Olhar no início do universo: NOVIDADES!

24 04 2009

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Ilustração da ‘bolha’. A imagem corresponde a um diâmetro de dezenas de milhares de anos-luz.

 

 

 

Uma estranha e gigantesca “bolha”, avistada numa época em que o Universo era relativamente jovem, está intrigando os astrônomos.  Usando telescópios baseados no solo e no espaço, cientistas olharam para quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, e descobriram algo desproporcional e anacrônico. era gasoso, enorme e emitia um tipo de radiação, explica o principal autor do estudo, Masami Ouchi, dos Observatórios Carnegie (EUA).

 

Os cientistas não sabem exatamente como se referir ao objeto, então o estão chamando de “bolha” que emite radiação. Eles usam a palavra – em inglês, “blob”, uma forma consagrada em filmes de terror como A Bolha Assassina  – 34 vezes no artigo científico que descreve a descoberta, e que será publicado no Astrophysical Journal. Formalmente, o nome dado é Himiko, uma rainha mitológica do Japão.

 

A questão é: o que é?”, diz Richard Ellis, do Instituto de Astronomia da Califórnia, que não tomou parte na descoberta. “Frequentemente, um enigma leva a um grande avanço. Meu instinto me diz que esse objeto é muito especial“.

 

Ouchi e Ellis dizem que uma possibilidade é de que, por pura sorte, os astrônomos tenham captado o momento exato da formação de uma galáxia no Universo primitivo, algo que jamais tinha sido visto antes.

 

À medida que olham para mais longe no espaço, cientistas também estão olhando cada vez mais para o passado. O que Ouchi descobriu aconteceu há 12,9 bilhões de anos. Apenas três outros objetos mais antigos já foram avistados.

 

O mais impressionante na “bolha” é seu tamanho, quase tão grande quanto a Via-Láctea. De acordo com muitas teorias sobre a história do Universo, nada tão grande deveria existir num tempo tão remoto. Outras explicações possíveis para a natureza de Himiko seriam uma colisão entre galáxias ou um fenômeno provocado por um buraco negro.

 

FONTE: Estadão on line

 





Para vencer a malária: matar os mosquitos mais velhos

24 04 2009

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Cientistas acreditam que se tivessem um inseticida que matasse só os mosquitos com mais idade conseguiriam acabar com a malária, pois a doença só é transmitida por esses mosquitos.   De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde – a cada 30 segundos uma criança morre no mundo por causa da malária.  

 

Inseticidas podem matar os mosquitos que transmitem a malária.  Mas quando o remédio é pulverizado, só os mosquito mais suscetíveis morrem.  Um bom número de “super-mosquitos” que são imunes aos efeitos dos inseticidas sobrevivem e continuam a contaminar as populações.    A fraca capacidade dos inseticidas atacarem os mosquitos da malária foi primeiro percebida durante a Segunda Guerra Mundial.  

 

No início deste mês,  cientistas da Pennsylvania State University propuseram justamente que se concentre em exterminar só os mosquitos mais velhos, pois são eles que transmitem a doença.  

 

A novidade está em explorar os aspectos do ciclo de vida da malária.  Quando um mosquito suga o sangue de uma pessoa com malaria ele apanha os parasitas da malária, mas não transmite a doença imediatamente.  Os parasitas circulam e se desenvolvem no corpo do mosquito por um período de 10 a 14 dias, antes de serem encontrados na saliva do mosquito.   É daí que a malária pode ser transmitida, para um ser humano.  Mas os mosquitos têm uma vida difícil e a maioria não vive tempo suficiente para transmitir a doença.  

Para o controle da malaria, seria necessário simplesmente acabar com os mosquitos mais velhos é a sugestão da equipe.

 

Para o artigo na sua versão total, clique aqui: NPR





Anãs brancas cercadas por planetas em órbita

20 04 2009

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Usando detectores de radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, uma equipe de cientistas dos EUA e do Reino Unido vasculharam o espaço ao redor de estrelas conhecidas como anãs brancas – o remanescente da morte de um astro como o Sol – e determinaram que de 1% a 3% delas, pelo menos, estão cercadas por rochas e poeira. Entre os pesquisadores envolvidos estão Jay Farihi, da Universidade de Leicester, e Michael Jura e Ben Zuckerman, ambos da Universidade da Califórnia, Los Angeles.

 

O brilho infravermelho da poeira ao redor dessas anãs brancas é um sinal de que houve, ou há, planetas rochosos nesses sistemas“, diz Farihi. A equipe acredita que a poeira foi produzida quando asteroides – os tijolos da construção de planetas – ao redor da estrela foram puxados e empurrados pela gravidade estelar. A poeira então formou o disco de material rochosos que o Spitzer detectou. 

 

Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe uma amostra de oito anãs brancas revelou ter vestígios de asteroides pulverizados. No novo trabalho, Farihi e seu grupo analisaram sistematicamente anãs brancas ricas em metais e descobriram limites estatísticos para a possível existência de planetas rochosos.

 

 Agora sabemos de 14 anãs brancas cercadas por vestígios de poeira. Isso sugere que de 1% a 3% das estrelas tipo A e F da sequência principal – que são um pouco maiores e mais quentes que o Sol – têm planetas rochosos como a Terra“, disse ele.

 

 Anãs brancas são os restos de estrelas de massa relativamente baixa, que já encerraram seu estágio de gigantes vermelhas, algo pelo que o Sol passará dentro de bilhões de anos. Uma anã branca pode ter o tamanho da Terra, mas conter a mesma massa que o Sol. A estrela é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria várias toneladas.

 

 As descobertas da equipe de Farihi foram apresentadas nesta segunda-feira, 20, em conferência da Semana Europeia de Astronomia e Ciência Espacial, na Universidade de Hertfordshire.

 

Fonte:  Estadão





Cientistas de Cingapura transformam CO2 em biocombustível

20 04 2009

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Zé Carioca.  Ilustração, Walt Disney.

 

 Cientistas de Cingapura anunciaram a descoberta de uma forma de transformar o dióxido de carbono, o mais nocivo dos chamados gases do efeito estufa, em metanol, que não agride o meio ambiente. O método, segundo eles, demanda menos energia do que tentativas anteriores.

 

Cientistas do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Cingapura disseram nesta quinta-feira que usaram catalisadores orgânicos para transformar o CO2 no biocombustível.

 

Em nota, o instituto disse que a equipe liderada por Yugen Zhang usou carbenos-N-heterocíclicos (NHC, um catalisador orgânico) na reação química com o CO2.

 

Os NHCs são estáveis, e a reação entre eles e o CO2 pode acontecer sob condições climáticas amenas, no ar seco, segundo a nota, que acrescenta que não é necessário usar muitos catalisadores na operação.

 

O processo também emprega hidrosilano, combinação de sílica com hidrogênio. “O hidrosilano fornece hidrogênio, que se liga ao dióxido de carbono numa reação de redução. Essa redução do dióxido de carbono é eficientemente catalizada pelos NHCs mesmo a temperatura ambiente”, disse Zhang na nota.

 

Tentativas anteriores de converter o CO2 exigiam mais gasto energético e muito mais tempo, segundo a equipe.

 

O grupo não esclareceu como o processo poderia ser difundido para capturar e converter parte das bilhões de toneladas de CO2 lançadas anualmente na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis, o que segundo cientistas é o principal fator por trás do aquecimento global.

 

(Reportagem de David Fogarty)

 

Fonte: O Estadão

 





Mercúrio na Baía de Guanabara, RJ

17 04 2009

baia-com-pescadorVista parcial da Baía de Guanabara, RJ, com pescador e o Corcovado ao fundo.  Foto:  Ladyce West

 

 

 

 

 

 

 

 

O jornal O Globo de hoje, na seção Ciências, traz um artigo sobre os níveis de mercúrio encontrados nos animais que freqüentam as águas da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.  

 

Estudo feito pelo biólogo Jaílson Fulgêncio de Moura da Escola Nacional de Saúde Pública (Enso/Fiocruz) mostra que as águas da Baía de Guanabara apresentam altos níveis de contaminação por mercúrio.  Como já explicamos aqui neste blog [ Aumenta o nível de mercúrio no oceano, 16/4/2009] todos nós sofremos com o envenenamento por mercúrio.  Mas os problemas são ainda piores para as mulheres grávidas, cujo consumo de mercúrio pode causar problemas neurológicos nos fetos.

 

Jaílson de Moura analisou o nível de mercúrio nos golfinhos que visitam a Guanabara, mais especificamente o boto-cinza, que se alimenta de peixes, entre eles muitos peixes consumidos pelo homem.    O estudo, iniciado em 2002, se concentrou no golfinho, porque este mamífero em geral acumula em seu organismo substâncias contaminantes encontradas no meio ambiente.  

 

Além do mais, trata-se de uma espécie que ocorre até cinqüenta metros de profundidade, ou seja, é um animal de regiões costeiras, que são as que sofrem mais impacto das atividades humanas, explicou o biólogo.

 

As águas da Baía de Guanabara recebem uma grande quantidade de dejetos industriais, o que explica o aparecimento do mercúrio nos golfinhos estudados.  Além do mais estes botos vivem aproximadamente 30 anos, o que ajuda aos especialistas a analisar o tempo de exposição e consumo de mercúrio que estes animais tiveram ao longo de suas vidas.

 

Apesar de não termos os níveis assustadores de contaminação de mercúrio já encontrados em golfinhos na Ásia, cada vez mais, vemos a necessidade de imediata atenção na recuperação das águas da Guanabara, na limpeza, na despoluição da baía.

 

 

 





Aumenta o nível de mercúrio no oceano

16 04 2009

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Peixes, sd

Henri Carrières [Henri Laurent Yves Carrières]

(França, 1947—radicado no Brasil desde 1952)

Óleo sobre tela

 

 

 

 

Num artigo da revista NATURE, cientistas alertam para o aumento dos níveis de mercúrio no Oceano Pacífico.  Isso pode significar que mais metilmercúrio, uma neurotoxina humana formada quando o mercúrio é metilado por micróbios, se acumule em peixes marinhos como o atum.

 

Tradicionalmente a preocupação com a concentração de mercúrio na atmosfera era o centro das preocupações entre cientistas.  Mas agora estes números estão começando a se ampliar e busca-se,  num quadro mais amplo, o ciclo do mercúrio. As diretrizes do governo norte-americano quanto ao teor aceitável de metilmercúrio em peixes está agora sob revisão.

 

Elsie Sunderland, bióloga da Universidade Harvard, e seus colegas procuram por um possível mecanismo para a metilação de mercúrio no oceano.  Não se sabe exatamente de que maneira o mercúrio atmosférico – quer lançado diretamente no oceano, quer transportado pelos rios ou depósitos costeiros – é metilado e por fim absorvido pelos peixes.  Desta maneira representa uma das fontes primárias de exposição humana ao metilmercúrcio.

 

Os pesquisadores recolheram amostras na parte leste do Pacífico Norte, uma área que também havia sido monitorada em cruzeiros de pesquisa conduzidos por cientistas norte-americanos em 1987 e 2002.  Eles estimam que o mercúrio metilado seja responsável por altas taxas de até 29% de todo o mercúrio contido nas águas do oceano.  Menores concentrações estão presentes em massas de água mais profundas. A análise dos dados desenvolvidos pelo grupo indica que a deposição atmosférica de mercúrio  pode duplicar até 2050.  Se considerarmos os níveis existentes em 1999.

 

A equipe de Sunderland também encontrou uma relação entre os níveis de mercúrio metilado e carbono orgânico. Partículas de carbono orgânico, originado de fitoplâncton ou outras fontes, podem oferecer superfícies sobre as quais os micróbios seriam capazes de metilar mercúrio no oceano, sugerem os pesquisadores. O mercúrio metilado seria posteriormente liberado na água.

 

Não temos ainda um mecanismo causal para o fenômeno, mas ele parece estar vinculado ao bombeamento biológico do oceano“, diz Sunderland. Resultados anteriores de observações conduzidas no Pacífico Sul e na região equatorial do mesmo oceano, ela acrescenta, localizaram concentrações semelhantemente altas de metilmercúrio nos locais onde a atividade biológica era mais elevada. A conexão tem implicações para a mudança do clima e para o ciclo do mercúrio. Oceanos mais quentes e mais produtivos, com mais fito plâncton e mais peixes, poderiam elevar o volume de mercúrio metilado que termina nos pratos humanos.

 

 

 

 

pescadores-painting Pescadores em Copacabana, RJ.  Foto: Ladyce West

 

 

 

Os pesquisadores acham provável que as águas no oeste do Pacífico devem estar recebendo mercúrio por causa da elevação das emissões atmosféricas da Ásia.  De lá este mercúrio estaria se deslocando para a região o nordeste do Pacífico.  No momento, o oceano está refletindo as cargas de mercúrio geradas por deposição atmosférica no passado, diz Sunderland.

 

Daniel Cossa, do Instituto Francês de Exploração e Pesquisa Marítima (Ifremer), em La Seyne-sur-Mer, e seus colegas que também trabalham com o nível de mercúrio no mar, recolheram dados sobre mercúrio no Mar Mediterrâneo, para artigo a ser publicado em maio pela revista Limnology and Oceanography.

 

Os dois estudos indicam que nem todo o mercúrio metilado vem diretamente de fontes costeiras ou fluviais.  Eles conseguiram confirmar que ocorre metilação em profundidades moderadas nas águas oceânicas, como diz nicola Pirrone, co-autor do estudo dirigido por Cossa e diretor do Instituto de Poluição Atmosférica do Conselho Nacional de Pesquisa italiano, em Rende.

 

O oceano é um grande espaço em branco” no ciclo do mercúrio, diz Pirrone, que também comandou a avaliação científica sobre o mercúrio conduzida no ano passado pelo Programa Ambiental das Nações Unidas.

 

Robie Macdonald, cuja especiadade tem se concentrado nos estudos do nível de  mercúrio nas águas do Oceano Ártico.  Diz que embora o mercúrio na atmosfera tenha se elevado em cerca de 400% nos últimos 100 a 150 anos, as concentrações parecem ter aumentado em apenas 30% nos oceanos. “Nós estivemos tão ocupados observando a atmosfera que não nos preocupamos com o oceano.  Ambos os estudos são realmente importantes.  É preciso chamar a atenção da comunidade científica quanto aos efeitos e riscos do mercúrio em geral“.

 

Quaisquer medidas de controle do metilmercúrio, porém, precisam levar em conta que volume vem de fontes naturais inevitáveis e que volume é gerado por fontes antropogênicas como a combustão de combustíveis fósseis, aponta Pirrone.

 

Há pressão pelas companhias de alimentos que produzem peixes enlatados para que não se faça necessário colocar nos rótulos de latas como as de atum, o  nível de metilmercúrio nos peixes para consumo alimentar.   No início deste ano, um tribunal da Califórnia decidiu que as empresas que produzem atum em lata não precisarim informar em suas embalagens sobre o teor de metilmercúrio em seus produtos. A  FDA [Food and Drug Administration] está avaliando suas normas quanto ao risco de consumo de metilmercúrio em peixes.

 

 

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Peixes, Mercado dos Pescadores, Posto 6, Copacabana, RJ.  Foto: Ladyce West

 

 

 

 

 

 

Como é que o metilmercúrio se acumula no peixe?  Apesar de o mercúrio surgir naturalmente no meio ambiente, a fonte primária do metilmercúrio, encontrado no peixe, é a poluição industrial. Através da chuva o mercúrio pode se acumular em riachos, rios, lagos e oceanos onde, através da ação de organismos anaeróbicos, é transformado quimicamente em metilmercúrio.  Os peixes absorvem o metilmercúrio ao alimentarem-se de organismos aquáticos. Peixes maiores e com uma vida mais longa alimentam-se de outros peixes, ao longo da sua vida, acumulando assim níveis maiores de metilmercúrio. O cozimento do  peixe ou sua exposição ao calor, infelizmente, não reduz os níveis de mercúrio.

 

Lembramos que no Brasil o metilmercurio é bastante encontrado em rios.  O mercúrio como se sabe, é  usado em jazidas de ouro, com a finalidade de separar o metal precioso do minério bruto.  Aqui já se tornou  um problema ambiental de alcance global. De fato, o mercúrio descartado no processo contamina as águas de rios, usadas para a lavagem dos minérios. Esse metal, pesado e extremamente tóxico, é acumulado nos organismos de espécimes da fauna e da flora. Se peixes contaminados por mercúrio forem consumidos na alimentação humana, há sérios riscos de desenvolvimento de uma doença que ataca o sistema nervoso, chegando, em casos extremos, a ser fatal.

 

A enfermidade decorrente da intoxicação por mercúrio foi descoberta por ocasião do pior caso de contaminação humana já causada pelo metal, na baía japonesa de Minamata, na década de 50.  A “doença de Minamata” afeta o sistema nervoso e o cérebro, causando dormência nos membros, fraquezas musculares, deficiências visuais, dificuldades de fala, paralisia, deformidades e morte. O metilmercúrio também ataca os fetos durante a gestação, sendo que até mesmo fetos de mães aparentemente saudáveis podem ser gravemente afetados.  Os fetos e recém-nascidos são muito sensíveis aos efeitos do metilmercúrio que provoca dano ao sistema nervoso central (SNC: cérebro e medula espinal).  A gravidade do dano está diretamente relacionada à dosagem recebida. Muitos dos efeitos no SNC são parecidos àqueles observados na paralisia cerebral, e acredita-se que o metilmercúrio seja a causa de uma forma de paralisia cerebral.

 

O metilmercúrio —  que é uma substância orgânica derivada do mercúrio – também vem sendo usado para preservar sementes de grãos.  Surtos de envenenamento por este metal também têm ocorrido pela ingestão de sementes de grãos ou carnes de animais que se alimentaram desses grãos

 

Fontes:  Portal Terra, Canal Ciência, Enciclopédia Ilustrada da Saúde, Produtos Naturais

 

 

 

 

 





Túmulos de Marco Antônio e Cleópatra encontrados!

16 04 2009

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Marco Antônio e Cleópatra, 1885

Sir Lawrence Alma-Tadema ( UK e Holanda 1836-1912)

Óleo sobre madeira,  65,5 cm x 92 cm

Coleção Particular

 

 

 

 

Uma missão arqueológica realizada por pesquisadores egípcios e romanos afirma ter encontrado novas provas que confirmam a localização da tumba de Cleópatra, a rainha mais famosa do Egito (70 a.C. – 30 a.C.), e seu amante Marco Antônio, célebre general romano, nas proximidades de Alexandria, segundo um comunicado emitido nesta terça-feira.

O diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do país, Zahi Hawas, informou que um cemitério foi descoberto junto ao templo de Taposiris Magna, no Lago Mariut, hoje chamado de Abusir. A estrutura foi erguida durante o reino de Ptolomeu II (282-246 a.C.).

 

 

 

 

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A tumba dos amantes estaria nas ruínas do templo Taposiris Magna, perto de Alexandria.

 

 

No local, foram desenterradas 27 tumbas, algumas delas douradas, e dez múmias. Segundo Hawas, a instalação foi utilizada por nobres e funcionários que escolheram o lugar devido à proximidade com uma tumba real presente no interior do templo, reforçando a idéia de que seria a de Cleópatra.

De acordo com a nota, os estudos realizados pela diretora dominicana da missão, Kathleen Martínez, demonstram que os restos dos famosos amantes repousam no complexo funerário, a 50km ao oeste de Alexandria. O comunicado lembra também que nesta zona foram resgatados uma cabeça de alabastro (pedra semelhante ao mármore) que representa Cleópatra e 22 moedas de bronze com a imagem da rainha, além de uma estátua real decapitada e uma máscara de Marco Antônio.

 

 

 

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Relíquias como 22 moedas de bronze com a imagem da rainha egípcia foram descobertas no local.

Além disso, o comunicado explica que um radar ajudou a localizar três locais nos quais podem estar a tumba real dos lendários defuntos. Os trabalhos de escavação nas áreas rastreadas começarão nesta semana.

 

Fonte:  Portal Terra

 





Árvores não resistem ao aquecimento…

15 04 2009

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A mais recente e triste revelação sobre o aquecimento global traz à luz um aspecto ainda muito pouco discutido pela população em geral: o desaparecimento das árvores  por causa do aumento das temperaturas locais.  Esta é a conclusão a que chegaram cientistas da Universidade do Arizona, nos EUA.  Eles descobriram que árvores expostas a temperaturas mais quentes do que as existentes no seu ambiente nativo foram menos capazes de tolerar a seca.  

 

Os cientistas fizeram uma pergunta simples: Será que as temperaturas mais altas fariam com que as árvores ficassem mais suscetíveis à seca?

 

Para estudar a tolerância das árvores a um aumento de temperatura, o biólogo David Breshears da Universidade do Arizona transportou 20 árvores maduras [pinheiros Pinyon] de um sítio em  Ojitos Frios, New Mexico, e mandou-as para Biosfera 2, aproximadamente 960 km de distância, para o deserto do Arizona, na região de Tucson.   

 

A Biosfera 2 foi construída para provar que seres humanos poderiam viver num ambiente fechado organizado em volta de um ecossistema fechado.  Mas o projeto teve seus problemas e hoje não é nada mais nada menos do que uma gigantesca estufa com micro zonas climáticas internas.  

 

 

 

 

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Biosfera 2, pinheiro pinyon.  Foto: Joe Martinez

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Henry Adams, que trabalhou com Breshears nesta pesquisa disse que eles colocaram as arvores em duas áreas:  uma, onde as condições climática lembravam as do Novo México,  e a outra onde a temperatura local era 5 ° C mais quente.  

 

Depois eles pararam de dar água para as árvores em ambos os locais.  “ O que vimos é que as árvores em locais mais quentes morreram  30% mais rapidamente do que as árvores que permaneceram em ambientes semelhantes ao seus originais,” disse Adams.

 

Essas descobertas estão publicadas no numero mais recente da publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

 

 

Este artigo foi livremente traduzido do portal da National Public Radio.  Para ver o artigo na sua totalidade, clique AQUI.





Vulcões entram em erupção nas ilhas Galápagos

13 04 2009

vulcao-diagramaDiagrama de um vulcão em erupção.

 

 

 

O vulcão Fernandina, situado em uma ilha homônima do arquipélago equatoriano de Galápagos, entrou em erupção, informou no dia 11 de abril o Instituto Geofísico local.

 

O Fernandina, que já entrou em erupção em 2005, se reativou na noite de ontem, o que pôde ser percebido hoje de manhã por guardas do Parque Nacional Galápagos (PNG) e por turistas que navegavam perto da ilha.

O Instituto Geofísico informou em relatório que funcionários do PNG e de outras entidades locais sobrevoarão a região para determinar a localização exata do centro da erupção, avaliar a possível extensão dos fluxos da lava e seu provável impacto na fauna e na flora.

O Fernandina, de 1.476 metros de altura, é o vulcão mais a oeste do arquipélago e está em uma região desabitada, embora a ilha em que se encontre abrigue espécies de flora e fauna protegidas.

A população mais próxima ao vulcão é Puerto Villamil, a cerca de 90 quilômetros de distância, que é a capital da Ilha Isabela.

 

 

galapagos

 

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Já nas últimas 48 horas um novo vulcão entrou em erupção nas ilhas Galápagoso vulcão La Cumbre.  Este entrou em atividade, ontem, domingo de Páscoa, e coloca em perigo a fauna das ilhas classificadas como patrimônio natural da Humanidade, anunciaram hoje as autoridades do parque natural das Galápagos.

 

É provável que as iguanas terrestres e marinhas e outras espécies como o lobo do mar sejam afetados já que a lava chegou praticamente até ao mar“, avançou o organismo em comunicado.

 

A erupção, que ocorreu sábado no lado sudoeste da ilha Fernandina, formou um manto de lava de 200 metros de largura e 10 de comprimento.

 

O vulcão La Cumbre, de 1.463 metros de altura, cobre quase toda a ilha Fernandina, situada a cerca de 1.000 km das costas do Equador, no Pacífico.

 

A ilha constitui o habitat de iguanas terrestres e marinhas, pingüins, tentilhões e lobos do mar, entre outras espécies.

 

 

 

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Vulcões, outras postagens neste blog:

 

Llaima, Chile

Tonga, Ilha no Pacífico





Uma grande colônia de orangotangos na Indonésia!

13 04 2009

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Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo.  Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma parte remota da ilha de Bornéo tem entre mil e dois mil indivíduos.  A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por moradores locais.

 

Os reclusos primatas de pêlo vermelho foram descobertos em uma região montanhosa e inacessível“, disse Erik Meijaard, um dos responsáveis pela descoberta.  A topografia íngreme, o solo pobre e a geral inacessibilidade dessas montanhas parecem ter protegido a área do desenvolvimento,” argumentou Meijaard.

 

A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco de barco e duas horas de caminhada.  A equipe descobriu cerca de 220 ninhos num raio de poucos quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.  Os cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta seja uma espécie de “campo de refugiados”, abrigando macacos fugitivos de outras regiões.

 

Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos vivendo livres nas florestas tropicais 90 por cento das quais na Indonésia,  e o resto na vizinha Malásia.  Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando lugar a plantações. Esses países são os principais produtores mundiais de óleo de palma, utilizado em alimentos, cosméticos e que hoje também satisfaz a crescente procura de combustíveis “limpos” para os EUA e a Europa. Florestas tropicais, onde esses animais solitários gastam quase todo o seu tempo, foram derrubadas e queimadas progressivamente em taxas alarmantes, principalmente para plantações de palmeiras produtoras do lucrativo  óleo.

 

Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais para proteger a área.