Quadrinha sobre a semente para uso escolar

21 09 2009

plantando2

 

A mão de Deus, sabiamente,

pôs, com grandeza incontida,

na pequenina semente,

todo o mistério da vida.

 

(Chagas Fonseca)





Primavera, poema — uso escolar — de Manoel Pereira Reis Júnior

20 09 2009

primavera, 1964, tony brice

Ilustração. Tony Brice, 1964

Primavera


Manoel Pereira Reis Júnior

Chegou a primavera, a fiandeira,
vestindo policrômica roupagem;
olha como se veste, mãe, a terra inteira,
para a dança festiva da paisagem!

É a festa das cores nos caminhos,
nas alamedas, nos jardins, nos campos,
alma que tange a lírica dos ninhos,
e vive envolta em véus de pirilampos…

É um pássaro de luz que pousou nas ramadas
e parece chegou de paragens distantes,
e partiu como partem as valquírias aladas
em alígeros corcéis de crinas ondulantes!

E foi levar fulgor as campinas virentes,
às flores dos pauis, aos vales e às estradas,
e passou pela terra espalhando sementes,
anêmonas de luz ao leu, despetaladas. . .

Há cantigas no alto das ermidas,
nas mamoranas, no beiral das casas;
são gorjeios de aves, mas são vidas
na revoada rútila das asas…

E tudo transformou-se, mãe; a natureza
engalanou-se de belezas raras,
do ouro vivo do sol à singeleza
das penas coloridas das araras…

Manoel Pereira Reis Júnior ( Catu, BA, 1911 — RJ, RJ 1975) Poeta biógrafo, professor, jornalista, historiador, prêmi ABL (1944 e 1973).

Obras

As Últimas do outono, 1973

Canções do infinito, 1943

Cantigas da mata, 1936

Delírio de Pã, 1938

Epopéia heróica, 1941

Iocaloa, 1932

Maria da Graça, 1931

Ronda luminosa, 1934

Teia de aranha, 1930





Festa das árvores, poema infantil de Arnaldo Barreto, para o dia da árvore

18 09 2009

arvore que cresce, 1956, mary jane chase

Ilustração, Mary Jane Chase, 1956.

 

FESTA DAS ÁRVORES

                                                       Arnaldo Barreto

Cavemos a terra, plantemos nossa árvore,

que amiga bondosa ela aqui nos será!

Um dia, ao voltarmos pedindo-lhe abrigo,

ou flores, ou frutos, ou sombras dará!

O céu generoso nos regue esta planta;

o sol de Dezembro lhe dê seu calor;

a terra que é boa, lhe firme as raízes

e tenham as folhas frescura e verdor!

Plantemos nossa árvore, que a árvore é amiga

seus ramos frondosos aqui abrirá.

Um dia, ao voltarmos em busca de flores,

com as flores, bons frutos e sombras dará!

———

Arnaldo de Oliveira Barreto (Campinas, SP 1869 — SP, SP 1925) Professor, educador, escritor, poeta, pedagogo.

Obras:

Cartilha das mães, 1895

Leituras Morais, 1896

Cartilha Analítica, 1909

Ensino simultâneo de leitura e escrita, 1918

Vários estilos, s/d

Contos infantis, diversas datas, entre eles:

A festa da lanterna

A pétala de rosa

A rosa mágica

Aladino e a lâmpada maravihosa

Ali-Baba e os quarenta ladrões

A anão amarelo

O califa cegonha

O filho do pescador

O gato de botas e  Branca de Neve

O gigante do cabelo de ouro

O isqueiro encantado

O lago das pedras preciosas

O sargento verde

O velocino de ouro, 1915

Viagens maravilhosas de Simbad





Quadrinha infantil sobre a árvore, para o dia da árvore!

14 09 2009

arvore com frutosIlustração, Maurício de Sousa.

 

Quanta lição de bondade

muita árvore contém;

dando sombra a toda gente,

não nega fruto a ninguém.

 

(Geraldo Costa Alves)





Quadrinha infantil sobre a família

10 09 2009

família

Ilustração, Maurício de Sousa.

 

 

Não julgues uma família

por um de seus membros, não!

—  Vê como são diferentes

os cinco dedos da mão!…

 

(Michel Antônio)





Poetas no museu: Ladyce West

6 09 2009

Bez Batti, FLORAÇÂOFloração

João Bez Batti (RS, Brasil, contemporâneo)

 

 

 

Presença Invisível                

 

 

                                      Ao contemplar a obra  de João Bez Batti

                                      no Instituto Moreira Sales, RJ,  Novembro de 2006

 

 

 

Senti a presença invisível

De mãos grossas, calejadas,

Que acariciaram a pedra, 

O basalto negro

Ou vermelho,

Ou até mesmo o mármore.

 

Constatei mesmerizada

Que trouxeram à superfície

A essência;

Que libertaram, a Michelangelo,

A forma presa no seixo,

O orgânico escondido,

Inerte,

Meio-solto,

Quase-aprisionado.

 

Mãos que revelaram os escravos encapsulados,

Seres encarcerados no mesozóico,

Como se, conhecendo o desastre de Pompéia

Depois do escarro fulminante do Vesúvio,

Soubessem encontrar:

O cactos florescente, o cágado,

A abóbora moranga.  

Caracóis.

E bólidos petrificados.

 

Estas mãos, que brincam

Sedutoramente

Com o poder divino,

Conhecem o conteúdo,

A alma invisível da pedra.

Descobrem o cascalho gaúcho,

Chocam os grandes ovos de rio,

E parem os seres cativos nas  pedras,

Como Eva o tinha sido na costela de Adão.

 

E o que surpreende: estas mãos,

Que revelam o coração do basalto

Regurgitado  pela Terra,

Lixado pelas águas,

Rolado, burilado e aveludado pelo tempo,

São humanas.

Mãos peãs.

Agraciadas pela arte da divinação,

Que brincando de Deus,

Mostram o divino em todos nós.

 

 

© Ladyce West, 2006, Rio de Janeiro





Quadrinha infantil pela Semana da Pátria

6 09 2009

independencia menino maluquinho

Ilustração: Ziraldo

 

A Pátria, meus coleguinhas,

É o recanto onde nascemos;

É a família, o Lar, a Escola…

É a Terra onde vivemos!

 

(Walter Nieble de Freitas)





Quadrinha infantil sobre guardar segredos, uso escolar

31 08 2009

passarinho 4

 

O teu segredo famoso

eu bem o sei, direitinho…

chegou depressa, ditoso,

nas asas de um passarinho.

 

(Luiz Pereira de Faro)





Poetas no museu: Raquel Naveira

29 08 2009

venus_velazquez

Vênus do espelho, 1650  [Também conhecida como Vênus Rockeby]

Diego Velázquez  (Espanha 1599-1660)

Óleo sobre tela,  122,5 x 177 cm

National Gallery, Londres.

 

 

Vênus ao espelho

 

[inspirado num quadro de Velazquez]

                       

                                       Raquel Naveira

 

 

Nua,

Reclinada sobre musgo de veludo,

Vênus mira-se ao espelho,

Quadro de cristal polido,

Seguro por Cupido.

 

Adorna os cabelos com violetas singelas,

Morde maçã

E canela,

Acaricia os seios

Que brilham como luas.

 

Toda ela é úmida:

Anêmona de primavera,

Espuma marinha,

Rosa encharcada;

A umidade é o princípio que gera

E fecunda

Criaturas nacaradas.

 

Momento de banho,

De repouso,

De idéia clara;

Contemplar-se

É seu gozo.

Tão atraente,

Tão fora de qualquer limite,

Como vencer essa força dissolvente?

Quem não seria seduzido por ela?

Quem quebraria esse espelho ardente?

Que mortal,

Que divindade defenderia a honra

E a arte? 

 

 

 

 

Em: Stella Maia e outros poemas, Campo Grande, MS; Editora UCDB:2001

 

raquel naveira

 

Raquel Naveira (Campo Grande, MS 1957) Poetisa, ensaísta, graduada em Letras e Direito, professora no Curso de Letras da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS), mestranda em Comunicação e Letras, na Universidade Presbiteriana Mackienzie (SP), e empresária de turismo (Pousada Dom Aquino, em Campo Grande – MS), Raquel Naveira destaca-se por seu talento e engajamento nas atividades culturais do centro-oeste brasileiro.  A escritora tem recebido reconhecimento nacional através de inúmeras premiações e várias indicações para prêmios. Em sua obra, são constantes a religiosidade, o misticismo e os temas épicos.

 Obra:

Via Sacra, poesia, 1989

Fonte luminosa, poesia, 1990

Nunca Te-vi, poesia, 1991

Fiandeira, ensaios, 1992

Guerra entre irmãos, poesia, 1993

Canção dos mistérios, poesia, 1994

Sob os cedros do Senhor, poesia, 1994

Abadia, poesia, 1995

Mulher Samaritana, 1996

Maria Madalena, prosa poética, 1996

Caraguatá, poesia, 1996

Pele de jambo, infanto-juvenil, 1996

O arado e a estrela, poesia, 1997

Intimidades transvistas, 1997

Rute e a sogra Noemi, prosa poética, 1998

A casa da Tecla, poesia, 1998

Senhora, poesia, 1999

Stella Maia e outros poemas, 2001

Casa e castelo, poesia, 2002

Maria Egipcíaca, poesia, 2002

Tecelã de tramas: ensaios sobre interdisciplinaridade, ensaios, 2004

Portão de ferro, poesia, 2006

Literatura e Drogas e outros ensaios, crítica literária, 2007





Quadrinha infantil pelo dia da Independência

26 08 2009

 

independencia combo

 

 

Foi o Príncipe D. Pedro

Altivo, forte e leal,

Quem tornou independente

A nossa Terra Natal!

 

(Walter Nieble de Freitas)