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Primavera, Ilustração da capa da revista Farm Journal, de maio de 1929.
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Que festa pelo caminho!
Que som, que luz, que esplandor!
Gorgeios em cada ninho,
abelhas em cada flor!
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(Paulo Setúbal)
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Que festa pelo caminho!
Que som, que luz, que esplandor!
Gorgeios em cada ninho,
abelhas em cada flor!
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(Paulo Setúbal)
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“Muito riso e pouco sizo”,
diz-nos o velho ditado.
Mas eu digo que um sorriso
sempre dá bom resultado…
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(Lucina Long)
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Simplicidade, s/d
Reinaldo de Almeida Barros ( Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre papel
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Olegário Mariano
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Amo-te, ó minha terra, por tudo o que me tens dado:
Pelo azul do teu céu, pelas tuas árvores, pelo teu mar;
Pelas estrelas do Cruzeiro que me deixam anestesiado,
Pelos crepúsculos profundos que põem lágrimas no meu olhar.
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Pelo canto harmonioso dos teus pássaros, pelo cehiro
Das tuas matas virgens, pelo mugido dos teus bois;
Pelos raios do sol, do grande sol que eu vi primeiro…
Pelas sombras das tuas noites, noites ermas que eu vi depois.
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Pela esmeralda líquida dos teus rios cristalinos,
Pela pureza das tuas fontes, pelo brilho dos teus arrebóis;
Pelas tuas igrejas que respiram pelos pulmões dos sinos,
Pelas tuas casa lendárias, onde amaram nossos avós;
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Pelo ouro que o lavrador arranca de tuas entranhas,
Pela bênção que o poeta recebe do teu céu azul.
Pela tristeza infinita, infinita das tuas montanhas,
Pelas lendas que vêm do norte, pelas glórias que vêm do sul.
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Pelo trapo da bandeira que flamula ao vento sereno,
Pelo teu seio maternal onde a cabeça adormeci,
Sinto a dor angustiada de ter o coração pequeno
Para conter a onda sonora que canta de mor por ti.
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Em: Criança brasileira: quarto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949
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Olegário Mariano Carneiro da Cunha (Brasil, 1889 — 1958) Usou também o pseudônimo João da Avenida, poeta, político e diplomata brasileiro. Em 1938, foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros, substituindo Alberto de Oliveira que morrera e que, por sua vez, havia substituído Olavo Bilac. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
Angelus , 1911
Sonetos, 1921
Evangelho da sombra e do silêncio, 1913
Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac, 1917
Últimas Cigarras, 1920
Castelos na areia, 1922
Cidade maravilhosa, 1923
Bataclan, crônicas em verso, 1927
Canto da minha terra, 1931
Destino, 1931
Poemas de amor e de saudade, 1932
Teatro, 1932
Antologia de tradutores, 1932
Poesias escolhidas, 1932
O amor na poesia brasileira, 1933
Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso, 1933
O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas, 1937
Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência, 1939
Em louvor da língua portuguesa, 1940
A vida que já vivi, memórias, 1945
Quando vem baixando o crepúsculo, 1945
Cantigas de encurtar caminho, 1949
Tangará conta histórias, poesia infantil, 1953
Toda uma vida de poesia, 2 vols., 1957
Bebê, ilustração de Charlotte Becker.–
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Os bebês criados em famílias bilíngues têm maior capacidade de aprendizagem linguística se comparados com crianças que só foram expostas a uma única língua. Esta foi a conclusão de um estudo do Instituto de Ciências do Cérebro e Aprendizagem da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Outros estudos, anteriores, já haviam mostrado que as crianças têm habilidades especiais para aprender um segundo idioma. No entanto essa capacidade começa a desaparecer a partir do primeiro ano de idade.
A pesquisa levou em conta o tempo de exposição dos bebês ao vocabulário de dois idiomas – inglês e espanhol – e constatou que essas crianças têm prolongado, exatamente esse período, descoberto anteriormente, em que podem aprender um outro idioma, principalmente se elas são expostas em casa a muitas palavras em ambas as línguas.
“O cérebro bilíngue é fascinante, já que reflete as capacidades dos seres humanos para o pensamento flexível. As crianças bilíngues aprendem que os objetos e eventos no mundo têm dois nomes e têm flexibilidade de alternar entre essas etiquetas, dando ao cérebro um bom exercício “, disse Patricia Kuhl, coautora do estudo e codiretora do Instituto de Ciências do Cérebro e Aprendizagem da universidade.
Os cientistas que trabalharam no estudo pesquisam os mecanismos cerebrais que contribuem para a habilidade dos bebês na aprendizagem de idiomas. Eles esperam que os resultados dessa pesquisa venham a impulsionar o bilinguismo entre adultos. Estudos prévios de Kuhl mostraram que entre o oitavo e o décimo mês de idade, os bebês monolingues são cada vez mais capazes de distinguir os sons da fala de sua língua materna, enquanto sua capacidade para distinguir sons de uma língua estrangeira diminui.
Por exemplo, entre os oito e dez meses de idade, os bebês expostos ao inglês detectam melhor a diferença entre os sons “r” e “l” que os bebês japoneses, que não estão tão expostos a ouvir esses sons em seu idioma. “O cérebro infantil se sintoniza com os sons da língua durante este período sensível no desenvolvimento, e estamos tentando pesquisar exatamente como isso acontece. Saber como a experiência molda o cérebro nos diz algo que vai muito além da linguagem“, destacou Kuhl.
Esta diferença no desenvolvimento sugere que os bebês bilíngues “podem ter um calendário diferente para se comprometer neurologicamente com uma linguagem” se comparados com os bebês monolingues, ressaltou Adrián García-Sierra, autor do estudo.
“Quando o cérebro está exposto a dois idiomas, e não só um, responde adaptando-se a permanecer aberto durante mais tempo antes de mostrar o estreitamento da percepção que as crianças monolingues costumam mostrar no final do primeiro ano de vida“, explicou García-Sierra.
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Fontes: Terra, Science Daily

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Walter Nieble de Freitas
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A Pátria meus coleguinhas
É o recanto onde nascemos;
É a Família, o Lar, a Escola…
É a Terra onde vivemos!
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Foi a Sete de Setembro
Que a nossa Terra Natal
Se libertou para sempre
Do jugo de Portugal!
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Nas colinas do Ipiranga,
D. Pedro, o bravo Regente,
Transformou a nossa Terra
Num país independente!
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Bandeira colorida, 2007
Zilando Freitas ( Brasil, contemporâneo)
tecido em nós, 100 x 140 cm
http://zilandofreitas.blogspot.com
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O grande Pedro Primeiro
Com bravura sem igual,
Proclamou a Independência
De nossa Terra Natal.
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Viva o Sete de Setembro!
Viva o povo brasileiro!
Viva a nossa Independência!
Viva D. Pedro Primeiro!
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Foi “Independência ou Morte!”
O brado forte e altaneiro
Que libertou para sempre,
O meu Torrão Brasileiro.
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Viva a Semana da Pátria!
Salve o povo brasileiro!
Viva a nossa a Independência!
Salve D. Pedro Primeiro!
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Em: 1000 Quadrinhas escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965.
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1 – Tome banho todos os dias.
2 – Lave as mãos antes das refeições.
3 – Escove os dentes pela manhã e após cada refeição.
4 – Ande sempre limpo.
5 – Não durma com roupa usada durante o dia.
6 – Não cuspa no chão.
7 – Não leve objetos à boca.
8 – Não molhe os dedos para virar as páginas dos livros.
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1 – Faça refeições a horas certas.
2 – Não coma em excesso.
3 – Mastigue os alimentos.
4 – Coma menos carne e mais vegetais.
5 – Conserve os alimentos ao abrigo das moscas.
6 – Não beba muita água às refeições.
7 – Não coma gulodices entre as refeições.
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1 – Procure respirar o ar livre e puro.
2 – Evite respirar pela boca.
3 – Não durma em quartos fechados ou com muita gente.
4 – Não use plantas e flores no quarto de dormir.
5 – Evite ficar muito tempo em quartos mal ventilados.
6 – Não se demore nos quartos onde estiverem pessoas doentes.
7 – Pela manhã ao levantar-se, respire o ar livre, enchendo bem o peito. Faça isso cinco a dez vezes por dia.
8 – Quando tossir ou espirrar, use sempre o lenço.
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Em: Criança brasileira, 3º livro de leitura, edição especial para o estado de Minas Gerais, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1952.
Roupa estendida, 1944
Eliseu Visconti (1866-1944)
óleo sobre tela 67 x 82 cm
Coleção Particular
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Jorge de Lima
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No fio de arame
tem roupa estendida,
tem roupa na corda,
ceroulas e cuecas
que dizem coisas brejeiras
às calçolas da sinhá
sinhá, sinhá
toma vento
senão vem um pé-de-vento
e carrega com sinhá!
no fio de arame
tem roupa pingando água,
deixa pingar
não faz mal nenhum…
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Em: Poesias completas, vol. IV, Jorge de Lima, Rio de Janeiro, José Aguilar:1974
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Jorge Mateus de Lima (União dos Palmares, AL, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro.
Obras:
Poesia:
XIV Alexandrinos (1914)
O Mundo do Menino Impossível (1925)
Poemas (1927)
Novos Poemas (1929)
O acendedor de lampiões (1932)
Tempo e Eternidade (1935)
A Túnica Inconsútil (1938)
Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)
Poemas Negros (1947)
Livro de Sonetos (1949)
Obra Poética (1950)
Invenção de Orfeu (1952)
Romance:
O anjo (1934)
Calunga (1935)
A mulher obscura (1939)
Guerra dentro do beco (1950)
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Henriqueta Lisboa
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Vento do Norte
vento do Sul
vento do Leste
vento do Oeste.
Quatro cavalos
em pêlo.
Quatro cavalos
de longas crinas,
de longas caudas,
narinas sôfregas
bufando no ar.
Quatro cavalos
que ninguém doma,
quatro cavalos
que vêm e vão,
que não descansam,
de asas e patas
varrendo os céus.
Cavalos sem dono,
cavalos sem pátria,
cavalos ciganos
sem lei nem rei.
Quatro cavalos em pêlo.
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Rosinha ia contente para o mercado com um pote de leite na cabeça. Era o primeiro leite de sua vaquinha. Enquanto andava, ia pensando:
— Vendo o leite e compro uma dúzia de ovos. Choco os ovos e terei uma dúzia de pintos. Morrem dois e terei cinco frangos e cinco frangas que logo serão galinhas. Cada uma porá duzentos ovos. Assim, num ano terei mil ovos. Choco tudo e terei quinhentos galos e quinhentas galinhas. Vendo os galos a vinte reais e terei dez mil reais. Posso então comprar doze porcas e uma vaca. Cada porca terá seis leitões. Seis vezes doze…
De repente, Rosinha tropeçou. O pote caiu e quebrou-se. O leite derramou no chão. E, enquanto limpava o vestido, Rosinha viu sumir, embebido na terra, o primeiro leite de sua vaquinha e, com ele, os doze ovos, as cinco galinhas, os quinhentos galos, as doze porcas, a vaca.
Coitada de Rosinha!
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Fábula original de Esopo.
Em: Leituras Infantis, 2º livro, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1962
Texto adaptado do original.
Animais em beira de rio, s/d
Alexandre Reider ( Brasil, SP, 1973)
Óleo sobre tela
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Julinda Alvim
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Sulcando a plaga serena
à luz da manhã dourada,
numa cantiga magoada,
chora o rio a sua pena.
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E uma bonita morena,
lavadeirinha engraçada,
canta saudosa balada,
descendo a margem amena.
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Chega e depõe a bacia
de roupa. Seu vulto espia
na flor do rio, cismando.
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Volve, escuta os passarinhos.
Depois a nuvem de linhos
mergulha na água, cantado…
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Em: Vamos estudar? – 3ª série primária – edição especial para o estado do Rio de Janeiro, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1957