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Um filhote de puma, com oito semanas de idade, brinca do colo de uma tratadora do Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos.
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Um filhote de puma, com oito semanas de idade, brinca do colo de uma tratadora do Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos.
Equipamentos de rastreamento via satélite lançaram luz sobre uma impressionante odisseia transatlântica realizada pela tartaruga-de-couro, uma das mais antigas espécies do mundo, que se lança em uma corrida alimentar antes de procriar, disseram cientistas esta quarta-feira.
Biólogos da Universidade de Exeter, no sudoeste da Inglaterra, instalaram minúsculos rastreadores em 25 tartarugas fêmeas em suas áreas de procriação no Gabão, centro-oeste da África, e monitoraram seus movimentos nos cinco anos seguintes.
Três rotas migratórias emergiram à medida que as tartarugas se dirigiam a águas repletas de comida no Atlântico, construindo reservas nos próximos dois a cinco anos antes de retornar ao Gabão para se reproduzir, afirmaram.
Uma das rotas levou a uma zona circular no meio do Atlântico, entre a África central e o Brasil, e outra rota foi registrada bem mais ao sul, além do Cabo da Boa Esperança. Uma terceira cruza, reto como uma flecha, o Atlântico até a costa da América do Sul, uma travessia oceânica de 7.563 km.
“Apesar de a pesquisa extensiva realizada sobre as tartarugas-de-couro, ninguém tinha certeza até agora sobre as jornadas que fazem no Atlântico sul”, disse Matthew Witt, do Centro de Ecologia e Conservação da universidade britânica.
“O que demonstramos é que há três rotas migratórias claras quando elas retornam para seus locais de alimentação, após o acasalamento no Gabão, embora o número de indivíduos que adota cada estratégia varie a cada ano. Nós não sabemos o que influencia esta escolha ainda, mas sabemos que há jornadas realmente consideráveis“, acrescentou.
As descobertas, publicadas em Proceedings B, revista da Real Sociedade britânica, demonstraram ainda que as tartarugas também cruzam rotas usadas por traineiras. Estas são embarcações que lançam no mar um rastro de anzóis para pegar peixes, mas que acabam capturando acidentalmente tartarugas e albatrozes.
“Todas as rotas que identificamos levam as tartarugas de couro por áreas sensíveis para a indústria de pesca”, disse o colega de Witt, Brendan Godley. “Conhecer as rotas também nos ajudou a identificar pelo menos 11 países que devem estar envolvidos em esforços de preservação, bem como aqueles com frotas de pesca de longa distância“, emendou.
As tartarugas-de-couro são a espécie maior, que viaja mais longe e mergulha mais fundo entre todas as espécies do planeta, alcançando 2 m de comprimento e excedendo os 900 kg. Sua população se manteve relativamente estável no Atlântico, mas declinou de forma alarmante no Pacífico, o que tem sido atribuído à captura acidental por traineiras e à perda de áreas de procriação devido à ocupação costeira.
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• A tartaruga-couro é a maior tartaruga do mar, chegando a quase dois metros de comprimento e 540 kg de peso.
• Ao contrário de outras tartarugas marinhas, a tartaruga- couro não tem uma casca dura. Sua casca é feita na parte superior de um mosaico de pequenos ossos cobertos por uma pele firme, que lembra a borracha e tem sete cristas longitudinais.
• As tartarugas couro são as tartarugas marinhas mais amplamente encontradas: podem ser encontradas nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico, particularmente nas regiões tropicais.
• As tartarugas-couro, entre todas as tartarugas marinhas, são as que mergulham nas regiões mais profundas dos oceanos. O mergulho mais profundo que se registrou foi de 1,2 km que é um pouco mais do que o mergulho mais profundo conhecido que pertence à baleia cachalote.
• Tal como acontece com outros répteis, o sexo de tartarugas é determinado pela temperatura dos ovos durante a incubação. Com as tartarugas-couro, temperaturas acima de 29º graus centígrados resultarão em filhotes do sexo feminino.
• As tartarugas-couro são fortes nadadoras e algumas já foram registradas como tendo cruzado oceanos, viajando milhares de quilômetros em busca de sua presa favorita, as águas-vivas.
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VEJA FILHOTINHOS DE TARTARUGA-COURO:
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Para outro artigo sobre essa tartaruga neste blog, clique AQUI.
Céu e água, 1938
M.C. Escher ( Holanda, 1898-1972)
Xilogravura
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A pequena cidade de Beebe ( 4.500 habitantes), no estado de Arkansas, nos Estado Unidos, foi surpreendida ontem, dia 2 de janeiro, quando pássaros mortos começaram a cair do céu. Oficiais do Serviço Florestal tiveram que ir de casa em casa recolhendo os pássaros mortos dos jardins da cidade. Foram ao todo entre 4.000 a 4.500 pássaros recolhidos dos telhados, jardins, dos galhos de árvores. Não se sabe exatamente a causa deste homicídio em massa. “Pode ser relacionado ao tempo, ou talvez até mesmo ao stress”, explicou a Comissão de Pesca e Vida Selvagem do estado. Fogos de artifício detonados à meia noite do dia 31 podem ter aumentado o estress dos pássaros. Os pássaros recolhidos serão analisados.
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No entanto, há um ano atrás mais ou menos, no mesmo estado de Arkansas, na imdeiações da cidade de Franklin, pássaros também “choveram” do céu. O culpado do homicídio em massa fora um fazendeiro que colocara veneno na sua fazenda e os pássaros morreram em 24 horas.
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Mas alguma coisa muito estranha está acontecendo em Arkansas. Em 30 de dezembro, milhares de peixes apareceram mortos em Roseville, Arkansas. Morte até agora inexplicável.!
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FONTE: Reuters
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Para substituir as bolsas de plástico se propôs, entre outras atitudes, o uso de materiais biodegradáveis como o bioplástico ou recorrer às fibras naturais. Organizações ambientalistas denunciam que as bolsas de plástico têm duração em uso de 15 minutos, mas uma vez desprezadas, podem perdurar por mais de 400 anos na natureza soltando substâncias poluentes. Além disso, assinalam que as bolsas são causa de sérios problemas ambientais, já que as substâncias nocivas que são compostas se acumulam durante anos em rios e mares, contaminando os recursos naturais.
Nós aqui no Brasil, ainda estamos longe dessas medidas, no entanto, no ano passado demos um passo à frente, com incentivos aos consumidores e aos supermercados para a diminuição do uso de sacos plásticos. Precisamos no entanto acelerar essas mudanças e chegar logo a total proibição das sacolas plásticas.
FONTE: Terra.
Gangorra, Ilustração de Jennie Harbour.—-
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Em setembro de 2010 o jornal The New York Times publicou na sua página OP-Chart um artigo de David Rockwell, sobre um Parque Infantil para a Imaginação, criado na região de Lower Manhattan, em Nova York, por sua própria firma de arquitetura e design, Rockwell Group. Nesse pequeno artigo David Rockwell lembra que a solução que ele deu ao projeto de um pequeno parque de diversões que levasse as crianças a desenvolverem a imaginação não é necessariamente a única possível. Que certamente haveria muitas outras formas de se solucionar a questão de um parque de diversões de baixo custo, de fácil manuseio e que levasse os guris a brincarem e explorarem possibilidades, enquanto estivessem por lá. Esse Parque da Imaginação foi criado com o auxílio do Departamento de Parques de Nova York e da ONG Kaboom. Requer um espaço mínimo de 9 m² ou seja um espaço de nada mais do que 3m x3m, como vemos nas especificações abaixo e nele há todo tipo de peça solta, mais ou menos padrão, peças que se encaixam, que podem ser modificadas, acopladas, separadas, moldadas, alinhadas, agrupadas, alargadas e assim por diante para preencher as necessidades imaginativas das crianças que interagem com essas peças. è uma espécie de combinação de brinquedos “achados” com blocos de construção. Um verdadeiro tesouro de formas, cores e pesos para uma composição lúdica.
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Na época em que li o artigo, gostei demais da idéia, mas outros interesses levaram a minha atenção em outra direção. Agora, no fim de ano, limpando minhas pastas de referências, voltei a pensar nesse Parque da Imaginação, principalmente quando estamos em processo de recuperação de áreas residenciais no Rio de Janeiro, agora, que estamos no processo de reassumir a responsabilidade do terreno público, como no Complexo do Alemão, onde as poucas áreas de lazer existentes haviam sido dominadas pelo tráfico de drogas. Projetos semelhantes a esse descrito no artigo do jornal e mais coerentes com a realidade local poderiam muito bem fazer parte do programa de recuperação do terreno das comunidades carentes, oferecendo a estas crianças, mais do que a obesidade da falta de exercícios que o confinamento em casa oferece, mais do que os campinhos de futebol – que não é a solução para todas as crianças. Ofereceria sim uma alavanca para que cada criança pudesse explorar recôncavos ainda desconhecidos de suas imaginações. Nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, sem contar com o preço do terreno, esse Parque da Imaginação custa à cidade próximo de USD$ 10.000,00 – dez mil dólares. O que no câmbio de hoje seria próximo a R$ 17.000,00 – dezessete mil reais. Um custo benefício – sem não houver desvio ou corrupção – pra lá de MUITO BOM! Fica aqui a sugestão.
Ilustração, autor desconhecido.-—
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No dia 2 de dezembro, passado, o governo britânico anunciou um programa de plantio de 1.000.000 um milhão de árvores nas zonas urbanas da Inglaterra. Um plano semelhante não havia sido posto em prática desde 1970. O projeto planeja o plantio dessas árvores ao longo de quatro anos.
O programa será introduzido com o apoio de organizações de proteção à flora já existente. O hábito da jardinagem é comum na Inglaterra e as autoridades reconhecem que o auxílio das entidades florestais locais, associado ao entusiasmo da população, será de grande valia, já que se saberia que árvores melhor se adaptam a cada local.
Na Inglaterra, país com uma área de 130. 410 km², [Para referência: o Brasil tem uma área total de 8.514.876,599 km², ou seja, cabem nele 62,5 Inglaterras] plantam-se aproximadamente seis milhões de árvores por ano. O objetivo desse projeto é aumentar esse número para 20 milhões de árvores pelos próximos 50 anos.
Em junho desse ano, disse Hilary Allison, diretora da Woodland Trust, disse, “lançamos nossa campanha Quanto Mais Árvores Melhor [More trees, more good] para pautar que precisamos de duas vezes mais árvores nativas e bosques para que a nossa vida selvagem continue a sobreviver e para preservação do meio ambiente. Escolas, grupos comunitários , parceiros corporativos donos de grandes extensões de terra, nos apoiaram entusiasticamente.”
Para que o programa de plantio de 1.000.000 de árvores seja bem sucedido será preciso ter o apoio integral da população, fazendo disso um “hábito nacional”.
Griff Rhys Jones, presidente da Civic Voice, uma organização que tem como objetivo tornar lugares mais agradáveis, bonitos e distintos, lembra que esse projeto será a maneira perfeita para as pessoas das comunidades se encontrarem, para vizinhos se conhecerem.
FONTE: BBC
1. — Tem um carro? Cuide dele – e faça a manutenção do veículo. Um motor mal cuidado pode consumir 50% a mais de combustível, além de produzir 50% mais dióxido de carbono (CO2).
2. — Olho no pneu. Faça a calibragem a cada duas semanas pelo menos.
3. — Prefira veículos movidos a álcool ou os biocombustíveis. O álcool é uma fonte de energia renovável, ao contrário da gasolina, do diesel ou do gás.
4. — Em casa, substitua o ar-condicionado pelo ventilador.
5. — Não deixe muitos eletrodomésticos ligados ao mesmo tempo, principalmente se tiver mais de um para funções semelhantes, como geladeira e freezer.
6. — Troque as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, que consomem cerca de três vezes menos energia e ainda podem durar até dez vezes mais. Ajuda também na redução da conta de luz.
7. — Não deixe luzes ou equipamentos ligados. Configure o computador, por exemplo, para que desligue seu monitor quando estiver em espera.
8. — Evite imprimir ou utilizar papel. Dê preferência ao e-mail e sempre que possível use papel reciclado. Separe papéis e papelão para reciclagem quando for descartá-los.
9. — Separe os materiais recicláveis, pois isso, alem de reduzir a exploração de matéria-prima bruta, dispensa os gastos de energia e combustíveis fósseis no processo de fabricação e transporte.
10. — As árvores são importantes porque ajudam a absorver o CO2 da atmosfera, além de proporcionar sombra e amenizar a temperatura. Se plantadas perto de residências, por exemplo, elas ajudam a controlar o calor, que reduz o uso de condicionadores de ar ou ventiladores. Portanto, plante árvores!
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FONTE: Terra, meio ambiente
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Pesquisadores apresentaram nesta semana centro de Ya’an, na província de Sichuan, na China, 16 pandas que nasceram neste ano. A China vive em 2010 um “baby boom” de pandas. O centro Wolong, também em Sichuan, chegou a estabelecer um novo recorde de nascimentos, com 19 filhotes no ano.
Um dos símbolos da China, o panda sofre com a rápida urbanização e destruição do seu habitat, apesar do esforço dos centros de reprodução. A espécie aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Estima-se que existam 1,6 mil animais vivos na natureza.
Outro problema é a dificuldade de reprodução da espécie. Apesar dos investimentos e esforços dos centros especializados, as fêmeas tem normalmente apenas um filhote a cada dois ou três anos na natureza, sendo que dificuldade aumenta em cativeiro. Os especialistas conseguiram aumentar o número de nascimentos melhorando a dieta dos animais e com o uso de técnicas de inseminação artificial.
Por outro lado, se os esforços de reprodução em cativeiro começam a dar frutos, a introdução desses animais na vida selvagem tem se mostrado falha.
FONTE: Terra
Ilustração Maurício de Sousa.—
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No dia 9 de novembro foi noticiado que o governo egípcio está desafiando a natureza ao regar áreas desérticas com água reaproveitada para convertê-las em florestas. O sucesso da operação já arborizou uma superfície equivalente ao território do Panamá, na América Central. A diferença verificada após a intervenção humana é dramática: onde antes havia uma paisagem desértica e inóspita, agora há áreas verdes cobertas de árvores de alto valor econômico como álamos, papiros e eucaliptos.
Tudo isso foi possível graças à água. Esta é uma água especial, pois é re-aproveitamento da água que os80 milhões de egípcios poluem e desperdiçam todos os dias. Ironicamente, esta é a melhor opção para as chamadas “florestas feitas à mão”. “A água residual pode transformar o que não é fértil, como o deserto, em algo fértil, já que contém nitrogênio, micronutrientes e substâncias orgânicas ricas para a terra“, disse o professor do Instituto de Pesquisa de Solo, Água e Meio Ambiente Nabil Kandil, especializado na análise de terrenos desérticos adequados para florestamento.
A opinião é compartilhada pelo professor do Departamento de Pesquisa de Contaminação da Água, Hamdy el Awady, que até ressalta a superioridade das plantas regadas com água reaproveitada. “Esse tipo de água tem muito mais nutrientes do que a água tratada e, por isso, é uma fonte extra de nutrição que pode fazer com que as plantas resistentes aos climas hostis cresçam mais rápidas e tenham até olhas mais verdes“, explica El Awady.
Os dois professores sabem bem a importância de equilibrar a oferta e a demanda em um país que produz 7 milhões de m cúbicos de água residual ao ano e que, ao mesmo tempo, tem 95% de seu território coberto por desertos estéreis ou com pouca vegetação.
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Ao todo, há 34 florestas ao longo do país, localizadas em cidades como Ismailia e Sinai, no norte, e em regiões turísticas do sul, como Luxor e Assuã, num total de 71,4 mil km quadrados que equivalem à superfície total do Panamá. De acordo com o Governo egípcio, há outras dez florestas em processo de “construção”, em uma área de 18,6 mil quilômetros quadrados.
Os mais de 71 mil quilômetros quadrados de floresta plantados até agora são resultado das análises de solo, clima e água que possibilitaram a escolha das espécies de árvores capazes de sobreviverem em condições extremas. “A boa notícia é que as plantas são seletivas. São elas que selecionam a quantidade de água e os nutrientes necessários para sobreviver“, explica El Awady.
A maioria das espécies cultivadas até agora são árvores como álamos, papiros, casuarinas e eucaliptos, semeadas para responder à demanda de madeira do país, além plantas para produzir bicombustíveis como a jatrofa e a jojoba, e para fabricar óleo, como a colza, a soja e o girassol.
Para Kandil, estes resultados são a prova de que “o problema não é a terra, pois no Egito há de sobra, mas de onde extrair a água“. E obtê-la das estações de tratamento primário – onde são eliminados os poluentes sólidos – foi a saída mais barata, especialmente porque os sistemas de irrigação que transportam e bombeiam o líquido são os mesmos utilizados há anos pelos camponeses egípcios.
Apesar de esta água exigir precaução devido à presença de poluentes e os impactos da mudança no ecossistema para a biodiversidade sejam desconhecidos, o projeto, implementado pelo Ministério de Agricultura em parceria com o de Meio Ambiente, parece ter obtido sucesso.
De acordo com Kandil, as “florestas feitas à mão” não só combatem as secas, a desertificação e a erosão, mas “aproveitam a água residual, maximizam o benefício para os agricultores e satisfazem as necessidades de madeira do Egito, gerando benefícios econômicos para o país”, acrescenta.
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O uso sustentável dos recursos do solo e da água está diretamente ligado à segurança alimentar, saúde pública, e aos benefícios econômicos e sociais de um país. Em muitos casos, o efluente municipal tratado representa um importante recurso hídrico que poderia se constituir em um recurso valioso se adequada e eficazmente utilizado.
Por outro lado, o lançamento no solo de efluentes urbanos descontroladamente é uma das formas mais graves de poluição ambiental, e representa uma clara ameaça à saúde humana e ao desenvolvimento sustentável. Na maioria dos países de baixa renda em todo o mundo, os efluentes de esgoto normalmente são eliminados através de descargas diretas em canais locais, rios, lagos ou no mar, às vezes sem nenhum tratamento.
Portanto, enfrentar as ameaças de descontrole do despejo de esgoto tem sido uma prioridade desde 1995 com o Programa Global de Ação (GPA) para a Proteção do Ambiente Marinho de Atividades Terrestres.
O Egito produz um total estimado de 2,4 bilhões de metros cúbicos de águas residuais municipais a cada ano. O tratamento parcial desta grande quantidade custa para saneamento, 600 milhões libras egípcias (o equivalente de EUA $ 100 milhões) anualmente, ao governo. Além disso, o Egito tem cerca de 90% de sua área de terra deserto, e sofre de uma evidente falta de cobertura vegetal. A cobertura vegetal é necessária por razões ambientais (mudanças climáticas, desertificação), e as florestas por razões econômicas (O Egito importa madeira para a sua indústria [alor estimado: US$ 900 milhões/ano).
Até recentemente no Egito havia duas maneiras de lidar com o problema do esgoto: (a) a água de esgoto tratada era descarregada em terra deserta nas proximidades — o que constitui um alto risco de poluição do solo e da água subterrânea; (b) descarregamento do esgoto tratado no mar e lagoas costeiras, [diretamente ou indiretamente] através de vias navegáveis e canais de drenagem — também uma proposta de alto risco para a saúde e o meio ambiente marinho.
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No entanto, o Egito optou por uma abordagem inovadora para responder aos assustadores desafios ambientais que aumenta a proporção verde de sua área territorial. O governo egípcio, desde o início de 1990, introduziu um plano nacional de reutilização de águas residuais. Desenvolveu o estabelecimento florestas plantadas pelo homem, com árvores madeireiras. Essas florestas são irrigadas com água de esgoto tratada vinda de vários locais no deserto. O plano é de âmbito nacional e atualmente é empregado junto a algumas cidades de alta ou média densidades populacionais.
Experimentos de florestamento foram realizadas em vários locais, em planos pilotos baseados em diferentes solos, climas e condições ambientais. No momento, 13 florestas foram estabelecidas em diferentes áreas nas províncias de Ismailia, Menoufia, Gizé, Alexandria e Dakahlia, no Baixo Egito; e em Luxor, Assuã e Qena, no Alto Egito. Também focaram no deserto ocidental e no Sul do Sinai, com uma área total prevista de cerca de 6.000 Feddan (equivalente a cerca de 2700 hectares). As experiências-piloto realizadas até agora têm sido extremamente bem sucedidas, e mostraram resultados promissores, com inúmeros benefícios ambientais, econômicos e sociais.
Várias instituições e órgãos do governo estão à frente dos projetos: Ministério Egípcio de Estado para Assuntos Ambientais, Ministérios da Agricultura e reclamação de terras, Governo Local, Eletricidade, Recursos Hídricos e Irrigação. As comunidades locais e agricultores estiveram ativamente envolvidos nas diferentes fases da criação e da operação dessas florestas.
A abordagem egípcia tem a seguinte fórmula:
ÁGUAS DE RESÍDUOS + TERRA = ÁRVORES VERDES
Esta abordagem prática, além de lidar com os problemas de esgoto e com a desertificação – além dos óbvios benefícios econômicos — trata eficazmente de vários elementos importantes de desenvolvimento ambiental e sustentável:
– Redução das cargas poluentes para o ambiente marinho, costeiro e deserto
– Proteção dos habitats marítimos e costeiros e da biodiversidade.
– Aumento da disponibilidade de água para o desenvolvimento
– Redução das concentrações de CO2 na atmosfera
– Construir e melhorar a capacidade dos peritos locais e nacionais
– Utilização de abordagens inovadoras e eficazes na gestão municipal de águas residuais
– Chegada aos objetivos da GPA e do Plano de Ação Estratégica de Águas Residuais Municipais a nível nacional.
– Garantia de sustentabilidade a longo prazo através do uso da renda gerada a partir de madeira das florestas e dos projetos associados complementares.
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Este artigo é a edição, corte e tradução livre de de dois artigos:
Praça Paris, Rio de Janeirro. Foto: Ladyce West
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Ontem de manhã resolvemos fazer um passeio pela Praça Paris aqui no Rio de Janeiro para ver seu belíssimo chafariz que foi re-inaugurado pela prefeitura da cidade, depois de sete anos sem funcionar. Chegamos à praça e em vinte minutos o tempo passou de parcialmente encoberto para chuva forte de primavera. O céu azul por entre nuvens claras foi se encobrindo rapidamente. Mas mesmo assim valeu a pena o passeio.
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Praça Paris, RJ, ao fundo a estátua do Marechal Deodoro da Fonseca. Foto: Ladyce West.—
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Completamente reformado nas suas entranhas: o espelho d’água de 1600 metros quadrados foi totalmente esvaziado e o fundo limpo. Antigas rachaduras e infiltrações no revestimento interno do lago foram consertadas, assim como um novo quadro de comando foi instalado, paralelamente às novas bombas submersas. Outras quatro bombas submersas foram restauradas. Além disso, uma nova tubulação de jorro, que havia sido furtada, foi instalada. O jorro central voltou a atingir os 15 metros de altura como no passado.
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O espelho d’água da Praça Paris, que é uma das maiores praças públicas da cidade, é uma das atrações deste projeto da década de 20 do século passado, aqui no Rio de Janeiro. Inaugurada em 1929, esta praça foi urbanizada sobre um aterro, com terra vinda do antigo Morro do Castelo no centro da cidade. Terras do Morro do Castelo foram usadas desde 1921 para saneamento de diversos logradouros na cidade, pelo então prefeito Carlos Sampaio (1861-1930) — prefeito do Rio de Janeiro (Distrito Federal) de 1920 a 1922. Com a remoção do Morro do Castelo abriu-se espaço para a Exposição Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil. E o aterro — uma nesga da Baía de Guanabara — criou a área que mais tarde permitiu o projeto da Praça Paris. Uma outra extensão ao longo das margens da Lagoa Rodrigo de Freitas levou à construção da atual avenida Epitácio Pessoa. Suas terras também foram usadas para aterrar parte dos bairros da Urca e do Jardim Botânico.
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Praça Paris, RJ, linhas clássicas do jardim francês. Foto: Ladyce West.—
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A Praça Paris é considerada uma verdadeira jóia do urbanismo carioca. Foi construída durante o governo do Presidente Washington Luís, quando era prefeito do Rio de Janeiro (Distrito Federal) – 1926 a 1930 — o engenheiro Antônio Prado Júnior( 1880- 1955). O plano seguiu as regras do urbanista francês Donat-Alfred Agache (1875 – 1959), diplomado pela École des Beaux-Arts de Paris em 1905. Alfred Agache foi contratado em junho de 1927 mas só se estabeleceu na cidade no início de 1928, quando o aterro do Morro do Castelo na baía de Guanabara já estava praticamente completo.
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A praça tem muitos dos elementos do plano de Agache. Os caminhos são de terra, areia e cascalho finíssimo à moda francesa; há um grande número de esculturas no jardim e arbustos são mantidos com cortes formais como nos melhores topiários dos clássicos jardins franceses. O paisagismo também foi cuidadosamente elaborado, com uma carreira tripla ao redor de toda a praça de frondosas amendoeiras [Terminalia cattapa L.] que apesar de não serem originárias do Brasil – são originárias da Malásia– se adaptaram tão bem ao país nos últimos 400 a 500 anos que parecem nativas. Essas árvores, cujas sementes devem ter aportado às nossas costas nos cascos de navios portugueses, têm a característica de perderem suas folhas no inverno, depois delas se tornarem vermelho-acobreadas no outono, como acontece com muitas árvores de florestas decíduas das regiões temperadas do planeta. O resultado é uma forte associação ao outono francês, principalmente porque o mesmo ocorre com o Plátano Orientalis L. que é uma árvore comum no paisagismo europeu.
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Mantendo a afinidade com o urbanismo francês, quatro golfinhos fazem parte do complexo do chafariz central. Eles são cópias de golfinhos de chafarizes em Versalhes, na França, construídos sob a direção de André Le Nôtre ( França, 1613-1700). O trabalho de revitalização da Praça Paris inclui também a manutenção da iluminação e a limpeza do terreno. Vale a pena a visita.