Stendhal visita o palácio Barberini em Roma, I

7 02 2016

 

 

FornarinaLa Fornarina, ou Retrato de uma jovem mulher, 1519

Rafael Sanzio (Itália, 1483-1520)

óleo sobre madeira, 85 x 60 cm

Galleria Nazionale d’Arte Antiga, Palazzo Barberini, Roma

 

 

“A galeria deste palácio está agora reduzida a sete ou oito quadros; mas quatro deles são obras-primas: de início o retrato da célebre Fornarina, amante de Rafael, de autoria do próprio Rafael. Esse retrato cuja autenticidade não pode ser posta em dúvida, pois existem cópias da mesma época, é totalmente diferente da figura que, na galeria de Florença, é dada como o retrato da amante de Rafael, e que foi gravado, com essa indicação, por Morghen. O retrato de Florença não é de Rafael. Em homenagem ao prestígio desse grande nome poderia o leitor perdoar essa pequena digressão?”

 

 

Em: Crônicas italianas, Stendhal, tradução de Sebastião Uchoa Leite, São Paulo, Editora Max Limonad: 1981, p. 101

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O retrato a que Stendhal se refere é o seguinte:

port_womLa Fornarina ou Retrato de uma jovem mulher, 1512

Sebastiano del Piombo (Itália, 1485-1547)

óleo sobre madeira, 68 x 55 cm

Galleria degli Uffizi, Florença

 





Filhotes fofos!

7 02 2016

 

 

elefantinho, san diego zooElefantinho no Zoológico de San Diego, Califórnia.




Flores para um sábado perfeito!

6 02 2016

 

BANDEIRA DE MELO 1958 FLORESóleo sobre tela, 60 x 73 cm, assinado e datado 1958, canto inferior esquerdo.Flores, 1958

Bandeira de Mello (Brasil)

óleo sobre tela, 70 x 73 cm





Os Carnavais de Di Cavalcanti

6 02 2016

 

 

di cavalcanti carnavalescosCarnavalescos, década 1940

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  46 x 55 cm

 

Emiliano Di Cavalcanti  (1897-1976) foi um dos grandes herdeiros do cubismo europeu na arte brasileira.  Ficou muito conhecido pelo retrato de mulatas.  No entanto sua perene dedicação ao tema do Carnaval, das máscaras e dos pierrôs e colombinas, trai sua origem carioca.  Não conheço nenhum outro pintor brasileiro tão fascinado pelo tema carnavalesco, quer como um retrato da festa de rua, quer como um devaneio, uma pintura onírica e sensual. Aqui vão algumas dessas obras, ainda que eu não tenha esgotado o assunto.

 

di cavalcanti figuras_carnavalescas_24_5Figuras Carnavalescas, 1965

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  100 x 82 cm

 

Di Cavalcanti carnavalCarnaval, 1970

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  97 x 146 cm

 

Di Cavalcanti carnaval II ost 114 x 146 cm 1965Carnaval II, 1965

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  114 x 146 cm

 

Di CAVALCANTI O Grande Carnaval 1953-thumb-800x642-48998Grande Carnaval, 1953

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

Di CAVALCANTI, 1924, CarnavalCarnaval, 1924

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 73 x 89 cm

Museu FAAP, São Paulo

 

DI CAVALCANTI Carnaval - 1972-thumb-800x522-48995Carnaval, 1972

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre  tela

 

DI CAVALCANTICarnaval, 1968

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 33 x 46 cm

 

Di Cavalcanti, carnaval no morroCarnaval no morro, 1965

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 115 x 146 cm

 

Emiliano Di Cavalcanti, Carnaval - osc. - med. 30,5 x 20 cmCarnaval

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre cartão, 30 x 20 cm

 

118_grupo_carnavalesco_II di cavalcanti 1960sGrupo carnavalesco II, década de 1960

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

di cavalcanti,carnaval_1960Carnaval, 1960

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

Di Cavalcanti, Um sonho de carnavalUm sonho de Carnaval, 1955

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 130 x 160 cm

[Esta tela foi uma das telas brasileiras usadas pela companhia Havaianas, para sandálias com temas brasileiros]

 

dicavalcanti-carnaval-oleosobretela-acidedat1968-90x63cmCarnaval, 1968

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 90 x 63 cm

 

DI CAVALCANTI, Emiliano (1897-1976)Carnaval. Óleo sobre tela, 61 x 46 cm. Assinado embaixo 1972.Carnaval, 1971

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  61 x 46 cm

 

Di Cavalcanti, carnaval, 1972. ostCarnaval, 1972

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

DI Cavalcanti, carnaval_na_ruaCarnaval na rua, 1952

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

Há outras telas com esse tema. Algumas delas já fazem parte deste blog, postadas em anos anteriores. Não vou repeti-las. Mesmo assim é evidente a fascinação do pintor com o tema.

 

Bom Carnaval a todos vocês!

 





Minutos de sabedoria: Hilary Mantel

5 02 2016

 

 

René Magritte La lectriceA leitora cativa, 1928

René Magritte (Bélgica, 1898-1967)

Óleo sobre tela, 92 x 73 cm

Coleção Particular

 

 

“O medo impossibilita a solidariedade e o poder do raciocínio.”

 

 

Hilary mantelHilary Mantel

 





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

5 02 2016

 

 

Isabela Francisco (Brasil, 1960) Bossa Nova, tec mistast, 180 x 180cmBossa Nova

Isabela Francisco (Brasil, 1960)

técnica mista sobre tela, 180 x 180 cm





De mulheres e rainhas …

5 02 2016

 

 

Joan Beaufort, Queen of Scotland, wife of King James IJoana Beaufort, Rainha da Escócia, esposa do Rei Tiago I, Foremont Armorial, 1562.

 

Frequentemente em aula, meus alunos se surpreendem com o grande número de herdeiros de tronos e de rainhas que morrem em idade que hoje consideraríamos jovem.  A rainha aí acima ilustrada Joana Beaufort (1404-1445) não sofreu desse mal tendo morrido aos 41 anos. Sobreviveu o primeiro marido Rei James I (1394-1437), e ainda casou outra vez com James Stewart, o Cavaleiro Negro de Lorn (1399-1451).  Sorte dela.  Conseguiu dar a luz a muitos filhos que sobreviveram!  Deixou portanto uma longa descendência que se espalhou e multiplicou pela Europa: Jaime II da Escócia (1430-1460), Margaret Stewart, princesa de França (1424-1445), John Stewart, Primeiro Duque de Atholl (1440-1512), James Stewart, Primeiro Duque de Buchan (1442-1499), Joana Stewart, Condessa de Morton (1428-1486), Eleonora da Escócia (1433-1480), Anabella da Escócia (1436-1509), Mary Stewart, Condessa de Buchan (1428-1465), Isabel da Escócia (1426-1499), Andrew Stuart, Bispo de Morray (?- 1501).  John, James e  Andrew Stewart foram filhos do segundo casamento.  Tal feito era incomum, mesmo no início  do século XV, como é o caso.

Quando voltamos os olhos para a Alta Idade Média, a realidade é outra.  Tomemos o caso da Rainha Hildegarde, esposa de Carlos Magno (742 (?) – 814), que casou com ele em 771. Vinha de uma influente família da Alemannia.  Sua união a Carlos Magno durou 12 anos, nos quais ela deu a luz a nove filhos, antes da idade de 25 anos, quando morreu.  Quando seu primeiro filho nasceu, ela mal havia completado 14 anos.  Só três herdeiros homens ficaram desse casamento de Carlos Magno que imediatamente se casou com Fastrada, filha de um conde francês.  A mortalidade infantil era tão grande nessa época que reis procuravam assegurar filhos homens legítimos que pudessem herdar o trono.  Carlos Magno se desapontou com a união a Fastrada que em onze anos lhe deu só duas filhas mulheres, portanto nenhum herdeiro para o trono.  Ela morreu em 794, aos 29 anos.

Carlos Magno não era um homem insaciável.  Mas para assegurar herdeiros ao trono, acabou se casando cinco vezes. Suas esposas foram Himiltrude, Desiderata, Hildegarda de Vinzgouw, Fastrada, Luitegarda da Alemanha.  E muitos filhos.  Filhos legítimos, com Himiltrude: Pepino (v.770-811); com Hildegarda: Carlos (v.772-811), Adelaide (?-774), Rotrude (v.775-810), Pepino de Itália (777-810), Luís I, o Piedoso (778-840), Lotário (778-779), Berta (v.779-823), Gisela (781-ap.814), Hildegarda (782-783).  Com Fastrada: Teodrada (v.785-v.853), Hiltrude (ou Rotrude, Rothilde) (v. 787-?).  E filhos ilegítimos com concubinas: com Madelgarda: Rotilde (790-852), com Gervinda: Adeltruda, com Regina: Drogo (801-855) e Hugo (v.802-844) e com Adelinda: Thierry (807-ap.818).

A procura por herdeiros homens foi uma constante na história.  Não prover qualquer reino com um legítimo herdeiro foi sempre culpa da mulher, muitas vezes desconsiderada por sua inabilidade de salvar as alianças políticas, colocada de lado, divorciada legalmente ou não, abandonada, assassinada.  Levou muito tempo para a mulher ser considerada uma pessoa além de provedora de filhos homens.

Ainda temos vestígios desses problemas.  Uma das preferências por filhos homens das mais conhecidas é a que levou a China a ter, hoje, uma superpopulação de cidadãos do sexo masculino.  O governo chinês, para conter o crescimento populacional no século XX, proibiu famílias de terem mais de um filho (essa regra acaba de ser mudada em 2016, para dois filhos).  Com isso bebês do sexo feminino sofreram infanticídio nas mãos dos próprios pais que procurariam mais tarde por um filho homem.

Com esse conhecimento é praticamente impossível que não se apoie o  feminismo.  Eu sou feminista.  E você?





Sob um pessegueiro, poesia de Paulo Setúbal

4 02 2016

 

 

amor, romance, Russell Sambrook (1891 – 1956)Ilustração de Russell Strambrook.

 

 

Sob um pessegueiro

Paulo Setúbal

Ao Ademar, irmão e amigo

 

 

Foi pelo tempo alegre da moenda,

Quando aos quinze anos, tudo nos sorria,

Que nós tecemos, juntos, na fazenda,

Toda uma história de infantil poesia.

 

E sob um pessegueiro, amplo e robusto,

Cheio de frutos e de passarinhos,

Foi que nós ambos, pálidos de susto,

Nos encontramos certa vez, sozinhos.

 

Tão confusos, tão tímidos ficamos,

Ao vermo-nos juntinhos no pomar,

Que nós, olhando os pêssegos nos ramos,

Nem tínhamos coragem de falar.

 

Mas de repente — que ventura louca!

Ela sorriu-me, trêmula de pejo,

E eu lhe furtei da pequenina boca,

Um pequenino e delicioso beijo…

 

Foi desde então que na minh’alma eu trouxe,

Como lembrança desse amor fagueiro,

Esse beijinho estaladinho e doce,

Que nós trocamos sob o pessegueiro.

 

 

Em: Alma cabocla,Poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920]p. 87-88

 

 





Imagem de leitura — Fanny Brate

4 02 2016

 

FANNY BRATE, (Suécia,1861-1940) Flicka à janela branca, 1907, ost,  46 x 55 cm.Flicka à janela branca, 1907

Fanny Brate (Suécia, 1861-1940)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm





Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

3 02 2016

 

Ana Goldberger, `Um Limão Ciciliano` – ast. – med. 40 x 60 cmUm limão siciliano

Ana Goldberger (Brasil, 1947)

acrílica sobre tela, 40 x 60 cm