Quadrinha infantil para a Primavera

16 09 2011

Ah!  se as árvores falassem!

Diriam, por certo, assim:

Criança, sou tua amiga,

Peço que zeles por mim!

(Walter Nieble de Freitas)





O arco-íris, poesia infantil de Christina Rossetti, trad. & adapt. Helena Pinto Vieira

15 09 2011

Ilustração, autor desconhecido.

O arco-íris

Christina Rossetti

Navegam botes nos rios,

navios andam no mar,

mas que é mais belo que as nuvens

que se transformam no ar?

Vejo pontes sobre os rios,

belas esteiras de aço;

mas que ponte mais bonita

você conhece, no espaço?

Sete cores reunidas

formando bonito véu,

um arco misterioso

que serve de ponte ao céu.

É uma estrada colorida

que aparece, de repente,

levando, da terra ao céu,

tudo que nossa alma sente!…

Tradução e adaptação de Helena Pinto Vieira

Em:  O mundo da crianças, poemas e rimas, Rio de Janeiro, Editora Delta: 1975, volume 1, p. 156





Quadrinha pela Primavera

6 09 2011

Primavera, Ilustração da capa da revista Farm Journal, de maio de 1929.

Que festa pelo caminho!

Que som, que luz, que esplandor!

Gorgeios em cada ninho,

abelhas em cada flor!

(Paulo Setúbal)





Trova sobre a infância

28 08 2011

Ilustração Maurício de Sousa.

Cantiga da bela infância,

peteca, bola, pião …

Minha inocência pelada

nadando no ribeirão…

(Clóvis Brunelli)





Os quatro ventos, poesia infantil de Henriqueta Lisboa

20 08 2011

Quatro Cavalos, ilustração de Maggie Anthony.

Os quatro ventos

Henriqueta Lisboa

Vento do Norte

vento do Sul

vento do Leste

vento do Oeste.

 

Quatro cavalos

em pêlo.

Quatro cavalos

de longas crinas,

de longas caudas,

narinas sôfregas

bufando no ar.

 

Quatro cavalos

que ninguém doma,

quatro cavalos

que vêm e vão,

que não descansam,

de asas e patas

varrendo os céus.

 

Cavalos sem dono,

cavalos sem pátria,

cavalos ciganos

sem lei nem rei.

 

Quatro cavalos em pêlo.





No Paraíba — poesia infantil de Julinda Alvim

18 08 2011

Animais em beira de rio, s/d

Alexandre Reider ( Brasil, SP, 1973)

Óleo sobre tela

www.areider.com.br

No Paraíba

                 Julinda Alvim

Sulcando a plaga serena

à luz da manhã dourada,

numa cantiga magoada,

chora o rio a sua pena.

E uma bonita morena,

lavadeirinha engraçada,

canta saudosa balada,

descendo a margem amena.

Chega e depõe a bacia

de roupa.  Seu vulto espia

na flor do rio, cismando.

Volve, escuta os passarinhos.

Depois a nuvem de linhos

mergulha na água, cantado…

Em: Vamos estudar?3ª série primária – edição especial para o estado do Rio de Janeiro,  Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1957





Quadrinha infantil sobre a praia

17 08 2011

Que grande travesso é o mar!

Molha de novo o lençol

que a praia para secar,

expôs aos raios do sol!

(Walter Waeny)





Lágrima de preta — poesia juvenil de Antônio Gedeão

16 08 2011

Negra com paisagem ao fundo, 1935

Genesco Murta ( Brasil, MG 1885 —  MG, 1967)

óleo sobre tela sobre eucatex, 58 x 48 cm

Coleção Particular

Lágrima de preta

                        Antônio Gedeão

Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.

Recolhi a lágrima

com todo cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.

Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.

Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

Rômulo Vasco da Gama de Carvalho , rambém conhecido pelos pseudônimos : Antônio Gedeão ou por Rômulo de Carvalho. (Portugal,  1906-1997)  Poeta, professor e historiador da ciência portuguesa.  Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições.  Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo

Obras poéticas:

Movimento perpétuo, 1956

Teatro do Mundo, 1958

Máquina de Fogo, 1961

Poema para Galileu 1964

Linhas de Força, 1967

Poemas Póstumos, 1983

Novos Poemas Póstumos, 1990





Pontinho de vista, poesia infantil de Pedro Bandeira

12 08 2011

Pontinho de vista

                          Pedro Bandeira

Eu sou pequeno, me dizem,

e eu fico muito zangado.

Tenho de olhar todo mundo

com o queixo levantado.

Mas, se formiga falasse

e me visse lá do chão,

ia dizer, com certeza:

— Minha nossa, que grandão!





A omeleta, poesia infantil de Maria de Lourdes Figueiredo

26 05 2011

A omeleta

Maria de Lourdes Figueiredo

Vou fazer uma omeleta

pra botar dentro do pão,

e, para isto, é preciso

que eu preste toda atenção.

Primeiro bater os ovos;

depois, fritar no fogão.

Virá-la, então, com cuidado…

Escapuliu!  Foi ao chão!…

Em: O mundo das crianças: poemas e rimas, vol 1,  Rio de Janeiro, Delta: 1975, p. 110