Estudo para Retrato de Sra. C, c. 1925
Walt Kuhn (EUA, 1877-1949)
óleo sobre cartão
Estudo para Retrato de Sra. C, c. 1925
Walt Kuhn (EUA, 1877-1949)
óleo sobre cartão
Vaso de flores, 1950
Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Cantina das Mulheres na Metalúrgica Phoenix Works, 1918
Flora Lion (GB, 1878 – 1958)
óleo sobre tela, 106 x 182 cm
Imperial War Museum, Londres
Uma iniciativa britânica de documentar o que mais tarde seria conhecido como Primeira Guerra Mundial levou algumas pintoras já estabelecidas a pintarem cenas que tinham a ver com a guerra, quer na linha de batalha, quer na terra natal, testemunhando as mudanças na vida diária do país.
Interior de uma ambulância, enfermeira acende cigarro para o paciente
Olive Mudie-Cooke (GB, 1890 — 1925)
aquarela sobre papel, 29 x 21 cm
Imperial War Museum, Londres
Grande parte da documentação existente refere-se a mulheres pintoras da Grã-Bretanha. Mas a Austrália e a França também têm obras feitas por mulheres durante a Primeiro Guerra Mundial.
Motorista de ônibus, 1919
Victoria Monkhouse (GB, 1883 – 1970)
aquarela sobre papel, 39 x 27 cm
Imperial War Museumm Londres
Ainda que tenha havido procura para que documentação da guerra estivesse nas mãos de mulheres, ela foram muito poucas quando passamos os olhos sobre aqueles que testemunharam e pintaram o dia a dia do período da guerra. Aqui vão mais imagens de pintoras “guerreiras”.
Dia de Natal, na Cantina YMCA em London Bridge, 1920
Clare Atwood (GB, 1866–1962)
óleo sobre tela, 152 x 182 cm
Imperial War Museum, Londres
Depois da Guerra, uma ambulância trazendo feridos civis franceses feridos por balas encontrados nos campos de guerram Beaulencourt Convoy
Olive Mudie-Cooke (GB, 1890 — 1925)
Imperial War Museumm Londres
Mães, 1919
Käthe Kollwitz (Alemanha, 1867–1945)
Litografia, 52 x 70 cm
The Metropolitan Museum of Art, New York
Hóstia cristã da série Imagens Místicas da Guerra, 1914
Natalia Goncharova (Rússia – França, 1881–1962)
Litografia, 30 x 22 cm
The Metropolitan Museum of Art, New York
Hospital Feminino da Escócia, no Claustro da Abadia de Royaumont, 1920
Norah Neilson-Gray (GB, 1882- 1931)
Óleo sobre tela, 114 x 139 cm
Loteamento de Guerra em um subúrbio de Londres, 1918
Dorothy Coke (GB, 1897 – 1979)
Estação Victoria, 1918
Corpo da Cruz Verde, Ambulância da Reserva de Mulheres, dirigindo soldados em licença, pintado em 1919
Clare Atwood (GB, 1866–1962)
DETALHE — Lady Mary Capell, Duquesa de Beaufort
Peter Lely (Holanda-Inglaterra, 1618 – 1680)
óleo sobre tela, 130 x 170 cm
Metropolitan Museum of Art, Nova York
Lady Mary Somerset [Capell], primeira Duquesa de Beaufort na Inglaterra, (1630 -1715) manteve um grande complexo de jardins na sua propriedade em Badminton. Foi muito mais do que uma pessoa dedicada ao canteiros e jardins, foi uma séria estudiosa e investigadora de plantas. Seus jardins não eram um hobby para ela, suas observações e experimentos documentam interesse científico sério que trouxe ao conhecimento da época muitas novidades.
Ativa em se corresponder com botânicos conhecidos como Southwell e Sir Hans Sloane e também com Sir Robert Southwell, Presidente da Royal Society, ela manteve notas preciosas sobre plantas, observações sobre a manutenção delas, germinação de sementes, poda e alimentação de plantas raras.
Selecionou folhas e flores colocando-os em livro. Desenhou com cuidado plantas de seu interesse que ainda podem ser vistos hoje nos 12 volumes que formam o seu Herbário. Infelizmente sua obra nunca foi publicada. Mas sobreviveu por mais de 300 anos e hoje se encontra na Biblioteca Botânica do Natural History Museum, Londres.
Espécimes do Hortus Siccus, da Duquesa de Beaufort, no Museu de História Natural de Londres.
A propriedade em Badminton no século XIX

Hoje


Abaixo a obra completa dos retratos das irmãs Capell
Lady Mary Capell, Duquesa de Beaufort e sua irmã Elizabeth Capell, Condessa de Carnarvon
Beatriz, 1895
Marie Spartali Stillman ( Grécia/ Inglaterra, 1844 – 1927)
aquarela, guache, têmpera sobre papel, 57 x 43 cm
Museu de Arte de Delaware, EUA
Giàcomo Leopardi
Giàcomo Leopardi (1798-1837)
Mangas, 1976
José Maria de Souza (Brasil, 1935-1985)
óleo sobre tela, 40 x 33 cm
Tempo de Carnaval
J. Carlos (Brasil, 1884 – 1950)
aquarela sobre cartão (capa da revista Fon-Fon), 35 x 22 cm
Muitos já esqueceram que o Carnaval marcava originalmente um único dia. A palavra Carnaval, de acordo com Antonio Houaiss, é originária no latim clássico CARNEM LEVÁRE, ( “abstenção de carne”). Essa expressão está presente em diversos dialetos italianos, aparecendo na língua falada em Milão em 1130, CARNELEVALE, aparecendo no italiano do século XIV como CARNEVALE. Foi para o francês em 1552 como CARNEVAL e 130 anos mais tarde, em 1680 como CARNAVAL. Nessa forma é adotada pelas outras línguas europeias, no século XVII.
Abstenção de carne? Sim, porque é nesta terça-feira (e o Carnaval propriamente dito é terça-feira) que se encerra o período que antecede a Quaresma, compreendendo os 40 dias antes da Semana Santa e Páscoa. Ela se inicia na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. É observada por um grande número de cristãos: católicos, anglicanos, luteranos, metodistas. Para seguidores dessas religiões cristãs este período é de reflexão, abstinência e penitência e reflete os 40 dias que Jesus Cristo passou no deserto. Inicialmente a celebração desse ritual data de meados do século IV (ano 350).
É por causa do início do período de abstenção, de penitência, de sacrifícios que o Carnaval tomou este nome, afinal é o último dia permitido para exageros. Na quarta feira começa o tempo de reflexão e de despedida da carne.
Mardi-Gras é a expressão francesa para este dia: Terça-feira Gorda. Mardi em francês significa terça-feira, enquanto gras quer dizer gordura. Mardi Gras é o último dia de se comer carne, comer alimentos gordos, mesmo que em muitos países europeus ainda se esteja no inverno, estação que requer alimentação mais rica.
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Há uma famosa representação da Luta entre o Carnaval e a Quaresma, de 1559, na fascinante obra do pintor holandês do século XVI, Pieter Brueghel, o velho, (grafia também pode ser Bruegel).
O embate entre Carnaval e Quaresma, 1559
Pieter Brueghel, o Velho (Flandres [Bélgica], c. 1525- 30 — 1569)
óleo sobre painel de madeira, 118 x 164 cm
Museu de História da Arte de Viena, Áustria
DETALHE

Vejam que a batalha está travada entre o Gordo Carnaval, segurando um espeto cheio de carnes e a magra Quaresma, num carrinho puxado por religiosos.

Senhor Carnaval, gordinho e montado num barril de vinho, segura espeto com carne de javali e outras carnes. É seguido por serventes com copos e bandeja com comidas. Tudo à sua volta reflete abundância.

Dona Quaresma, do outro lado, esquálida, vem num carrinho de madeira, com alguns pães a seus pés e segura uma chapa com peixes grelhados. Seu carro é puxado por religiosos e seguido por pessoas com matracas, objetos usados na Sexta-feira Santa no lugar de sinos.
Irmã do pintor, 1899
Carl Wilhelm Wilhelmson (Suécia, 1866 — 1928)
Oleo sobre tela
Museu Nacional da Suécia
Paisagem com figuras, 1930
Carlos Chambelland (Brasil, 1884 – 1950)
óleo sobre madeira, 70 x 50 cm
A girafa
Daniele Akmen (França, 1945)
acrílica sobre tela
Emil Cioran