Uma grande colônia de orangotangos na Indonésia!

13 04 2009

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Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo.  Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma parte remota da ilha de Bornéo tem entre mil e dois mil indivíduos.  A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por moradores locais.

 

Os reclusos primatas de pêlo vermelho foram descobertos em uma região montanhosa e inacessível“, disse Erik Meijaard, um dos responsáveis pela descoberta.  A topografia íngreme, o solo pobre e a geral inacessibilidade dessas montanhas parecem ter protegido a área do desenvolvimento,” argumentou Meijaard.

 

A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco de barco e duas horas de caminhada.  A equipe descobriu cerca de 220 ninhos num raio de poucos quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.  Os cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta seja uma espécie de “campo de refugiados”, abrigando macacos fugitivos de outras regiões.

 

Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos vivendo livres nas florestas tropicais 90 por cento das quais na Indonésia,  e o resto na vizinha Malásia.  Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando lugar a plantações. Esses países são os principais produtores mundiais de óleo de palma, utilizado em alimentos, cosméticos e que hoje também satisfaz a crescente procura de combustíveis “limpos” para os EUA e a Europa. Florestas tropicais, onde esses animais solitários gastam quase todo o seu tempo, foram derrubadas e queimadas progressivamente em taxas alarmantes, principalmente para plantações de palmeiras produtoras do lucrativo  óleo.

 

Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais para proteger a área.





Domingo, poema de Wilson Frade

12 04 2009

soneca-44-walt-disneyZé Carioca, ilustração de Walt Disney.

 

 

 

 

 

Domingo

 

Wilson Frade

 

 

Os raios do sol não entraram

pela fresta da janela

porque eu não deixei:

fechei-a com cuidado e preguiça.

E disse-lhe baixinho: você não vai me trair

ainda que tenha sol e ar puro.

Preciso sonhar e dormir,

dormir e sonhar.

Os meus pensamentos estão esgotados,

a minha insônia precisa de uma reciclagem

e quero viajar.

Andar nas ruas de Florença,

dar uma alô a David

e ver o Arno correr da Pontevecchio.

Não me acordem,

ainda que o sol queira

iluminar o meu descanso,

porque é domingo.

 

 

Em: Poemas de um livro só, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1991

 

 

Wilson Frade – (MG 1920-2000) jornalista, pintor, poeta, instrumentista e compositor mineiro.

 

 

 

Outros poemas de Wilson Frade neste blog:

 

Ano Novo





BO, o companheiro da família Obama!

12 04 2009

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Filhotes de cães d’água.

A família do presidente Barack Obama, dos EUA, vai mesmo ter um cão de água português.  O animal tem seis meses, é preto e branco e foi oferecido pelo senador Ted Kennedy, ele próprio um amante do cão de água português.   O cão de origem portuguesa vai chamar-se Bo, nome escolhido por Malia e Sasha, as filhas do presidente.   Bo será «apresentado» ao mundo durante a tarde da próxima terça-feira.

 

 

O Cão de água português ou Cão d’água português, também conhecido como Cão de pescador é uma raça de cães criada pelos portugueses para servir de companhia nas viagens marítimas, por volta de 1500.

 

 

 

 

 

 

 

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Sua origem perde-se nos tempos.  Julga-se que pode ter chegado a Portugal pela mão dos habitantes do Norte da África, quando estes invadiram o território que hoje corresponde a Portugal.  No entanto,  existiam registos desta raça no tempo dos romanos como o “canis leo” pelo tradicional corte a leão no qual o cão tem a parte de trás (traseira) totalmente barbeada e a parte ds frente com pelo.  Este corte lhes dava agilidade dentro de água com a traseira raspada enquanto que o pelo na parte da frente ajudava a que eles a não sentissem a água fria do alto mar.

 

Dadas as suas especiais aptidões, gosto e vontade permanente de brincar na água, foi desde sempre companhia dos navegadores portugueses.  Nestas circunstâncias era um ótimo ajudante e uma companhia inestimável, fazendo muitas vezes o papel de mensageiro que fazia circular missivas com ordens ou informações urgentes entre navios.

 

Durante centenas de anos, foram também companhia de pescadores artesanais que com eles partilhavam os bons e os maus momentos a bordo de pequenos barcos. Sempre prontos para se atirarem à água em busca de algum objecto que caísse borda fora, eram o melhor e mais fiel amigo dos homens do mar.

 

Hoje em dia, começa a ser treinado como cão de busca e salvamento em ambientes marinhos ou fluviais.

 

O cão d’água português, com sua constituição forte, compacta e musculatura bem desenvolvida, é um nadador olímpico. Seu tamanho é mediano, entre 40 e 56 cm e seu peso entre 16 e 25 kg. A pelagem é profusa, cobrindo todo o corpo. Existem dois tipos de pêlos: longo e ondulado, com brilho, e mais curto, áspero e denso. Suas cores são: branco, preto ou marrom, com ou sem manchas brancas.

 

 

 

 

 

 

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O temperamento dos cães é amigável, dão-se muito bem com crianças, têm uma atitude corajosa e leal. São animais com muita energia, não se cansam facilmente e são propensos a brincar.  São meigos, leais e de extrema obediência, estabelecendo laços de cumplicidade muito intensos com os donos.  Não são agressivos, tendo facilidade de relacionamento com desconhecidos. Também têm facilidade em estabelecer contactos com outros cães. São, no entanto, excelentes guardas e protectores, quer das crianças, quer do seu espaço.

 

 

Habituam-se a quase todo o tipo de condições mas preferem espaços amplos.

 

A água é a sua perdição. Adoram nadar, seja num lago calmo ou no mar mais agitado. Possuem nas suas patas umas membranas interdigitais semelhantes às encontradas nas aves palmípedes, que lhes permitem nadar com extrema facilidade.

 

Pelagem: Encontram-se dois tipos de pelo: um comprido e ondulado e outro mais curto e encaracolado.

É um cão pouco agressivo para pessoas com a tradicional alergia aos pêlos de cão.

 

Cores mais comuns: Branco, preto, castanho e branco malhado.





Carro pra cachorro!

12 04 2009

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Na segunda metade de 2009 a companhia de carros Honda lançará nos EUA um carro com conforto para os cachorros.  Com a ajuda de um cãozinho chamado Sammy, o fabricante japonês mostrou a nova versão de um veículo utilitário especialmente equipado para o melhor amigo do homem.  Apostando no fato de animais terem se tornado verdadeiros membros da família e mais importantes do que nunca, a Honda oferecerá aos donos de cachorros um automóvel equipado com uma cama macia na mala do carro, um compartimento fixo para água, ventilador e uma rampa para ajudar cães menos ágeis a subir.   O carro possui um estofamento fácil de lavar e cintos de segurança na cama para restringir os movimentos do cãozinho e mantê-lo seguro no caso de um acidente.

 

Fonte: Reuters





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

12 04 2009

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Vozes da noite, poema infantil de Armando Cortes Rodrigues

11 04 2009

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Vozes da noite

 

Armando Cortes Rodrigues

 

 

 

Vozes na Noite!  Quem fala

Com tanto ardor, tanto afã?

Falou o Grilo primeiro,

Logo depois foi a rã.

 

 

Pobre loucura dos homens

Quando julgam entendê-las…

Só eles pasmam os olhos

Neste encanto das estrelas.

 

 

Lá no silêncio dos campos

Ou no mais ermo da serra,

Na voz das rãs fala a água,

Na voz dos grilos a Terra.

 

 

Só eles cantam a vida

Com amor e singeleza,

Por ser descuidada, alegre;

Por ser simples com beleza.

 

 

Pudesse agora dizer-te,

Sem ser por palavras vãs,

O que diz a voz dos grilos,

O que diz a voz das rãs.

 

 

 

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude,  Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL:1961

 

 

 

Armando Cortes Rodrigues (1891-1971) Escritor português, nasceu em Vila Franca do Campo, S. Miguel a 28 de Fevereiro de 1891 . Tendo escrito na sua terra a opereta – Em Férias – de colaboração com um condiscípulo, ainda estudante do liceu, vem para Lisboa (1915), onde se matricula no Curso Superior de Letras. Licenciou-se em Filologia Românica, em 1927. Passou o resto da vida nos Açores, como professor. Foi diretor da revista Insular.

 

 

Obras poéticas:

 

Ode a Minerva. Angra do Heroísmo, 1922

Conto do Natal para a Fernanda, 1922  

Em Louvor da Humildade. Poemas da Terra e dos Pobres, 1924

Cântico das Fontes, 1934

Cantares da Noite Seguidos dos Poemas de Orpheu, 1942

Quatro Poemas Líricos, 1948

Horto fechado e Outros Poemas, 1953

Antologia de Poemas de Armando Côrtes-Rodrigues, 1956

Em Louvor da Redondilha, 1957

Auto do Espírito Santo, 1957   

Auto do Natal,  1965

 





Saturno suas luas e anéis

11 04 2009

tita-e-saturnoTitã, a lua cor de laranja de Saturno.

Saturno

 

 

As luas

 

Graças à missão Cassini, cientistas descobriram nos últimos anos muito sobre Titã, a maior lua de Saturno. Entre outras coisas, eles sabem agora que ela possui dunas de areia, lagos de metano líquido e, talvez, vulcões glaciais.

 

Eles também sabem algo sobre seu formato. Usando dados de instrumentos do radar da Cassini, Howard A. Zebker, da Universidade de Stanford, e colegas determinaram que Titã é levemente saliente ao redor do seu centro e achatada nos pólos.

 

O grau de achatamento é pequeno, relatam os pesquisadores em um artigo publicado online na Science. Também não é algo surpreendente, Zebker disse, “porque Titã rotaciona de forma parecida à Terra” (e a Terra também é achatada). Titã sempre tem a mesma face voltada para Saturno e a poderosa força gravitacional do planeta gera grandes marés na lua, aumentando a deformação.

 

Mas o formato de Titã não é exatamente o que seria esperado na teoria. Uma possível explicação para isso, Zebker disse, é a distribuição irregular de calor no núcleo de Titã. Ou talvez a lua estivesse mais perto de Saturno no passado, quando seu formato teria se formado e “congelado.”

 

O achatamento de Titã também pode ajudar a explicar o motivo de seus lagos de metano estarem concentrados perto dos pólos. Se existe um “lençol de metano” (análogo a um lençol d’água na Terra), então seria mais provável que o líquido alcançasse a superfície em uma área de baixa elevação, como os pólos.

 

 

 

 

 

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Saturno e Titã

 

 

 

Os anéis

 

Entre os anéis de Saturno, os que são designados A, B, C, D, E e G são as crianças boazinhas, organizadas e comportadas sem nenhum gelo ou partícula poeira fora do lugar. O F, por outro lado, o anel mais fino com menos de 1,6km de largura, é a ovelha negra da família. Ele aparenta ter um material central rodeado de correntes espirais.

 

Astrônomos sabem que a aparência do F se deve em grande parte à Prometheus, uma pequena lua orbital no lado do planeta que se aproxima do anel regularmente por causa das excentricidades da órbita. Quando isso acontece, a gravidade afasta matéria do anel, formando plumas e canais.

 

Mas um novo estudo de imagens da missão Cassino mostra que há muito mais acontecendo dentro do anel F – colisões em alta velocidade entre satélites ainda menores no centro quase que diariamente.

 

“O que Prometeu faz é produzir padrões regulares que podemos entender”, disse Carl D. Murray, professor da Queen Mary, Universidade de Londres e autor principal de um artigo da Nature que descreve as descobertas. Mas ele acrescentou: “descobrimos antes que Prometeu não pode fazer tudo”.

 

Os pesquisadores analisaram profundamente imagens dos anéis e descobriram vários objetos pequenos que com o tempo pareciam cruzar o centro. Depois observaram filmes da passagem de tempo retratando o aparecimento de plumas e outras alterações que não podiam ser diretamente atribuídas à Prometheus, e determinaram se os objetos poderiam ser responsáveis. Em um caso envolvendo um objeto chamado de S6, por exemplo, sua órbita “o colocou bem no centro da ação”, disse Murray.

 

Os pesquisadores puderam deduzir a presença de muitos pequenos satélites que colidem com a matéria no centro e perturbam o anel. Além disso, disse Murray, nos detritos dessas colisões também era possível ver assinaturas gravitacionais de objetos ainda menores. “É um sistema caótico”, ele disse.

 

Murray disse que o anel F era talvez o único lugar no sistema solar onde colisões em tamanha velocidade estavam ocorrendo regularmente, então entender o processo pode ajudar no estudo sobre a formação do sistema solar, quando colisões similares eram comuns de acontecer.





Viajando? Que livros levar?

11 04 2009

viajantes

 

Amigos me mandaram um link para um artigo do escritor Frank Bures, na Worldhum, onde ele fez uma provocadora lista para nos ajudar a selecionar os livros que devemos levar numa viagem, principalmente se esta é uma viagem longa e para terras estrangeiras.   Gente que lê mal pode imaginar não carregar um peso extra na mala para preencher com leitura não só as horas de espera nos aeroportos, como as horas passadas nos aviões, as horas em que se acorda no meio da noite por conta de diferentes fusos horários, assim como os minutos antes e depois de dormir.  Cada qual tem seu ritual, mas se você é um leitor provavelmente fica num marasmo em frente de sua mala feita, pensando no que levar para ler nos dias que se abrem numa viagem internacional.

 

Como gostei imensamente das razões explicitadas na lista do autor, coloco aqui, em linhas mais gerais sua maneira de selecionar os oito tipos de livros que devem fazer parte da lista de itens nas suas malas.  

 

 

Categoria I:

 

Escapismo:  Em geral são os livros que nos deixam confortáveis, envolvidos na trama, sem nos sentirmos ameaçados, tais como  uma boa ficção científica ou um bom livro de mistério.

 

Categoria II:

 

História:  Devemos conhecer pelo menos as linhas gerais da história do lugar que visitamos.  Isso certamente enriquece a nossa visita e nos faz entender melhor o que vemos.

 

Categoria III:

 

Guia:  Guias de turismo sempre nos ajudam na seleção do que ver e como fazê-lo.  É um guia.  Direciona.  E combinado com a Categoria II: história local, pode nos ser de grande serventia.

 

Categoria IV:

 

Literatura local: é sempre bom ler um livro que mostre a literatura local, para que se conheça valores ou guias culturais do lugar que visitamos.

 

 

Categoria V:

 

Antologia: uma antologia de contos, crônicas ou até mesmo de ensaios pode resolver muitos problemas, principalmente se a viagem é longa e a gente não sabe exatamente o que gostaríamos de ler em certos momentos.  A variedade de autores numa antologia nos dará a chance de sempre podermos encontrar um texto que nos apeteça num momento especial.

 

Categoria VI:  

 

Língua local: Sempre haverá um momento oportuno para usar uma palavra ou uma frase na língua local.  Livros de frases feitas na língua local são uma excelente ferramenta.  Há horas em que estas palavras podem fazer a diferença entre uma bem sucedida ida a um ponto turístico, ou fazer com que se evite no cardápio aquele marisco que nos dá alergia.  

 

Categoria VII: 

 

Saudades de casa: se a viagem é longa, certamente um livro que leve sua imaginação de volta à casa, à infância à cultura que você deixou para trás certamente terá um lugar especial para aquele momento em que a saudade bate.

 

Categoria VIII:  

 

Observações de viagem: Livros com observações de outros viajantes em terras estranhas podem aguçar a nossa sensibilidade a respeito do que estamos vendo de diferente e como estamos percebendo o mundo que nos cerca.  Muitos escritores famosos tiveram suas melhores páginas ao viajar e descrever o que viam.  Indiretamente eles podem ajudar na nossa própria maneira de observar aquilo que nos cerca.  





Boas Maneiras — I

11 04 2009

por-favor

Alguém vai sempre ajudar,

Se “por favor” você falar.





Mulher desenvolveu terceiro braço fantasma

10 04 2009

shivaSHIVA

 

 

 

Segredos da mente, segredos do cérebro:

 

 

 

 

Médicos da Suíça conseguiram comprovar a existência de um terceiro “braço fantasma” em uma mulher que sofreu um derrame. A paciente de 64 anos havia perdido as funções de seu braço esquerdo após o acidente cerebral. Mas poucos dias depois, ela desenvolveu um “terceiro membro”, que ela dizia enxergar e usar para tocar objetos e até coçar o braço direito.

 

Usando exames de ressonância magnética, especialistas do Hospital Universitário de Genebra confirmaram que o cérebro da mulher emitia comandos ao “braço fantasma” e reconhecia suas ações.

 

Raro

A paciente diz que seu novo membro fica à sua esquerda e tem uma cor de leite, “quase transparente”. Segundo o neurologista Asaid Khateb, chefe da equipe que analisou as imagens cerebrais, trata-se de um caso extremamente raro em que o paciente não somente sente o membro imaginário, como também o enxerga e o movimenta voluntariamente.

 

O médico disse ainda que esta é a primeira vez que se mede a atividade cerebral a partir do contato com um membro fantasma. O fenômeno do membro fantasma está normalmente associado com pessoas que sofreram amputação. Segundo cientistas, entre 50% e 80% delas descrevem sensações de tato e dor na parte retirada.

 

As descobertas da equipe foram divulgadas na revista especializada Anais da Neurologia.

 

 

 

 

 

FONTE: Portal Terra