Liberdade liderando o povo, 1830
Eugène Delacroix (França, 1798-1863)
óleo sobre tela, 260 x 325 cm
Louvre, Paris.
Liberdade liderando o povo, 1830
Eugène Delacroix (França, 1798-1863)
óleo sobre tela, 260 x 325 cm
Louvre, Paris.
Retrato de Ambroise Vollard, 1949
Louis Valtat (França, 1869-1952)
Óleo sobre tela
Musée Léon Dierx, Saint-Denis, Île La Réunion.
Ilustração Homem no parque, de Édouard Halouze, 1920.
Armindo Rodrigues
Nem mal, nem bem,
nem sim, nem não,
nada por obrigação
me convém.
Só quero querer
o de que na verdade
eu próprio tiver
vontade.
Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 15
Jean-Baptiste Carpeaux (França, 1827-1875)
Fachada da Opéra Garnier.
Aliberto Baroni (Brasil, 1911-1994)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Amantes da leitura em geral têm um fraco por histórias, romances, novelas em que livros são protagonistas ou fazem parte essencial da trama. O leitor do trem das 6h 27 de Jean-Paul Didierlaurent já pelo título nos prepara para um deleite do gênero. E é. No entanto, essa é uma história cuja tema central talvez não seja livros mas o cultivo da amizade e do amor através da palavra escrita.
Sim, há um leitor que lê em voz alta páginas soltas de livros diversos, para uma plateia no trem da manhã. Muitos de seus ouvintes se encantam com as passagens escolhidas ao acaso: elas fazem a imaginação borbulhar, trazem excitação ao dia a dia e são capazes de preencher vidas que de outro modo poderiam ser alienadas. Um por um, cada ouvinte encontra sua verdade, sua história, na interpretação dos trechos de ficções narrados pelo leitor do trem. É o que acontece com as irmãs Delacôte que eventualmente convidam o leitor do trem para sessões de leitura e entretenimento, para elas e amigos.
Nesse pequeno romance de Jean-Paul Didierlaurent as palavras escritas são mágicas. Elas são a chave do amor e da amizade. Elas saram, purificam e restabelecem. Garantem companheirismo e fraternidade, benevolência e apego. Os gestos de ternura, de simpatia, entre o leitor e seu colega Giuseppe, vítima de um acidente no trabalho, são verdadeiras odes à mágica da palavra impressa. Até mesmo o leitor do trem, que solitário cultiva a companhia de um peixinho de aquário, eventualmente sucumbe à magia da palavra escrita e por ela encontra o amor.
Jean-Paul Didierlaurent
O mundo de Guylain Vignolles, funcionário de uma companhia de desencalhe de livros, parece inicialmente sem esperança, abjeto, rude e descortês. Mas aos poucos testemunhamos os pequenos milagres, aqueles que acontecem quando prestamos atenção nas palavras impressas. E… surpresa! Quase tudo se resolve. Hábil contador de histórias, Didierlaurent escreveu um conto de fadas para a nossa época. Há monstro, vilão, mágica, boas ações, madrinhas, princesa e final feliz. Que mais podemos querer para cultivar um bom astral?
Retrato de Charles-Etienne de Bourgevin de Vialart, Conde de Saint Morys, criança
Jean-Baptiste Greuze (França, 1725-1805)
óleo sobre madeira, 65 x 54 cm
Museu de Belas Artes de Nantes, França
Jacques-Louis David (França, 1748-1825)
óleo sobre tela, 80 x 64 cm
Museu do Louvre, Paris
Eva Gonzales (França, 1849-1883)
óleo sobre tela, 40 x 33 cm
Coleção Particular
És, para mim, como o alimento para a vida
[Shakespeare, soneto: LXXV, So are you to my thoughts as food to life]
Yves Pires (França, 1958)
Homem sentado lendo à luz de uma vela, s.d.
[Estudo para adoração do bezerro de ouro]
Círculo de Jean-Jacques Durameau (1733-1796)
carvão, sanguínea, aguadas cinza e marrom, sobre duas folhas de papel.
| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 | 31 | |||||




