Imagem de leitura — David Hockney

17 09 2013

My Parents 1977 by David Hockney born 1937

Meus pais, 1977

David Hockney (Inglaterra, 1937)

Óleo sobre tela, 183 x 183 cm

Tate Gallery, Londres

 David Hockney nasceu em Bradford,na Inglaterra em 1937. Estudoou no Bradford College of Art e on Royal College of Art em Londres.  Um dos pintores da Pop Art Britânica. Mais tarde mudou-se para os EUAm onde viveu por muitos anos na Califórnia. É considerado um dos pintores de maior influência na arte contemporânea britânica.





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

16 09 2013

dinheiro, sem
Pato Donald está sem dinheiro, ilustração Walt Disney.

A rico não devas, a pobre não prometas.





A lagartixa, poesia de Da Costa e Silva

16 09 2013

lagarto-osgaLagartixa. Ilustração sem designação de autoria.

A lagatixa

Da Costa e Silva

A um só tempo indolente e inquieta, a lagartixa,

Uma réstia de sol buscando a que se aqueça,

À carícia da luz toda estremece e espicha

O pescoço, empinando  a indecisa cabeça.

Ei-la, aquecendo-se ao sol; mas de repente a bicha

Desatina a correr, sem que a rumo obedeça,

Rápida, num rumor de folha que cochicha

Ao vento, pelo chão, numa floresta espessa.

Traça uma reta, e para: e a cabeça abalando,

Olha aqui, olha ali; corre de novo em frente

E, outra vez, para , a erguer a cabeça, espreitando…

Mal um inseto vê, detém-se de repente,

Traiçoeira e sutil, os insetos caçando,

A bater , satisfeita, a papada pendente.

Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.162

Antônio Francisco da Costa e Silva ( Brasil, [PI] 1885 — [RJ] 1950) poeta, jornalista.  Advogado, cursou a  Faculdade do Direito do Recife. Trabalho no Ministério da Fazenda.

Obras:

Sangue (1908),

 Elegia dos Olhos, s/d

Poema da Natureza, s/d

Clepsidra, s/d

 Zodíaco (1917),

 Verhaeren (1917),

Pandora (1919),

Verônica (1927),

Alhambra (1925-1933), obra póstuma inacabada,

 Antologia (coleção de poemas publicada em vida – 1934),

Poesias Completas (1950) (1975) (1985), coletânea póstuma.





Imagem de leitura — Émile Béranger

15 09 2013

Emile Beranger,1848-XX-A-Curions-WomanUma mulher curiosa, 1848

Émile Béranger (França, 1814-1883)

óleo sobre madeira, 42 x 50 cm

Museus Hermitage, São Peterburgo





Uma biblioteca sem livros

15 09 2013

interior-2_wide-a0198747ec52a55b2e37f2207b4a50fa3a3e9829-s40-c85Ilustração da página da NPR.

Uma biblioteca pública totalmente digital abriu nesta semana no Texas. A unidade oferece cerca de 10 mil e-livros gratuitamente para os 1.700.000 moradores do município, que inclui a cidade de  San Antonio. Os  clientes podem acessar eBooks gratuitos e livros de áudio. Para ler um e-book em seu próprio dispositivo, os usuários devem ter o aplicativo 3M Biblioteca-nuvem,  para se conectar com a biblioteca.  O aplicativo inclui uma contagem regressiva de dias que o leitor tem  para terminar um livro — são 14 dias no total.

A biblioteca tem uma presença física, com 600 e-readers e 48 estações de computadores, além de laptops e tablets. As pessoas também podem vir para a hora de contação de histórias para crianças ou para aulas de informática.

O projeto de uma biblioteca sem livros já foi tentado antes.  Talvez, 2002 tenha sido cedo demais, quando a Biblioteca Santa Rosa do Arizona abriu uma filial também só digital.  Mas,  anos mais tarde, os moradores – fatigados pela eletrônica – pediram que livros reais fossem adicionados à coleção, e hoje, desfrutam de uma biblioteca de acesso completo com computadores.

NPR





Natureza maravilhosa — Peixe mandarim

15 09 2013

mandarin fish7Peixe Mandarim.  Foto: Life of Sea.

O peixe-mandarim (Synchiropus splendidus) vive na água salgada em lugares de clima tropical. Mede de 6 a 10 centímetros de comprimento. Vive escondido em fendas nos recifes de coral e alimenta-se de pequenos animais marinhos que passam próximo de seu esconderijo; também come pequenas quantidades de algas e outros flocos que possam lhe servir de alimento. Vive no Pacífico.





Flores para um sábado perfeito!

14 09 2013

Bernardo Cid, Flores, ost, 100x80Vaso de flores, s/d

Bernardo Cid (Brasil, 1925-1982)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm

Coleção Particular





Anedota sobre Fontenelle na revista O Espelho de 1859

14 09 2013

charles-henry-tenre-the-interval-at-the-theatre-145479Intervalo no teatro

Charles Henry Tenré (França, 1864-1926)

óleo sobre tela

Fontenelle estava na Ópera, em Paris, e tinha nessa ocasião cem anos. Um inglês entra-lhe pelo camarote e diz:

— Vim de propósito de Londres para ver o autor de Thetis e Peleu.

— Pois, senhor, respondeu Fontenelle; dei-lhe bastante tempo para isso.”

Em:  O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 17,  25 de dezembro de 1859, p.11. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 230.





O início da 2ª Guerra por Marques Rebelo

13 09 2013

Britishers,_enlist_today

[1940]

30 de agosto

Os ataques aéreos contra a Inglaterra, que haviam se reintensificado em grande escala, após aliviante atenuamento, cessaram subitamente. Há dois dias que as sirenes londrinas não lançam seu estertor, há dois dias que o sono pode ser usufruído pela heróica população. Que poderá haver sob esta trégua? É exaustão ou armadilha? Mas os ingleses, como bons buldogues, é que perseveram na contracarga e Berlim foi bombardeada pesadamente durante três horas. Pela primeira vez – diz o rádio-jornal – a capital germana sentiu em toda a sua plenitude os horrores da guerra moderna.

31 de agosto

Esta guerra não é um assunto como a de 1914. E o jogo do nosso destino – o mundo tornou-se uma coisa só, coisa que precisa ser liberada e expurgada. Enchendo-nos de receio ou de esperança, de fervor ou desespero, pelo jornal, pelo rádio, pelo cinema, acompanhamos a sua marcha com a alma em riste. Se como na outra decoramos, rápidos, a sua nomenclatura e a sua terminologia, ganham elas nesta um significado transcendental, e é com a meticulosidade duma observação clínica que traçamos cada dia, cada hora, cada minuto, em permanente sofrimento e incerteza, o gráfico do seu desenrolar, pois que o seu desenlace nos atingirá de forma decisiva. É como se observássemos a evolução da nossa própria enfermidade. Anotamos os acessos e as astenias, os focos de resistência ou de depauperamento, discutimos cada sintoma, cada erupção, cada infrutífero medicamento. Armamos idealmente os planos duma eficaz terapêutica. Que importa o que tenha sido a Inglaterra se hoje encarna para nós o anticorpo que poderá nos salvar da infecção?

1º de setembro

Hoje completamos um ano de guerra, aniversário que ninguém ousará comemorar com bolo de velinhas. Os alemães mantém quase todo o continente europeu nas suas unhas, dominam toda costa que vai do cabo Norte ao golfo de Biscaia, além do qual se encontra a companheira das castanholas e zarzuelas, envolta na sua mantilha milico-clerical e renovando, como guerra de nervos, a campanha em prol de um ataque a Gibraltar. Hitler fez em dez anos o que Filipe de Espanha, e mais tarde Napoleão, não conseguiram realizar após largos anos de campanhas bélicas e diplomáticas. Já é alguma coisa – e de assustador!

No Mediterrâneo e na África, a Itália pode atacar os trigais do Egito e os terrenos petrolíferos do litoral da Palestina. Portugal não é só um Jardim da Europa à beira-mar plantado, é um eficiente consulado nazista também. No Extremo Oriente, o Japão pode ameaçar  Hong-Kong e Singapura, ou as colônias francesas e holandesas. Cá na América do Sul, a Argentina vende a sua carne para quem puder pagar,mas tende simpaticamente ao Eixo.

Amigos, o panorama é negro, mas a Inglaterra esperneia e os Estados Unidos estão de olho, certa será sua participação na luta se as coisas se agravarem, conquanto seja necessário primeiramente vencer as correntes isolacionistas que os republicanos tanto defendem, mais comerciantes do que cegos.

E aqui, seu moço?”

Em: A mudança, Marques Rebelo, 2º volume de O Espelho Partido, São Paulo, Martins: 1962, pp, 313-314.





Quadrinha das máscaras

13 09 2013

máscara, Emiliano PonziIlustração Emiliano Ponzi.

Vê-se máscaras de tudo,
de toda forma e matiz:
papel, borracha e veludo,
e até de gente feliz…

(Péricles Gonçalves)