Cartão postal, década 1930, Havaí.
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Docemente equilibrada,
ia a lua pelos ares,
qual linda concha embalada
pela corrente dos mares.
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(Gonçalves Dias)
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Docemente equilibrada,
ia a lua pelos ares,
qual linda concha embalada
pela corrente dos mares.
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(Gonçalves Dias)
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Que festa pelo caminho!
Que som, que luz, que esplandor!
Gorgeios em cada ninho,
abelhas em cada flor!
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(Paulo Setúbal)
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Paisagem do Campo do Ipiranga, 1893
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
Óleo sobre tela, 100 x 147 cm
Museu do Ipiranga, USP
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7 de setembro
Proclamação da Independência
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Era arroio humilde e pequenino,
A deslizar, tranquilo e mansamente
Sem ideais e sem destino,
Sem ambições no coração de água corrente.
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Boiadeiros, tangendo, nas estradas,
Cansadas reses, em jornadas lentas,
Buscavam-te por vezes. E as boiadas
Bebiam, ávidas, sedentas,
Tuas águas barrentas.
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Ipiranga, outro préstimo não tinhas.
Riacho, ribeiro, córrego, regato…
Jamais se soube de onde vinhas,
A serpentear dentro do agreste mato.
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Jamais se soube aonde ias,
Rolando molemente nos calhaus,
A tua vida sempre igual, todos os dias,
Sem dias bons, sem dias maus.
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No teu sono de rio preguiçoso
Não pensaste, jamais, que, num surto triunfal,
Chegarias a ter neste apogeu glorioso
Os fidalgos brasões de nobrreza fluvial.
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E em radiosa manhã de setembro, eis que, ousado,
A tua timidez de córrego abandonas
E penetras na história audaz, transfigurado
Em possante caudal, desafiando o Amazonas.
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E do teu curso, então, muda-se a trajetória;
E demarcas com ela, heril e sobranceiro,
Nos novos mapas da brasileira história.
A linha divisória
Entre Brasil-colônia e o Brasil brasileiro.
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Ipiranga! Que importa, acaso, a procedência
A origem do teu nome? Ipiranga, em verdade,
No idioma do Brasil traduz Independência,
Na língua nacional quer dizer: Liberdade!
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Rio imenso, o Brasil cortas de sul a norte
E entram pelos sertões teus afluentes, aos mil.
Na voz d’água clamando. Independência ou Morte.
Nas cachoeiras cantando o nome do Brasil.
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Em: Antologia Poética, Bastos Tigre, 2 vols, Rio de Janeiro, Ed. Francisco Alves: 1982.
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Manoel Bastos Tigre nasceu no Recife em 1882. Formou-se em engenheiro pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Mas dedicou-se às letras. Estreou na imprensa carioca em 1902, no Correio da Manhã, onde manteve uma coluna humorística diária: Pingos e Respingos, até a sua morte em 1957. Foi o primeiro bibliotecário brasileiro por concurso o que lhe valeu o título e Patrono dos Bibliotecários do Brasil.
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Primavera! Que beleza!
A campina toda em flor.
É como se a natureza
despertasse para o amor.
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(Álvaro Teixiera Fº)
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“Muito riso e pouco sizo”,
diz-nos o velho ditado.
Mas eu digo que um sorriso
sempre dá bom resultado…
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(Lucina Long)
Cartão postal, 1928
Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)
óleo sobre tela, 127 x 42 cm
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Roberto de Almeida Júnior
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Céu azul de minha terra,
de minha terra natal
que eu amo e estremeço tanto…
Com tua beleza e encanto,
que tanta grandeza encerra,
não há no mundo outro igual!
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Céu azul de minha terra,
da terra de Santa Cruz
que a alma estrangeira encanta,
onde o Cruzeiro do Sul,
como um diadema de luz,
é uma bênção sacrossanta!
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E ao ver este céu sem par
— azul da cor da pureza,
tão cehios de encantos mil
que nenhum outro suplanta,
— a gente fica a cismar:
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Com certeza
o manto da Virgem Santa
foi talhado de um retalho
do lindo céu do Brasil!
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Em: Criança Brasileira: quarto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949
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Simplicidade, s/d
Reinaldo de Almeida Barros ( Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre papel
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Olegário Mariano
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Amo-te, ó minha terra, por tudo o que me tens dado:
Pelo azul do teu céu, pelas tuas árvores, pelo teu mar;
Pelas estrelas do Cruzeiro que me deixam anestesiado,
Pelos crepúsculos profundos que põem lágrimas no meu olhar.
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Pelo canto harmonioso dos teus pássaros, pelo cehiro
Das tuas matas virgens, pelo mugido dos teus bois;
Pelos raios do sol, do grande sol que eu vi primeiro…
Pelas sombras das tuas noites, noites ermas que eu vi depois.
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Pela esmeralda líquida dos teus rios cristalinos,
Pela pureza das tuas fontes, pelo brilho dos teus arrebóis;
Pelas tuas igrejas que respiram pelos pulmões dos sinos,
Pelas tuas casa lendárias, onde amaram nossos avós;
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Pelo ouro que o lavrador arranca de tuas entranhas,
Pela bênção que o poeta recebe do teu céu azul.
Pela tristeza infinita, infinita das tuas montanhas,
Pelas lendas que vêm do norte, pelas glórias que vêm do sul.
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Pelo trapo da bandeira que flamula ao vento sereno,
Pelo teu seio maternal onde a cabeça adormeci,
Sinto a dor angustiada de ter o coração pequeno
Para conter a onda sonora que canta de mor por ti.
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Em: Criança brasileira: quarto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949
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Olegário Mariano Carneiro da Cunha (Brasil, 1889 — 1958) Usou também o pseudônimo João da Avenida, poeta, político e diplomata brasileiro. Em 1938, foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros, substituindo Alberto de Oliveira que morrera e que, por sua vez, havia substituído Olavo Bilac. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
Angelus , 1911
Sonetos, 1921
Evangelho da sombra e do silêncio, 1913
Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac, 1917
Últimas Cigarras, 1920
Castelos na areia, 1922
Cidade maravilhosa, 1923
Bataclan, crônicas em verso, 1927
Canto da minha terra, 1931
Destino, 1931
Poemas de amor e de saudade, 1932
Teatro, 1932
Antologia de tradutores, 1932
Poesias escolhidas, 1932
O amor na poesia brasileira, 1933
Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso, 1933
O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas, 1937
Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência, 1939
Em louvor da língua portuguesa, 1940
A vida que já vivi, memórias, 1945
Quando vem baixando o crepúsculo, 1945
Cantigas de encurtar caminho, 1949
Tangará conta histórias, poesia infantil, 1953
Toda uma vida de poesia, 2 vols., 1957
http://institutolafontaine.blogspot.com
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Humberto de Campos
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Verde pátria que, em sono profundo,
Escondias teu régio esplendor,
Vem mostrar, para espanto do mundo,
Teus tesouros de força e de amor.
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Salve, terra dos rios enormes,
— Virgem berço da raça tupi!
Anda, acorda, desperta, se dormes,
Que teus filhos já chamam por ti!
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Se teus rios que empolam as águas,
À distância as do Oceano comtêm,
Saberemos, poupando-te mágoas,
Repelir o estrangeiro, também.
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Se nas cores que tremem nos mastros
As estrelas enfeitam teu véu,
Hás de tê-las bem alto, entre os astros,
Entre as outras estrelas do Céu!
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Salve, terra dos rios enormes,
— Virgem berço da raça tupi!
Anda, acorda, desperta, se dormes,
Que teus filhos já chamam por ti!
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Humberto de Campos Veras (Brasil, 1886 — 1934), também trabalhou com os psudônimos: Conselheiro XX, Almirante Justino Ribas, Luís Phoca, João Caetano, Giovani Morelli, Batu-Allah, Micromegas e Hélios. Foi jornalista, político, ensaísta, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
Poeira – poesia- 1910
Da seara de Booz – crônicas – 1918
Vale de Josaphat – contos – 1918
Tonel de Diógenes – contos – 1920
A serpente de bronze – contos – 1921
Mealheiro de Agripa – 1921
Carvalhos e roseiras – crítica – 1923
A bacia de Pilatos – contos – 1924
Pombos de Maomé – contos – 1925
Antologia dos humoristas galantes – 1926
Grãos de mostarda – contos – 1926
Alcova e salão – contos – 1927
O Brasil anedótico – anedotas – 1927
Antologia da Academia Brasileira de Letras – participação – 1928
O monstro e outros contos – 1932
Memórias 1886-1900 – 1933
Crítica (4 séries) – 1933, 1935, 1936
Os países – 1933
Poesias completas – reedição poética – 1933
À sombra das tamareiras – contos -1934
Sombras que sofrem – crônicas – 1934
Um sonho de pobre – memórias – 1935
Destinos – 1935
Lagartas e libélulas – 1935
Memórias inacabadas – 1935
Notas de um diarista – séries 1935 e 1936
Reminiscências – memórias -1935
Sepultando os meus mortos – memórias – 1935
Últimas crônicas – 1936
Contrastes – 1936
O arco de Esopo – contos – 1943
A funda de Davi – contos – 1943
Gansos do capitólio – contos – 1943
Fatos e feitos – 1949
Diário secreto (2 vols.) – memórias – 1954
A pequena comunidade, 1983
Inimá de Paula ( Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
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Mário Quintana
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O dia abriu seu pára-sol bordado
de nuvens e de verde ramaria.
E estava até um fumo, que subia,
mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado.
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Depois surgiu, no céu arqueado,
a Lua – a Lua! – em pleno meio-dia.
Na rua, um menininho que seguia
parou, ficou a olhá-lo admirado…
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Pus meus sapatos na janela alta,
sobre o rebordo… Céu é que lhes falta
pra suportarem a existência rude!
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E eles sonham, imóveis, deslumbrados,
que são dois velhos barcos, encalhados
sobre a margem tranquila de um açude…
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Mário de Miranda Quintana – (RS 1906 – RS 1994) poeta, tradutor e jornalista.
Obras:
– A Rua dos Cata-ventos (1940)
– Canções (1946)
– Sapato Florido (1948)
– O Batalhão de Letras (1948)
– O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
– Espelho Mágico (1951)
– Inéditos e Esparsos (1953)
– Poesias (1962)
– Antologia Poética (1966)
– Pé de Pilão (1968) – literatura infanto-juvenil
– Caderno H (1973)
– Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
– Quintanares (1976) – edição especial para a MPM Propaganda.
– A Vaca e o Hipogrifo (1977)
– Prosa e Verso (1978)
– Na Volta da Esquina (1979)
– Esconderijos do Tempo (1980)
– Nova Antologia Poética (1981)
– Mario Quintana (1982)
– Lili Inventa o Mundo (1983)
– Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)
– Nariz de Vidro (1984)
– O Sapato Amarelo (1984) – literatura infanto-juvenil
– Primavera cruza o rio (1985)
– Oitenta anos de poesia (1986)
– Baú de espantos ((1986)
– Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)
– Preparativos de Viagem (1987)
– Porta Giratória (1988)
– A Cor do Invisível (1989)
– Antologia poética de Mario Quintana (1989)
– Velório sem Defunto (1990)
– A Rua dos Cata-ventos (1992) – reedição para os 50 anos da 1a. publicação.
– Sapato Furado (1994)
– Mario Quintana – Poesia completa (2005)

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Walter Nieble de Freitas
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A Pátria meus coleguinhas
É o recanto onde nascemos;
É a Família, o Lar, a Escola…
É a Terra onde vivemos!
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Foi a Sete de Setembro
Que a nossa Terra Natal
Se libertou para sempre
Do jugo de Portugal!
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Nas colinas do Ipiranga,
D. Pedro, o bravo Regente,
Transformou a nossa Terra
Num país independente!
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Bandeira colorida, 2007
Zilando Freitas ( Brasil, contemporâneo)
tecido em nós, 100 x 140 cm
http://zilandofreitas.blogspot.com
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O grande Pedro Primeiro
Com bravura sem igual,
Proclamou a Independência
De nossa Terra Natal.
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Viva o Sete de Setembro!
Viva o povo brasileiro!
Viva a nossa Independência!
Viva D. Pedro Primeiro!
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Foi “Independência ou Morte!”
O brado forte e altaneiro
Que libertou para sempre,
O meu Torrão Brasileiro.
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Viva a Semana da Pátria!
Salve o povo brasileiro!
Viva a nossa a Independência!
Salve D. Pedro Primeiro!
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Em: 1000 Quadrinhas escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965.