Na praia
Dominique Guillemard (França, 1949-2010)
óleo sobre tela
“Um best-seller em geral é um não tão bom livro cuja venda permite ao editor outros livros que não são tão maus assim mas que não são vendáveis.”
Robert Sabatier
Na praia
Dominique Guillemard (França, 1949-2010)
óleo sobre tela
Robert Sabatier
Leitura, Karel Simunek (República Checa. 1869-1942) — Selo de livro
“Este era o único aspecto trágico dos livros: eles mudavam as pessoas. Mas não as realmente más. Essas não se tornavam pais melhores, maridos melhores, amigos melhores. Continuavam sendo tiranos, torturavam seus funcionários, filhos e cães, eram odiosos nas pequenas coisas e covardes nas grandes, e se rejubilavam com o constrangimento das vítimas.
— Os livros eram meus amigos — disse Catherine … — Acho que aprendi todos os meus sentimentos com os livros. Neles amei mais, sorri mais e aprendi mais do que em toda a minha vida sem leitura.”
Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 63.
Mulheres num café, 1924
Pietro Marussig (Itália, 1879 – 1937)
Óleo sobre tela
Museo del Novecento. Milão
“Perdu havia organizado um clube de leitura para Madame Bomme e as viúvas da rue Montagnard, que quase nunca recebiam a visita de filhos e netos e já definhavam diante da televisão. Elas amavam livros, mas, além disso, a literatura era uma desculpa para a saírem de casa e se dedicarem à degustação de licores adocicados.
A maioria das senhoras escolhia obras eróticas. Perdu lhes entregava os livros disfarçados com sobrecapas de títulos mais discretos: Flora dos alpes, para A vida sexual de Catherine M., padrões de tricô provençal para O amante, de Duras, receitas de geleia de York para Delta de Vênus de Anaïs Nin. As degustadoras de licores eram gratas pelo disfarce — no fim das contas, as viúvas conheciam seus parentes, que viam a leitura como um hobby excêntrico de pessoas esnobes demais para ver televisão, e a literatura erótica como algo bizarro para senhoras com mais de sessenta.
No entanto, nenhum andador bloqueou seu caminho.”
Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 45.
Capuz azul, ou a lição, 1945
Oszkar Glatz, (Hungria, 1872-1958)
óleo sobre tela, 62 x 46 cm
Ziraldo
Napoleão Bonaparte lendo sua carta de abdicação
George Richmond (GB, 1809-1896)
óleo sobre tela
Lady Lever Art Gallery, National Museums Liverpool
“Literatura e poder não se separam. A literatura americana é lida através do mundo não só por seu valor inerente, mas porque o resto do mundo sempre lê a literatura dos impérios. A novidade é que a maneira americana de ensinar a escrever está começando a se espalhar globalmente. A oficina da escrita, com suas premissas não testadas, se espalhou para a Grã-Bretanha e Hong Kong, um modelo de pedagogia que também é uma lição prática de como o poder se propaga e se acoberta.”
Viet Thanh Nguyen
Em: “Viet Thanh Nguyen Reveals How Writers’ Workshops Can Be Hostile“, The New York Times, 26/04/2017
Para o artigo inteiro, aqui.
Elizabeth com seu laptop, 2009
Ellen Heck (EUA, contemporânea)
xilogravura, drypoint e gravura em metal
“Como escritor, minha principal observação sobre porque outros escritores fracassam é que eles têm pressa demais. Não acho que se possa escrever um bom livro em dois anos. Você pode não concordar, ou ter feito isso, mas é uma anomalia. A maioria de nós não consegue escrever livros tão rapidamente, e precisamos ser um pouco mais tartaruga e menos lebre.”
Em: “Malcolm Gladwell on Why We Shouldn’t Value Speed Over Power”, em entrevista a Adam Grant, Heleo.
Entrevista e vídeo, aqui.
Menina lendo
Arkady Platov (Rússia, 1893-1972)
óleo sobre tela
“Obviamente livros são mais que médicos.Alguns romances são amorosos, companheiros de uma vida inteira; alguns são um safanão; outros são amigos que o envolvem em toalhas aquecidas quando bate aquela melancolia outonal. E muitos… bem. Muitos são algodão doce rosado, cutucam o cérebro por três segundos e deixam para trás um nada agradável. Como um caso de amor rápido e ardente.”
Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, páginas 30-31
Wojciech Weiss, (Polônia,1875 – 1950)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm
Winston Churchill
Retrato de duas meninas e sua governanta
Abraham Solomon (GB, 1823-1862)
óleo sobre tela
Charles Simic