Quadrinha infantil do tagarela

25 05 2009

blah-blah-blah1

Pato Donald ao telefone, ilustração de Walt Disney.

 

O tagarela, insistente,

jamais consegue agradar…

Mas agrada, sempre, a gente

Quem sabe ouvir e calar…

 

 

 

(A. F.  Bastos)





Eu sei ler, poesia infantil de Martins D’ Alvarez

22 05 2009

escola, ilustração de Diva de Val GolfieriEscola: pintura à óleo de Diva do Val Golfieri (Brasil, contemporânea)

 

Eu sei ler

                                         Martins D’ Alvarez

 

Eu sei ler corretamente,

faço contas de somar,

sou batuta em dividir,

gosto de multiplicar.

 

Quando a professora escreve

no quadro-negro da escola,

leio até de olhos fechados:

“Paulo corre atrás da bola.”

 

Pra somar uma banana

com mais duas e mais três,

vou comendo e vou somando

1 mais 2 mais 3 são 6.

 

Pra dividir três pães

comigo e com meu irmão?

Eu sou o maior, ganho dois.

Para ele basta um pão.

 

Se mamãe me dá um doce

na hora de merendar,

acabo comendo três.

Como eu sei multiplicar!

 

Em: Vamos estudar? – cartilha — de Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1961 [Para a aprendizagem simultânea da leitura e da escrita].

 

José Martins D’Alvarez   (CE 1904)  Poeta, romancista, jornalista, diplomado em Farmacia e Odontologia, professor, membro da Academia Cearense de Letras. Nasceu na cidade de Barbalha, Estado do Ceara, em 14 de setembro de 1904.  Filho de Antonio Martins de Jesus a de Antonia Leite da Cruz Martins. Fez os estudos primários na sua cidade natal, os secundários, no Liceu do Ceará.  Depois de formado em Odontologia. Transferiu em 1938 sua residência para o Rio de Janeiro, onde exerceu, além de atividades na imprensa, atividades no magistério superior.

 

 

 

Obras:

 

“Choro verde: a ronda das horas verdes”, 1930 (versos).

“Quarta-feira de cinzas”, 1932 (novela).

 “Vitral”, 1934 (poemas).

“Morro do moinho” 1937 (romance)

“O Norte Canta”, 1941 (poesia popular).

“No Mundo da Lua”, 1942 (poesia para crianças).

“Chama infinita, 1949 (poesias)

“O nordeste que o sul não conhece 1953 (ensaio)

“Ritmos e legendas” 1959 (poesias escolhidas)

“Roteiro sentimental: geopolítica do Brasil” 1967 (poesias escolhidas)

“Poesia do cotidiano”, 1977 (poesias)

 

 

 

 

 

Outros poemas de Martins d’Alvarez neste blog:

 

 

ANJO BOM ; AMIGOS ; JOÃO E MARIA ; SÚPLICA





Boas maneiras XI

22 05 2009

escutar

É importante escutar

o que alguém tem para falar!





Quadrinha infantil de A. de Carvalho

20 05 2009

passarinho-roxo-cantando

Passarinho cantando, ilustração de Maurício de Sousa.

 

 

 

Mimoso passarinho

Num galho lá pousou

E bem, bem de mansinho

Ao matagal saudou.

 

 

 

Quadrinha de A. de Carvalho

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 59





Quadrinha infantil — quem é forte chora!

14 05 2009

choro-39

Bolinha, Luluzinha e Aninha, da revista infantil Luluzinha.

 

Cada um tem sua sorte

pelo destino traçado,

mas não há ninguém tão forte

que nunca tenha chorado.

 

 

(Rômulo Cavalcante Mota)





Boas maneiras X

14 05 2009

boca cheia

Falar com a boca cheia,

é uma coisa muito feia!





Preconceito, poema de Luiz Peixoto

13 05 2009

Fernando P, Mulata Sentada, ost, 24 x 20 cmMulata Sentada, s/d

Fernando P. ( Brasil 1917)

Óleo sobre tela 20 x 24 cm

Preconceito

Luiz Peixoto

A crioula saiu de baiana,

com um  xale bonito.

Parecia

um São Benedito

que tem na Bahia,

que sai num andor.

Quis entrar numa buate da Lapa

pra dançar um samba

que tem  na Bahia,

mas botaram a negra na rua,

que aquilo não era pra gente de cor.

Ela, humilde, baixou a cabeça

chorando, chorando que nem a mãe preta

no dia em que veio lá de Luanda

num barco veleiro

pra São Salvador.

 

Em: Poesia de Luiz Peixoto, Rio de Janeiro, Editora Brasil-América:1964, p.11

Luiz Carlos Peixoto de Castro, ( Niterói, RJ 2/2/1889 – RJ, RJ 14/11/ 1973). Foi poeta, letrista, cenógrafo, teatrólogo, diretor de teatro, pintor, caricaturista e escultor.

——

Fernando Clóvis Pereira nasceu a 5 de outubro de 1917 em  São Luís,  MA – Estudou na Escola de Aprendizes Artífices, mais tarde escola técnica.  Por volta de 1939 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi aluno e ajudante de Santa Rosa (1909-1956).  Nos anos de 1953-54 estudou em Paris graças ao prêmio de viagem ao exterior recebido no Salão Nacional de Arte Moderna. Na França, estudou na Academia André Lhote, fez o curso livre de gravura na Academia Julien e completou seus estudos com o estudo de  mosaico na Academia Gino Severino.





Quadrinha infantil: rosas e espinhos

12 05 2009

rosas-2

 

 

 

 

 

As rosas é que são belas,

Os espinhos é que picam;

Mas são as rosas que caem

São os espinhos que ficam.

 

(Poesia popular)

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26





Quadrinha para o Dia das Mães

9 05 2009

mae e filho, 1885, Dinamarca

Mãe e filho, gravura de revista publicada 1885, Dinamarca.

 

 

Mãe é palavra que encerra

a força do verbo amar,

que nenhum poder da Terra

já conseguiu suplantar.

 

(Lucina Long)





Boas maneiras IX

9 05 2009

porta

Bata antes de entrar,

que é para não atrapalhar.