Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

15 08 2014

 

 

 

ORTHOF, Geraldo(1903)Rio de Janeiro,1985,ost,54 x73cmRio de Janeiro, 1985

Geraldo Orthof (Brasil, 1903-1993)

óleo sobre tela, 54 x 73 cm





Trova da conquista

14 08 2014

 

 

 

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Nestor enamorado, ilustração de Walt Disney.

 

 

Conquista é jogo de azar

e, no amor, jogo pesado;

querendo te conquistar,

eu é que fui conquistado!…

 

(Heloísa Zanconato Pinto)





Patrimônio Cultural da Humanidade: Colônia del Sacramento

14 08 2014

 

 

In Uruguay - Colonia del Sacramento

 

Uruguai:

Bairro histórico da cidade de  Colônia do Sacramento

 

Colônia del Sacramento foi fundada por portugueses em 1680, que aproveitaram a posição estratégica do local para montar um ponto de defesa na margem norte do Rio da Prata, de frente para Buenos Aires. Este é o único exemplo de planejamento urbano que não segue as regras espanholas de ruas paralelas e cruzadas, impostas pelas “Leis das Índias”. Ao invés disso a cidade tem ruas que seguem a topografia do terreno, ainda que dependente de sua função militar. Os prédios modestos em dimensão e aparência mostram a fusão de tradições portuguesas e espanholas nos métodos de construção.

 





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

14 08 2014

???????????????????????????????Margarida escolhe um sapato, ilustração de Walt Disney.
“Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato”.




Imagem de leitura — Theresa Bernstein

13 08 2014

 

 

 

Oil on canvas 40"x50" Martin and Edith Stein Collection, FloridaOs leitores, 1914

Theresa Bernstein (EUA, 1890-2002)

óleo sobre tela, 100 x 125 cm

Coleção Particular





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

13 08 2014

 

 

VICENTE MECOZZI - (Itália1909 -Brasil 1964) Natureza morta - ostce - 30 x 40 - cid - 1946Natureza morta, 1946

Vicente Mecozzi (Itália/Brasil, 1909-1964)

óleo sobre tela colada em eucatex, 30 x 40 cm

 

 





Vamos brincar, lua! poesia infantil de Murilo Araújo

13 08 2014

Pierrot cantando ao luar, ilustração de John A. Ardema.

Vem brincar, lua!

Murilo Araújo

Cantemos rindo

canções douradas!

O luar é lindo

pelas estradas…

Rodem as rondas

com as mãos dadas!

Rodem nas rondas

os camaradas!

Há na floresta

que a luz debrua

alguma festa

que continua…

Rodem as rondas

pela floresta…

Dance na festa

Senhora Lua!

Não passam pagens

na redondeza

com carruagens

para a princesa?!

Rodem as rondas

com ligeireza!

Dance com os pagens,

Dona Princesa!

Não andam fadas

voando no ar

pelas estradas

cor de luar?

Rodem as rondas

descabeladas!

Senhoras fadas,

vamos dançar!

Pelas estradas

iluminadas…

Vamos dançar, dançar…

dançar!…

Em: Poemas completos de Murilo Araújo, Rio de Janeiro, Irmãos Pongetti:1960





Imagem de leitura — Paulus Moreelse

13 08 2014

 

 

Paulus Moreelse--1627--jeune-fille-au-miroir-1

Jovem com espelho, 1627

[Alegoria da vaidade?]

Paulus Moreelse (Holanda, 1571-1638)

óleo sobre tela, 105 x 83 cm

The Fitzwilliam Museum, Cambridge, GB





Esmerado: saleiro de mesa, século XVI

12 08 2014

 

 

 

benvenuto-cellini-salt-cellarSaleiro de mesa, 1540 – 1544

Benvenuto Cellini (Florença, c. 1500- c. 1571)

Ouro, esmalte, ébano, 26 x 33 cm

Museu Kunsthistorisches [da História da Arte], Viena, Áustria

 

Este saleiro foi feito pelo escultor renascentista italiano Benvenuto Cellinii para o rei da França Felipe I, nos primeiros anos da década de 1540. Há duas figuras representando a Terra [Anfitrite] e o Mar [Netuno].

Pequenas cuias para sal podem ser encontrados desde a antiguidade. Durante o período medieval esses saleiros começaram a aparecer com motivos decorativos tornando-se durante o período renascentista e barroco verdadeiras obras de arte.





Inaceitável: mulher lendo no Brasil do passado, texto de Ana Miranda

12 08 2014

 

 

 

moacyr alves, ouro preto, 1964, ost, 115x147Ouro Preto, 1963

Moacyr Alves (Brasil, 1904- 1982)

óleo sobre tela, 115 x 147 cm

 

 

“Nunca usava decotes como os das mulheres das Minas, vestia quase sempre saia e casaco pretos. Ás vezes aparecia com pintura e cabeleira, como os sodomas do palácio do governador. Costuma ser distraída e gostava de apreciar o horizonte. Falava com estranhos. Entrava nas igrejas, rezava ajoelhada. Andava com o nariz para o alto e olhava as pessoas nos olhos. Despertava vontade de fornicar, pois tinha carnes; mais dava medo. Às vezes a fidalga ficava olhando um livro de capa preta, que Lourenço não sabia dizer o que era, mas talvez fosse um missal.

 
Frei Francisco interessou-se especialmente por esta última informação, que poderia esclarecer de vez o caráter de dona Mariana. Muitas pessoas se interessavam pelos livros de poesias e ensaios, abandonando as leituras de obras religiosas; não para adquirirem sabedoria filosófica, mas para se desavergonharem. Buscavam na Arte de amar apenas os trechos obscenos. Ovídio ensinava às esposas como enganar seus maridos em celas alugadas; suas mulheres ostentavam infidelidade e os homens uma complacência cornuda. A obra de Ovídio reduzia uma grande civilização a um galinheiro. A maioria dos livros continha um amontoado de sujeiras, arrotos de desbraguilhamentos. Os poetas costumam ser uma gente de natureza maliciosa. Descreviam príncipes em atividades obscenas nos alcouces, nobres em atitudes indignas nas camas, alcoviteiras ensinando moças a tornarem seus amantes generosos, velhos seduzindo meninas, exoterismo mundano, cumplicidade de salão; cantava-se gente da sarjeta em versos langorosos, padres eram difamados. Filósofos ensinavam como apanhar adolescentes no circo. Imperadores invadiam cidades vestidos como mulheres e deleitavam-se com escravos. O que achavam as pessoas, por acaso, que os poetas escreviam sobre as tendas esfumaçadas de César? Discussões sobre táticas de guerra? Meditações? Preferiam descrever vasos de vinho, coroas de pâmpanos, lascívia as bailarinas orientais e homens deitados na mesma cama.”

 

 

O retrato do rei, ANA MIRANDA, São Paulo, Cia das Letras:1991,páginas 87-88