Leitura por Virginia Woolf

5 11 2025

Emily

Michael J. Downs (Canadá, contemporâneo)

óleo sobre madeira, 51 x 76 cm

 

 

“A real razão continua inescrutável – a leitura nos dá prazer. É um prazer complexo e um prazer difícil; varia de época para época e de livro para livro. Mas ele é suficiente. Na verdade, o prazer é tão grande que não se pode ter dúvidas de que sem ele o mundo seria um lugar muito diferente e muito inferior ao que é. Ler mudou, muda e continuará mudando o mundo.”

 

Virginia Woolf, O sol e o peixe, Autêntica: 2015





Conselho de Jorge Luís Borges

27 10 2025

Seu espaço

Alejandra Caballero (Espanha, 1974)

óleo sobre tela, 100 x 100-cm

 

 

“O verbo ler, como o verbo amar e o verbo sonhar, não suporta o modo imperativo. Eu aconselho sempre os meus alunos que se um livro os aborrece o abandonem; que não o leiam porque é famoso, que não o leiam porque é moderno, que não o leiam porque é um clássico. A leitura deve ser uma das formas da felicidade e não se pode obrigar ninguém a ser feliz.”

 

Jorge Luis Borges





Imagem de leitura: Elizabeth Adela Stanhope Forbes

27 10 2025

Meio das férias, Alec em casa em férias, 1909

Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá-Inglaterra, 1859-1912)

óleo sobre tela, 122 x 97 cm





Imagem de leitura: Thomas Faed

23 10 2025

Quando as crianças estão dormindo, 1880

Thomas Faed (Escócia,1826-1900)

óleo sobre tela

Walker Art Gallery, Liverpool





Palavras para lembrar: Sam Levenson

21 10 2025

Retrato de duas crianças numa poltrona, lendo

Margery Mostyn (Inglaterra, 1893-1979)

óleo sobre tela, 76 x 64 cm 

“Qualquer criança que tenha dois progenitores interessados nela e uma casa cheia de livros, não é pobre.”

 

Sam Levenson

(1911-1980)




Imagem de leitura: Vicente Palmaroli y Gonzáles

16 10 2025

Um capítulo interessante

Vicente Palmaroli y Gonzáles (Espanha, 1834-1896)

Óleo sobre madeira, 76 x 51 cm





A vida como viagem, José Saramago

10 10 2025

Beijo no metrô de Nova York

Philip Hawkins (Inglaterra, 1947)

óleo sobre tela

 

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”

 

José Saramago, Viagem a Portugal, 1981





Sobre os grandes escritores, Marcel Proust

8 10 2025

Pierre de Nolhac, retratado por seu filho, 1909

Henri de Nolhac (França, 1884-1948)

óleo sobre tela

 

 

 

É o que se dá com todos os grandes escritores: a beleza de suas frases é imprevisível, como a de uma mulher que ainda não conhecemos; é criação, porque se aplica a um objeto exterior em que eles pensam — e não a si — e que ainda não expressaram. Um autor de memórias de nossos dias que quisesse imitar disfarçadamente a Saint-Simon poderia em rigor escrever a primeira linha do retrato de Villars: “Era um homem corpulento, moreno… de fisionomia viva, franca, impressiva”, mas que determinismo lhe poderá fazer encontrar a segunda linha que começa por: “E na verdade um tanto aloucado”? A verdadeira variedade está nessa plenitude de elementos reais e imprevistos, no ramo carregado de flores azuis surgindo, contra toda expectativa, da sebe primaveril, que parecia incapaz de suportar mais flores; ao passo que a imitação puramente formal da variedade (e o mesmo se poderia argumentar quanto às outras qualidades do estilo) não passa de vazio e uniformidade, isto é, o contrário da variedade, e se com isso conseguem os imitadores provocar a ilusão e a lembrança da verdadeira variedade é tão somente para as pessoas que não a souberam compreender nas obras-primas.

 

Em: À sombra das raparigas em flor, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana





Imagem de leitura: Charles Henry Tenré

7 10 2025

Moça sentada, lendo ao lado de uma mesa

Charles Henry Tenré (França, 1854-1926) 

óleo sobre tela, 74 x 61 cm





Imagem de leitura: Charles Spencelayh

3 10 2025

Capítulo matinal

Charles Spencelayh (Inglaterra, 1865-1958)

óleo sobre tela