Plante uma árvore! Faça o seu bairro, um bairro verde!

21 09 2008

 

 

 

 

A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro conscientiza sobre importância de plantar árvores nas ruas:

 

A Fundação Parques e Jardins vai lançar uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da arborização urbana. O objetivo é oferecer informações sobre os benefícios produzidos pelas árvores para a qualidade de vida, como embelezamento paisagístico, diminuição da temperatura em áreas mais quentes e redução da poluição ambiental.

 

A iniciativa surgiu após a constatação do alto índice de rejeição ao plantio de árvores nas ruas, principalmente nas regiões Norte e Oeste. Por isso, o início da campanha será pelo bairro de Piedade, onde 15 agentes ambientais capacitados darão informações sobre as vantagens de ter as ruas arborizadas e vão incentivar os moradores a adotar a muda plantada na sua rua, se comprometendo a cuidar do seu desenvolvimento.

 

Está na hora de tomarmos todas estas iniciativas sob nossa próprias rédeas.  Afinal, somos nós, cidadãos, que nos beneficiamos com o plantio de árvores em todos os bairros.  A hora é agora!  Mova-se!

TORNE A SUA CIDADE MAIS VERDE!





Cai o número de pássaros marinhos migratórios

18 09 2008
Escher, anel de moebius com pássaros

Escher, anel de moebius com pássaros

 

No 4° Encontro da AEWA Wetlands International for the African-Eurasian Migratory Waterbird Agreement [ Acordo sobre os Pássaros Migratórios de Pântanos da África-Eurásia] que acontece esta semana (15-19 setembro) em Madagascar houve uma queda de 41% no número na população destes pássaros.  Para os pássaros usando as rotas que passam pela Ásia Central e Ocidental a situação é ainda de maior perigo, com um declínio na população dos pássaros de 55%.   O anúncio para a imprensa destes dados foi acompanhado da explicação de que isto está acontecendo principalmente pela destruição do meio ambiente nestes locais de pouso/ parada dos pássaros migratórios, pela falta de planejamento econômico e na execução da exploração destas terras na Eurásia e na África.  Lugares tradicionalmente retidos como parada/pouso destes pássaros para a jornada de inverno estão desaparecendo pela ação do homem.  

80 países tem representantes neste encontro na cidade de Antananarivo, mas mesmo assim, é essencial que haja cooperação internacional para que programas de conservação das rotas sejam mantidos e ampliados.  Pássaros que precisam de longos vôos, indo de um lado da Terra para o outro, com rotas estabelecidas através de séculos são os que mais sofrem com as mudanças climáticas, com o aquecimento da Terra e com a destruição dos lagos e pântanos onde estão acostumados a parar para recomeçar vôo depois do descanso. Um apelo a que se preste atenção a este problema e que se fomente maior cooperação internacional é até agora o resultado deste encontro.

 

Para mais informações, clique aqui.





O renascimento do urso americano!

17 09 2008

 

Ontem a CNN revelou que depois de passar 75 anos na lista de animais em desaparecimento, este ano, o urso americano voltou a ser visto nas reservas florestais, em estado selvagem,  ao noroeste do estado de Montana. 

 

Pesquisadores trabalhando para a US Geological Survey calculam que haja no momento 765 ursos vivos em seu habitat nesta região intocada pelo homem.  Este é o maior número de ursos em 30 anos, aparentemente um sinal de que a espécie logo logo não estará mais na lista da espécies em extinção.  Este urso ocupava quase todo o território americano há 100 anos, mas a rápida transformação do país no século XX fez com que ele estivesse reduzido a uma população de aproximadamente 250-350 ursos. 

 

Esta nova descoberta de aumento da população dos ursos grizzly deve facilitar o afrouxamento das regras proibindo a exploração do petróleo e da indústria madeireira em Montana.

 





Boas novas do reino animal!

16 09 2008

 

OKAPI
OKAPI

No dia 11 de setembro, a CNN (Inglaterra) anunciou que foram tiradas novas fotos do Okapi, um animal africano, que de acordo com o noticiário há 50 anos não era fotografado livre, no seu próprio habitat.  Estas fotos foram obtidas no  Parque Nacional de Virunga National, no Congo.  A confirmação das fotos foi feita por Noelle Kumpel, gerente do Programa de Conservação das Florestas e Animais da Sociedade Zoológica de Londres.  

 

Na minha opinião ele é o “platipus” do mundo de 4 pernas: tem traseiro de zebra, mas não é zebra, tem cara de lhama, mas não é.  É da família das girafas, mas o pescoço é mais normal…  Na verdade eles parecem um cavalo, listrado nas ancas, com pescoço comprido e língua roxa.

 

Por não ter sido fotografado no meio selvagem há muito tempo pensou-se que já havia desaparecido como animal selvagem.  É um animal raramente visto.  Ele  não gosta de se exibir preferindo a solidão.  É tímido.  Esta é uma das razoes pelas quais a maioria dos dados vem exclusivamente do estudo de seus dejetos.  Hoje em dia só existe na República Democrática do Congo.

 

É sempre bom ter-se um pouquinho de boas novas!





O cavalo branco, uma interferência na genética!

31 07 2008

 

Depois de postar este maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade,  fui atrás de um artigo que havia lido recentemente sobre os cavalos brancos.  Lembrei-me dele quando usei a aquarela do pintor gaúcho José Lutz Seraph Lutzemberger para ilustrar a   postagem anterior.  Finalmente depois de uma hora, me lembrei que havia visto esta nota sobre a genética do cavalo branco no Sunday Times de Londres, do dia 20/7/08, no artigo intitulado: The Lone Ranger: white horses’ single ancestor [O ancestral do cavalo branco de Zorro, o cavaleiro solitário].

 

Foi desconcertante descobrir que os cavalos brancos – todos os cavalos brancos do mundo – são mutantes e que sofrem de um defeito de DNA que os faz envelhecer rapidamente.  Não estou falando aqui dos cavalos albinos.  Estes são diferentes, estes são brancos desde que nascem. Mas falo aqui dos cavalos que nascem com pelo castanho, passam a ter pelo cinza e mais ou menos aos 6 anos de idade, adquirem a cor branca que lhes dá um ar mágico, de criatura de outro mundo.  Tudo indica que cavalos brancos já teriam desaparecido há muito tempo, não fosse a mão do homem.   

 

Há dois problemas sérios com a cor branca: 1) o cavalo branco em estado selvagem seria muito mais fácil de ser caçado.  Sua complexão não o deixaria esconder-se por entre árvores ou vegetação sem atrair a atenção de predadores.  2) com o pelo branco, estes cavalos, quando expostos ao sol, têm uma probabilidade muito grande de adquirirem câncer de pele.  

 

Foi a fascinação do homem que “criou” este animal, que lhe deu meios de sobrevivência, como se intuitivamente soubesse das leis de Darwin.  Isto não quer dizer que o cavalo branco seja um novato na face da terra, sua existência é tão longa quanto a de seus companheiros.  Acredita-se, no entanto, que o ser humano tenha começado a domar cavalos selvagens há aproximadamente 10.000 anos atrás.  Mas é bastante revelador que todos os cavalos brancos em existência tenham tido um único ancestral.  

 

Isto está revelado, como mostrou a revista Nature Genetics, num estudo feito pela Universidade de Uppsala na Suécia. Todos estes cavalos têm um gene específico em comum. Isto significa que o cavalo original com este gene deve ter impressionado muito o homem antigo.  Quem sabe até poderia ter sido mais valioso pela raridade!  O que sabemos ao certo é que foi selecionado para reprodução.  E foi reproduzido, sistematicamente.  Até que nos dias de hoje, 1 em cada 10 cavalos ou seja, 10% do eqüinos no mundo têm este gene.  

 

Há esperanças de que estudando este gene, que no momento recebeu o nome de “grisalho por idade” venha-se a entender melhor o processo de envelhecimento em geral e dos seres humanos em particular.  Esta é uma das primeiras intervenções bem sucedidas que conhecemos do homem no meio ambiente.  O que fascinou o homem primitivo é o que ainda fascina o homem moderno: a alvura de seu pelo.





Pensando sobre imigração e emigração *

25 07 2008

 

 

Neste ano em que comemoramos o centenário da chegada dos imigrantes japoneses no Brasil é interessante ver o que está acontecendo no Japão de hoje, em termos de crescimento populacional.  Para que isto não pareça só um caso do Japão vou primeiro mencionar cinco tendências demográficas mundiais, que não podemos deixar de reconhecer.  Elas certamente afetarão as nossas vidas, mesmo aqui no Brasil, nem que indiretamente.  Vale lembrar: estima-se que atualmente a população do nosso planeta esteja por volta de 6.200.000.000 (seis bilhões e duzentos milhões).

Monobloco em Copacabana, 2007.

Monobloco em Copacabana, 2007.

 

 

 

 

Cinco tendências demográficas mundiais.

 

A migração de povos de um continente para o outro só deve aumentar nos próximos 50 anos.   Há 5 tendências demográficas mundiais que colocarão em cheque todas as medidas contra e a favor da migração de certos povos para longe de suas terras natais, assim como, colocarão maior pressão numa educação de qualidade para qualquer família, estado ou país  que queira que seus cidadãos tenham a chance, a possibilidade de melhorarem relativamente de status social.  As pressões se farão sentir também no meio ambiente, na medicina mundial, na produção de alimentos. 

 

Vejamos estas tendências:

 

1 – Europa e Ásia envelhecem: Itália, Espanha e Japão, por exemplo, têm taxas de natalidade baixas.  Itália e Espanha: 1,3 crianças por mulher;  o Japão, 1,2 .   Isto é muito abaixo dos 2,1 filhos por mulher considerados necessários para a manutenção de qualquer população, sem crescimento.  Em 2050, ou seja, em 40 anos, a população destes países acima dos 60 anos representará 39% na Itália e na Espanha e 44 % no Japão.    Estas mudanças são muito sérias e afetarão tanto o sistema de saúde como o de aposentadoria nestes países.

 

2 – A África continua com crescimento populacional sem limites.  Mulheres que vivem em países pobres e mulheres que não receberam muita educação têm a tendência de ter maior número de filhos.   De acordo com projeções das Nações Unidas, a Etiópia por exemplo, crescerá muito até 2030 e a Uganda terá mais habitantes em 2040 do que toda a população da Alemanhade hoje.  A fome deve aparecer ainda mais violenta nestes países e no continente africano em geral.  O crescimento populacional desordenado está concentrado principalmente na Nigéria, Congo e Eritréia.  Além destes países, Burkina-Faso, Angola, Uganda, Somália, Libéria terão suas populações triplicadas até meados deste século, ou seja nos próximos 40 anos.  

 

3 – A AIDS acabará com 9% da população em idade de trabalho na região do Sub-Saara.  São 23 países africanos que devem perder entre 9 e 10% de suas populações em idade produtiva.  Infelizmente esta tragédia, é o único freio populacional efetivo nas populações africanas. [ World Population Prospects – The 2002 Revision, 2/ 2003]

 

4 – Faltam mulheres na Ásia.  Por uma preferência cultural por filhos homens, a China e a Índia, sofrerão ainda mais do que sofrem hoje com um desequilíbrio populacional extremamente preocupante: China: 18 homens para cada mulher.  Índia: 12 homens para cada mulher.   Em 2020, ou seja, daqui a 12 anos, haverá 30 milhões de homens em idade produtiva sem poderem se casar.  Na Ásia, os países cujas populações mais crescem são:  Índia, Paquistão, China, Indonésia.

 

5 – O sul emigra para o norte.  As populações mais pobres do norte e do sul da África migrarão para os países mais ricos, ao norte do Equador:  Estados Unidos e países da Europa serão seus alvos.   Note-se que a população hispânica nos EUA, se continuar a crescer nos níveis em que cresce hoje, deve representar 24% da população em 2050.

 

As conseqüências óbvias destes problemas são: maior pobreza – nível de vida baixando nestes países de grande crescimento populacional, maior índice de analfabetismo.  Faltará alimentos e faltará água.  Não haverá como manter um nível mínimo de saúde publica sem intervenção de fora.  Problemas ambientais, já em níveis perigosos só aumentarão. 

 

Veneza, Itália.  Praça deserta.  Foto Marilynn.

Veneza, Itália. Praça deserta. Foto Marilynn.

 

O curioso caso do Japão mostra o que os países com decréscimo populacional enfrentarão.   O declínio demográfico do Japão já estava previsto há tempos.   A curiosidade é que ele já é o país com a maior população acima de 65 anos: 20%.   Simultaneamente, tem a menor população jovem do mundo, só 14% de japoneses estão com idade abaixo de 15 anos.  Seu índice de reprodução é um dos mais baixos do  mundo: 1,3 por mulher em idade fértil.  Hoje com 127.700.000 de habitantes, espera-se que tenha 121.100.100 em 2025, ou seja uma diminuição de 8.000.000 em 17 anos.   Desde 2005 que o Japão tem mais mortes do que nascimentos.

 

O ministério da Saúde do Japão desde 2005 não deixa de alertar aos japoneses as drásticas conseqüências econômicas para o país destes números:  o crescimento econômico ficará parado; o peso das aposentadorias apoiado na população ativa causará uma baixa nos salários para poder financiar as aposentadorias.  

 

As causas destes números de esvaziamento populacional são muitas, mas entre elas estão as mulheres se casando cada vez mais tarde, as mulheres se recusando ao antigo modelo familiar de permanecer em casa sem o privilégio de uma carreira e o custo de uma família numerosa ser muito elevado alem de precários meios de apoio à guarda das crianças quando as mães trabalham fora de casa.  Outra curiosa conseqüência do esvaziamento populacional é o aumento de emprego para pessoas acima de 60 anos.  Há empresas como, por exemplo, a Mystar 60, que não emprega ninguém com menos de 60 anos de idade.

 

Há dois caminhos para o Japão e outros países com a Itália e a Espanha que provavelmente serão usados simultaneamente:  1) criarem uma melhor condição de apoio às mulheres que trabalham fora, para assim poderem aumentar de novo a população nativa. Esta é uma solução  2) abrir as portas para a imigração: esta solução seria a maneira mais rápida de contornar os problemas imediatos.  Esta solução, no entanto, nem sempre é bem-vinda.  Não necessariamente por preconceito.  Mas porque para que a Europa possa manter o nível de crescimento populacional em simples reposição, ou seja, 2,1 filhos por mulher, seria necessário que sua população fosse aumentada de pelo menos 500.000.000 de pessoas.  Ou seja, os nativos, os espanhóis, italianos, irlandeses e outros seriam minorias em seus próprios rincões.

 

Financial Times

Milhões de chineses parados na volta das férias. Foto: Financial Times

 

Será que ainda mais brasileiros estarão migrando para o Japão?  A emigração brasileira continuará e provavelmente aumentará.  Principalmente se não educarmos melhor os nossos cidadãos, se não providenciarmos meios de boa sustentabilidade de empregos.  Infelizmente, o que espera a maioria dos brasileiros lá fora, não só hoje, mas no futuro, são de fato os pequenos trabalhos, os trabalhos manuais, serviçais, de baixo conhecimento, de baixo nível intelectual.  Estaremos exportando, como muitos países da África e do Oriente mão de obra não qualificada.  Esta realidade não é muito atraente, ainda mais quando levamos em consideração que para mão de obra não qualificada, competimos com orientais, africanos e outros latino-americanos que trabalham e trabalharão felizes por muito menos dinheiro que nós.   Este é um problema sério a ser enfrentado hoje.  Não amanhã, ou no futuro.  Suas conseqüências são muito mais imediatas do que imaginamos.

 

* os dados mencionados aqui vieram das ONU, da pesquisa feita pela revista americana, Foreign Policy, em setembro de 2007 e  pelo IBGE.   Todos dados de livre acesso online.