Nossas cidades — Niterói

18 08 2014

 

 

Lucílio de Albuquerque,  sol -manhã em niteroiManhã em Niterói, Lucílio de AlbuquerqueManhã de sol em Niterói

Lucílio de Albuquerque (Brasil, 1877-1939)

óleo sobre tela,





Natureza Maravilhosa — Porco espinho

18 08 2014

 

porcoespinho brasileiro

 

Seus espinhos são pêlos duros modificados e podem alcançar até 10 cm de comprimento. Estão presentes na cabeça, pernas e parte anterior da cauda. Nome científico: Coendou prehensilis. Está ameaçado de extermínio na natureza. Tem uma cauda longa que chega ao comprimento de 30 a 57 cm. Em geral o porco-espinho pesa por volta de 4 Kg, e chega a 54 cm de comprimento. Ele come sementes de frutos, cocos, cascas de árvores e folhas. Anda sozinho e gosta de sair à noite. Vive cerca de 10 anos.





A chegada da família real, texto de Paulo Setúbal

18 08 2014

 

 

Família real (chegada)2A chegada da família real a Salvador, 1952

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

Óleo sobre tela

Pinacoteca da Associação Comercial da Bahia.

 

“O bergantim real, alcatifado de coxins de veludo, com o seu belo toldo de damasco franjado, atracou debaixo do mais quente ribombo de festa. O povo espremia-se no cais. Milhares de espectadores, com avidez mordente, o coração aos saltos, contemplavam, fascinados, a embarcação garrida. Tudo queria “ver o rei”. O Conde dos Arcos, que então governava o Brasil, correu a abrir a portinhola: e do bergantim, muito ataviada de garridices, desceu lustrosamente a família real. Era D. João VI em grande gala. Era D. Carlota Joaquina, com seu fuzilante diadema de predarias. D. Pedro, o herdeiro do trono, principezinho de nove anos, muito vivo, os cabelos crespos e negros, saltou acompanhado de Frei Antônio de Arrábida, o preceptor. Seguia-o o irmão mais moço, o infante D. Miguel, todo de veludo, calças compridas, o gorro apresilhado por um fúlgido broche de pedras. As princesas vinham enfeitadas com primor. Muito lindas. Vestiam sedas dum azul pálido, enevoadas de arminho, com grandes diamantes nas orelhas e altos trepa-moleques nos cabelos. Viera, também, galhardo e belo, um moço arrogante, muito simpático, olhos romanticamente verdes: era o Senhor D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança, infante da Espanha, sobrinho dos regentes.

No cais, fora armado um altar. D. João e D. Carlota, seguidos pelo príncipe e pelos infantes, ajoelharam-se diante dele. O chantre da Sé tomou da água benta e aspergiu ritualmente os reais hóspedes. Tomou do turíbulo de prata e incensou-os  por três vezes. D. João, com fervorosa compungência, caiu então por terra: beijou o Santo Lenho. A corte, prosternando-se, acompanhou-o no beijo tradicional. Depois, ao longo do cais, formou-se um séquito de honra. Lá ia a bandeira, lá ia a cruz, lá iam os nobres, lá ia o clero, lá ia a gente da terra. No meio das alas, carregado pelo Senado da Câmara, franjado de ouro, rutilando ao sol, um imenso pálio de seda: e, debaixo dele, com os seus atavios carnavalescamente vistosos, a deslumbrar a colônia, toda a família real.”

 

Em: As maluquices do Imperador, Paulo Setúbal, São Paulo, Clube do Livro: 1947, pp: 14-15.





Palavras para lembrar — Joseph Conrad

17 08 2014

 

 

Ernst Witkamp( Holanda, 1854 – 1897) mulher lendo em interior, aquarela,  33 x 22 cmMulher lendo em interior

Ernst Witkamp (Holanda, 1854-1897)

aquarela, 33 x 22 cm

 

 

“O autor escreve apenas metade de um livro. A outra metade fica por conta do leitor.”

Joseph Conrad





Domingo, um passeio no campo!

17 08 2014

 

 

Rodolfo Weigel (1907 1987),Paisagem com figura e burrinho, guache 18 x 24. Assinado cidPaisagem com figura e burrinho

Rodolfo Weigel (Brasil, 1907-1987)

Guache sobre papel, 18 x 24 cm





Trova da Felicidade

17 08 2014
carta no correioCartão postal, 1ª metade do século XX.

 

 

Felicidade é um recado

sem data, sem remetente,

chegando sempre atrasado

na caixa postal da gente!

 

(Aurora Pierre Artese)





Imagem de leitura — Mai Thu

16 08 2014

 

 

Mai Thu (1906-1980), Jeune fille lisant un poème. Photo Cannes Enchères. Peinture sur soie. Signé en haut à droite; 47 x 56 cm (rousseurs). Lot 400.Jovem lendo um poema

Mai Thu (Vietnã, 1906-1980)

pintura em seda, 47 x 56 cm





Flores para um sábado perfeito!

16 08 2014

 

 

Oehlmayer,Vaso de flores, Óleo sobre Eucatex, 74 x 55 cm.Vaso de flores

Edgar Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)

óleo sobre eucatex, 75 x 55 cm





A felicidade, conto infantil das Histórias do Arco da Velha

16 08 2014
RideOnPrinceIlustração de autoria desconhecida.
A felicidade

 

Três irmãos viviam no meio de um bosque escuro, muito escuro, a pouca distância do mar azul e puro.

Tinham tido a desventura de perder os pais quando eram ainda meninos, e viviam lá muito solitários.

Um dia, finalmente, o mais velho, aborrecido de tanta solidão disse:

— “Além do bosque está o mar azul e puro, e além dele, à margem de lá, uma cidade rica e bela.”

E o outro acrescentou:

–“Dizem que lá encontram-se árvores belas, como as da nossa floresta, e pássaros que cantam  também como os que temos aqui, em torno da nossa casinha paterna?”

Mas o maior replicou:

— “Partirei em busca desta felicidade.”

O segundo repetiu:

–“Partirei também para tentar a minha fortuna, ou para ver se me será dado encontrar a felicidade.”

O terceiro abaixou a cabeça e nada falou:

Selaram os cavalos, os seus belos cavalos negros, tomaram as lanças, as suas boas lanças de ferro, luzentes e agudas, e partiram todos três à procura da felicidade.

O mais velho atravessou a montanha, e entrou no país, vasto e fértil; o segundo passou o mar azul e puro a bordo de um barco, e recolheu-se na cidade rica e bela, lugares onde deveriam encontrar a felicidade, mas nunca puderam vê-la.

O mais jovem, no entanto, não se tinha retirado para longe. Estava ainda junto do bosque, quando sentiu o coração palpitar no peito.

Ergueu-se então, e disse ao cavalo negro:

— “Seria melhor se tornássemos à casa paterna, no meio da floresta escura, muito escura.”

Tirou a brida ao cavalo, ao seu belo cavalo negro, e tornou a conduzi-lo ao casebre.

As árvores agora começavam a murmurar mais suavemente e a inclinar-se ante ele como para saudá-lo; e os pássaros seguiam-no saltando de ramo em ramo, cantando.

E a floresta inteira parecia dizer-lhe:

–“Fizeste bem em voltar!”

Perto da casa paterna viu uma rapariga de cabelos dourados, sentada no portal, atenta a olhá-lo, tendo a seus pés um lindo gato, envolto nas dobras do seu vestido, a dormir.

–“Quem sois?”, perguntou o moço à bela rapariga de cabelos dourados.

Ela picou-lhe os seus grandes olhos doces, e sorrindo respondeu:

— “Sou a Felicidade!…”

 

***

Em: Histórias do Arco da Velha — Livro para crianças, de Viriato Padilha, Rio de Janeiro, Quaresma: 1947,pp: 179-181.





Imagem de leitura — Gustaf Dalstrom

15 08 2014

 

 

DALSTROM_Gustaf-Sunday-in-Lincoln-Park-resizedGustaf DalstromDomingo em Lincoln Parque, 1931

Gustaf Dalstrom (Suécia/EUA, 1893-1971)

aquarela sobre papel, 30 x 39 cm