O grupo de leitura “Ao pé da letra” escolheu as melhores leituras de 2021

29 12 2021

A leitora, 1897

Alexandre Louis Marie Charpentier (França, 1856-1909)

Desenho

Museu de Belas Artes de São Francisco

O grupo de leitura Ao Pé da Letra, fundado em março de 2016, votou no encontro deste mês de dezembro nas melhores leituras de 2021. O grupo é formado por homens e mulheres interessados em leitura, totalizando 22 leitores que, por causa da pandemia, agora se espalham por áreas além da cidade do Rio de Janeiro.  O grupo ainda não voltou aos encontros presenciais e não tem data marcada para fazê-lo.

Livros lidos em 2021

1 – Pachinko, Min Jin Lee          

2 – Torto arado, Itamar Vieira Júnior

3 – Clube do livro dos homens, Lyssa Kay Adams

4 – A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksiévitch

5 — A trança, Laetitia Colombani

6 — A trégua, Mário Benedetti

7 — A redoma de vidro, Sylvia Plath

8 — A lista de convidados, Lucy Foley

9 — A porta, Magda Szabó

10 — Cartas de um diabo ao seu aprendiz, C. S. Lewis

11 — A cachorra, Pilar Quintana

12 — A pediatra, Andrea del Fuego

 

Os melhores do ano foram:

1) Pachinko com 20 pontos

2) A porta com 14 pontos

3) Torto Arado com 10 pontos

Graças à dedicação de Mariana Martins, também temos neste grupo um pouco das estatísticas das leituras, como vemos abaixo: países de origem dos escritores, número de páginas, editoras, etc.

 





O grupo “ENCONTROS NA PRAÇA” escolhe os melhores livros de 2021

27 12 2021

Moça lendo

Barbara A. Wood (EUA, 1926)

 

O grupo de leitura Encontros na Praça, formado em 2020 escolheu em sua última reunião as melhores leituras do ano.  Composto por 10 mulheres é um grupo de leituras que tem como ênfase o entretenimento.

 

Livros lidos em 2021:

1 – Cabine para mulheres, Anita Nair

2 – Nada ortodoxa, Deborah Feldman

3 – Afetos ferozes, Vivian Gornick

4 – A roupa do corpo, Francisco Azevedo

5 – A paciente silenciosa, Alex Michaelides

6 – A trança, Laetitia Colombani

7 – O clube do crime das quintas-feiras,  Richard Osman

8 – As mulheres de terça-feira, Monika Peetz

9 – Lua no céu de Cabul, Nadia Hashimi

10 – A voz do tempo, Lenah Oswaldo Cruz

11 – 21 lições para o século 21, Yuval Noah Harari

12 – Sira, Maria Dueñas

 

Em primeiro lugar:

A trança, Laetitia Colombani

Em segundo lugar

A paciente silenciosa, Alex Michaelides

Em terceiro lugar

Nada ortodoxa, Deborah Feldman





À meia voz, em segunda impressão!

28 11 2021




Esse perfume, soneto de Emiliano Perneta

24 11 2021

Moça com véu, 1949

João Fahrion (Brasil, 1898 -1970)

óleo sobre tela

 

Esse perfume

Emiliano Perneta

 

Esse perfume — sândalo e verbenas —

De tua pele de maçã madura,

Sorvi-o quando, ó deusa das morenas!

Por mim roçaste a cabeleira escura.

 

Mas ó perfídia negra das hienas!

Sabes que o teu perfume é uma loucura:

— E o concedes; que é um tóxico: e envenenas

Com uma tão rara e singular doçura!

 

Quando o aspirei — minhas mãos nas tuas —

Bateu-me o coração como se fora

Fundir-se lírio das espáduas nuas!

 

Foi-me um gozo cruel, áspero e curto…

Ó requintada, ó sábia pecadora,

Mestra no amor das sensações de um furto!

 

Em: 101 Poetas Paranaenses: V.1 (1844 -1959) –  antologia de escritas poéticas do século XIX ao século XXI, seleção e apresentação de Ademir Demarchi, Curitiba, Biblioteca Pública do Paraná: 2014, p.35





Nossas cidades: Ouro Preto

23 11 2021

Ouro Preto, 1958

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 45 x 55 cm.





Natal, huhn…

20 11 2021




Palavras para lembrar: Alphonse de Lamartine

19 11 2021

Anna lendo, 2011

Jessica Libor (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 76 cm

 

 

“Livros são a luz que guia a civilização.”

Alphonse de Lamartine





Hora do Natal, hora de poesia…

17 11 2021




Curiosidade

15 11 2021

Lewis Carroll, autor de As aventuras de Alice no País das Maravilhas, era também um matemático. Publicou diversas obras de matemática com seu nome verdadeiro: Charles Lutwidge Dodgson.





Ano-Bom, poesia de Olavo Bilac

11 11 2021

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Ano-Bom

Olavo Bilac

Ano-Bom. De madrugada,

Bebê desperta, e, assustada,

Avista um vulto na cama.

Que será? Que medo! E, tonta,

Eis que Bebê se amedronta,

Chora, grita, chama, chama…

Mas, quando se abre a cortina,

Quando o quarto se ilumina,

Bebê, de pasmo ferida

Vê que o medo não é justo:

Pois a causa de seu susto

É uma boneca vestida.

Que linda! é gorda e corada,

Tem cabeleira dourada

E olhos cor do firmamento…

Põe-na no colo a criança,

E de olhá-la não se cansa,

Beijando-a a todo o momento.

Nisto a mamãe aparece.

Como Bebê lhe agradece,

Com beijos, risos e abraços!

— Porém, logo, de repente,

Diz à mamãe, tristemente,

Prendendo-a muito nos braços:

“Mamãe! como sou ingrata!

“Com tantos mimos me trata,

“Tão boa, tão dedicada!

“Dá-me vestidos e fitas,

“Dá-me bonecas bonitas,

“E eu, mamãe, não lhe dou nada!…

“Tolinha! (a mãe diz, num beijo)

“As festas que eu mais desejo,

“Ó minha filha, são estas:

“A tua meiga bondade

“E a tua felicidade…

“Não quero melhores festas!”

Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, pp 98-100