
Eu vi minha mãe rezando
aos pés da Virgem Maria:
— Era uma Santa escutando
o que a outra santa dizia.
(Ermírio Barreto Coutinho da Silveira)

(Ermírio Barreto Coutinho da Silveira)

Eu sou um pobre sapo
Que vivo a vida inteira
Debaixo de uma pedra
Do rio aqui na beira.
(J. Kopke)
Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício: Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.
Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26

Renatinho foi a o circo
Vicente Guimarães
Renatinho foi ao circo
E voltou entusiasmado;
Estava alegre e feliz,
Mas um pouco impressionado.
Gostou muito dos atletas,
Também do malabarista,
Deu vivas ao domador,
Palmas ao equilibrista.
Mas quando a casa chegou,
Depois da grande função,
Foi contar ao papaizinho
Sua nova resolução:
— Quando eu crescer, quero ser
Um palhacinho brejeiro,
Para dar a cambalhota
No centro do picadeiro.
Em: João Bolinha virou gente, de Vicente Guimarães (vovô Felício), Rio de Janeiro, Editora Minerva, sem data.
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Vicente de Paulo Guimarães, [Vovô Felício] ( Cordisburgo, MG, 1906 – 1981) — Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977). Em 1935, Vicente criou em Belo Horizonte a revista “Caretinha”, dedicada a jovens leitores; dois anos depois, foi o responsável pelo suplemento infantil do jornal “O Diário”. Um dos projetos de sucesso foi a revista “Era uma vez”, que começou a circular em 1947. Criou também no mesmo ano a Revista do Sesinho, para divertir e educar as crianças.
Obras:
Tranqüilidade
O pequeno pedestre
Campeão de futebol
Os bichos eram diferentes
Frangote desobediente
João Bolinha virou gente
Boa vida de João Bolinha
Histórias divertidas
Lenda da palmeira, 1944
Quinze minutos de poder
Os três irmãos, 1978
Festa de Natal, 1964
Rui, 1949
O pastorzinho de Pouy, 1957
Princesinha do Castelo vermelho
Gurupi
Marisa, a filha da Mireninha
Vida de rua, 1954
Era uma vez uma onça
O tesouro da montanha
Anel de vidro, 1956
História de um bravo, 1960
Gurupi
Ultima aventura do sete de ouros
Aventuras de um cachorrinho vira lata
Princesinha do Castelo Vermelho
História de uma menina pobre
A fama do jabuti
O macaquinho Guili
Bilac, história de um príncipe, 1968
Biografia de Rui Barbosa para a infância, 1965
Joãozito, infância de João Guimarães Rosa, 1971
Nonô, o menino de Diamantina, 1980
O menino do morro – Machado de Assis, 1980
Coleção vovô Felício – em seis volumes

Libélulas, s/d
Kashimira Jahveri (Índia)
Gravura em metal
Libélula
Alberto de Oliveira
À flor da água do tanque ou da corrente
Voa a fugaz libélula erradia
De asas de vidro e prata, à flor somente,
Que, como vivo espelho, arde e irradia;
Somente à flor… Que importa, refulgente,
Ao fundo algum tesouro lhe sorria,
Ouro haja, ou lama? Passa indiferente,
Folga, doudeja, toda se extasia
À flor… que isso lhe basta ao leve e brando
Vôo: trêmula e clara refletida
Na água acenando-lhe a ilusão celeste.
Como que sabe, à flor somente voando
Que aprofundar as cousas, como a vida,
É tirar-lhes o encanto que as reveste.
Em: Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols, Rio de Janeiro, Núcleo Editorial da UERJ, 1979, 3° volume.
Alberto de Oliveira (Antônio Mariano A. de O.), farmacêutico, professor e poeta, nasceu em Palmital de Saquarema, RJ, em 28 de abril de 1857, e faleceu em Niterói, RJ, em 19 de janeiro de 1937. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a Cadeira nº 8, cujo patrono, escolhido pelo ocupante, é Cláudio Manuel da Costa.
Obras poéticas:
Canções românticas (1878)
Meridionais, com introdução de Machado de Assis (1884)
Sonetos e poemas (1885)
Versos e rimas (1895)
Poesias completas, 1ª. série (1900)
Poesias, 2ª. série (1906)
Poesias, 2 vols. (1912)
Poesias, 3ª. série (1913)
Poesias, 4ª. série (1928)
Poesias escolhidas (1933)
Póstumas (1944)
Poesia, org. Geir Campos (1959)
Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols.

Que eu seja grande vadia
Não quero que pensem, não!
Não falto à escola um só dia
Sabendo sempre a lição.
Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício: Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.
Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 32

O luar de minha terra
é de prata e diamante…
Quer no vale, prado ou serra,
parece ser mais brilhante.
(Moyses Augusto Torres)

Navio Pirata
Ribeiro Couto
Navio pirata
Num mar confidente,
Levando ouro e prata;
Percorre caminhos
Sabidos somente
Dos gênios marinhos;
Pela madrugada
Uma luz cansada
Olha nas vigias;
E outra luz responde
Nas águas vazias
— Não se sabe onde.
Em: Poemas para a infância: antologia escolar, ed. Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Ediouro, s/d.
Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro.
Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte.
Obra
Poesia
O jardim das confidências (1921)
Poemetos de ternura e de melancolia (1924)
Um homem na multidão (1926)
Canções de amor (1930)
Noroeste e alguns poemas do Brasil (1932)
Noroeste e outros poemas do Brasil (1933)
Correspondência de família (1933)
Província (1934)
Cancioneiro de Dom Afonso (1939)
Cancioneiro do ausente (1943)
Dia longo (1944)
Arc en ciel (1949)
Mal du pays (1949)
Rive etrangère (1951)
Entre mar e rio (1952)
Jeux de L’apprenti Animalier. Dessins de L’auteur. (1955)
Le jour est long, choix de poèmes traduits par l’auter (1958)
Poesias reunidas (1960)
Longe (1961)
Prosa
A casa do gato cinzento, contos (1922)
O crime do estudante Batista, contos (1922)
A cidade do vício e da graça, crônicas (1924)
Baianinha e outras mulheres, contos (1927)
Cabocla, romance (1931);
Espírito de São Paulo, crônicas (1932)
Clube das esposas enganadas, contos (1933)
Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934)
Chão de França, viagem (1935)
Conversa inocente, crônicas (1935)
Prima Belinha, romance (1940)
Largo da matriz e outras histórias, contos (1940)
Isaura (1944)
Uma noite de chuva e outros contos (1944)
Barro do município, crônicas (1956)
Dois retratos de Manuel Bandeira (1960)
Sentimento lusitano, ensaio (1961)