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Natureza morta: uvas e peras, 1969
J. U. Campos (Brasil, 1903-1972)
[Jurandir Ubirajara Campos]
óleo sobre eucatex, 70 x 90 cm
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Natureza morta: uvas e peras, 1969
J. U. Campos (Brasil, 1903-1972)
[Jurandir Ubirajara Campos]
óleo sobre eucatex, 70 x 90 cm
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Anita Fraga (Brasil, ativa no século XX, após 1930)
óleo sobre tela, 65 x 50 cm
[irmã da pintora Lucília Fraga]
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Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)
óleo sobre tela, 36 x 25 cm
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Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre madeira, 41 x33 cm
Coleção Geneviève e Jean Boghici
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Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)
óleo sobre placa, 22 x 17 cm
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Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)
óleo sobre cartão, 41 x 32 cm
Coleção Particular
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Menina do vestido vermelho, 1893
Eduardo Sá (Brasil, 1866-1940)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Coleção Particular
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Eliseu Visconti ( Brasil, 1866-1944)
óleo sobre madeira, 35 x 24 cm
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José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850 –1899 )
Desenho, carvão sobre papel
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Alice Bruggemann (Brasil, 1917-2001)
óleo sobre tela, 53 x 44 cm
Museu da UFRG
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Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)
óleo sobre tela, 64 x 47 cm
PESP – Pinacoteca do Estado de São Paulo
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Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
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Cavalinho de balanço, s/d
Harry Elsas (Alemanha 1925, Brasil, 1994)
Óleo sobre tela 100 x 80
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Ciranda, 1988
Glênio Bianchetti ( Brasil, 1928)
acrílica sobre tela
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Duas crianças e sol, 1975
Darcy Penteado (Brasil, 1926-1987)
Gravura, tiragem de 100
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Festival de pipas, 2006
Érico Santos (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 140 x 180 cm
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Dois meninos olhando pipa, 2005
David Ricci (Brasil)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
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Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 65 x 81 cm
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Ricardo Ferrari (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 100 x 130 cm
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Antônio Gomide (Brasil, 1895-1967)
aquarela, 12 x 19 cm
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Luiz Carlos Ferracioli (Brasil, 1949)
óleo sobre tela, 80 x 100
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Brincadeiras de criança, c. 1950
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre madeira, 27 x 35 cm
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Henry Vitor (Brasil, 1939)
Serigrafia, 70 x 48 cm
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Luiz Verri (Brasil, 1912-1990)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
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Ivan Morais [Ivan da Silva Morais] (Brasil, 1936)
óleo sobre tela, 65 x 100
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Paulo do Prado (Brasil, 1978)
acrílica sobre tela, 70 x 70 cm
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Antônio Poteiro (Brasil, 1925-2010)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
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Messias Neiva (Brasil, 1925)
óleo sobre tela, 24 x 33 cm
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Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobr eucatex, 100 x 81cm
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Em 2011 coloquei aqui outra coletânia de quadros brasileiros com brincadeiras de crianças. Para vê-los basta clicar aqui:
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Antônio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)
óleo sobre tela, 76 x 76 cm
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Paisagem de subúrbio, 1930
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela
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Martins D’Alvarez
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Subúrbio…
Fim da cidade!…
Em frente fica a Estação,
ostentando na fachada
a tabuleta pintada
com nome e quilometragem
do rincão.
Por trás da estação,
há casas
e mato
e casas
e mato…
Ruas tortas, mutiladas…
Praças que se arrependeram…
Lá no alto, a capela branca…
E mato, cercas, buracos,
alguns becos sem destino;
boteco da Dona Guida…
Tudo cheio de menino.
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De vez em quando,
bufando,
passa o trem pela estação.
Esse trem para o subúrbio
representa o coração,
a vida, no movimento
dos que vêm
e dos que vão.
Mas, o subúrbio é cardíaco,
o trem só anda atrasado,
daí o pobre coitado
sofrer da circulação.
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De madrugada e de noite
é que o subúrbio desperta,
o casario se alegra,
não se vê rua deserta,
chove gente em toda parte,
ruge-ruge…
Vaivém.
E há quem acorde bem cedo
pra na birosca do Alfredo
castigar um mata-bicho
antes de tomar o trem.
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Durante o dia,
marasmo,
pasmaceira,
fuxicada,
da turma desocupada
que não se foi pro batente.
Mexericos de comadres
que exibem secretamente
as nódoas da roupa-suja
guardadas por muita gente.
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Só nos domingos de folga,
o subúrbio pega fogo…
Há de tudo para todos:
missa pra quem é de missa,
jogo pra quem é de jogo…
Há batida com feijoada,
dança, namoro, pelada,
briga, tragédia, conflito
que leva gente ao distrito
e, às vezes, não leva nada.
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Subúrbio, fim de caminho…
Começo de outra jornada!
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Em: Poesia do cotidiano, Martins D’Alvarez, Rio de Janeiro, Edições Clã: 1977.
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Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre papel, 70 x 70 cm
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J. G. de Araújo Jorge
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A manhã surge
aos sons do Concerto nº 1 de Grieg
no rádio madrugador de meu vizinho.
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A tarde chega
acampanhada pelo Prelúdio nº 24 de Chopin,
num piano sem lugar.
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A madrugada se embala
com a música do mar.
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Em: A outra face: poesia, J. G. de Araújo Jorge, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1957, p. 157