 consoantes e três vogais. Os escritos encontrados foram importantes para estudiosos do Velho Testamento, por auxiliar a esclarecer textos hebraicos e revelar como o judaísmo utilizava frases comuns, expressões literárias e frases empregadas pelas culturas gentis que o cercavam.

O programa, além de ajudar a decifrar línguas antigas que continuam resistindo aos esforços de especialistas, poderá expandir o número de idiomas que sistemas automatizados de tradução, como o Google Tradutor, são capazes de manejar.    Ele também fez asserções no nível semântico, no sentido de que as línguas relacionadas teriam pelo menos alguns cognatos, isto é, palavras com raízes comuns.    Por meio de um modelo probabilístico usado em pesquisas em inteligência artificial, os pesquisadores determinaram nos mapeamentos os radicais semelhantes e conjuntos de sufixos e prefixos consistentes, entre outras relações entre palavras das duas línguas.

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O ugarítico já havia sido decifrado. Se não tivesse sido, os autores do estudo não teriam como avaliar a performance do sistema que desenvolveram.

O sistema repetiu as análises dos dados resultantes centenas de vezes. E, a cada vez, os acertos eram mais frequentes, pois estávamos chegando mais perto de uma solução consistente. Finalmente, chegamos a um ponto no qual a alteração do mapeamento das similaridades não aumentava mais a consistência dos resultados”, disse Ben Snyder.

Das 30 letras do alfabeto extinto, o sistema foi capaz de mapear corretamente 29 com seus correspondentes em hebraico. Cerca de um terço das palavras em ugarítico tem cognato em hebraico e, desse total, o sistema identificou corretamente 60%.   “Das palavras identificadas incorretamente, na maior parte das vezes o erro foi por apenas uma palavra. Ou seja, o sistema deu palpites bem razoáveis”, disse Snyder.

Apesar dos índices de acerto, os pesquisadores destacam que o sistema não é suficientemente bem resolvido para substituir os tradutores humanos. Mas, segundo eles, é uma ferramenta poderosa cujo desenvolvimento poderá ajudar no processo de decifração de línguas desconhecidas e de tradução mais eficiente dos idiomas conhecidos. 

O ugarítico já havia sido decifrado. Se não tivesse sido, os autores do estudo não teriam como avaliar a performance do sistema que desenvolveram.

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O sistema repetiu as análises dos dados resultantes centenas de vezes. E, a cada vez, os acertos eram mais frequentes, pois estávamos chegando mais perto de uma solução consistente. Finalmente, chegamos a um ponto no qual a alteração do mapeamento das similaridades não aumentava mais a consistência dos resultados”, disse Ben Snyder.

 

Das 30 letras do alfabeto extinto, o sistema foi capaz de mapear corretamente 29 com seus correspondentes em hebraico. Cerca de um terço das palavras em ugarítico tem cognato em hebraico e, desse total, o sistema identificou corretamente 60%.   “Das palavras identificadas incorretamente, na maior parte das vezes o erro foi por apenas uma palavra. Ou seja, o sistema deu palpites bem razoáveis”, disse Snyder.

 

Apesar dos índices de acerto, os pesquisadores destacam que o sistema não é suficientemente bem resolvido para substituir os tradutores humanos. Mas, segundo eles, é uma ferramenta poderosa cujo desenvolvimento poderá ajudar no processo de decifração de línguas desconhecidas e de tradução mais eficiente dos idiomas conhecidos.

 





Hoje é dia de futebol mundial: a arte de Henri Rousseau

11 07 2010

Jogadores de futebol, 1908

Henri Roussseau, Le Douanier ( França, 1844-1910)

Óleo sobre tela, 100 x 80 cm

Museu Guggenheim, Nova York, EUA





Hoje é dia de futebol mundial: a arte de Gordon France

10 07 2010

Roubo de bola, s/d

Gordon France ( EUA, contemporâneo)

Aquarela,  30 x 50 cm





Imagem de leitura — Simon Glücklich

10 07 2010

Aprendendo a ler, 1889

Simon Glücklich ( Alemanha, 1863-1943)

óleo sobre tela, 79 x 97 cm

Coleção Particular

Simon Glücklich nasceu em 1863, na Alemanha.  Estudou pintura de gênero e paisagem com Leopold Karl Müller na Academia de Viena, entre os anos de 1880-90.  Logo depois partiu para a Itália, numa viagem de estudos.   Em 1890, de voltou à Alemanha, estabelecendo seu ateliê de pintura em Munique.  Sua produção artística foi dedicada principalmente à pintura de gênero, paisagem e retratos. Morreu em 1943.





Está na hora de debater o esporte como meio de educação

9 07 2010

Flamenguistas, s/d

José Sabóia (Bahia, 1949)

Óleo sobre tela, 30 x 30 cm

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Muito se fala no Brasil sobre os valores que os esportes desenvolvem nos que os praticam.  Dia sim, dia não  anunciamos nas televisões, na propaganda, nos jornais, em todos os meios de comunicação, direta ou indiretamente, que a participação em esportes, principalmente aqueles de equipe, ajuda ao desenvolvimento  de caráter nas crianças e adolescentes.  Centenas de projetos de ONGS e de governos municipais ou estaduais se dedicam a envolver crianças principalmente das camadas sociais menos privilegiadas para que  o esporte  – qualquer um deles — sirva de meio de educação, de sobrevivência, de alavanca social para o indivíduo e sua  família.  Acaba sendo uma religião, em que o esporte é visto como grande transformador social.  E como uma religião a crença nele parece inquestionável.  Como pano de fundo  milhares de crianças em semelhantes circunstâncias são levadas a sonhar com destino parecido aos dos grandes desportistas, descobertos na pobreza, educados nas escolinhas desportivas e feitos ricaços antes de completarem 25 anos.

Essa linha de pensamento que eleva o esporte a um sistema educacional, praticamente ao par com a tradicional educação escolar e desenvolvimento intelectual, tem suas raízes no  início do século XIX, mais precisamente na Inglaterra, onde e quando se desenvolveu a maioria dos esportes que fazem parte do nosso dia a dia.   Todo tipo de crença sobre os valores esportivos alardeados naquela época, enraizados nos conceitos da antiga Grécia — mente sã em corpo são — foram abraçados sem oposição, repetidos sem reflexão, como papagaios que somos das idéias alheias. Esses preceitos nos disseram que os esportes ajudavam na auto–confiança do indivíduo, incentivavam o jogo limpo e  o respeito por regras.  Que com eles aprendemos a ser generosos na vitória, a termos compaixão por quem perde  e sobretudo aprendemos a  saber perder quando o  adversário se mostra melhor, mais capaz, mais habilidoso.

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Jogando futebol, 1977

Benê Olivier ( Brasil, 1944)

óleo sobre placa, 36 x 22 cm

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No entanto, temos tido provas, com uma regularidade desconcertante,  de que há uma super valorização do esporte como meio de educação no Brasil.  Sozinho ele não cria um indivíduo honesto, de bom caráter.  Sozinho ele não cria uma pessoa que respeita as leis, as regras sociais.  Sozinho o esporte não ensina a compaixão, nem a dignidade na perda ou na vitória.  Sozinho ele se mostra vazio.   

Um dos grandes treinadores de basquete dos Estados Unidos,  John Wooden ( 1910-2010) ficou conhecido pela frase:  “Os esportes não formam o caráter.  Eles o revelam”.   [“Sports do not build character. They reveal it.” ].   Acredito na sua percepção.  E, por isso mesmo, está na hora de debatermos o que deve estar incluído na formação de um desportista – de qualquer esporte – o que deve estar incluído nas famosas escolinhas de clubes  atléticos.  Há de haver um currículo mais estrito sobre a responsabilidade social e cívica do indivíduo.  Há de haver  uma maior participação, obrigatória, da família do jovem em questão, talvez até a educação de seus membros e certamente um acompanhamento psicológico.  Esta é a  hora de revermos esses conceitos que super valorizam os esportes.  Os esportes não são os redentores sociais que imaginamos serem.  Os redentores somos nós.





Filhotes fofos: jaguatirica

9 07 2010

Ramon é a jaguatirica brasileira nascida no Zoológico Franklin Park em Boston, no estado de  Massachusetts, EUA.





Novas e raras espécies descobertas no Atlântico

8 07 2010

Pesquisadores do programa internacional Mar-Eco descobriram animais raros e mais de 10 possíveis novas espécies em uma viagem que, segundo eles, revolucionou o pensamento sobre a vida nas profundezas do Oceano Atlântico. As informações são da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido.

Os cientistas estavam completando a última etapa do programa de pesquisa internacional, que faz parte do Censo da Vida Marinha, quando descobriram as espécies. Entre as criaturas capturadas pela equipe foi encontrado um grupo que se acredita estar próximo da conexão evolucionária que falta entre animais invertebrados e vertebrados.

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A Euryalid Ophiuroid – Gorgonocephalus sp ., conhecida como Star Basket ou Gorgon Head Starfish, foi capturada a cerca de 800m abaixo do nível do mar no Oceano Atlântico.   Foto: David Shale

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A pesquisa está sendo liderada por cientistas da Universidade de Aberdeen e envolve 16 cientistas de vários países, ao longo da crista do meio do Atlântico, que fica entre a Islândia e Os Açores.

A área explorada fica abaixo das águas frias da corrente do Golfo e das águas quentes do sul. Os pesquisadores utilizaram um veículo de exploração submarina operado por controle remoto (ROV, na sigla em inglês) para chegar a profundidades entre 700 m e 3.600 m.

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A Polynoid Polychaete foi localizada há 2.500 m abaixo do nível do mar no Oceano Atlântico. Foto: David Shale

 

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Segundo o professor Monty Priede, diretor do Oceanlab da Universidade, os cientistas envolvidos no projeto ficaram surpresos ao ver quantos animais vivem dos dois lados da crista, e que existem diferenças entre os animais do sul e os do norte.

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FONTE: Terra





O homem foi da África para a Grã-Bretanha há 950.000 anos

8 07 2010

Representação artística da vida há 800.000 nas margens do Tâmisa.
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Arqueólogos britânicos apresentaram nesta quarta-feira um tesouro em ferramentas de pedra e restos fossilizados de plantas e animais que foram encontrados em Norfolk, Reino Unido. Segundo os pesquisadores, os achados indicam que os primeiros seres humanos chegaram à região há 950 mil anos, vindos da África, e estabeleceram-se na região de Happisburgh, que seria o berço da civilização britânica.

Pelas peças encontradas, os arqueólogos afirmam que a população na época não era pequena e sim formada por milhares de indivíduos. Com testas baixas e grossas sobrancelhas, esses seres humanos primitivos caçavam grandes animais como mamutes, veados e alces gigantes, além de praticar a pesca.

 

Arqueólogos na costa de Norfolk.

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Pela similaridade com outro homem pré-histórico encontrado na Espanha, que era canibal, os cientistas suspeitam que essa população também tivesse essa característica. O homem  pré-histórico teria entrado na Grã-Bretanha através de uma ponte de terra extensa que, em seguida desapareceu, mas que ligava a Inglaterra à  Europa continental.

De acordo com os arqueólogos, os achados, provavelmente, levarão a uma reavaliação dos conhecimentos sobre a adaptação e os recursos dos primeiros seres humanos na região, pois mostram que eles tinham conhecimento e tecnologia para sobreviver em climas mais rigorosos.

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 Entre os fósseis encontrados, um dente de mamute (à esquerda), restos de uma hiena (centro) e uma mandíbula de castor gigante extinto. As peças foram exibidas no Royal Institution, em Londres.  Foto AP.
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Os artefatos de pedra são extremamente importantes porque eles não só são muito mais antigos do que outros achados na região, mas estão associados a um único conjunto de dados ambientais, que dá uma imagem clara da vegetação e clima da época. Isso indica que os primeiros seres humanos que viveram no Reino Unido sobreviveram em um clima mais frio do que a região apresenta hoje“, afirma o Dr. Nick Ashton, um dos responsáveis pela descoberta.

O sítio das descobertas se encontra a 135 milhas a nordeste de Londres e está localizado num  antigo curso do rio Tâmisa.   Os planos de densa lama e os pântanos do seu antigo estuário e existentes também na costa funcionavam como enorme área para  caça. Na época as margens do rio eram cobertas  por uma floresta de coníferas e habitadas  por uma grande quantidade de animais: mamutes, rinocerontes, elefantes, tigres dente de sabre, cavalos, alces, veados, ratazanas e hienas,  tão  grandes  quanto  leões;  todos percorriam os bancos de areia do rio.  Quando a caça era escassa, algas, tubérculos e mariscos teriam ajudado na alimentação diária.  Além disso, o homem em Norfolk provavelmente não hesitou  em  se servir das  carcaças descartadas pelos  grandes felinos.  Mas o caçador também foi caça; com tigres dente de sabre e hienas tão grandes como leões provando serem formidáveis predadores.

Não existem cavernas na área investigada, o que sugere que este homem construiu abrigos primitivos para se manter protegido do frio. Algumas das pedras descobertas tinham entalhes, sinal de que eles conseguiam trabalhar bem com a madeira. E apesar de vestígios das caçadas e dos animais abatidos estejam às margens do rio, locais de habitação ainda estão para serem descobertos.

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Milhares de ancestrais do ser humano caçavam e pescavam animais como mamutes, alces gigantes e veados.

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O clima da época era semelhante ao encontrado hoje no sul da Escandinávia.  As temperaturas no verão eram tão quentes quanto as da Grã-Bretanha atual, mas os invernos eram prolongados  com temperaturas  variando entre  0 ° C  e 3C .  É possível que o cabelo do corpo possa ter ajudado esses nossos antepassados a se manterem aquecidos, mas é provável que eles tenham usado peles de animais como roupas e que já dominavam o uso do fogo — embora essa evidência ainda está por ser encontrada.

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FONTES:  Terra, The truth behind the scenes





Ladainha da aranha, poesia infantil de Matilde Rosa Araújo

7 07 2010

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Ladainha da Aranha

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Matilde Rosa Araújo

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Aranha, anha

tão muda e mole

teu fio da lua

soluça ao sol.

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Aranha, anha

que ninguém ama

teu fio de lua

é a tua cama.

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Aranha, anha

de noite e dia

teu fio de lua

ninguém o fia.

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Aranha, anha

que o mundo mata

teu fio de lua

ninguém desata.

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Matilde Rosa Araújo (Lisboa, 1921 – 2010) pedagoga, escritora e poeta.

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Obra

O Livro da Tila – poemas para crianças, 10ª edição, Livros Horizonte, 1986;

O Palhaço Verde – novela infantil, 5ª edição, Livros Horizonte, 1984 ; 

História de um Rapaz – conto infantil, 8ª edição, Livros Horizonte, 1986; 

O Cantar da Tila – poemas para a juventude, 8ª edição, Livros Horizonte, 1986; 

O Sol e o Menino dos Pés Frios – contos, 7ª edição, Livros Horizonte, 1986; 

O Reino das Sete Pontas – novela infantil, 2ª edição, Livros Horizonte, 1986; 

Os Quatro Irmãos – 2ª edição, Livros Horizonte, 1983 (ilustrações de Ana Leão); 

História de uma Flor – conto infantil, 1ª edição, Faoj; O Sol Livro – textos para o ensino, 1ª edição, Livros Horizonte, 1976; 

Os Direitos da Criança Livros Horizonte – 1ª edição, Unicef, 1977; 

O Gato Dourado – contos infantis, 3ª edição, Livros Horizonte, 1985; 

As Botas de Meu Pai – contos infantis, 2ª edição, Livros Horizonte, 1981; 

Camões, Poeta Mancebo e Pobre – divulgação, 1ª edição, Prelo Editora, 1978; 

Baladas das Vinte Meninas – poema infantil, Plátano Editora, 1978; 

Joana-Ana – conto infantil, Livros Horizonte, 1981; 

A Escola do Rio Verde – 2ª edição, Livros Horizonte, 198l; 

O Cavaleiro Sem Espada – Livros Horizonte, 1979; 

A Velha do Bosque – Livros Horizonte, 1993; 

A Guitarra da Boneca – Livros Horizonte, 1983; 

As Crianças, Todas as Crianças – Livros Horizonte, 1976; 

A Infância Lembrada – Antologia – Livros Horizonte, 1986; 

A Estrada Fascinante – Livros Horizonte, 1988; Mistérios – Livros Horizonte, 1988; 

Rosalina Foi à Feira – Livraria Arnado, 1994;

O Chão e a Estrela – Editora Verbo  1997; 

As Fadas Verdes – Livraria Civilização, 1994; 

“A Fonte do Real”, in Soares, Luísa Ducla (org.), A Antologia Diferente – De que São Feitos os Sonhos, Porto, Areal, (1986), pp. 30-32; 

Voz Nua, Lisboa, Horizonte, 1986; “A menina do pinhal”, in AAVV, Histórias e Canções em Quatro Estações – Primavera. Lisboa. Lisboa Editora. 1988, pp. 9-24; 

O Passarinho de Maio, Lisboa. Horizonte, 1990; 

O Chão e a Estrela, Lisboa, Verbo, 1994; 

A Estrada Fascinante, Lisboa, Horizonte, 1988 (ensaio).

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NOTA: Matilde Rosa Araújo, a fada-madrinha da literatura infantil portuguesa faleceu ontem, aos 89 anos.





Hoje é dia de futebol mundial, arte de Umberto Boccioni

7 07 2010

O dinamismo de um jogador de futebol, s/d

Umberto Boccioni ( Itália, 1882-1916 )

óleo sobre tela