Como preencher o tempo, texto Clive Barker

28 10 2024

Jovem pensativo com crânio, 1898

Paul Cézanne (França, 1839-1906)

óleo sobre tela, 130 x 97 cm

Barnes Foundation

 

 

“O tempo seria precioso, daí em diante. continuaria a passar despercebido, é claro, como sempre, mas Harvey estava determinado a não desperdiçá-lo com suspiros e queixumes. Preencheria cada momento com as estações que encontrara no coração: esperança, como pássaros, nos ramos da Primavera; felicidade como um Sol quente de Verão; magia, como as inesperadas neblinas de Outono. E o melhor de tudo: o amor – amor suficiente para durar mil Natais.” 

 

Clive Barnes (Inglaterra, 1927-2008), The thief of always

 

 

 





Minutos de sabedoria: Bertrand Russell

21 10 2024

O leitor ávido

John Watkins Chapman (Inglaterra, 1832-1903)

óleo sobre tela, 70 x 90 cm

 

 

“A vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias.”

 

Bertrand Russell

 

 

Bertrand Russell (1872-1970)





Como um dia de primavera: Marc Levy

16 10 2024

O diário de Sarah, c. 2010

Kevin Beilfuss (EUA, 1963)

óleo sobre placa, 31 x 46 cm

 

 

“Há dias iluminados por pequenas coisas, pequeninos nadas que nos tornam incrivelmente felizes; uma tarde a comprar antiguidades, um brinquedo antigo que encontramos no ferro-velho, uma mão que agarra a nossa mão, um telefonema de que não estávamos à espera, uma palavra doce, o filho que nos abraça sem pedir outra coisa senão um momento de amor.
Há dias iluminados por pequenos instantes de graça, um cheiro que nos enche a alma de alegria, um raio de sol que entra pela janela , o barulho de uma chuvada quando ainda estamos na cama, ou a chegada da Primavera e dos seus primeiros rebentos.”

 

Marc Levy, O primeiro dia, tradução de Jorge Bastos

 





Primavera: Machado de Assis

14 10 2024

Paisagem

Vicente Leite (Brasil, 1900 -1941)

óleo sobre madeira, 28 x 22 cm

 

“Nos climas ásperos, a árvore que o inverno despiu, é novamente enfolhada pela primavera, essa eterna florista que aprendeu não sei onde e não esquece o que lhe ensinaram”.

 

Machado de Assis





Palavras para lembrar: Carlos Maria Dominguez

13 10 2024

A lição, 2007

Dario Ortiz (Colômbia, 1968)

óleo sobre tela

 

 

“Os livros mudam o destino das pessoas.”

 

Carlos Maria Dominguez





Palavras para lembrar: Toni Morrison

10 10 2024

Leitura de verão, 2010

Miles Hyman (EUA,1962)

 

 

 

“Se há um livro que você quer ler, mas ainda não foi escrito, então você precisa escrevê-lo.”

 

Toni Morrison (1931-2019)

 





Era culpa delas…, texto de Selva Almada

9 10 2024

Mulheres na praia

Sofia Dyminski (Rússia-Brasil, 1918-2011)

óleo sobre tela, 60 x 70 cm

 

 

“Elas chamavam por ele da calçada, duas das cinco irmãs, todas iguais, os cabelos compridos, altas e magras como garças. As vozes iguais, nem ele sabia distinguir.”

Em: Não é um rio, Selva Almada, Editora Todavia:2021





“A fresta da verdade” texto de Rosa Montero

3 10 2024

Maternidade

Yolanda Mohalyi (Hungria-Brasil,1909-1978)

técnica mista sobre papel, 62 x 48 cm

“Apenas em nascimentos e mortes é que saímos do tempo. A Terra detém sua rotação e as trivialidades com que desperdiçamos as horas caem no chão feito purpurina. Quando uma criança nasce ou uma pessoa morre, o presente se parte ao meio e nos permite espiar durante um instante pela fresta da verdade — monumental, ardente e impassível. Nunca nos sentimos tão autênticos quanto ao beirarmos essas fronteiras biológicas: temos a clara consciência de viver algo grandioso.”

 

Rosa Montero, A ridícula ideia de nunca mais te ver.





Palavras para lembrar: Victor Hugo

1 10 2024

Café da manhã no jardim, 2001

Mono Trad Dabaji (Libano, contemporânea)

óleo sobre tela, 40 x 40 cm

 

“Em literatura o melhor meio de ficar célebre é morrer.”

 

Victor Hugo





Palavras para lembrar: Hubert Aquin

27 09 2024

Bijin lendo

Hirezaki Eiho (Japão, 1881-1968)

xilogravura policromada sobre papel

 

 

“A literatura existe em sua totalidade não quando a obra é escrita, mas quando um leitor se volta às frases e palavras escritas para se tornar, por este meio, co criador da obra.”
 

Hubert Aquin (1929-1977)