Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)
Óleo sobre tela, 65 x 80 cm
Zé Carioca visita o Rio Grande do Sul, ilustração Walt Disney.—
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Hoje, dia 21 de junho, às 03h46m (madrugada) tivemos o Solstício de Inverno no Hemisfério Sul e o Solstício de Verão para o Hemisfério Norte. Popularmente falamos que o Inverno começa oficialmente nesta data para nós aqui no Brasil e para todo hemisfério sul.
Época de comer pipoca enrolado em um cobertor e assistir um bom filme, quem sabe um vinho e um bom papo. Ou simplesmente um bom chocolate quente. Mas, você sabe por que isto ocorre? Por que é diferente em cada hemisfério? Algumas pessoas pensam que o Inverno é quando nosso planeta fica mais distante do Sol, ou mesmo porque o nosso hemisfério fica mais afastado. Isto não é verdade.
A causa das estações do ano, Primavera, Verão, Outono e Inverno e o fato de serem diferentes em cada hemisfério, está relacionada ao eixo inclinado da Terra em relação ao plano da eclíptica e sua órbita ao redor do Sol. As estações do ano do Verão e Inverno são os chamados pontos de Solstícios.
As estações do ano da Primavera e Outono são os chamados pontos de Equinócios. Um dos 14 movimentos que nosso planeta executa é o de Translação. Este movimento é a trajetória ligeiramente elíptica que a Terra realiza em torno do Sol. Para dar uma volta completa ela demora aproximadamente 365 dias e 6 horas e o faz a uma velocidade de 30 km/s, ou seja, a cada segundo nosso planeta percorre uma distancia de 30 km no espaço. Rapidinha não é? E você pensou que estava parado sentado no sofá de sua casa…
A diferença de 6 horas é acumulada e compensada a cada 4 anos com um ano bissexto, incluindo um dia no mês de Fevereiro.
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Mais informações em SOMOS TODOS UM.
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Henriqueta Lisboa
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Caminho de formiguinhas,
fiozinho de caminho.
Caminho de lá vai um,
atrás de uma lá vai outra.
Uma, duas argolinhas,
corrente de formiguinhas.
Corrente de formiguinhas,
centenas de pontos pretos,
cabecinhas de alfinete
rezando contas de terço.
Nas costas das formiguinhas
de cinturinhas fininhas
pesam grandes folhas mortas
que oscilam a cada passo.
Nas costas das formiguinhas
que lá vão subindo o morro
igual ao morro da igreja,
folhas mortas são andores
nesta procissão dos Passos.
Em: O mundo da criança: poemas e rimas, vol I, Rio de Janeiro, Delta: s/d.
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Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta, tradutora professora de literatura, Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.
Obras:
Fogo-fátuo (1925)
Enternecimento (1929)
Velário (1936)
Prisioneira da noite (1941)
O menino poeta (1943)
A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano
Flor da morte (1949)
Madrinha Lua (1952)
Azul profundo (1955);
Lírica (1958)
Montanha viva (1959)
Além da imagem (1963)
Nova Lírica ((1971)
Belo Horizonte bem querer (1972)
O alvo humano (1973)
Reverberações (1976)
Miradouro e outros poemas (1976)
Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)
Pousada do ser (1982)
Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento
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O campo de Santana no Rio de Janeiro, 1818
Franz Joseph Frühbeck (Áustria 1795 — data de morte incerta, depois de 1830)
Gravura aquarelada
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Há algum tempo quero escrever sobre as capas de livros publicados no Brasil. Em primeiro lugar, gostaria de saber, porque é difícil encontrarmos o crédito [o nome do artista gráfico que fez a capa de um livro] das capas de livros por estas bandas? Aliás, esta falta de informação não é de hoje: mesmo livros dos anos 40, 50, 60 do século passado que encontramos em sebos e que eram habitualmente ilustrados, muitas vezes não têm a menção do autor (ou autores) das ilustrações. Uma falta na ficha bibliográfica da obra. Uma vergonha para a história da ilustração no Brasil, uma vergonha para editores que se diziam sérios. Porque mesmo que as ilustrações usadas fossem compradas lá fora, deveríamos ter tido o direito, o acesso à informação de pelo menos os nomes dos ilustradores.
O livro ponto zero desta postagem foi lido em 2008, o charmoso Era no tempo do rei, de Ruy Castro, Alfaguara:2007, sucesso de vendas e, hoje, sucesso de dramaturgia depois de ter sido adaptado para o teatro. Este foi um dos livros que o meu grupo de leitura mensal trouxe para discussão em março de 2008. Entre as muitas observações que fizemos – que nos levaram de volta a deliciosos aspectos do Rio de Janeiro de 200 anos atrás — houve também a reclamação, entre nós, da falta de relação entre a capa e seu conteúdo. Desde então tenho prestado mais atenção às capas dos livros que leio.
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Era no tempo do rei se passa no Rio de Janeiro, logo depois da chegada da família real ao Brasil. Num artigo do jornal O Globo, de 17 de novembro de 2007, Suzana Velasco lembra que “ A primeira imagem que Ruy Castro pensou para o romance Era no tempo do rei foi a dos meninos Pedro e Leonardo fugindo pelos Arcos da Carioca”. Como a jornalista sublinha a ambientação desse romance é no Rio de Janeiro colonial. E aí olhamos para capa do livro e o que vemos? Será que vemos uma paisagem do Rio de Janeiro colonial, dentre as tantas a que temos acesso através dos pintores viajantes de diferentes países? Não. Será que temos um desenho moderno de uma representação do Rio de Janeiro com os arcos monumentais dominando a paisagem de então? Não. Será que teríamos uma ilustração de dois meninos perambulando pelas ruas de um Rio de Janeiro colonial, feita por algum ilustrador nosso, de hoje? Não
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O ferrolho, 1778
Jean Honoré Fragonard ( França, 1732 – 1822)
Óleo sobre tela, 73 x 93 cm
Museu do Louvre, Paris
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O que temos em mãos é um quadro francês, do século XVIII, pintura de gênero, de uma suposta aventura amorosa, picante. Nem preciso dizer que a Alfaguara, selo da Editora Objetiva, do Grupo Santillana, não se deu ao trabalho de identificar para o leitor curioso – como a maioria das editoras estrangeiras o fazem no verso da página de rosto — que a capa do livro era um detalhe de uma obra de Fragonard que se encontra no Louvre. Ironicamente no portal da Editora Objetiva encontramos o seguinte texto: A Objetiva se consolidou ao longo dos anos 90, como uma das editoras de referência no segmento de livros de interesse geral. Publica escritores de qualidade, como Luis Fernando Verissimo, Tony Judt, Arnaldo Jabor e Harold Bloom, entre tantos outros, assim como o Dicionário Houaiss, o mais completo da língua portuguesa. Atua em vários segmentos e especialmente em história, biografia, política, comportamento, humor, reportagem, ensaio e referência. Referência? Onde estava a referência ao quadro em questão?
Este assunto rodopiou na minha cabeça por muito tempo: tenho muitas perguntas que não cessam sobre a falta do costume de informações corretas no Brasil e, até certo ponto, a falta de cuidado com o livro, com o leitor, com a curiosidade alheia, o que é certamente o papel de uma editora. Mas há três semanas, por outros motivos, me encontrei com o livro Don Juan acorrentado, da escritora carioca Wanda Fabian, publicado oito anos antes de Era no tempo do rei, pela Editora Lacerda:1999, leia-se Nova Aguilar, que é parte da Nova Fronteira. E pasmem: tem a mesma capa de Era no tempo do rei. O mesmo detalhe, o mesmo corte de imagem!
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Agora a pergunta que não cala: só este quadro de Fragonard tem permissão de ser usado por editoras brasileiras para livros de ficção histórica? É claro que não. Por que então este favoritismo? Eu poderia assumir que é pura preguiça, acomodação, falta de respeito ao leitor, falta de conhecimento do mercado editorial… Mas, lá atrás, no fundo das minhas desconfianças, há uma voz gritando: tem a ver com direitos autorais. Tem a ver com imagem em domínio público. Mas será que O ferrolho, de Fragonard, é o único quadro conhecido pelos editores? Será que é a única imagem em domínio público? Talvez tenha a ver com a divisão de marketing dessas editoras? Será que ambas as editoras contrataram a mesma companhia de marketing? Ou foi o mesmo estagiário? A pessoa de uma só obra de arte? Como se justifica isso? Quem pode me responder?
Desenho infantil.—
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Helena Pinto Vieira
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Dom Ratinho, elegante morador lá da cidade,
come queijo, come pão, da mais alta qualidade;
Dom Ratão, o pobrezinho que mora lá no jardim,
vai comendo o que pode, sem se queixar, mesmo assim.
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Dom Ratinho, boa casa sempre teve pra morar;
calça luvas, põe cartola e a bengala faz girar;
amigo das rãs e sapos, Dom Ratão, pobre coitado,
vive sempre escondido, é roceiro envergonhado.
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Em: O mundo da criança: poemas e rimas, vol. I, Rio de Janeiro, Delta: 1975, p. 68
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A Copa do Mundo fez crescer o volume de lançamentos de livros relacionados ao esporte no Brasil. De olho nos leitores fanáticos por futebol, editoras lançaram no mercado mais de dez títulos ligados ao tema, que tratam desde listas de melhores atletas até dados históricos, apostando que a empolgação com a proximidade do torneio também impulsione as vendas. E os resultados já começam a aparecer: só nas lojas da Livraria Cultura foi registrado um aumento de 460% nas vendas de títulos relacionados a futebol no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, e a perspectiva é de que as vendas aumentem ainda mais com a proximidade do torneio.
“O mercado editorial evoluiu bastante no que se refere a futebol. A Copa é uma efeméride e atrai interesse de obras sobre as seleções, especialmente. Antes não vendia porque fazia-se livros sobre futebol voltado para antropólogos, filósofos, acadêmicos de modo geral. Hoje fazemos livros voltados para torcedores, e nossos números não param de crescer“, afirma Pedro Almeida, publisher da Editora Lua de Papel.
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A mais ativa dentre as editoras que decidiram apostar na Copa do Mundo foi a Contexto. Ao todo, nove volumes foram colocados no mercado pela empresa. Seis livros fazem parte de uma coleção intitulada “Os Onze Maiores do Futebol Brasileiro” – técnicos, goleiros, laterais, volantes, camisas 10 e centroavantes. Entre os autores estão jornalistas esportivos de renome, como Milton Leite, Marcelo Barreto e Sidney Garambone. De acordo com a editora, a ideia foi contar com jornalistas conhecidos para chamar a atenção dos leitores. Outros dois livros lançados pela editora também prometem levantar discussões: “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos” e “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos“.
Contudo, o livro da Contexto que, embora trate de futebol, extrapolou o foco de livro de História foi “O Futebol Explica o Brasil: Uma História da Maior Expressão Popular do País“, do jornalista Marcos Guterman. A obra trata da ligação do esporte com a sociedade brasileira, desde a chegada ao País pelas mãos (e pés) de Charles Muller até a Copa de 2002 e teve como base a tese de mestrado apresentada por ele. “O livro foi lançado em novembro justamente para escapar do rótulo de lançamentos da Copa, mas entrou no pacote da editora por causa do mundial. Hoje ele é encontrado na prateleira de esportes, mas ele é um livro de História“, conta Guterman.
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Grande parte dos lançamentos nessa véspera da Copa do Mundo trata, no entanto, sobre a história do evento. E nenhum dos livros lançados atingiu a profundidade que “O Mundo das Copas“, do jornalista Lycio Vellozo Ribas, conseguiu. Em uma obra de mais de 600 páginas, ele traz uma verdadeira enciclopédia sobre a competição, com fichas técnicas e textos sobre todos os jogos da história do torneio, iniciada em 1930, além de resultados de eliminatórias, curiosidades e estatísticas sobre todos os atletas que já participaram da mais importante festa do futebol. “Cada Copa é influenciada por tudo o que acontece ao redor, então também cito fatores extracampo, como política“, explica.
Entre os livros sobre futebol, o de Ribas vem obtendo os melhores resultados de vendas nas livrarias. “Nossa ideia era de fazer um produto numa tiragem limitada, visto que se trata de uma obra para venda num período curto, de pouco mais de 70 dias. E enfrentamos outro dilema: trabalhar com um preço bem acessível. Assim, tivemos de encarar uma edição gigante, de 30 mil exemplares. Ficamos apreensivos no lançamento, mas na segunda semana percebemos que tínhamos acertado nas apostas de tiragem e preço. Mais de 70% da tiragem já está vendida“, conta Almeida, da Lua de Papel, responsável pela publicação de “O Mundo das Copas“.
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O sucesso já faz a editora pensar em lançar uma segunda edição ao fim da Copa da África, atualizada com o que ocorrer na competição. Ribas, que também mantém um blog para promover o livro, já está trabalhando na atualização. “Mas, se o Brasil for mal na Copa, pode diminuir o interesse dos leitores“, admite.
Outra editora que também está apostando em livros sobre a história das Copas do Mundo é a Panda Books, que lançou no mercado duas obras por conta da competição: “Os 55 Maiores Jogos das Copas do Mundo“, de Paulo Vinícius Coelho, e “A História das Camisas de Todos os Jogos das Copas do Mundo“, do jornalista Rodolfo Rodrigues, do colecionador e administrador Paulo Gini e do ilustrador Maurício Rito – um livro com desenhos e histórias dos uniformes que cada seleção usou em jogos de Mundiais. Já a editora Girassol aposta no livro “A História da Copa do Mundo“, oficial da Fifa, que tem como diferencial a capa em formato e com textura de bola de futebol.
Os bons números de vendas e a empolgação dos torcedores ajuda, assim, a reforçar o mercado de publicações sobre futebol no País. “Na Europa sempre se vendeu mais livros sobre futebol, mas nosso mercado cresceu muito nos últimos anos e hoje conseguimos colocar livros sobre futebol nas listas de mais vendidos, o que não tem acontecido por lá“, conclui Almeida.
Ilustração anônima.—
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Lêdo Ivo
No alto da crestada ribanceira
pasta o jumento. Seus grandes dentes amarelos
trituram o capim seco que restou
de tanta primavera.
A terra é escura. No céu inteiramente azul
o sol lança fulgores que aquecem
tomates, alcachofras, berinjelas.
O jumento contempla o dia trêmulo
de tanta claridade
e emite um relincho, seu tributo
à beleza do universo.
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Lêdo Ivo, (AL 1924 )–jornalista, poeta, romancista, contista, cronista e ensaísta, nasceu em Maceió, AL, em 18 de fevereiro de 1924. Eleito em 13 de novembro de 1986 para a Cadeira n. 10, sucedendo a Orígenes Lessa, foi recebido em 7 de abril de 1987, pelo acadêmico Dom Marcos Barbosa.
Obras:
As imaginações, poesia, 1944
Ode e elegia, poesia, 1945
As alianças, romance, 1947
Acontecimento do soneto, poesia, 1948
O caminho sem aventura, romance, 1948
Ode ao crepúsculo, poesia, 1948
Cântico, poesia, 1949
Linguagem, poesia, 1951
Lição de Mário de Andrade, ensaio, 1951
Ode equatorial, poesia, 1951
Um brasileiro em Paris e O rei da Europa, poesia, 1955
O preto no branco, ensaio, 1955
A cidade e os dias, crônicas, 1957
Magias, poesia, 1960
O girassol às avessas, ensaio, 1960
Use a passagem subterrânea, contos, 1961
Paraísos de papel, ensaio, 1961
Uma lira dos vinte anos, reunião de obras poéticas anteriores, 1962
Ladrão de flor, ensaio, 1963
O universo poético de Raul Pompéia, ensaio, 1963
O sobrinho do general, romance, 1964
Estação central, poesia, 1964
Poesia observada, ensaios, 1967
Finisterra, poesia, 1972
Modernismo e modernidade, ensaio, 1972
Ninho de cobras, romance, 1973
O sinal semafórico, reunião de sua obra poética, 1974
Teoria e celebração, ensaio, 1976
Alagoas, ensaio, 1976
Confissões de um poeta, autobiografia, 1979
O soldado raso, poesia, 1980
A ética da aventura, ensaio, 1982
A noite misteriosa, poesia, 1982
A morte do Brasil, romance, 1984
Calabar, poesia, 1985
Mar oceano, poesia, 1987
Crepúsculo civil, poesia, 1990
O aluno relapso, autobiografia, 1991
A república das desilusões, ensaios, 1995
Curral de peixe, poesia, 1995
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Menotti Del Picchia
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Amanhã eu vou pescar.
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Há um peixe fatalizado
que a Ritinha vai guisar
na panela de alumínio
que brilha mais que o luar.
Hoje ele está no seu líquido
e opaco mundo lunar.
Pequena seta de prata
furando a carne do mar.
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Qual será? O bagre flácido
de cabeça triangular?
O lambari que faísca
como uma mola a vibrar?
O feio e molengo polvo
monstruoso, tentacular?
O peixe-espada de níquel,
a viva espada do mar?
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Hoje estão vivos e lépidos
os lindos peixes do mar.
Amanhã…
Nem pensem nisso!
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Amanhã… eu vou pescar!
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Paulo Menotti Del Picchia (São Paulo, 1892 — 1988) foi um poeta, escritor e pintor modernista brasileiro. Foi deputado estadual em São Paulo. Foi também advogado, tabelião, industrial, político entre outras funções assumidas durante sua vida.
Com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros jovens artistas e escritores paulistas, participou da Semana de Arte Moderna de Fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1943, foi eleito para a cadeira 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica.
Obras:
A “Semana” Revolucionária Crítica, teoria e história literárias, 1992
A Angústia de D. João, Poesia 1922
A Crise Brasileira: Soluções Nacionais Crítica, teoria e história literárias 1935
A Crise da Democracia Crítica, teoria e história literárias 1931
A Filha do Inca, Romance e Novela 1949
A Longa Viagem Crítica, teoria e história literárias 1970
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1922
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1923
A Outra Perna do Saci Romance e Novela 1926
A República 3000, 1930
A Revolução Paulista Crítica, teoria e história literárias 1932
A Revolução Paulista Através de um Testemunho do Gabinete do Governador Crítica, teoria e história literárias 1932
A Tormenta, Romance e Novela 1932
A Tragédia de Zilda, Romance e Novela 1927
Angústia de João, Poesia 1925
As Máscaras, Poesia 1920
Chuva de Pedra, Poesia 1925
Curupira e o Carão, Conto 1927
Dente de Ouro, Romance e Novela 1922
Dente de Ouro, Romance e Novela 1925
Flama e Argila, Romance e Novela 1919
Homenagem aos 90 anos, Outros 1982
Jesus: Tragédia Sacra Teatro 1933
Juca Mulato Poesia 1917
Juca Mulato Poesia 1924
Kalum, o Mistério do Sertão Romance e Novela 1936
Kummunká Romance e Novela 1938
Laís Romance e Novela 1921
Máscaras Poesia 1924
Moisés Poesia 1924
Moisés: Poema Bíblico Poesia 1917
Nacionalismo e “Semana de Arte Moderna” Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1962
Nariz de Cleópatra Crônicas e textos humorísticos 1923
No país das formigas Literatura Infanto-juvenil
Novas Aventuras de Pé-de-Moleque e João Peralta Romance e Novela
O Amor de Dulcinéia Romance e Novela 1931
O Árbrito Romance e Novela 1959
O Crime daquela Noite Romance e Novela 1924
O Curupira e o Carão Crítica, teoria e história literárias
O Dente de Ouro Romance e Novela 1924
O Despertar de São Paulo Crítica, teoria e história literárias 1933
O Deus Sem Rosto Poesia 1968
O Gedeão do Modernismo Crítica, teoria e história literárias 1983
O Governo de Júlio Prestes e o Ensino Primário Crítica, teoria e história literárias
O Homem e a Morte Romance e Novela 1922
O Homem e a Morte Romance e Novela 1924
O Momento Literário Brasileiro Crítica, teoria e história literárias
O Nariz de Cleópatra Romance e Novela 1922
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Pão de Moloch Miscelânea 1921
Pelo Amor do Brasil, Discursos Parlamentares Crítica, teoria e história literárias
Pelo Divórcio, s/d
Poemas Poesia 1946
Poemas do Vício e da Virtude Poesia 1913
Poemas Sacros: Moisés e Jesus Poesia 1958
Poesias Poesia 1933
Poesias (1907-1946) Poesia 1958
Por Amor do Brasil Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1927
Recepção do Dr. Menotti Del Picchia na Academia Brasileira de Letras Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1944
República dos Estados Unidos do Brasil Poesia 1928
Revolução Paulista, 1932
Salomé Romance e Novela 1940
Seleta em Prosa e Verso Poesia 1974
Sob o Signo de Polumnia Crítica, teoria e história literárias 1959
Soluções Nacionais, 1935
Suprema Conquista Teatro 1921
Tesouro de Cavendish: Romance Histórico Brasileiro Crítica, teoria e história literárias 1928
Toda Nua Romance e Novela
Viagens de João Peralta e Pé-de- Moleque Literatura Infanto-juvenil