Luiz Labozetto (Brasil, 1934)
óleo sobre tela, 27 x 41 cm
Luiz Labozetto (Brasil, 1934)
óleo sobre tela, 27 x 41 cm
David Carson Taylor (EUA, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 35 x 28 cm
A jornalista Simone Magno, colocou no seu blog a lista as obras favoritas de Ariano Suassuana. A informação é parte de uma entrevista que se encontra no portal da CBN. Não deixe de ouvir o escritor na gravação da rádio. Mas para matar a curiosidade, aqui estão:
AUTORES BRASILEIROS
As obras de Monteiro Lobato para crianças
Tesouro da Juventude — enciclopédia
Através do Brasil de Olavo Bilac e Manoel Bonfim
Os sertões, Euclides da Cunha
O triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto
O cortiço, Aluísio Azevedo
A carne, Júlio Ribeiro
Crianças estudando, ilustração do Tesouro da Juventude.
AUTORES ESTRANGEIROS
Scaramouche, Rafael Sabatini
Memórias de um médico, Alexandre Dumas
O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas
Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
O idiota, de Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévski
Os demônios, de Fiódor Dostoiévski
Almas mortas, Nicolai Gogol
Ana Karenina, Liev Tolstoi
Guerra e Paz, Liev Tolstoi
O vermelho e o negro, Stendhal
Então, quais desses livros você já leu? Que tal colocar os outros na lista de leitura para os próximos dois anos?
Christophe Saccard (França, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 61 x 50 cm
Cláudio Tozzi (Brasil, 1944)
acrílica sobre tela colada em madeira, 150 x 100 cm
Edivaldo Barbosa de Souza (Brasil, 1956)
acrílica sobre tela, 90 x 150 cm
Luís Guilherme de Oliveira Gutman
Domenico Ghirlandaio (Florença, 1449-1494)
têmpera sobre painel de madeira, 44 x 32 cm
Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa
“A conquista da riqueza por meio do trabalho sempre foi louvada e admirada pelos florentinos, mas a ostentação do dinheiro era condenada. Ela suscitava inveja e era incompatível com o espírito republicano. Havia, por exemplo, leis rigorosas que ditavam as regras da moda na cidade. Os homens deveriam usar um simples manto preto, mas os nobres e pessoas ilustres, como advogados e ricos comerciantes, podiam vestir-se com mantos coloridos. As mulheres também deveriam vestir-se de forma simples. Roupas de tecidos finos tinham de ser evitadas. Botões eram proibidos, assim como maquilagem e até algumas joias. Havia uma polícia da moda que percorria as ruas para verificar se as regras estavam sendo cumpridas. Ela agia principalmente à noite, quando as pessoas se vestem para ir a festas, jantares e recepções. As denúncias anônimas suscitavam incertas da polícia da moda para flagrar transgressores. A violação das leis implicava multas e, em certos casos recorrentes, processos e punições mais severas. Mas essa austeridade começou a ser negligenciada quando Florença voltou a viver uma nova era de prosperidade econômica.
A riqueza e o desejo de esbanjá-la deturparam o gosto dos florentinos pela simplicidade. As leis que procuravam restringir a moda tornaram-se anacrônicas. Os policiais da moda proibiam o uso de um tecido, e os criadores da moda inventavam uma maneira de burlar a lei. Proibia-se o uso de botões, mas criavam-se falsos botões, que serviam apenas para enfeitar a roupa. Condenava-se o colar de pérolas, mas usava-se uma pérola na roupa como acessório. Em pouco tempo a polícia da roupa perdeu a guerra contra a indústria da moda….”
Em: Cosimo de Médici: memórias de um Líder Renascentista, Luiz Felipe D’Avila, São Paulo, Ediouro: 2008, pp. 45-6
Marie Louise Mattos (França/Brasil, 1916)
aquarela, nanquim sobre papel, 32 x 21 cm
Dirce Bona (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela
Calmon Barreto de Sá Carvalho (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre tela
Museu de Araxá, MG
“Nosso local de descanso seria a importante cidade de Campinas …, a mais de cem milhas no interior. Quando nos aproximávamos dessa cidade, fui surpreendido pela beleza e fertilidade da região circundante. As grandes e antigas montanhas haviam sido deixadas muito para trás de nós, e em redor, até onde pude ver, estendiam-se extensas planícies, ou antes, prados ondulosos, com quase todos os acres ocupados. Havia muitas plantações de café superiormente cultivadas, entre cujo verde-escuro podia-se avistar aqui e ali as grandes residências caiadas de branco dos proprietários das terras. Foi na tarde de 28 de junho que chegamos aos arredores de Campinas. A radiosa beleza da noite tropical tornava-se ainda maior pela iluminação da cidade, pelas imensas fogueiras espalhadas pela planície, e brilhantes fogos de artifício lançados de todas as ruas e todas as plantações circundantes. Os clarões e o barulho eram tais, que sem qualquer esforço de imaginação, ter-se-ia acreditado estar perto de alguma cidade sitiada, durante um violento bombardeio. Era a “véspera de S. Pedro”; e todo homem que tinha um Pedro ligado a seu nome, sentia-se na obrigação de acender uma imensa fogueira diante de sua porta, e soltar uma porção de foguetes, além de descarregar inúmeras pistolas, mosquetes, e morteiros. Sob semelhante tormenta, entramos em Campinas.”
Texto de James C. Fletcher e de Daniel P. Kidder, de sua viagem ao Brasil em 1855, publicado no Brasil e em São Paulo, em 1941, com o título de O Brasil e os Brasileiros: esboço histórico e descritivo, pela Cia Editora Nacional com tradução de Elias Dolianiti, encontrado em:
O Planalto e os Cafezais: São Paulo, Ernani Silva Bruno, e Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp. 91-92
Elder Rocha Lima (Brasil, 1928)
óleo sobre tela, 40 x 40 cm







