Primeiro de maio, óleo de Pieter Bruegel, o jóvem

1 05 2014

 

 

 

Pieter the Elder Bruegel -The Dance around the May Pole

1º de maio, dança à volta do “poste de maio”, 1634

Pieter Bruegel, o jovem (Bélgica,1564-1636)

óleo sobre madeira

Museu de Arte e História, Genebra, Suíça





1º de maio, óleo de Carl Millner

1 05 2014

 

 

 

Carl Millner - Maibaumfest, 18481º de maio, 1848

Carl Millner (Alemanha, 1825-1895)

óleo sobre tela, 51 x 65 cm

 





Primeiro de maio, óleo de William Powell Frith

1 05 2014

 

 

800px-William_Powell_Frith_A_May_Day_CelebrationPrimeiro de maio, s/d

William Powell Frith (Inglaterra, 1819-1909)

óleo sobre tela, 102 x 142 cm

Coleção Particular





Imagem de leitura — Pedro Lira

17 03 2014

Pedro Lira (Chilean, 1846-1912). Ileitura interrompidaLeitura interrompida, s/d

Pedro Lira (Chile, 1846-1912)

óleo

Pedro Lira (Chile, 1846-1912) dividiu a sua carreira entre a produção de pinturas notáveis ​​e o trabalho de melhorar a qualidade das artes plásticas no Chile. Era de família abastada. Estudou em Santiago no Instituto Nacional e, aos 16 anos, inscreveu-se na Academia de Pintura, que na época estava sob a direção do artista de origem italiana Alejandro Cicarelli. Além de estudar pintura, também se formou em Direito pela Universidade Nacional. Mas decidiu dedicar-se exclusivamente à pintura. Em 1865, começou a treinar sob a direção do paisagista Antonio Smith. Smith foi influente na primeira fase da carreira de Lira, principalmente nas paisagens. Em 1873, Pedro Lira mudou-se para Paris continuando seus estudos artísticos, onde permaneceu até 1884.





Uma manhã, texto de Pardal Mallet

28 10 2013

ELISEU VISCONTI, LEITURA OST, 1917, 56X46 COL PARTLeitura, 1917

Eliseu Visconti (Itália, 1866 – Brasil,1944)

óleo sobre tela, 56 x 46 cm

Coleção Particular

“Como no relógio da parede soassem quatro horas, Nenê, num movimento de desânimo, deixou escorregar-lhe pelo corpo abaixo o jornal que estava a ler distraidamente. Algum pensamento triste acabrunhava-a. Tanto que por sob as madeixas sedosas da franja adivinham-se umas rugazinhas pequeninas a franzir-lhe a testa, aproximando-lhe os sobrolhos levemente arqueados. Veio-lhe um gesto grande de inquietação e com o pezinho delicado batia febrilmente no assoalho. Depois o braço torneado e alvadio, nas curvaturas graciosas fortemente desenhado pela manga estreita do casaco, apoiou-se ao encosto da cadeira de balanço para suster mais comodamente a cabeça gentil dos traços finos numa pureza ideal de Juno. E dali seus olhos verde-azulados — imensos lagos de ternura a desafiar os pescadores do amor, volveram-se languidamente, absortos na contemplação daquele quadro holandês todo feito com a mansuetude da vida caseira.

A luz viva de um sol, que ao termo da viagem galopava ligeiro com pressas de pernoitar na grande hospedaria do ocaso, entrava francamente pelas janelas abertas clareando aquele salão de gosto antigo, de uma grande prodigalidade de madeiras severas e embaciadas, sem o falso brilho dos vernizes. No fundo escuro paredes forradas em imitação de grandes panos de carvalho embutidos em largos caixilhos de mogno; e a harmonizar-se com elas uma pesada mobília Luís XIV de altos espaldares cheios de obras de entalhe. Apenas como nota vibrante e alegre — o refrangir dos cristais e dos serviços de eletro-prata a rebrilhar no grande armário envidraçado; e no centro da casa a mesa elástica já convenientemente preparada para o jantar com a toalha alvejante e o branco luzidio dos pratos dentre os quais se erguia, a tocar quase no lustre bronzeado, a fruteira de bacará — pirâmide alaranjada que se terminava floridamente num grande ramo de crótons.

No meio deste espetáculo, como a imagem da vida, sonolenta nas paixões, petrificada em sua impassibilidade, o vulto nobre e altivo de d. Augusta. Sentada junto à janela oposta, em uma cadeira baixa a contrastar com a uniformidade da mobília, tendo junto a si uma pequena mesa de costura sobre a qual repousava uma cestinha de vime, entretinha-se em alinhavar umas camisinhas de criança que ia jogando no chão à medida que as aprontava. Suas mãos longas e delicadas de aristocrata moviam-se em grande volubilidade. E por sobre tudo isto a sua cabeça de velha que atravessou uma existência calma, nua de desgostos, conservando a sua pele acetinada, tendo apenas branqueado os cabelos ao suceder dos anos.

Uns cabelos formosos e bastos que penteava em grandes bandos por cima das orelhas às quais se suspendiam uns compridos brincos de charão.

E Nenê esquecia-se do tempo. Achava aquilo tão bonito. Vinha-lhe uma sensação boa de felicidade a beijar-lhe o colo quase nu sob o rendilhado do casaco. Encolhe-se toda na cadeira num gesto elegante de gata friorenta e deixou que o seu olhar boiasse a flux do lago de mansidões. Para que incomodar-se? Ela sentia-se tão bem naquele descanso do organismo inteiro. Demais não estava com fome. Não valia a pena inquietar-se por tão pouco. O jantar podia muito bem ser demorado um bocadinho. E deixou que a embalasse o oscilar da cadeira, seu pezinho delicado surgindo de entre as saias a desenhar-lhe os contornos sensuais da perna”

[Prim-

Em: O Hóspede, Pardal Mallet, Rio de Janeiro:1887, primeiro capítulo, EM DOMÍNIO PÚBLICO





A lágrima, poesia de Carmen Freire, Baronesa de Mamanguape

21 10 2013

Antônio Rocco,Pensativa,ost,. 50 x 60 cmPensativa

Antônio Rocco (Itália, 1880 – Brasil, 1944)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

A lágrima

Carmen Freire

Nascida na ternura ou na tristeza

Límpida gota dos orvalhos d’alma

Tu, lágrima saudosa, muda e calma,

Que força enorme tens nessa fraqueza?

Possuis mais que o poder da realeza,

Quando és filha da dor que o pranto acalma,

E, qual gota de orvalho em verde palma

À pálpebra chorosa ficas presa!

Estrela da saudade, flor de neve,

Que o vento da tristeza faz  brotar,

Amo o teu brilho nessa luz tão breve

De breve globo teu… imenso mar

Cujos fundos arcanos não se atreve

Nem se atreveu ninguém jamais sondar!

Em: Poetas cariocas em 400 anos, selecionados por Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, pp. 176-177 —

Carmen Freire, Baronesa de Mamanguape, nasceu no Rio de Janeiro em 1855. “De família de poucos recursos, aos 13 anos torna-se Baronesa de Mamanguape, pelo casamento com o senador e latifundiário Barão Flávio Clementino da Silva Freire. Faleceu em 1891, quase ao mesmo tempo que o marido, depois de uma rápida enfermidade.

“Espírito de grande versatilidade e atraída pela literatura e artes, Carmen Freire se notabilizou pelas famosas tertúlias poéticas, realizadas em seu palacete, com a presença de literatos do tempo: Olavo Bilac, Guimarães Passos, Paula Ney, Coelho Neto, Aluísio Azevedo, Pardal Mallet, Rodolfo Amoedo...”  [para mais informações veja: Dicionário crítico de escritoras brasileiras 1711-2001, Nelly Novaes Coelho, São Paulo, Editora Escrituras: 2002]

Obras:

Visões e sombras, 1897, poesia (póstuma)





Imagem de leitura — D’ après Antônio Canova

24 06 2013

d4175034xMeninos lendo e escrevendo

D’après Antônio Canova (Itália 1757-1822)

Mármore

40 cm de altura

Christie’s Auction House





Imagem de leitura — Adrien de Boucherville

4 02 2013

Boucherville, Adrien De (ca 1845-1912) - Daydreaming, 1871

Sonhando acordada, 1871

Adrien de Boucherville (França, 1829-1912)

óleo sobre tela, 46 x 39 cm





Os perigos da leitura sedutora … por F. von B., século XIX

27 01 2013

F. von B, no1

F. von B, no 2

F. von B, no3

F. von B. no4

F. von B, no5

F. von B, no6

Hoje é dia de apreciar um dos precursores das histórias em quadrinhos: F. von B. As pranchas foram retiradas do site Konkykru e como tinham Imagem de leitura  — uma das seções deste blogue — achei muito apropriado trazê-las para cá neste domingo.  Pouco se sabe desse humorista do desenho, seu trabalho aparece depois de 1860, na Alemanha e na Áustria.  O título dessa série de seis quadros é:

‘Der schlaue Pepi – oder – Die geraubte Gans’

Pepi o astuto ou O ganso roubado [mas aqui há um trocadilho já que a palavra  Gans também significa bobo, tolo, o que faria a tradução ser O bobo roubado].

Um bom domingo para todos!




Imagem de leitura — Eastman Johnson

5 05 2012

O pequeno convalescente, 1872

Eastman Johnson (EUA, 1824-1906)

óleo sobre papelão, 31 × 29 cm

Museu de Belas Artes de  Boston, Massachusetts.

Eastman Johnson nasceu em Lovell, no estado de Maine nos Estados Unidos em 1824.   Depois que sua família se mudou para a capital do país, seu pai o colocou como aprendiz de um litógrafo em 1840.  Em 1849 mudou-se para Düsseldorf , Alemanha, onde muitos artistas, incluindo muitos americanos, estudavam arte. Lá, participou do ateliê de Emanuel Gottlieb Leutze, em seguida, mudou-se para Haia onde estudou os pintores mestres do século XVII. Terminou suas viagens européias em Paris, onde estudou com Thomas Couture antes de retornar aos EUA em 1855 por causa do falecimento de sua mãe.  De família politicamente influente, ele foi não só um artista americano mas o co-fundador do Museu Metropolitano de Arte, Nova York, que leva seu nome inscrito na entrada. Ficou mais conhecido por suas pinturas de gênero, de cenas da vida cotidiana, e por seus retratos tanto das pessoas comuns como de americanos proeminentes, entre eles: Abraham Lincoln , Nathaniel Hawthorne , Ralph Waldo Emerson e Henry Wadsworth Longfellow.