Anna lendo, 2011
Jessica Libor (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 76 cm
“Livros são a luz que guia a civilização.”
Alphonse de Lamartine
Anna lendo, 2011
Jessica Libor (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 76 cm
Alphonse de Lamartine
Lewis Carroll, autor de As aventuras de Alice no País das Maravilhas, era também um matemático. Publicou diversas obras de matemática com seu nome verdadeiro: Charles Lutwidge Dodgson.

Olavo Bilac
Ano-Bom. De madrugada,
Bebê desperta, e, assustada,
Avista um vulto na cama.
Que será? Que medo! E, tonta,
Eis que Bebê se amedronta,
Chora, grita, chama, chama…
Mas, quando se abre a cortina,
Quando o quarto se ilumina,
Bebê, de pasmo ferida
Vê que o medo não é justo:
Pois a causa de seu susto
É uma boneca vestida.
Que linda! é gorda e corada,
Tem cabeleira dourada
E olhos cor do firmamento…
Põe-na no colo a criança,
E de olhá-la não se cansa,
Beijando-a a todo o momento.
Nisto a mamãe aparece.
Como Bebê lhe agradece,
Com beijos, risos e abraços!
— Porém, logo, de repente,
Diz à mamãe, tristemente,
Prendendo-a muito nos braços:
“Mamãe! como sou ingrata!
“Com tantos mimos me trata,
“Tão boa, tão dedicada!
“Dá-me vestidos e fitas,
“Dá-me bonecas bonitas,
“E eu, mamãe, não lhe dou nada!…
“Tolinha! (a mãe diz, num beijo)
“As festas que eu mais desejo,
“Ó minha filha, são estas:
“A tua meiga bondade
“E a tua felicidade…
“Não quero melhores festas!”
Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, pp 98-100
O ex-primeiro ministro da Inglaterra David Cameron (2010-2016) quando lançou seu livro, For the Record, em 2019, causou certo rebuliço na mídia. Entre diferentes sessões fotográficas na biblioteca de sua casa, pelo fotógrafo Mark Harrison, promovendo suas memórias, David Cameron removeu o volume da biografia de Hitler, por Ian Kershaw, da estante ao fundo das fotos. É claro que não há nada de estranho que alguém leia sobre a vida de personagens históricos, nem mesmo dos tiranos. Mas numa época de radicalismos políticos parece que o ex-primeiro ministro da Inglaterra achou por bem desaparecer com qualquer objeto que pudesse ser mal interpretado.
Fonte: The Financial Times, 25 de abril de 2020
Cajus e pitanga
Jorge Mori (Brasil, 1932-2018)
óleo sobre placa, 16 x 22 cm
“Há outra fruta que nasce pelo mato em umas árvores tamanhas como pereiras, ou macieiras; a qual é da feição de peros repinaldos, e muito amarela. A esta fruta chamam cajus; tem muito sumo, e come-se pela calma para refrescar, porque é ela de sua natureza muito fresca, e de maravilha faz mal, ainda que se desmandem dela. Na ponta de cada pomo destes, se cria um caroço tamanho como feição de fava; o qual nasce primeiro, e vem diante da mesma fruta como flor. A casca dele é muito amargosa em extremo, e o miolo assado é muito quente de sua propriedade, e mais gostoso que a amêndoa.”
Em: História da província de Santa Cruz, Gandavo [Pero Magalhães de Gandavo], organização de Ricardo M. Valle, São Paulo, Editora Hedra: 2008, p 91.
Alexandre Dumas, além de famoso por sua obra literária, era conhecido por seu extremo perfeccionismo. Um exemplo dessa faceta de seu caráter, é que o autor de O conde de Monte Cristo insistia que toda sua produção fosse impressa e pudesse ser selecionada por diferentes cores: que papel azul fosse usado para as obras de ficção; o amarelo para os livros de poesia e papel rosa deveria distinguir aqueles livros com artigos diversos.
Fonte: Comme dans un livre