10 dias sem internet: ingerência da OI — Troquei de provedor, faça o mesmo!

9 04 2011

Aqui fica o meu protesto e aviso aos possíveis clientes que há poucas companhias no mundo que tratam tão mal o cliente que lhe paga R$125.00/mês por um serviço — há exatamente 8 anos!

No dia 29 de março, às 11 horas da manhã– a OI — companhia de telefonia brasileira — SEM AVISO PRÉVIO — cortou o serviço de dezenas — talvez centenas — não sei — de clientes para uma troca de um “armário” em uma de suas subestações.  Eu estava entre esses clientes. Fiquei  inicialmente sem telefone fixo e  sem intenet por 72 horas.  Quando o telefone voltou a funcionar no dia  31 de março, à tardinha, a internet não voltou. E não voltou daí por diante. 

Tenho 23 números de protocolos pedindo auxílio.  Tenho o nome dos técnicos que supostamente viriam a minha casa.  Tenho o nome dos atendentes…  Mas a cada protocolo a OI ganha 24 horas…  porque promete que tudo se resolverá em 24 horas.  Nenhum técnico apareceu, nenhum contato foi feito, desinteresse total. 

É claro que não estou mais com esse servidor.  Faço questão de avisar aos desprevenidos que esta não é uma companhia séria.  A OI é uma companhia que não está preocupada com o bem estar da sua clientela, com a manutenção de serviço de qualidade, com atenção ao serviço que presta.

A OI ainda pensa como TELEMAR  —  companhia governamental que pode satisfazer seus clientes quando e se quiser…  — e ainda não entendeu que tem acionistas particulares.   Não entendeu que quem presta o serviço são eles e não o consumidor.  Contatei o PRO-CON — outro lugar com o telefone perpetuamente ocupado.

Tenho agora acesso à internet  através de outra companhia.  Infelizmente precisaram de 72 horas para instalar o serviço aqui em casa.  Foi tempo demais.  E me pergunto  se estamos mesmo preparados para sermos a cidade hospitaleira que acolherá dezenas de milhares de jornalistas e turistas que usarão a internet durante os eventos esportivos desta década…

Minhas desculpas ao meus leitores, por esse desabafo, mas a frustração é muito grande.





Minha profissão: Fernanda Nunes, cientista social

27 03 2011

Fernanda Nunes

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Esta é a sétima entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, empresária em comércio exterior, fotógrafo, analista de sistemas, designer industrial.

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Fernanda Nunes, cientista social—-

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Perfil

Sou formada em Ciências Sociais pelo CPDOC/FGV. Fui bolsista de iniciação científica (CNPq) nas pesquisas “A construção da favela carioca como destino turístico” e “Ações solidárias e o consumo de experiências: um estudo sobre o campo do ‘turismo voluntário’ no Rio de Janeiro“.

Que tipo de trabalho você faz?

O cientista social pode se especializar em três áreas de conhecimento (antropologia, sociologia e ciência política), estando apto a atuar como pesquisador e/ou professor.

Na condição de bolsista, desenvolvi o trabalho de campo em duas favelas cariocas (Rocinha e Pereira da Silva). Durante quatro anos, fiquei responsável pela observação participante, produção de diários de campo, bem como pela realização de entrevistas com diferentes personagens. Após a análise do material coletado, foram publicados artigos (nos quais fui co-autora) e um livro – “Gringo na Laje” (2009), da Prof.ªDrª. Bianca Freire-Medeiros.

 Atualmente, trabalho como assistente de pesquisa, na Fundação Getulio Vargas.  Minha função constitui-se, basicamente, em pesquisar em arquivos e fazer transcrições ou resumos a pedido dos coordenadores das investigações.

 

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

No momento, trabalho no campo de minha formação. Embora não desconsidere a minha experiência no âmbito das Ciências Sociais – devido ao meu interesse no desenvolvimento de outras pesquisas-, pretendo seguir carreira na área da saúde coletiva.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação? Não digo para o trabalho que faço agora, mas sim, para o que penso em relação ao meu futuro: acredito que os professores deveriam indicar aos alunos algumas alternativas à carreira acadêmica.

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O que você faz para continuar a se atualizar? A intensa carga de leitura e a participação em congressos e seminários, tanto nacionais quanto internacionais, são imprescindíveis. Ademais, recomendo o ingresso em um programa de pós-graduação.

 

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

No meu atual trabalho, não. No entanto, nas pesquisas que envolviam favela, turismo e consumo fiz uso do inglês e, algumas vezes, do espanhol, para me comunicar (pessoalmente ou via email) com os meus “nativos”, ou seja, estrangeiros que eram “turistas” ou “voluntários”, nas favelas.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Que converse com profissionais da sua área de interesse e que olhe a grade curricular dos cursos, geralmente, disponível no site das universidades.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Não tenho nenhum site pessoal, mas recomendo o Scielo (http://www.scielo.org/php/index.php), que abrange uma infinidade de textos acadêmicos. E, para saber mais sobre turismo na favela, indico nosso artigo (online) publicado na Revista “Os Urbanitas”: http://www.aguaforte.com/osurbanitas7/Freire-MedeirosMenezes&Nunes.html





Minha profissão: Marcelo Valença, designer industrial

22 03 2011
Marcelo Valença.

Esta é a sexta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, empresária em comércio exterior, fotógrafo, analista de sistemas.

Marcelo Valença, designer industrial

Perfil 

Sou um cara tranquilo de mente irrequieta. Aprendo com pessoas, lugares, desafios. Sorrio bastante e falo ainda mais. Vivo música e design e gosto de aprender sobre tudo o mais.

Que tipo de trabalho você faz?

 Sou designer industrial, ajudo empresas e indústrias a melhorar ou conceber seus produtos ou serviços. Procuro sempre melhorar o modo como as pessoas se relacionam com os objetos e espaços e estes com a sociedade e o meio ambiente.

Trabalho para a Questto Design, tenho minha microempresa, a mvdesignbrasil e sou professor de computação gráfica no Istituto Europeo di Design.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

 Sou bacharel em Design do Produto, fiz a primeira metade da graduação na UFPE e a segunda na Belas Artes/SP. Também cursei Letras na UFPE.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

 Se tem uma palavra que bem define design e os designers é multidisciplinaridade. Você pode ser designer gráfico, industrial, de moda ou interiores e em cada uma destas carreiras precisará aprender sobre dezenas de outras áreas. Cada faculdade de design encontra um viés específico e é bom conhecer antes de fazer o curso.

Seja por eleger a técnica (materiais e processos fabris, softwres 3D, ergonomia), a criação (estética, sketch, rendering), a administração (gestão, marketing, branding) ou a sociedade (ecodesign, etnografia, sustentabilidade), dificilmente as escolas conseguem atingir essa multidisciplinaridade com ensino de qualidade em todas as áreas.

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Marcelo Valença no trabalho.


O que você faz para continuar a se atualizar?

 Leio muito e trabalho com dedicação. Mantenho a cabeça sempre em atividade e procuro aprender o máximo com cada novo projeto que participo. Sempre que possível faço cursos, atendo a palestras e workshops e participo dos concursos e exposições da área.

 Acredito que um bom designer deve ser curioso, observador e ter a cabeça aberta para novas informações e conceitos, sempre.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

 Sim. Falo inglês fluentemente e sei um pouco de italiano, francês e espanhol, idiomas que uso em viagens e para contatos com clientes e fornecedores no exterior. Costumo ler livros e visitar sites estrangeiros diariamente e, por isso, considero o inglês essencial.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

 Procure conhecer o máximo sobre os cursos e as carreiras em que tens interesse, ouça os conselhos dos pais e professores, mas forma tua própria opinião antes de escolher.

Também não se preocupe em acertar de primeira. O ensino médio faz parecer que estamos tomando uma decisão para a vida aos dezessete anos, mas a coisa não é bem assim. Descubra teus talentos e procure uma carreira que te permita expandi-los e que te leve a conquistar teus sonhos.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Para quem quer conhecer um pouco mais sobre design, dois sites da gringa que recomendo: www.core77.com e www.yankodesign.com. No meu twitter posto indicações de livros, artigos da web ou eventos de design (@marcelov).





Minha profissão: Inácio Moraes, fotógrafo

10 03 2011

 

Inácio Moraes 

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Esta é a quarta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, comércio exterior, veja links abaixo.

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Perfil

Me chamo Inácio Moraes, sou formado em Cinema e me especializei na área da Fotografia.  No início de minha carreira, atuei como assistente e operador de câmeras. Atualmente, me dedico à fotografia estática, trabalhando na cobertura de eventos, programas e peças publicitárias diversas.
 

Que tipo de trabalho você faz?

Meu trabalho consiste em capturar instantâneos que  melhor representem o assunto fotografado. A profissão de fotógrafo exige muita paciência, criatividade e bom relacionamento com clientes, modelos e envolvidos na ocasião do registro fotográfico. A carreira tem algumas áreas de especialização: fotojornalismo (minha paixão); moda; produtos; arquitetura; paisagem; esportes; eventos (casamentos, aniversários, exposições…)

 
Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Não exatamente. Possuo formação de cineasta, e estou apto a atuar nos diversos setores que envolvem uma produção cinematográfica ou televisiva. No entanto, meus interesses pessoais me carregaram para a fotografia, que no cinema é muito mais ampla e elaborada. Inclusive, aconselho todos os fotógrafos que se interessarem a procurar um bom curso de Direção de Fotografia para cinema.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

 
Sem dúvida a falta de investimentos técnicos e a ausência de um plano de inserção no mercado de trabalho. A universidade não oferecia aos alunos nenhum tipo de programa para encaminhá-los ao núcleo profissional e para ajudá-los nas escolhas de suas especializações.
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Trigêmeos, fotografia Inácio Moraes.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

 
A internet tem sido minha ferramenta de estudo, e acredito que seja o melhor caminho para a profissão. A interatividade que a internet dispõe facilita o aprendizado técnico, no entanto a teoria ainda está muito bem guardada nos livros de grandes mestres da Luz.  Um ótimo site técnico: www.dpreview.com
 
 
Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?
 

Dificilmente utilizo outro idioma, mas, aos que possuem outra língua fluente, há um amplo mercado de trabalho em navios, para cobrir viagens pela costa brasileira e no exterior. O salário varia entre 1,200 e 3,000 dólares e os contratos costumam ser de 6 meses.
 
Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Converse com profissionais atuantes e, caso façam uma escolha equivocada,  NÃO TENHAM MEDO de redirecionar sua carreira.
 

 Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Para um fotógrafo é indispensável manter um site com portfólio online: www.flickr.com/inaciomoraes
 Twitter: @inacio_moraes

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Veja outras profissões: 

BIBLIOTECÁRIA 

MÚSICO 

COMÉRCIO INTERNACIONAL





Minha profissão: Letícia Vieira, empresária, comércio internacional

1 03 2011

 

Letícia Vieira

Esta é a terceira entrevista com jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico.

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Letícia Vieira, empresária, comércio internacional

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Perfil

Sou uma pessoa observadora, criteriosa e metódica. Prezo por organização, rotina, questões e assuntos objetivos.  Falo pouco e rápido.  Sou reservada, mas bem humorada. Penso bastante. Me interesso pelo próximo. Ouço muito as histórias e experiências dos outros.  Busco a serenidade e meu equilíbrio pessoal.

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Que tipo de trabalho você faz?

Trabalho com comércio internacional executando a intermediação e negociação de compra e venda de produtos e commodities no mercado exterior atuando direta e diariamente no contato com compradores e fornecedores.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

 

Sim.  Atuo na área de comércio exterior.  Me formei na Universidade Estácio de Sá em Relações Internacionais em dezembro de 2000 e dois meses depois ingressei no curso de MBA (Master of Business Administration) de Comércio e Finanças Internacionais da FGV ( Fundação Getúlio Vargas) já em 2001.

Atualmente  tenho minha própria companhia — com um sócio — uma empresa de agenciamento ao comércio exterior aqui no Rio de Janeiro, chamada Southern Pride Comércio Internacional, onde assistimos  principalmente aos vendedores de açúcar, minério de ferro, uréia,  assim como intermediamos investimentos em grandes projetos imobiliários no Brasil.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Acredito que se à época houvesse um escritório modelo ou uma empresa Junior (hoje bastante comum na maioria das Universidades), muitos de nós profissionais da área poderíamos ter exercitado na prática o que de fato acontece nas negociações.  As dificuldades nos trâmites documentais, nas legislações, nos modos de pagamentos , nas obrigações e deveres de cada parte.  Assim pouparíamos tempo, evitaríamos grandes erros e certamente haveria mais confiança na tomada de decisões.  Aprendemos muito na teoria e pouco na prática…  Ah, muitos podem estar se questionando: mas e o estágio, não exerce esta função?  Acontece que nem sempre ao estagiário é dado a chance de participar efetivamente da realização de um negócio.  Por não ter experiência, alguns passam meses realizando serviços que não condiz em com a carreira que querem seguir, no máximo aprendem a preencher documentos básicos que para tal função não precisa ser Bacharel em R.I ou em Comércio Exterior.

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Armazém de açúcar no porto de Santos, Foto: UOL

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Pesquisas na internet diariamente em sites de informação e atualização sobre preço, quantidade, produção e condições de pagamentos no mundo das commodities.  Acompanhar o que dita o mercado internacional é fundamental. Da mesma forma que o contato, a parceria e a troca de informações de quem trabalha e possui experiência no ramo há décadas também é essencial.

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Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Sim. Inglês e Espanhol.

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Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Não acredito em carreiras promissoras, profissões do futuro…  Não aconselharia ninguém a decidir por uma determinada profissão porque leu em algum lugar ou ouviu dizer que esta será a profissão do futuro e, por conseguinte, dará muito dinheiro.  Acredito que na hora da escolha é preciso ter bom senso,vontade, interesse, e principalmente conhecimento suficiente para saber e entender o que faz tal profissional da área que o adolescente escolher.  Pesquisar bastante e ouvir algumas opiniões de quem trabalha na área seria interessante.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores?  Um blog, twitter?

Eu tenho Orkut mais por pressão e imposição de amigos e familiares. Não sou muito de investir em redes sociais.  De repente até deveria… Mas ainda não estou convencida.

E blog… Acho que precisaria ter muita imaginação para postar coisas interessantes.  E eu não tenho.  Infelizmente.

Mas posso deixar meu email pessoal para quem quiser fazer contato comigo nvieira.let@gmail.com.

Estou aberta a troca de experiências profissionais,  informações,  indicações de filmes e viagens e de receitas culinárias (rsrsrs).

O endereço da minha companhia é: www.southernpride.com.br





Minha profissão: Guilherme Sampaio, músico / empresário

24 02 2011

Guilherme Sampaio

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Esta é a segunda entrevista da série: Minha Profissão.  Veja na coluna ao lado, a série de links para cada uma das entrevistas.

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Guilherme Sampaio, músico

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Perfil

Um cara quieto com a mente a mil, sempre pensando em como melhorar algo ou criar algo novo.  Sorridente e com limites expandidos, mas não os ultrapasse! Muito prazer!

1 – Que tipo de trabalho você faz?

Sou músico, empresário e produtor da banda AUMUMANA e tenho uma empresa de desenvolvimento web focado em soluções para redes sociais e música.

2 – Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Sim!  Me formei na escola de música Villa Lobos na mesma época que me formei em Informática pela PUC-RJ.  Depois fiz uma pós em Arte e Filosofia e em Gerência de Projetos, ambos no CCE, também na PUC-RJ.

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3 – Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Gostaria de ter tido um pouco mais de aulas relativas ao mercado ou como gerenciar pessoas e empresas.

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 Aumumana

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4 – O que você faz para continuar a se atualizar?

Estudo muito tudo, sigo vários blogs e também no Twitter.  Leio alguns livros, apesar de ter diminuído com todo esse fluxo da Internet. E também procuro estar sempre na ativa, tocando e desenvolvendo tudo que me vem à cabeça.

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5 – Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Inglês! O tempo todo, a maioria das pessoas que tenho contato são gringas, então…

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6 – Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Vai com calma!  Eu estava na pressão da escolha e ia fazer Desenho Industrial.  Na última hora acabou surgindo o curso de Informática na PUC e eu acabei indo parar nele.  Hoje estou muito feliz com minha decisão.  Em qualquer curso você vai encontrar coisas que não gosta, mas só indo até o final que você vai terminar, então, mãos a obra e não desista!

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7 – Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Eu não tenho nada pessoal, apesar de comandar todas as contas e sites dos meus empreendimentos pessoalmente.  Em ambos os sites vocês podem encontrar as redes sociais em que tenho presença. Divirtam-se!

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AUMUMANA: http://aumumana.com            (Muito som!)

Arquitetura Abstrata: http://arqabs.com     (Tecnologia Web!)





Minha Profissão: Letícia Alves, bibliotecária

20 02 2011

Letícia Alves

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Iniciamos hoje  a série de postagens com jovens profissionais.  São pequenas entrevistas que têm como objetivo auxiliar aqueles que precisam tomar uma decisão sobre a profissão a seguir.  Muitos  leitores deste blog estão no processo de considerar o que fazer, como planejar o futuro.  Estas entrevistas, esperemos, irão nos lembrar das diversas possibilidades que cada um tem. 

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Letícia Alves, bibliotecária

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Perfil:

Sou uma pessoa sempre ávida por novidades, inquieta e por isso me canso rapidamente da rotina. 

Que tipo de trabalho você faz?

Eu catalogo mapas e plantas de Arquitetura, disponibilizando esses materiais para consulta via catálogo da biblioteca na Internet e nos terminais locais. Atendimento ao usuário, orientação de pesquisa e normalização de trabalhos científicos.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Sim, eu trabalho no campo em que me formei. Me formei em Biblioteconomia na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2004 e defendi meu mestrado na mesma instituição em 2009. Atualmente, sou bibliotecária na Escola de Arquitetura da UFMG.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

À época do meu curso seria necessário o aprendizado do formato MARC (ferramenta internacional de intercâmbio de informação entre sistemas de dados), além do estudo de materiais especiais como os mapas que trabalho atualmente. Mas tive notícias que na nova grade curricular do curso de Biblioteconomia da UFMG já contempla essas duas deficiências que apontei.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Leio artigos científicos da área, livros, sites da internet e procuro participar de cursos de aperfeiçoamento ministrados pela própria universidade para os bibliotecários do sistema de bibliotecas da UFMG.

Você precisa usar alguma língua estrangeira freqüentemente?

Sim. Francês, Inglês e Espanhol.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Ter em mente o que gosta de fazer, perspectiva de atuação no mercado, e atualização constantes mesmo enquanto estiver estudando. Escolher mesmo o que gosta, pois escolher a profissão da moda ou por dinheiro não é a melhor solução.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Meu twitter é @leticialves, lá eu posto de tudo inclusive nada de interessante também, ou digamos, não científico.

E tenho um blog que pode ser considerado pessoal, onde posto sobre coisas do cotidiano, filmes, músicas, poemas e afins.

O endereço dele é: http://tempestade-jesuisentraindechercher.blogspot.com/





Pato Donald, fonte de inspiração em Hollywood, na Ciência e no Japão

16 02 2011
Tio Patinhas considera uma história para roteiro de filme, ilustração Walt Disney.

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Muita gente que conheço se surpreende com a coleção de quadrinhos que tenho.  A maioria foi comprada depois de adulta.  A surpresa também acontece quando as pessoas percebem que tenho muitas vezes a pachorra de tirar fotos de alguns quadrinhos para postagem neste blog.  Este é um dos meus instrumentos de comunicação visual.  Muitos quadrinhos conseguem, numa só cena, contar uma idéia ou uma historieta inteira, principalmente quando estamos familiarizados com seus personagens. 

Lá em casa histórias em quadrinhos nunca foram proibidas.  Aliás, nenhum tipo de leitura foi proibido.  Meu gosto pelos quadrinhos vem desde pequenina, sempre os li e minha mãe também.  Ela era uma ávida leitora de gibis.  Papai, que era mais chegado aos textos científicos por sua própria profissão, também se deliciava com as invenções do Professor Pardal, chegando a conversar conosco sobre as possibilidades dessa ou daquela invenção estar no caminho certo de uma nova descoberta.  Todos nós na família éramos adeptos do  Pato Donald, que foi sempre um preferido; mais até do que o Mickey.  Mas sabíamos de cor e salteado todos os nomes dos personagens das revistinhas – inclusive os nomes dos personagens coadjuvantes e um dos passatempos favoritos de quando éramos crianças, nas longas viagens de carro, consistia em  nomearmos os diversos personagens de Patópolis, dos mais óbvios aos mais insignificantes. 

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Pateta lê os quadrinhos do jornal, ilustração Walt Disney.

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Ontem, para minha surpresa, meu marido me mandou um link para um artigo na revista CRACKED: 5 amazing things invented by Donald Duck, seriously, [5 coisas surpreendentes inventadas pelo Pato Donald, verdade.].  Neste longo ensaio sobre os quadrinhos do Pato Donald como fonte de inspiração, D. McCallum mostra, passo a passo,  como dois filmes de sucesso, vindos de Hollywood, têm semelhanças descabidas nas sequências de texto com histórias famosas dos personagens de Patópolis.

Entre os roteiros baseados nas histórias dos quadrinhos do Pato Donald estão:

1)      A origem, [Inception](2010), de Christopher Nolan,  cujos sonhos de personagens em comum, de roubo de pensamentos, de purgatório psicológico e de fuga do inconsciente transcorrem na mesma sequencia em que aparecem nas história  Tio Patinhas e o sonho de uma vidaUncle Scrooge and the Dream of a Life-time, publicada em 2002, 8 anos antes do filme.   

2)      Indiana Jones e os caçadores da Arca Perdida, ( Raiders of the Lost Arc] (1981) de Steven Spielberg, baseado na história de George Lucas.  Não, não, não, não não!  Aparentemente Lucas e Spielberg se inspiraram separadamente em duas histórias do Tio Patinhas.  Steven Spielberg admitiu que duas idéias:  a pedra que o ídolo deslanchou e o raio que corre atrás de Indiana Jones, foram inspirados na história – Sete Cidades de CibolaThe Seven Cities of Cibola, publicada em 1954.  Já Lucas se inspirou na história de 1959, The Prize of Pizarro, O Prêmio de Pizarro, com o corredor de flechas e os nativos hostis em perseguição a Indiana Jones.  Ambos Spielberg e Lucas admitem terem se inspirado no Tio Patinhas por serem grandes fãs de suas histórias.

O robô traz a solução de um problema para o Professor Ludovico, ilustração Walt Disney.

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Na ciência aplicada, as histórias do Pato Donaldo também foram fonte de inspiração.  O dinamarquês Karl Kroyer, em 1964 seguiu a idéia da história The Sunken Yacht, os seja, O Iate submerso, escrita por Carl Barkes e publicada em 1949, quinze anos antes.   Inspirado, achou a solução para trazer à tona um navio que havia afundado na costa do Kuait.  Kroyer conseguiu suspender o navio cargueiro em questão enchendo-o com 27 milhões de bolas flutuantes injetadas através de um tubo.   Quando quis patentear sua idéia, teve problemas.  Sua solução foi aceita na Alemanha e na Grã-Bretanha.  Mas quando quis patenteá-la na Holanda, não aceitaram o caso, pois a idéia havia sido publicada anteriormente, na revista do Pato Donald.  Na história O Iate Submerso, os sobrinhos do Pato Donald, trazem das profundezas do mar, um navio do Tio Patinhas que havia afundado.  Procurando por uma solução bem baratinha, — e não poderia ser diferente — o método que usaram foi simples: encheram-no de bolas de pingue-pongue.   Visitem o site da Cracked, para observarem tanto os desenhos de Kroyer como a história do Donald, e terão a certeza de que o governo holandês estava correto.

Foi Carl Barkes (EUA, 1901-2000), que escrevia as histórias do Pato Donald, quem antecipou a descoberta de uma nova molécula nos quadrinhos de  1944.  A história se chamava The Mad CientistO cientista maluco, e girava em volta de um trabalho de ciências que Luizinho, Huguinho e Zezinho faziam para a escola.  Tentando ajudar, Donald, acaba levando uma pancada na cabeça e descobrindo um explosivo chamado “Duckmite”, [“Patomite”].  Nesta história, em uma espécie de transe, Donald descreve uma molécula CH2, aparentemente 20 anos antes dela mesma ser descoberta ou melhor encontrada, pelo mundo científico. 

Tio Patinhas e Pato Donald, ganham uma carona graças à revista que deram de presente ao carroceiro em um lugar longínquo, ilustração Walt Disney.

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Talvez a maior influência que Carl Barkes e principalmente seus personagens possam ter tido através das histórias do Tio Patinhas e consequentemente, Pato Donald e seus familiares, tenha sido sobre o cartunista, desenhista e ilustrador Ozamu Tesuka (Japão 1928-1989), um magaká, ou melhor, um desenhista de mangás, conhecido também como  O Pai dos Mangás [apesar de não ter sido o criador dos mangás, ele leva esse cognome por ter popularizado o gênero], O Padrinho dos Anime,  e O Criador do Astro Boy, entre outros personagens de mangás.   Ozamu Tesuka é o primeiro reconhecer sua dívida com Carl Barkes, na criação dos mangás, a qual se dedicou logo após o término da Segunda Guerra Mundial.  Todos os anos até sua morte mandava um cartão de Boas Festas a Carl Barkes com agradecimentos sobre sua influência no seu trabalho.

Esse artigo de D. McCallum, vale a pena ler, inteiramente.  O que temos aqui é apenas um sumário de seu trabalho e mesmo que você possa não entender inglês vá até o site do artigo para ver as ilustrações de todos os pontos aqui mencionados.    O autor promete que há mais fatos de interesse sobre o Pato Donald, no livro editado pela Cracked chamado: You Might Be a Zombie and Other Bad News: Shocking but Utterly True Facts, Plume: 2010.  

Com essa nota de humor, deixo aqui um pequeno vídeo de Astro Boy, com vozes lusitanas.  Divirtam-se.

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VÍDEO DO ASTRO BOY:

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Imagem de leitura — Federico Faruffini

8 02 2011

A leitora

Federico Faruffini (Itália, 1833 – 1869)

óleo sobre tela

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Federico Faruffini nasceu em Sesto San Giovanni, 1833 e antes de se dedicar à artes plásticas, estudou direito.  Formou-se pela Escola de Pintura de Pavia. Dedicou-se à pintura histórica,  a de gênero e ao tratamento ilustrativo de cenas retratadas pela literatura.  Suicidou-se 1869 em Perugia.





Veja o trabalho gráfico de FOLON

15 01 2011

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Jean-Michel Folon (Uccle, Bélgica, 1 de março de 1934 – Mônaco, 20 de outubro de 2005) foi um artista belga, ilustrador, pintor e escultor.