Amizade, quadrinha, uso escolar

15 06 2009

amiguinhos 2

 

Aquele que no fracasso

nos estende a sua mão

e não nos nega um abraço,

é mais que um amigo,  é um irmão.

 

(José Augusto Fernandes)





Imagem de leitura: Alexey Mozhaev

13 06 2009

A Mozhaev (Russia)  Menina com tranças, 1961,ost,67x49 Escola de Leningrado

Menina com tranças, 1961

Alexey Mozhaev ( Rússia, 1918-1994)

Óleo sobre tela,  67 x 49 cm

 

Alexey Vasilievich Mozhaev (1918-1994)   Nasceu em 5 de outubro de 1918 num vilarejo próximo a Saratov às margens do Volga.  Formou-se em 1946 pelo Instituto Ilya Repin, tendo estudado sob a direção de Boris Ioganson.    Foi aluno de Isaak Brodsky, Alexander Lubinov e Genrikh Pavlovsky.  Participou de exposições a partir de 1936.  Especializou-se em retratos, paisagens e pintura de gênero.  Houve duas grandes exposições de seu trabalho em São Petersburgo (antiga Leningrado) em 1985 e 1989.





12 de junho, Dia dos Namorados!

12 06 2009

amor 10





Boas maneiras XVI

12 06 2009

falar alto

Não fale alto na rua… não!

Mostre que tem educação!





O Jequitibá: poema de Sabino de Campos

10 06 2009

jequitiba_branco_1_1

O Jequitibá

Sabino de Campos

A Esmeraldo de Campos

 

Nobre Jequitibá de minha terra,

Filho de flora exuberante e forte,

Toda beleza vegetal se encerra

Em teu imenso e majestoso porte.

Sentinela de amor, velando a serra,

A cidade natal, de Sul a Norte,

O Ribeirão que, entre verdores, erra,

— Maldito aquele que te ofenda ou corte!

Glória da terra verde e dadivosa,

Alma e sangue dos filhos de Amargosa

A cujo apelo tua voz responde.

De joelhos, e mãos postas na orvalhada,

Beijo-te o tronco de árvore sagrada

E elevo o olhar ao céu de tua fronde.

Rio, 7-9-1947

 

 

Em: Natureza: versos, Pongetti: 1960, Rio de Janeiro

sabino-de-campos-retrato-a-bico-de-pena-seth-1947 

Sabino de Campos, Retrato a bico de pena, por Seth, 1947.

Sabino de Campos (Amargosa, BA, 1893– ? ),  poeta, romancista e contista

 

 

Obras:

 

Jardim do silêncio, 1919, (poesia)

Sinfonia bárbara, 1932,  (poesia)

Catimbó: um romance nordestino, 1945 (romance e novela)

Os amigos de Jesus, 1955 (romance e novela)

Lucas, o demônio negro, 1956 – romance biográfico de Lucas da Feira (romance e novela)

Natureza: versos,  1960 (poesia)

Cantigas que o vento leva, 1964, (poesia)

Contos da terra verde, 1966 (contos)

Fui à fonte beber água, 1968 (poesia)

A voz dos tempos, memórias, 1971

Cantanto pelos caminhos, 1975

Autor, junto de Manoel Tranqüilo Bastos, do hino da cidade de Cachoeira, BA





Imagem de leitura: Milton Avery

10 06 2009

Milton Avery ADOLESCENCE 1947

 

Adolescência, 1947

Milton Avery (EUA 1885-1965)

Técnica mista: óleo e grafite sobre tela

75 cm x 100 cm

Terra Foundation for the Arts, Chicago

 

Milton Avery  (EUA 1885-1965) Nasceu em Areia Bank, Nova Iorque, hoje conhecida como Altmar. Depois de estudar por um tempo, na Connecticut League of Art College, em Hartford com Charles Flagg Noel e na Sociedade da Escola de Arte com Albertus Jones, Avery trabalhou na indústria e numa companhia de seguros até 1924. Mudou-se para Nova York em 1925 e se casou Sally Michel, uma artista gráfica, um ano mais tarde. Teve sua primeira exposição individual, em 1928.

 

O interesse de Milton Avery pelo expressionismo alemão e pelo fauvismo francês o levou a desenvolver uma simplificação do idioma visual, dando ênfase à clareza da linha e a uma paleta de cores expressivas.  Suas pinturas dos anos 30 atestam pelas afinidades que tinha com o trabalho de Ernst Ludwig Kirchner.  E na década de 40 seu trabalho mostra uma maior aproximação do francês Henri Matisse na cor e nas superfícies decorativas.  Com isso ele abriu o caminho  para outros artistas contemporâneos seus para explorarem a coloração em vastas áreas das telas como o fizeram Mark Rothko e Adolph Gottlieb.   Apesar de seu estilo ter se desenvolvido com muitos características do trabalho abstrato,  Avery  nunca chegou a largar a forma figurativa em toda a sua carreira. Motivos clássicos e retratos, paisagens costeiras e cenas de gênero foram suas principais áreas temáticas.  Além de pintor Milton Avery foi um prolífico ilustrador e ceramista.  É considerado hoje um dos mais influentes artistas do século XX.





O orgulhoso, fábula de Monteiro Lobato

10 06 2009

o_jequitiba, oleo sobre telam 80 x 120 cm

O  jequitibá, s/d

Zenaide Smith ( Brasil, contemporânea)

Óleo sobre tela — 80 x 120 cm

 

O orgulhoso

                                                                                               Monteiro Lobato

           Era um jequitibá enorme, o mais importante da floresta.  Mas orgulhoso e gabola.  Fazia pouco das árvores menores e ria-se com desprezo das plantinhas humildes.  Vendo a seus pés uma tabua disse:

          — Que triste vida levas, tão pequenina, sempre à beira d’água, vivendo entre saracuras e rãs…  Qualquer ventinho te dobra.  Um tisio que pouse em tua haste já te verga que nem bodoque.  Que diferença entre nós!A minha copada chega às nuvens e as minhas folhas tapam o sol.  Quando ronca a tempestade, rio-me dos ventos e divirto-me cá do alto a ver os teus apuros.

          — Muito obrigada! Respondeu a tabua ironicamente.  Mas fique sabendo que não me queixo e cá à beira d’água vou vivendo como posso.  Se o vento me dobra, em compensação não me quebra e, cessado o temporal, ergo-me direitinha como antes.  Você, entretanto…

          — Eu, que?

          — Você jequitibá tem resistido aos vendavais de até aqui; mas resistirá sempre?  Não revirará um dia de pernas para o ar?

          — Rio-me dos ventos como rio-me de ti, murmurou com ar de desprezo a orgulhosa árvore.

          Meses depois, na estação das chuvas, sobreveio certa noite uma tremenda tempestade.  Raios coriscavam um atrás do outro e o ribombo dos trovões estremecia a terra.  O vento infernal foi destruindo tudo quanto se opunha à sua passagem.

          A tabua, apavorada, fechou os olhos e curvou-se rente ao chão.  E ficou assim encolhidinha até que o furor dos elementos se acalmasse e uma fresca manhã de céu limpo sucedesse aquela noite de horrores.  Ergueu, então, a haste flexível e pode ver os estragos da tormenta.  Inúmeras árvores por terra, despedaçadas, e entre as vítimas o jequitibá orgulhoso, com a raizana colossal à mostra…

 ***

Em:  Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, Quarto Livro de Leitura: de acordo com os novos programas do ensino primário.  Rio de Janeiro, Agir: 1949. 

 

VOCABULÁRIO

Imponente: altivo, orgulhoso; gabola: pretensioso, vaidoso; tabua: planta de haste fina e flexível; copada: ramagem; apuros: dificuldades; coriscavam: faiscavam; ribombo: barulho, estrondo; rente: junto; tormenta: tempestade; raizana: conjunto das raízes de uma planta.

 

——-

José Bento Monteiro Lobato, ( Taubaté, SP, 1882 – 1948).  Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944  

A Caçada da Onça, 1924  

A ceia dos acusados, 1936  

A Chave do Tamanho, 1942  

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955  

A Epopéia Americana, 1940  

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924  

Alice no País do Espelho, 1933  

América, 1932  

Aritmética da Emília, 1935  

As caçadas de Pedrinho, 1933  

Aventuras de Hans Staden, 1927  

Caçada da Onça, 1925  

Cidades Mortas, 1919  

Contos Leves, 1935  

Contos Pesados, 1940  

Conversa entre Amigos, 1986  

D. Quixote das crianças, 1936  

Emília no País da Gramática, 1934  

Escândalo do Petróleo, 1936  

Fábulas, 1922  

Fábulas de Narizinho, 1923  

Ferro, 1931  

Filosofia da vida, 1937  

Formação da mentalidade, 1940  

Geografia de Dona Benta, 1935  

História da civilização, 1946  

História da filosofia, 1935  

História da literatura mundial, 1941  

História das Invenções, 1935  

História do Mundo para crianças, 1933  

Histórias de Tia Nastácia, 1937  

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926  

Idéias de Jeca Tatu, 1919  

Jeca-Tatuzinho, 1925  

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921  

Memórias de Emília, 1936  

Mister Slang e o Brasil, 1927  

Mundo da Lua, 1923  

Na Antevéspera, 1933  

Narizinho Arrebitado, 1923  

Negrinha, 1920  

Novas Reinações de Narizinho, 1933  

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926  

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930  

O livro da jangal, 1941  

O Macaco que Se Fez Homem, 1923  

O Marquês de Rabicó, 1922  

O Minotauro, 1939  

O pequeno César, 1935  

O Picapau Amarelo, 1939  

O pó de pirlimpimpim, 1931  

O Poço do Visconde, 1937  

O presidente negro, 1926  

O Saci, 1918  

Onda Verde, 1923  

Os Doze Trabalhos de Hércules,  1944  

Os grandes pensadores, 1939  

Os Negros, 1924  

Prefácios e Entrevistas, 1946  

Problema Vital, 1918  

Reforma da Natureza, 1941  

Reinações de Narizinho, 1931  

Serões de Dona Benta,  1937  

Urupês, 1918  

Viagem ao Céu, 1932





Humor: você se identifica com o Pato Donald? Tem certeza?

10 06 2009

escorregão 2

Pato Donald, que completou ontem 75 anos.  Ilustração, Walt Disney!

 

No aniversário de 75 anos do Pato Donald, (9 de junho), o portal Terra publicou um artigo de Claúdio Pucci que reproduzo, como uma pequena homenagem a este personagem de HQ que é tão querido e aparece frequentemente neste blog.  Divirtam-se.

 

10 coisas que fazem do Pato Donald um legítimo brasileiro  

 

Claudio R. S. Pucci

 Uma pesquisa informal na década de 80 mostrou que o brasileiro se identificava mais com o Pato Donald do que com o Zé Carioca, esse sim produto da política de boa vizinhança americana em tempos de Segunda Guerra e uma caricatura do carioca romântico. Para quem gosta de quadrinhos não é difícil saber o porquê. Donald, que comemora 75 anos em 09 de junho, reúne o melhor e pior dos habitantes das terras de Santa Cruz, até mesmo quando está falando inglês. Confira abaixo os motivos:

 Ele trabalha muito e está sempre devendo: Donald se mata para colocar o arroz e feijão no prato da família, mas chega ao final do mês sempre falta um pouquinho para comprar algo que ele realmente quer. Parece alguém que você conhece? Sem contar que está sempre devendo para alguém, especialmente ao seu tio.

 Ele anda de carro velho e não troca por nada neste mundo: o velho 1313 pode enguiçar de vez em quando, mas está com o pato faz décadas e ele nem pensa em se livrar da charanga. Até mesmo quando se tornou o Superpato, preferiu colocar acessórios no calhambeque a sair por aí com um Aston Martin.

 Ele tem primos que agem como cunhados: Peninha e Gastão são o próprio reflexo dos típicos irmãos de esposa. Um só aparece para filar a bóia, enquanto o outro fica se gabando de seu próprio sucesso e relembrando Donald de seu papel de fracassado.

 Ele é explorado no trabalho: o famoso Tio Patinhas (cuja fortuna, em 2006, foi estimada pela Forbes  — isso é sério — em 10,9 bilhões de dólares, perdendo para Montgomey Burns dos Simpsons e para — Daddy Warbucks da pequena órfã Annie) sempre consegue um empreguinho para o pobre pato, mas com salários irrisórios como 0,05 centavos de pataca a hora ou o colocando em cargos esdrúxulos como arrancar as penas de preocupação ou polir as milhões de moedinhas na caixa-forte. E isso sem pagamento de hora extra.

 Ele tem vizinhos irritantes: seguramente todo mundo que mora em prédio teve ou tem um Silva na vida. Aquele vizinho chato, que reclama de tudo, incomoda ao extremo e depois parte para a briga.

 Ele cria o filho dos outros: Huguinho, Zezinho e Luisinho são filhos de sua irmã gêmea, Dumbella, que largou as pestes com ele e não mais apareceu. O brasileiro também é assim. Assume os problemas alheios como seus,  não se importa com as conseqüências e parte para a luta. E é lógico que geralmente se dá mal.

 Sua namorada o faz de gato e sapato: Margarida está com ele há 69 anos e, apesar do romance entre os dois, adora provocá-lo seja fazendo ciúmes com o Gastão, seja colocando-o para carregar os inúmeros pacotes de compras. E é óbvio que ela quer mudar o jeito dele de qualquer maneira. Assim, como a sua esposa faz com você.

 Mesmo quando é especialista em algo, se dá mal: Donald já foi mestre-relojoeiro e destruiu os vidros de Patópolis. Também foi mestre-demolidor e pôs abaixo um asilo de multimilionários. Qualquer semelhança entre ele e a seleção brasileira de futebol em copas do mundo não é mera coincidência.

 Ele quer uma vida pacata: o tio tenta de qualquer maneira mostrar ao sobrinho as vantagens e maravilhas de ser um empresário milionário de sucesso, mas o que Donald quer mesmo é apenas curtir uma tarde no parque tomando sorvete. Para que ter as preocupações e estresses de um ricaço? Sem contar que há sempre a possibilidade de se herdar algo ou ganhar na Mega Sena, não é mesmo?

 Apesar de tudo isso, ele não desiste nunca: nenhuma adversidade tira o pato de seu rumo ou de conseguir o que quer. As coisas podem dar errado aqui e ele vai tentar algo novo lá. Mais ou menos como o brasileiro. Ou você acha que chegamos à posição de segundo povo mais otimista do mundo à toa?

 FONTE:  Terra





Elogio do Bem, poesia para uso escolar, Cleômenes Campos

9 06 2009

colheita

 

ELOGIO DO BEM

 

Cleómenes Campos

 

 

 

Amigo, faze o bem: esse prazer dispensa

 A maior recompensa.

Aqueles frutos saborosos

Que o teu vizinho colhe, às vezes, a cantar,

Custaram, com certeza, os trabalhos penosos

De alguém que já sabia

Que nunca, em sua vida, os colheria…

Mas nem por isso mesmo, os deixou de plantar.

 

 

Em:  Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, Quarto Livro de Leitura: de acordo com os novos programas do ensino primário.  Rio de Janeiro, Agir: 1949. 

 

 

Cleómenes Campos de Oliveira, ( Maroim, SE 1895 – São Paulo, SP, 1968). Pseudônimo:  Ariel.  Poeta, teatrólogo, radicado em SP desde 1912, agente fiscal do imposto de consumo, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Paulista de Letras.  Estudou as primeiras letras em seu estado natal, indo depois para a Bahia, onde freqüentou o Ginásio São José.  Ainda jovem, teve que abandonar os estudos, ingressando na vida comercial em Santos.  Foi nomeado para os Correios de São Paulo,  após concurso e mais tarde foi transferido para o Ministério da Fazenda.  Fundou “A garoa”, uma das revistas literárias que mais custaram a morrer…   Faleceu em 30 de abril de 1968.

 

Obras: 

 

Coração encantado, 1923, poesia, [prêmio Academia Brasileira de Letras]

De mãos postas, 1926 [prêmio Academia Brasileira de Letras]

Humildade, 1931, poesia

Meu livro de Amor, 1931

Canção da felicidade, 1934

Zebelê, 1940

Sonata do desencanto, 1950. poesia

O segredo de nós dois, 1969, poesia

O louco e as estrelas, s/d

 

Teatro

Mascote, com Oduvaldo Viana,





Boas maneiras XV

9 06 2009

tola

 

Fazer de tola a amiga

pode acabar em briga!