Rio de Janeiro, cidade olímpica!

29 01 2016

 

 

Castro Almeida (Brasil, 1941) Copacabana, Princesinha do Mar, at, 60 x 100 cmCopacabana, Princesinha do Mar

Castro Almeida (Brasil, 1941)

acrílica sobre tela, 60 x 100 cm





Imagem de leitura — Georg Schrimpf

29 01 2016

 

 

Georg_Schrimpf_Martha_1925-11Martha, 1925

Georg Schrimpf (Alemanha, 1889-1938)

óleo sobre tela

Pinakothek der Moderne, Munique





Turner, anotações de Murilo Mendes

28 01 2016

 

 

111turnePaisagem com rio e baía ao fundo, 1835-40

Joseph Mallord William Turner (GB, 1775-1851)

óleo sobre tela, 93 x 123 cm

Museu do Louvre, Paris

 

 

♦  Vive? Pseudônimo, isolado numa casa de Chelsea, domínio da desordem e da poeira. O irmão de Ruskin refere que nunca viu nada tão impressionante “desde Pompéia”.

 

♦  Ignoram-no os acadêmicos ou não. Entre sábado e segunda-feira eclipsa-se na periferia londrina, instala-se nos bordéis: decifrará ou não o enigma do sexo, suas cores mordentes?

 

♦  Habita, familiar, a faixa do relâmpago, as ruínas do maremoto, a chama extinta, o reino das ondas giróvagas, o balanço dos navios correlativos, a fantasmagoria de Veneza que dorme esquecida em si própria, auto-espectra, a subversão da luz. Não “representa” coisa alguma. O pincel clandestino precede a marcha do impressionismo.

 

♦  É William Turner. A luz interna e a luz externa conjugam-se no seu quadro, onde a manhã anoitece.

 

1973

 

Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, p. 217.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

27 01 2016

 

 

pintura-a-oleo-sobre-tela-natureza-morta-com-romas-e-limoesMarcio Camargo,(Brasil, 1975), 2012,ost, 30x40cm, col part,wwwmarciocamargo.com.br, 30 x 40 cmNatureza morta com limões e romãs, 2012

Márcio Camargo (Brasil, 1975)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

Coleção Particular





Nossas cidades: hoje, especial para São Paulo, 462 anos!

25 01 2016

 

 

SÉRGIO TELLES - Estação da Luz, SP - 51 x 76 cm - OST - Ass. CIE e Dat. 2004Estação da Luz, SP, 2004

Sérgio Telles (Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 51 x 76 cm

 

 

SILVIA ALVES - (Brasil, 1947)Primavera em São Paulo - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - 2012Primavera em São Paulo, 2012

Sylvia Alves (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 80 x 80 cm

 

 

Renato Neves, Aveinda São João, São Paulo, 2007, acrílica sobre tela 80 x 60 cm, wwwrenatonevescomAvenida São João, SP, 2007

Renato Neves (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela, 80 x 60 cm

 

 

Mario Zanini,Parque da aclimaçãodec 1940,ost, 33 x 46 cm.Parque da Aclimação, SP, 1940

Mário Zanini (Brasil, 1907-1971)

óleo sobre tela, 33 x 46 cm

 

 

Hajime Higaki, Riacho do Ipiranga, sem data, ost, 40 x 30 cmRiacho do Ipiranga

Hajime Higaki (Brasil, 1908-1998)

óleo sobre tela, 40 x 30 cm

 

 

GUÉRATI, Velho correios e telégrafos Anhangabaú São Paulo Centro - Óleo sobre - 80x90 cm - ACID E VERSO 2007Velho Correios e Telégrafos, Vale do Anhangabaú, SP, 2007

Guérati (Irlanda/Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 80 x 90 cm

 

 

GUARDACHUVA na cidade de São Paulo, Carmen Arruda (Brasil, 1934) ostGuarda-chuva na cidade de São Paulo

Carmen Arruda (Brasil, 1934)

óleo sobre tela

 

 

Carlos Eduardo Zornoff - Fontes do Ibirapuera - Óleo sobre tela 50x70 cm - 2014 - Assinado no canto inferior esquerdoFontes do Ibirapuera, 2014

Carlos Eduardo Zornoff (Brasil, 1959)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 

alice brill paisagem de são pauloPaisagem de São Paulo, 1956

Alice Bril (Alemanha/Brasil, 1920-2013)

óleo sobre tela

 

 

Élon Brasil, MASP, OST, 100 x100, ACSE, sem moldura.MASP – Museu de Arte de São Paulo

Élon Brasil (Brasil, 1957)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm

 

 

Francisco Cassiani - Centro de São Paulo - Óleo sobre tela - 41 x 33 cm - 1958Centro da cidade de São Paulo, 1958

Francisco Cassiani (Brasil, 1921-2001)

óleo sobre tela, 41 x 33 cm

 

 

TAKESHI SUZUKI viaduto Santo Antônio, SP, ost, 1951Viaduto de Santo Antônio, SP, 1951

Takeshi Suzuki (Japão/Brasil, 1908-1987)

óleo sobre tela





Casas tranquilas nos EUA, texto de Dalia Sofer

24 01 2016

 

 

Jessica Rohrer (EUA, 1974) 2014-Street-Center-12x19, ospRua Central, 2014

Jessica Rohrer (EUA, 1974)

óleo sobre placa, 30 x 48 cm

 

 

“Na sala de aula, durante uma projeção de slides de arquitetura, ele escreve uma carta para os pais. Na semi-escuridão do auditório de palestras ele escreve que tudo está bem na faculdade, que o proprietário do apartamento é muito simpático e cuida bem dele. Quando termina, levanta a cabeça e vê os perfis dos colegas de classe iluminados pela luz do projetor, hipnotizados pelo clique-clique das transparências, pelo tom de voz monótono do professor e pelas brilhantes imagens das casas californianas na tela — o exterior de madeira, os pátios, as grandes extensões de vidro com vista para os jardins. Essas casas todas parecem muito limpas, simples, ensolaradas e alegres, portando em suas linhas descomplicadas a promessa de décadas dóceis, passadas na mesma cidade, na mesma rua, na mesma casa, mas sem oferecer proteção nenhuma contra o tédio que acompanha tudo isso. Olhando para as imagens, ele conclui que seus colegas de classe — simpáticos, com seus trajes impecáveis e essencialmente ilesos — são produtos de tais lares.”

 

 

Setembros de Shiraz, Dalia Sofer, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, p. 40

 

 





Domingo, um passeio no campo!

24 01 2016

 

 

CARLOS OSWALD - Paisagem - O.S.T. - 54 x 81 cm - assinado no ciePaisagem

Carlos Oswald (Brasil, 1882-1971)

óleo sobre tela, 54 x 81 cm





Flores para um sábado perfeito!

23 01 2016

 

 

ALDEMIR MARTINS.Vaso com flores - a.s.t. - 41 x 33 cm - assinado e datado 1968 no cie.

Vaso com flores, 1968

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

acrílica sobre tela,  41 x 33 cm





Resenha: “Um homem chamado Ove” de Fredrik Backman

22 01 2016

 

Anne Redpath (Escócia, 1895-1965), aquarela, Casas em Skye, 1965Casas em Skye, 1965

Anne Redpath (Escócia, 1895-1965)

aquarela sobre papel

 

 

Nem todo livro de ficção fica conhecido pelo estilo poético do autor, pelo torneio de frases. O de Fredrik Backman será lembrado pelo oposto: consegue extrair grandes emoções, através da narrativa fria e impassível detalhando as idiossincrasias de um personagem carrancudo e sem senso de humor. Talvez por isso, esse improvável herói literário consiga desde o primeiro capítulo cativar o leitor. Todos nós conhecemos alguma versão de Ove. Quem não tem na família, no bairro, no emprego, algum conhecido que mantém hábitos de pensamento e ação rígidos? Os cinquenta e nove anos de posicionamentos imutáveis são a coluna dorsal de Ove, o homem simples que habita essas páginas.  Suas verdades incontestáveis e valores incorruptíveis são a essência do seu caráter.

Apesar de sua postura irredutível sobre muitos aspectos do dia a dia, Ove é capaz de grandes paixões.  Paixões cegas, que não admitem qualquer desvio.  Elas podem ser pela marca de um carro ou por uma mulher.  Através dessas paixões conhecemos a lealdade desse herói escandinavo. Nos apaixonamos por ele assim como Sonja, sua esposa, o fez.

 

UM_HOMEM_CHAMADO_OVE_1439494304521391SK1439494304B

 

 

Quando encontramos Ove, ele está deprimido.  Aposentado aos cinquenta e nove e viúvo, sente o peso da solidão.  Tudo o que deseja é seguir o caminho dela.  No outro lado.  A vida perdeu a razão de ser.  Planeja cuidadosamente um suicídio.  Depois outro e ainda outro, mas é interrompido cada vez pela mão do acaso, na figura de vizinhos bisbilhoteiros, que parecem tão determinados nas suas demandas quanto ele na sua decisão.  Porque se trata de pessoa tão meticulosa, o dar errado de cada tentativa é inesperado. Narrado com objetividade a situação leva o leitor a rir.  Não só a sorrir.  Mas rir. Com gosto.  Divertido.

No entanto, logo depois, nas conclusões dos capítulos somos presentados com um pensamento de Ove, sucinto, que exprime sua dor, seu amor, a falta que Sonja lhe faz.  E do riso brotam as lágrimas. Com a mesma facilidade.

 

backmanFredrik Backman

 Um homem chamado Ove demonstra a necessidade humana de ser útil, e de ser membro de um grupo. Na falta do amor, amigos mostram como a nossa presença é importante para o melhor desempenho deles.  Mesmo o mais turrão dos homens, a pessoa menos gentil de um grupo, tem com que contribuir para o bem estar de todos e de si próprio.  Essa é uma história que faz bem à alma e nos eleva.  Acabamos a leitura com a lembrança do que nos faz humanos.  Poucas histórias conseguem isso.  Divertido e sensível, recomendo a todos, homens e mulheres, jovens ou anciãos. É tempo de lembrar do nosso mais importante quinhão: a cooperação.  E de sua consequência, a aceitação.

 





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

22 01 2016

 

 

Bette Magrani (Brasil,1954), Janela Carioca, ast,80 x 110Janela Carioca

Bette Magrani (Brasil, 1954)

acrílica sobre tela, 80 x 110 cm