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Lua Cheia… Céu de prata…
Há cordas em vibração…
E, baixinho, a serenata
nos embala o coração.
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(Ermelinda Amazonas de Almeida)
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Lua Cheia… Céu de prata…
Há cordas em vibração…
E, baixinho, a serenata
nos embala o coração.
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(Ermelinda Amazonas de Almeida)
Leitura à luz da lâmpada, 1973
Daniele Akmen (França, 1945)
acrílica sobre tela, 116 x 89 cm
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Nos momentos de alegria,
Ou nas horas de aflição,
O livro é um companheiro,
É um amigo, um irmão.
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(Walter Nieble de Freitas)
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A verdadeira Poesia
não se prende a nenhum laço:
na tristeza, ou na alegria,
ela ocupa o mesmo espaço.
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(Moysés Augusto Torres)
René Magritte ( Bélgica, 1898-1967)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
National Gallery of Art, Washignton DC
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O lavrador consciente,
Que sabe reflorestar,
Quando tomba uma floresta,
Planta outra em seu lugar!
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(Walter Nieble de Freitas)
Ilustração Ben Swift, in The Daily Mail, Inglaterra.–
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Na capa de trás de Tchick de Wolfgang Herrndorf, [Tordesilhas:2011] está impresso o comentário de Ijoma Mangold do Süddeutsche Zeitung, “Então está provado: dá para escrever histórias inteligentes e, ao mesmo tempo, muito engraçadas em alemão”. Exatamente o que pensei ao terminar a leitura dessa deliciosa aventura de dois meninos de quatorze anos em férias, no verão de 2010.
Wolfgang Herrndorf consegue captar exatamente como adolescentes pensam e em que tipo de aventuras conseguem se meter, nessa idade em que não se acham mais crianças, mas ainda não conhecem bem o mundo. Dá para entender porque este romance se tornou um best-seller na Alemanha, onde vendeu mais de 120.000 exemplares: é uma aventura pra lá de gostosa, que sabemos que vai acabar mal – na verdade o livro começa pela fim — de modo que sabemos desde o início que as aventuras desses dois meninos vão acabar na polícia; é narrada com um humor delicioso, contagiante e é repleto de personagens com boas qualidades, com boas intenções. No final é uma história que nos dá grande fé nos seres humanos, na sociedade e no futuro.
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Acompanhamos dois meninos que, depois de não terem sido convidados para a festa da gatíssima Tatjana, se encontram sozinhos. Mike Klingenberg e Tchick, colegas de escola, embarcam, então, numa série de aventuras, num carro “emprestado”, um velho e quase indestrutível Lada. Partem à procura de Valáquia [região sul da România], onde Tchick diz ter familiares. Mas sem mapas e sem meios seguros de navegação, parece difícil chegarem lá. É justamente o trajeto, a viagem, que se torna a própria aventura, e abre algumas janelas do mundo para ambos os adolescentes. Uma amizade inesperada se desenvolve entre esses dois rapazes que até o início das férias de verão não conseguiam se ver como amigos. Uma deliciosa série de aventuras, contadas com muito humor, sem pieguismos.
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Recomendo sem hesitação Tchick para jovens e adultos. Qualquer leitor terá garantidas muitas horas de prazer e entretenimento. E para os adultos esse texto trará de volta a lembrança de como pensa um jovem adolescente. Dois detalhes enriquecem esse volume: a excelente tradução de Cláudia Abeling, e a dinâmica capa de Kiko Farkas e Adriano Guarnieri/ Máquina Estúdio. Uma publicação esmerada que vale ouro!
Joaquim Figueira (Brasil, 1904-1943)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
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Hélio Pellegrino
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Quanto silêncio em tua raiz,
árvore, respiraste,
para chegar a ousar
a doçura que ousaste;
quanta nortada sacudiu,
na fúria rouca de águas bravas,
tua galharia, até que houvesse
esta flor calma em tua haste.
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Em: Minérios domados- poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993
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Hélio Pellegrino nasceu em Belo-Horizonte em 1924 e morreu no Rio de Janeiro em 1988. Cursou a faculdade de medicina em Belo Horizonte, mas terde vindo para o Rio de Janeiro com a família, inicia-se na psicanálise, que praticou por décadas ao mesmo tempo que se dedicava ao jornalismo. Teve também a oportunidade de desenvolver sua carreira de escritor e poeta.
Obras literária :
Poema do príncipe exilado, 1947
A burrice do demônio, 1988
Minérios Domados, 1993
Meditação de Natal, 2003
Lucidez embriagada, 2004
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Coloco aqui uma das muitas passagens evocativas da época de 1930, encontradas no romance de Ronaldo Wrobel, Traduzindo Hannah.
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“Os bairros do Rio de Janeiro eram tão diferentes uns dos outros que se tinha a impressão de cruzar continentes dentro de um bonde. Do Relógio da Glória para o sul, por exemplo, já não se viam as ruas abarrotadas e barulhentas do centro, com seus prédios encardidos e letreiros comerciais. No centro, a pressa não tinha hora; já no Flamengo, a hora não tinha pressa. O silêncio reinava nas ruas sombreadas por árvores onde senhoras puxavam seus cachorrinhos empertigados. Carrões deslizavam suavemente entre palacetes não raro ocupados por embaixadas e repartições de alto nível enquanto, nas praças, babás uniformizadas tomavam conta de suas crianças promissoras.
Max gostava de contemplar as palmeiras que ladeavam a rua Paissandu desde o Palácio Guanabara até a rua Marquês de Abrantes. Aqueles troncos esguios tinham visto coches com marquesas e barões, broches e tiaras antes que o automóvel infestasse a cidade e a monarquia brasileira se exilasse em museus. Pois as palmeiras da rua Paissandu não tinham se curvado à modernidade: nenhuma república saberia roubar sua altivez ou a nobreza daquelas folhagens que se abriam como asas soberanas. Perto dali ficava o campo do Fluminense com suas torcidas estrondosas. A cada gol os pássaros disparavam dos galhos em revoadas que adentravam a saleta onde Max descansava ao fim do dia, instalado em sua bergère, ao som da risonha criançada que as mães só tiravam da rua depois da Hora do Brasil. Então escolhia um Haydn ou Mozart, deixando a agulha da vitrola surtir seus melodiosos efeitos enquanto comia algo leve na mesa da copa. Puxava a manta depois das dez, lendo até adormecer no quarto de fundos, ninado pelos gatos vadios que, lá fora, se enroscavam na escuridão.
Dois andares, a nova casa de Max era grudada nas vizinhas feito irmã siamesa. Custara uma pechincha porque um velho muito velho estava para morrer e os filhos queriam apressar o negócio, tendo aceitado a oficina da Praça Onze como parte do pagamento. Inacreditável! O resto Max ia pagando mês a mês avalizado por ninguém menos que o Capitão Avelar. Perto da bergère, uma estante de jacarandá compunha com a mesa redonda deixada pelo antigo dono. Max comprou quatro cadeiras de palhinha e uma fruteira de porcelana portuguesa sempre cheia de maçãs, laranjas e bananas. Na cozinha mantinha as provisões de sal e açúcar que os vizinhos vinham-lhe pedir em cordiais incursões, para depois revisitá-lo com fatias de bolo ou pudim. Calçava chinelos para não arranhar o parquê bicolor nem estragar o tapete arraiolo em seu quarto. Agora, sim, Max tinha uma casa decente.”
Traduzindo Hannah, Ronaldo Wrobel, Rio de Janeiro, Record:2010, Pp- 151-2
A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, Rio de Janeiro, edição do autor:1950, capa e ilustrações de Joselito. 2ª edição
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Para quem, como eu, sempre teve um interesse na literatura e que trabalhou com as artes plásticas é surpreendente a falta de informação que temos quer nas bibliotecas, quer na internet, sobre ilustradores de livros brasileiros para crianças. Dentre eles há o ilustrador que se assina Joselito que, ao que eu saiba, ilustra pelo menos quatro obras de Vicente Guimarães [Vovô Felício]. Trabalhando em meados do século XX este artista gráfico, cujo nome não aparece em nenhum dos dicionários de artes plásticas de que disponho, tem um traço firme, elegante. E um colorido fascinante. Suas composições estão dentro dos parâmetros estéticos de pós-guerra. Joselito seria certamente merecedor de um estudo mais aprofundado, não só pelo seu trabalho mas também pela influência que exerceu sobre algumas gerações de crianças brasileiras que embalaram muitos de seus sonhos nos textos de Vicente Guimarães e nessas imagens. Suas mais famosas ilustrações, no mundo das crianças, talvez sejam as das aventuras de João Bolinha, de Vicente Guimarães. Abaixo seguem as ilustrações de página inteira do livro Princesinha do Castelo Vermelho. Há muitas outras ilustrações nesse livro, em preto e branco, que tenho esperanças de colocar mais tarde no blog. Espero que ao final, vocês concordem comigo sobre a necessidade de conhecermos melhor aqueles que tanto influenciaram gerações de brasileirinhos. Isso é válido também para outros ilustradores que tempo e espaço permitindo iremos conhecendo ao longo dos próximos anos…
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo 1
“Mireninha gostava imensamente dos animais e nunca os maltratava. Sua distração predileta consistia em ouvir o canto dos passarinhos no pomar.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo I
“A menina procurou o passarinho e foi encontrá-lo preso em grossa teia de aranha. Estava cansado de tanto debater com uma das asas. A outra emaranhara-se nos fios.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo II
“Quem teria rebentado? Ninguém sabia responder. Finalmente, acusaram a arrumadeira de quarto, que se chamava Amélia e era muuito amiga de Mireninha, a quem sempre contava lindas histórias.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo II
“Na varanda estava o papagaio, triste e mudo. Mireninha pegou a ave e começou a alisá-la:”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo III
“Todo dia a menina voltava à caverna da pedreira para palestrar com seus novos e encantadores amigos e com a linda fada que lhe dera o dom de compreender a linguagem dos bichos.”
–Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo III
“Com a chegada da lua, a menina mais enlevada ficou. Sentou-se nas grossas raízes de uma velha mangueira para descansar um pouco.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IV
” Uma tarde, ela estava jogando milho para as pombas, quando, de longe, veio vindo um pombo cinzento, grande, de pescoço grosso e topete. Pousou na cerca de arame e dali voou para o ombro da Princesinha.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IV
“Assim que a argola foi retirada, o pombo transformou-se em um belo jovem.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo V
“Quando esta, no dia seguinte, se acercou do lago, encontrou seus amigos, nadando, alvoroçados, de um lado para o outro.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo V
“Assim que ela chegou as águas moveram-se com mais força e delas emergiu um peixe grande, muito vermelho,com escamas douradas e linda coroa na cabeça. Era o rei dos peixinhos dourados.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VI
“O caçador chamava-se Saulo, porém era mais conhecido pela alcunha de ‘O moço da cara preta’.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VI
“Uma vez, eu e Mário, meu colega de escola, passávamos perto da chácara do avarento e vimos, dependurados nos galhos, lindas mangas madurinhas.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VII
” As águas do lago começarama subir, surgiram algumas bolhas e, em seguida, apareceu o rei dos peixes.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VII
“A fada bateu a varinha de condão, e apareceu uma linda carruagem, puxada por inúmeras parelhas de passarinhos verdes, de peito amarelo e topete vermelho.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VIII
“Ainda não havia penetrado no bosque, quando avistou, à beira do caminho,mpequeninas frutas vermelhas, que pareciam saborosas.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VIII
“Era uma grande onça malhada, estirada no chão, à sombra da velha gameleira.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IX
“Nisto, apareceu-lhe um morcego preto, trazendo no pé uma flor amarela.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IX
“A Fada apareceu e perguntou o que a menina desejava.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo X
“Do lago dos peixinhos dourados, ia a princesinha para o jardim, apreciar as flores.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo X
“O mais deslumbrante acontecimento do dia do casamento foi a manifestação dos passarinhos.”
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Aqui estão as vinte ilustrações — duas para cada capítulo — feitas por Joselito para esse livro. O texto em azul fui eu mesma que escolhi como significante para as imagens mostradas, mas no livro essas ilustrações coloridas são de página inteira e não têm nenhum texto ligado a elas. Há muitas outras ilustrações em preto e branco, também feitas por ele, com gosto e um bocado de humor. Vou postá-las numa outra ocasião.
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Christina Rossetti
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Navegam botes nos rios,
navios andam no mar,
mas que é mais belo que as nuvens
que se transformam no ar?
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Vejo pontes sobre os rios,
belas esteiras de aço;
mas que ponte mais bonita
você conhece, no espaço?
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Sete cores reunidas
formando bonito véu,
um arco misterioso
que serve de ponte ao céu.
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É uma estrada colorida
que aparece, de repente,
levando, da terra ao céu,
tudo que nossa alma sente!…
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Tradução e adaptação de Helena Pinto Vieira
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Em: O mundo da crianças, poemas e rimas, Rio de Janeiro, Editora Delta: 1975, volume 1, p. 156
Ipê amarelo, s/d
Paulo Gagarin (Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 41 x33 cm
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Banhado de sol e de ouro,
tanta é a beleza que encerra,
que o Ipê parece um tesouro
saído há pouco da terra!
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(Clóvis Brunelli)