A clarividência, 1936
[La clairvoyance]
René Magritte (Bélgica, 1898-1967)
óleo sobre tela, 54 x 64 cm
Art Institute of Chicago
“Magritte esclarece-nos: “L’art de peindre — tel que je le conçois — se borne à la description de la pensée que unit — dans l’ordre qui évoque le mystère — ce qui le monde manifeste de visible“. Mais ainda: “Les figures vagues ont une signification aussi nécessaire, aussi parfaite que les précises“.
Uma de suas tarefas principais consiste portanto em dar forma concreta ao impreciso, onde ele se encontraria com um seu antípoda, Max Bense, que aconselha o artista a elaborar os pensamentos como formas. As perigosas fronteiras entre poesia e pintura foram de há muito estreitadas por Magritte, ao enquadrar elementos alógicos ou arbitrários numa trama plástica, pelo que poderia ser também aparentadoao Max Ernst dos grandes momentos. Já se disse que Magritte combate a razão com as armas desta.Mas alguém imaginaria justapor Lautréamont à Descartes? A obra de Magritte, que sabe domesticar o absurdo, leva-nos a crer nesta possibilidade”.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,p.189-190.
O sobretudo de Pascal, 1954

Flor Bengala Doce Sorrel (
Natureza morta, 1999
Hortênsias, 1958
Ilustração de Marli Soares Borges.
São Luís, 1953
Bacia, c. 1579
Reverso, parte de baixo da bacia.
Detalhe no topo a pedra em chamas e a legenda dos duques de Ferrara.
No caminho de São Thomé das Letras, MG



