Trova do bombeiro

25 05 2012

Bolinha vai apagar incêndio, ilustração de Marjorie Henderson Buell.

Mesmo quando o fogo o abrasa,
o bombeiro com cuidado,
salva a tudo,numa casa,
por ser sempre bem treinado.

(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)





Imagem de leitura — Linda Apple

25 05 2012

Tradição, 2010

Linda Apple (EUA)

óleo sobre tela 30 x 30 cm

www.applearts.com

Linda Apple nasceu nos Estados Unidos e cresceu no estado de Ohio.  Desde cedo gostava de desenhar e pintar.  Sua família lhe deu apoio para a carreira artística.  Estudou na Faculdade Columbus of Art & Design, graduando-se em 1964.  Viajou pela Europa: França, Itália, Grécia, Suécia e também pelo México, Canadá e no sudoeste dos EUA. Nos últimos 40 anos, seu trabalho ganhou reconhecimento internacional.





O conselho do Doutor Doido, conto tradicional brasileiro

25 05 2012

Contando histórias, ilustração de Maurício de Sousa.

O conselho do Doutor Doido

Um rapaz rico e solteiro desejava casar-se e começou a procurar noiva.  Um dia mandou preparar sua carruagem e passou por uma rua da cidade. Mandou parar, desceu e entrou numa casa.  Saiu uma mulher bonita e agradável.

— Senhora dona, me alcance um copo d’água!

A mulher foi buscar um copo d’água e agradou muito o rapaz que ficou satisfeito. Voltando para casa pensou em casar com ela.

No outro dia foi pedir água numa outra casa e saiu-lhe uma mulher ainda mais bonita e mais agradável. O rapaz ficou contente e achou que devia casar com ela.

No outro dia foi pedir de beber num rancho de palha onde foi servido por uma mocinha muito acanhada e bem parecida. O rapaz ainda gostou mais desta do que das outras. Para decicir procurou o padre vigário e pediu um conselho. O sacerdote disse:

— Vá procurar o Doutor Doido na Cidade Fulana. Ele não presta atenção a ninguém e vive passeando para lá e para cá, numa calçada. Diga o que quer e ouça o que ele disser.

O rapaz tomou sua carruagem e tocou-se para a Cidade Fulana. De tarde um criado do hotel levou-o para a tal rua onde ele viu o Doutor Doido andando para cima e para baixo, falando alto. O rapaz aproximou-se e contou o seu caso.

— Estou querendo casar e achei três mulheres que me agradam. Uma é mulher dama, outra uma viúva e a terceira uma moça donzela. Com quem devo dar a mão de esposo?

O Doutor veio cá e foi lá, e sem parar a marcha, respondeu:

— Quem sempre foi, sempre é. Besta velha não se acostuma em pasto novo! Quem nunca foi, vai-se fazer!

O rapaz tomou a carruagem, voltou e casou com a moça.

***

Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore), Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro,Ediouro: 1967

 

 





Palavras para lembrar — E.P. Whipple

24 05 2012

Praga, s/d, ilustração de Maria Cardelli (Itália, 1966).

www.mariacardelli.com

“Livros são faróis construídos no imenso mar do tempo.”

E.P. Whipple





Quadrinha do desafinado

24 05 2012

Cebolinha toca flauta, ilustração de Maurício de Sousa.

Pela vida me foi dado

um conselho em que me alerto:

Antes vir desafinado,

que soluçar no tom certo.

 –

(Miguel Russowsky)





Imagem de leitura — Adolph van Menzelm

23 05 2012

Moça lendo

Adolph van Menzelm (Alemanha, 1815-1905)

sketch a carvão sobre papel

Adolph Friedrich Erdmann van Menzelm nasceu em Breslau na Prússia em 1815. Em 1830 a família se mudou para Berlim, onde a família teria mais oportunidades para sua companhia de impressora.  Mas a morte repentina do pai o obrigou a tomar as rédeas dessa companhia Foi um pintor, desenhista e ilustrador considerado entre os mais importantes pintores realistas da Alemanha. Faleceu em Berlin em 1905.





Quadrinha da minha casa

23 05 2012

Casa cor de rosa, ilustração anônima da década de 1930.

O mais doce dos abrigos,

minha casa é uma beleza:

aberta para os amigos,

fechada para a tristeza!

(Coubert Rangel Coelho)





Palavras para lembrar — William Osler

23 05 2012

Hora da leitura

Vlaho Bukovac (Croácia, 1855-1922)

óleo sobre tela

Galeria Umjetnina, em  Split

“É muito mais fácil comprar livros do que lê-los e mais fácil ainda lê-los do que absorver seus conteúdos.”

William Osler





Um tesouro de joias encontrado em Tel Megiddo, Israel

23 05 2012

Joia encontrada em Tel Megiddo, Israel, em um jarro de cerâmica, enterrado há 3.000 anos.

Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv apresentaram ao público, no início dessa semana, um tesouro encontrado em um jarro envolto em tecidos e escondido em uma casa no norte de Israel  há mais de 3.000 anos atrás.  O jarro, escavado de uma casa em Tel Megiddo, no Vale de Jezreel no norte de Israel, é um lugar incomum para encontrar joias, de acordo com os arqueólogos da Universidade de Tel Aviv. Entre as peças está um belo par de brincos decorados com cabras selvagens.

Primeiro foi encontrado o jarro de cerâmica, em 2010.  Datando de aproximadamente  1100 a.C.  O jarro havia provavelmente pertencido a uma mulher cananéia, que talvez morasse na casa. Canaã era uma região histórica formada pelo que hoje é  Israel, Palestina, Líbano e partes da Síria e da Jordânia. Tel Megiddo era uma importante cidade-estado nesta região até o século X a.C.

Vasilha de cerâmica em que as joias estavam escondidas, século X a.C. Foto cortesia Megiddo Archological Team.

Segundo o Prof. Israel Finkelstein, do Departamento de arqueologia e culturas do oriente médio da Universidade de Tel Aviv, o jarro foi encontrado em 2010, mas permaneceu por limpar, enquanto aguardavam uma análise molecular do seu conteúdo. Quando  a equipe foi finalmente capaz de lavar a sujeira, encontrou peças de jóias, incluindo um anel, brincos e pérolas, escondidas no bojo do vaso.

Os pesquisadores acreditam que a coleção, que foi descoberta nas ruínas de uma casa particular na zona norte de Megiddo, pertence a um período de tempo chamado “Idade do Ferro  I,” e que pelo menos algumas das peças podem ter sua origem no Egito. Alguns dos materiais e desenhos apresentados nas joias, incluindo contas feitas de cornalina, pedra semi preciosa, são consistentes com desenhos egípcios da mesma época.

Tel Megiddo, Foto: Rafael Ben-Ari.

Quando os pesquisadores removeram o jarro de cerâmica a partir do local da escavação, eles não tinham ideia de que havia alguma coisa dentro. As joias foram bem preservadas e haviam sido envoltas em tecidos, mas as circunstâncias que as rodeiam são bastante misteriosas.  É quase certo de que o jarro não fosse o lugar de guardar as joias normalmente. “É claro que as pessoas tentaram esconder a coleção, e por algum motivo eles não foram capazes de voltar para buscá-lo.” — concluiu  o Prof Ussishkin que notando que os proprietários poderiam ter morrido ou sido obrigados a fugir.  Ele acredita que esta tenha sido uma coleção de joias de uma mulher de Canaã, que morava nessa casa.

Contas de ouro e cornelia encontradas junto às joias. Foto cortesia Megiddo Archological Team.

A variedade das joias também é fora do comum. Embora a coleção inclua um número brincos comuns, em forma de lua crescente, de origem de Canaã, os arqueólogos encontraram também  conjunto de itens de ouro e um número de contas feitas de cornalina, pedras semi preciosas cujo uso era frequente na fabricação de joias egípcias naquela época. Isso aponta para uma forte conexão egípcia, seja em influência ou origem. Essa conexão não seria surpreendente, segundo o professor Cline, que afirmou que as interações entre o Egito e Tel Megiddo são bem conhecidas durante a Idade do Bronze e a Idade do Ferro.

Quatro pares de brincos de ouro em forma de crescente.

O item mais notável, de acordo com os pesquisadores, é um brinco de ouro com padrão de peças moldadas na forma de cabras selvagens. “Para itens exclusivos, como esse, trabalhamos para encontrar paralelos para ajudar a colocar os itens em suas corretas configurações culturais e cronológica, mas, neste caso, ainda não encontramos nada“, dizem os pesquisadores.

Anel com um desenho gravado de peixe. Foto cortesia Megiddo Archological Team

Este achado adiciona outro aspecto fascinante a este sítio arqueológico: Tel Megiddo era uma  importante cidade-estado de Canaã,  até o início do século X a.C.  e um centro muito importante do Reino do Norte de Israel nos séculos IX e VIII a.C.  Esse é um sítio arqueológico com multicamadas, de vários períodos de tempo claramente diferenciados, e neste período, existem de 10 a 11 estratos bem datados através da análise de radiocarbono. “Essa sequência de datas de radiocarbono não existe em nenhum outro lugar na região“, diz o professor Finkelstein.

Outro ângulo do espetacular brinco de cabras encontrado no vasilhame.

A camada em que a joia foi encontrada já foi datada do século XI a.C., logo após o fim do domínio egípcio no século XII a.C. Ou a joia foi deixada para trás na retirada egípcia ou as pessoas que possuíam as joias foram influenciadas pela cultura egípcia. Os pesquisadores esperam que a análise dos tecidos em que as joias foram embrulhadas e das joias propriamente ditas, possam dizer-lhes mais sobre as origens da coleção. Se o ouro é puro em vez de uma mistura de ouro e prata, por exemplo, será mais provável que essas joias tenham vindo do Egito, uma região que era pobre em recursos de prata, mas rico em ouro.

FONTE: SCIENCE DAILY





Imagem de leitura — Angelica Zubiran

22 05 2012

Leitura com gato, 2006

Angelica Zubiran (Colombia, contemporânea)

Óleo sobre cartão, 40 x 50 cm

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Angelica Zubiran