Imagem de leitura — Moïse Kisling

19 02 2016

 

 

Moise_Kisling,_1916,_La_Sieste_à_Saint-Tropez,_Kisling_avec_RenéeA sesta em Saint-Tropez, 1916

[Moïse com Renée]

Moïse Kisling (Polônia/França, 1891-1953)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Aung Kyaw Htet

17 02 2016

 

Aung Kyaw Htet (Mianmar, 1965) StudyingEstudando

Aung Kyaw Htet (Burma/Myanmar, 1965)

óleo sobre tela

 





Casas tranquilas nos EUA, texto de Dalia Sofer

24 01 2016

 

 

Jessica Rohrer (EUA, 1974) 2014-Street-Center-12x19, ospRua Central, 2014

Jessica Rohrer (EUA, 1974)

óleo sobre placa, 30 x 48 cm

 

 

“Na sala de aula, durante uma projeção de slides de arquitetura, ele escreve uma carta para os pais. Na semi-escuridão do auditório de palestras ele escreve que tudo está bem na faculdade, que o proprietário do apartamento é muito simpático e cuida bem dele. Quando termina, levanta a cabeça e vê os perfis dos colegas de classe iluminados pela luz do projetor, hipnotizados pelo clique-clique das transparências, pelo tom de voz monótono do professor e pelas brilhantes imagens das casas californianas na tela — o exterior de madeira, os pátios, as grandes extensões de vidro com vista para os jardins. Essas casas todas parecem muito limpas, simples, ensolaradas e alegres, portando em suas linhas descomplicadas a promessa de décadas dóceis, passadas na mesma cidade, na mesma rua, na mesma casa, mas sem oferecer proteção nenhuma contra o tédio que acompanha tudo isso. Olhando para as imagens, ele conclui que seus colegas de classe — simpáticos, com seus trajes impecáveis e essencialmente ilesos — são produtos de tais lares.”

 

 

Setembros de Shiraz, Dalia Sofer, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, p. 40

 

 





Resenha: “Um homem chamado Ove” de Fredrik Backman

22 01 2016

 

Anne Redpath (Escócia, 1895-1965), aquarela, Casas em Skye, 1965Casas em Skye, 1965

Anne Redpath (Escócia, 1895-1965)

aquarela sobre papel

 

 

Nem todo livro de ficção fica conhecido pelo estilo poético do autor, pelo torneio de frases. O de Fredrik Backman será lembrado pelo oposto: consegue extrair grandes emoções, através da narrativa fria e impassível detalhando as idiossincrasias de um personagem carrancudo e sem senso de humor. Talvez por isso, esse improvável herói literário consiga desde o primeiro capítulo cativar o leitor. Todos nós conhecemos alguma versão de Ove. Quem não tem na família, no bairro, no emprego, algum conhecido que mantém hábitos de pensamento e ação rígidos? Os cinquenta e nove anos de posicionamentos imutáveis são a coluna dorsal de Ove, o homem simples que habita essas páginas.  Suas verdades incontestáveis e valores incorruptíveis são a essência do seu caráter.

Apesar de sua postura irredutível sobre muitos aspectos do dia a dia, Ove é capaz de grandes paixões.  Paixões cegas, que não admitem qualquer desvio.  Elas podem ser pela marca de um carro ou por uma mulher.  Através dessas paixões conhecemos a lealdade desse herói escandinavo. Nos apaixonamos por ele assim como Sonja, sua esposa, o fez.

 

UM_HOMEM_CHAMADO_OVE_1439494304521391SK1439494304B

 

 

Quando encontramos Ove, ele está deprimido.  Aposentado aos cinquenta e nove e viúvo, sente o peso da solidão.  Tudo o que deseja é seguir o caminho dela.  No outro lado.  A vida perdeu a razão de ser.  Planeja cuidadosamente um suicídio.  Depois outro e ainda outro, mas é interrompido cada vez pela mão do acaso, na figura de vizinhos bisbilhoteiros, que parecem tão determinados nas suas demandas quanto ele na sua decisão.  Porque se trata de pessoa tão meticulosa, o dar errado de cada tentativa é inesperado. Narrado com objetividade a situação leva o leitor a rir.  Não só a sorrir.  Mas rir. Com gosto.  Divertido.

No entanto, logo depois, nas conclusões dos capítulos somos presentados com um pensamento de Ove, sucinto, que exprime sua dor, seu amor, a falta que Sonja lhe faz.  E do riso brotam as lágrimas. Com a mesma facilidade.

 

backmanFredrik Backman

 Um homem chamado Ove demonstra a necessidade humana de ser útil, e de ser membro de um grupo. Na falta do amor, amigos mostram como a nossa presença é importante para o melhor desempenho deles.  Mesmo o mais turrão dos homens, a pessoa menos gentil de um grupo, tem com que contribuir para o bem estar de todos e de si próprio.  Essa é uma história que faz bem à alma e nos eleva.  Acabamos a leitura com a lembrança do que nos faz humanos.  Poucas histórias conseguem isso.  Divertido e sensível, recomendo a todos, homens e mulheres, jovens ou anciãos. É tempo de lembrar do nosso mais importante quinhão: a cooperação.  E de sua consequência, a aceitação.

 





Imagem de leitura — Alexander Mark Rossi

13 12 2015

 

 

Alexander Mark RossiNa costa em Bognor Regis, 1887
Alexander Mark Rossi (GB, 1840-1916)
Óleo sobre tela





Imagem de leitura — Armando Barrios

4 12 2015

 

 

Armando Barrios(Venezuela, 1920-1799)Maternal

Armando Barrios (Venezuela, 1920-1999)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Fairfield Porter

1 12 2015

 

Fairfield Porter (EUA 1907-1975)Menino sentado à mesa com toalha de xadrez vermelha, 1960, 103x98 cm The Parrish Art Museum, Southampton, NYMenino sentado à mesa com toalha de xadrez vermelho, 1960

Fairfield Porter (EUA, 1907-1975)

103 x 98 cm

The Parrish Art Museum, Southampton, NY





Curiosidade sobre os livros

26 11 2015

 

fec5822c66d68fbe92bcb0aa87485479

 

Título e nome do autor no dorso dos livros, não foi uma constante na história dos livros. Nos primeiros livros essas informações se encontravam na capa da frente e na do verso.  Mais tarde elas se encontravam só na capa da frente. E finamente no dorso. A ordem reflete a maneira como os livros eram guardados. Primeiro, durante o início até meados da Idade Média, eles eram guardados sobre uma mesa, ou superfície. Depois, mais tarde na Idade Média, eram guardados de pé com a capa da frente à mostra, de cara para o leitor. E finalmente, no período moderno, título e nome do autor passaram para o dorso quando os livros foram guardados em estantes, como fazemos até hoje.





Imagem de leitura — Franz von Defregger

25 11 2015

 

Menina lendo, c 1890.  osm, 63 x 50 cm ,Franz von DefreggerMenina lendo, c. 1890

Franz von Defregger (Alemanha, 1835-1921)

óleo sobre madeira, 63 x 50 cm





Palavras para lembrar — Paul Valéry

24 11 2015

 

 

Hofer, Karl

Moça lendo jornal

Karl Hofer (Alemanha, 1878-1955)

 

“Os livros têm os mesmos inimigos que os homens: o fogo, a umidade, os animais, o tempo e o próprio conteúdo.”

Paul Valéry