Anedota sobre a ginástica na revista O Espelho de 1859

26 09 2013

1910-mens-gymnastics-historic-imageCartão postal de 1910.

” Um sujeito gabava as vantagens higiênicas da ginástica.

— Não há nada melhor para a saúde, dizia ele: duplica as forças e prolonga a vida.

Respondeu-lhe alguém:

— Mas nossos antepassados não faziam uso da ginástica e contudo…

— Sim, é verdade, não faziam uso dela; mas vejam, morreram todos…”

Em:  O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 17,  25 de dezembro de 1859, p.12. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 218.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

25 09 2013

Vittorio Gobbis, Mangas - OST - 53x65 - 1930Mangas, 1930

Vittorio Gobbis (Itália, 1894- Brasil,1968)

óleo sobre tela, 53 x 65 cm





Palavras para lembrar — Francesco Petrarca

24 09 2013

Giuseppe Mascarini, (Itália) A leitoraLeitora, s/d

Giuseppe Mascarini (Itália, 1877-1954)

óleo sobre tela,

“Livros têm levado algumas pessoas ao saber, outras à insânia.”

Francesco Petrarca





Um galgo, poema de José Paulo Moreira da Fonseca

23 09 2013

Mulher com cachorro galgo, ilustração da década de 1920, sem autoria.

Um galgo

José Paulo Moreira da Fonseca

Mesmo quando imóvel, vemo-lo correr

Como se aquelas formas sonhassem

Com uma inaccessível distância.

Em: Antologia Poética, José Paulo M. F., Rio de Janeiro, Leitura: 1968





Flores para um sábado perfeito!

21 09 2013

Luiz Chaves, Flores e pássaros, ast, 80 x 60 cmFlores e pássaros, 2008

Luiz Chaves (Brasil, 1946)

acrílica sobre tela, 80 x 60 cm

Luiz Chaves





Girassóis de Van Gogh redescobertos

19 09 2013

Van Gogh: Six Sunflowers, 1888, oil on canvas.

Girassóis, 1888

Vincent van Gogh (Holanda,1853-1890)

Sabia-se que Van Gogh havia originalmente pintado algumas telas diferentes com girassóis.  Isso, no verão, em agosto de 1888.  Seu objetivo era decorar o quarto de Gauguin. Mas dois desses quadros desapareceram. Um desapareceu na Segunda Guerra Mundial, no Japão.  E o outro?  Onde estaria?  A questão se torna ainda  mais interessante quando se leva em consideração a grande popularidade que têm os girassóis de  Van Gogh nos museus de Munique  e  de Londres. Eles estão entre os favoritos do público em geral. Há outras cópias de girassóis feitas pelo próprio van Gogh em outros museus. Mas o que acontecera com aquele outro? Onde estaria?

O livro de Martin Bailey, um dos grandes conhecedores da obra de van Gogh, autor de  The Sunflowers are mine, que acaba de ser publicado, explica o destino de cada um desses quadros e descobre o proprietário, o colecionador particular, que tem em seu poder o quadro “perdido” de van Gogh.  Já encomendei o meu volume.  Querendo mais informações veja o artigo no jornal The Guardian, do dia 4 de setembro.





Quadrinha do sapato

18 09 2013

Sapatos Ilustração 1914, revista dinamarcaDesconheço a autoria dessa ilustração, mas é de 1914 tirada de revista dinamarquesa.

Não quero ser flor, nem fita,

Enfeites, brincos ou anéis,

Queria ser teu sapato,

Para viver aos teus pés.

(Anônima)

Em: Trovas Brasileiras: populares e popularizadas, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, W.M. Jackson Inc: 1944, nº.539





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

18 09 2013

Aldemir Martins, Mangas e Bananas,ast, 1991, 46x55cmManga e bananas, 1991

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

acrílica sobre tela, 46 x 55 cm





Minutos de sabedoria — Érico Veríssimo

17 09 2013

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtraída pela luz, 2007

Alfredo Rodríguez (México, 1954)

óleo, 36 x 28 cm

www.alfredoartist.com

“A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos.”

everissimo

 

 

 

 

Érico Veríssimo





Saindo da livraria, texto de Permínio Asfóra

17 09 2013

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Livraria, 2012

John Farnsworth (EUA, contemp.)

Óleo sobre tapel colado em madeira, 21 x 21 cm

John Farnsworth

“A livraria era frequentada por curiosos que passavam as tardes remexendo livros, anotando cadernos e abrindo gavetas; desencavavam edições esgotadas, gozavam da intimidade do patrão, cuspinhavam literatura, falavam mal dos outros e galanteavam Teresa, — galanteios de esporas.

Ela se acostumara, só fazia sorrir. Fechou o decote e desceu as mangas, mas os seios empinados desafiavam os fregueses. Impossível disfarçá-los, primeiro lugar para onde espiavam.

Uma tarde quase caía da cadeira alta junto à maquina: a mão que se estendia pedindo-lhe o troco era a mesma que lhe fizera carinhos. Não mudara: o asseio de sempre, a camisa bem alva, o bigode certo, a roupa cinzenta.  Estranhou-lhe a calma; surgia tão sereno, tão sem surpresa que parecia mentira. Jamais pensou que fosse assim, um tipo sem alma, lembrou-se de um livro que lera. Na livraria havia facilidade de obter, emprestados, romances da moda; quase todos contavam histórias de amores infelizes, de pobres mocinhas que sonhavam com príncipes encantados.

Afável, cordial e alheio, como se nada entre eles houvesse ocorrido. Num minuto atravessava Teresa um mundo de recordações: noites de lágrimas, a perseguiçã ao vidro de formicida, tudo por ele, que estava ali calmo e distante, sorriso incolor, sem um aperto de mão. Sujeito ordinário, pensou em dizer-lhe. Noivo? Teria casado? Os olhos cinzentos iam dominá-la; seu rancor tropeçava, fraquejava. O mesmo rapaz, nem alto nem baixo, roupa nova, a gravata escura, o cabelo cortado. Por ele sofrera, esquecida e apagada; se não fosse o emprego, teria morrido de tédio. Andaria iludindo outras tolas, sujeito ordinário, quase dizia. Soçobrava nas recordações tumultuadas, o ódio adormecia, o desejo imperava. Fraqueza. Cadê o amor-próprio? Não devia ceder. Seria capaz de repetir a loucura? Loucura não houvera. O coração de Teresa perdendo o compasso, subia e descia, não havia o que falar.  Se falasse, iria se render, iria adular, iria chorar. Que coisa trágica, o amor. Os homens não amavam, aproveitavam a fraqueza das pobres para se divertir.

— Quem quiser se divertir, compre macaco — proclamava Viriato.

Mas Viriato também fazia sofrer a irmã de um amigo.

Coração descompassado, alegria e horror.

— Quase não a reconhecia — falou. Cada vez mais bonita.”

Em: O amigo Lourenço, Permínio Asfóra, Rio de Janeiro, José Olympio: 1962, pp, 96-97