Noite de Natal – Poema de P. de Petrus

10 12 2008

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Presépio, 1931

Cândido Portinari (Brasil 1903-1962)

Desenho a aquarela e nanquim sobre papel

36 x 57 cm

Coleção Particular

 

 

 

 

 

 

Noite de Natal

 

                                         P. de Petrus

 

 

Noite santa de esplendores,

Noite feliz e divina,

Em que os piedosos pastores

Dizem preces em surdina.

 

A voz dos anjos cantores,

Em suave coro se afina.

São cantos de mil amores

Que o Criador lhes ensina.

 

Vendo o presépio tão nobre.

O céu de estrelas se cobre,

Cobre-se a terra de luz.

 

E ante os olhos de Maria,

Cheios de amor e alegria,

Nasce o Menino Jesus…

 

 

Pedro Bandettini, cognome P. de Petrus (SP 1920 – SP 2000)

 

 

 

Obras:

 

Paisagens Poéticas, 1970

 

Pensamentos Poéticos , 1975

 

Meu Canteiro de Trovas, 1984

 

 ————-

 

CURIOSIDADE:

 

A aquarela selecionada para ilustrar este poema, foi imagem escolhida pelos Correios e Telégrafos do Brasil e impressa pela Casa da Moeda do Brasil, para selo de Natal do ano de 2002, no valor de R$0,45.

 

 

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O melhor amigo do homem é sensível!

9 12 2008
Quem é?  Ilustração MW Editora e ilustrações

Quem é? Ilustração MW Editora e ilustrações

 

Há tempos que não falamos sobre cachorros aqui neste espaço.  Mas estes amigos nossos estão sempre nos nossos pensamentos.  E é bom que assim seja, pois as mais recentes pesquisas sobre cães mostram-no como um animal muito sensível, que sente ciúmes, inveja e sofre quando se acha injustiçado. 

 

É da Inglaterra que vem a mais recente confirmação de que o cão sente ciúmes quando seu dono faz carinhos em outro cachorro, que não seja ele. Até agora este comportamento só havia sido encontrado entre chimpanzés e seres humanos.  Mas não só cachorros sentem ciúmes, cavalos também de acordo com as declarações feitas por Paul Morris, psicólogo da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, que chefiou uma pesquisa sobre o comportamento emocional dos cães e outros mamíferos.  A teoria foi testada também na Áustria, na Universidade de Viena com 33 cães.  O resultado da análise feita sobre tratamentos diferenciados entre cachorros mostrou claramente que cães sofrem quando se sentem injustiçados.  E o demonstram com o que chamamos para os humanos de resistência passiva, ou seja: eles hesitam seguir os comandos de seus donos, ou simplesmente recusam primeiro, para depois obedecer sem entusiasmo. 

 

Estas mais recentes pesquisas divulgadas na edição do dia 8 de novembro de 2008, no Sunday Times e reproduzidas pela CNN, complementam estudos sobre a linguagem corporal canina feitos na Itália, e publicados no jornal Dallas News, cujos resultados foram publicados há mais ou menos um ano. As observações italianas estabelecem meios de um claro reconhecimento do estado de felicidade ou infelicidade dos cães, através da posição na qual abanam seus rabos.  Estas descobertas feitas por Giorgio Vallortigara, neurologista da Universidade de Trieste e dois veterinários Angelo Quaranta e Marcello Siniscalchi, da Universidade de Bari conseguiram desvendar os sentimentos dos cães de acordo com o lado [direito ou esquerdo da linha dorsal] em que abanam seus rabos. 

 

Quando cães se sentem muito felizes com uma atividade, com uma atenção, abanam seus rabos tendendo para o lado direito, enquanto seus rabos se voltam para o lado esquerdo quando se sentem insatisfeitos, em desacordo com o que lhes é apresentado.  O resultado é que aparentemente os músculos do lado direito da cauda refletem emoções positivas, enquanto que os do lado esquerdo da cauda retratam emoções negativas.

 

 

 





Evitando acidentes — VII

8 12 2008

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Aceitar doces e balas de estranhos é perigoso,

mesmo que tudo pareça delicioso.





Imagem de leitura — Henrique Bernardelli

1 12 2008

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Interior com menina que lê, 1876-86

Henrique Bernardelli ( Brasil,  1858 – 1936)

óleo sobre tela, 95 cm x 73 cm

Museu de Arte de São Paulo

 

 

Henrique Bernardelli (Valparaíso, Chile 1858 – Rio de Janeiro RJ 1936). Pintor, desenhista, gravador, professor.  Chegou ao Brasil, com 2 anos de idade, no começo da década de 1860.  A família se estabeleceu no Rio Grande do Sul. Em 1867, transfere-se para o Rio de Janeiro. Três anos depois, matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, aluno de Zeferino da Costa (1840 – 1915), Agostinho da Motta (1824 – 1878) e Victor Meirelles (1832 – 1903). Viaja para a Itália em 1878. Em Roma, freqüenta o ateliê de Domenico Morelli (1826 – 1901) com quem estuda até 1886.  Volta ao Brasil no mesmo ano, realiza no Rio de Janeiro uma exposição individual que causa interesse e polêmica no meio local. São apresentadas, entre outras obras, Tarantela, 1886, Maternidade, 1878, Messalina, 1880, Modelo em Repouso, ca.1881 e Ao Meio Dia.

 

Leciona na Escola Nacional de Belas-Artes – Enba de 1891 a 1905, quando não aceita a renovação de seu contrato, alegando que a instituição precisa renovar seus quadros periodicamente. Juntamente com o irmão, passa a lecionar em um ateliê particular, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, onde estudam, entre outros, Lucílio  de Albuquerque (1877 – 1939) e Georgina de Albuquerque (1885 – 1962), Eugênio Latour (1874 – 1942), Helios Seelinger (1878 – 1965) e Arthur Timóteo da Costa (1882 – 1922).

 

Na década de 1890, realiza importantes trabalhos decorativos, como a pintura de painéis para o interior do Theatro Municipal, os painéis  O Domínio do Homem sobre as Forças da Natureza e A Luta pela Liberdade, para a Biblioteca Nacional , ambos no Rio de Janeiro, e para o Museu Paulista, em São Paulo. Merecem especial destaque os 22 medalhões em afresco que adornam a fachada do atual edifício do Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, expostos no Salão da Enba de 1916. Em 1931, diversos pintores insatisfeitos com o modelo de ensino da Enba organizam-se coletivamente criando um grupo voltado ao aprimoramento técnico e a reformulação do ensino artístico, dando-lhe o nome de Núcleo Bernardelli em homenagem aos professores Henrique e  seu irmão Rodolfo Bernardelli, escultor.

 





Sinfonia Cotidiana — poema de J. G. de Araújo Jorge

30 11 2008

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Menina com gato e piano, 1967

Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)

óleo sobre tela  62 x 51 cm

Coleção Particular

 

 

Sinfonia Cotidiana

 

 

A manhã surge

aos sons do Concerto n.° 1 de Grieg

no rádio madrugador do meu vizinho.

 

A tarde chega

acompanhada pelo Prelúdio n.° 24 de Chopin,

num piano sem lugar.

 

A madrugada se embala

com a música do mar.

 

 

J. G. de Araújo Jorge

 

 

Em: A outra face, Editora Vecchi:1957, Rio de Janeiro

 

 

José Guilherme de Araújo Jorge (AC 1914 – RJ 1987), conhecido como J. G. de Araújo Jorge, foi um poeta e político brasileiro.

 

 

 

 

Obras:

 

 

Meu Céu Interior, 1934 

Bazar De Ritmos, 1935 

Cântico Do Homem Prisioneiro, 1934

Amo!, 1938

Eterno Motivo, 1943

O Canto Da  Terra, 1947

Estrela Da Terra, 1947

Festa de Imagens, 1948

A Outra Face, 1949

Harpa Submersa, 1952

A Sós. . ., 1958

Concerto A 4 Mãos, 1959

Espera.. ., 1960

De Mãos Dadas, 1961

Canto A Friburgo, 1961

Cantiga Do Só, 1964

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

Quatro Damas, 1965

Mensagem, 1966 

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

O Poder Da Flor, 1969

Um Besouro Contra A Vidraça  PROSA, 1942

 Com Letra Minúscula- PROSA, 1961

 

 

 

 

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, ilustrador e caricaturista brasileiro.

 

 

Edvard Hagerup Grieg (Noruega 1843 – 1907) compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a Suíte Sinfónica Holberg, o concerto para piano e a Suíte Peer Gynt.

 

 

Frédéric Chopin (Polônia 1810 — 1849) foi um pianista grande músico e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.





Inscrições no ProUni para bolsas de estudo até o dia 12 de dezembro

29 11 2008
Mauricio de Sousa

Ilustração: Maurício de Sousa

 

O Programa Universidade para Todos (ProUni) oferecerá para o ano que vem (2009) cerca de 156 mil bolsas de estudo em instituições de ensino superior privadas. As inscrições já estão abertas e seguem até 12 de dezembro exclusivamente pela internet. Só nos quatro primeiros dias (de 24 a 27 de novembro) do prazo, 185 mil candidatos se inscreveram.

 

 O ProUni oferece 95.694 bolsas de estudos integrais para estudantes de baixa renda e outras 60.722 com 50% do valor da mensalidade custeado. As bolsas parciais — as que custeiam 50% do valor da mensalidade — podem ser pleiteadas por estudantes cuja renda per capita familiar é de até três salários mínimos. Já as bolsas integrais são restritas a alunos com renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa.

 

Os interessados em concorrer a uma bolsa de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni) podem se inscrever agora pelo do Ministério da Educação (www.mec.gov.br ).  O processo seletivo permitirá o ingresso em cursos de instituições particulares de educação superior no primeiro semestre de 2009. As inscrições podem ser feitas até 12 de dezembro.

 

Os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano, com média mínima de 45 pontos na prova objetiva e na redação. Além disso, é preciso ter cursado todo o Ensino Médio em escola pública ou, no caso de estabelecimento de ensino particular, na condição de bolsista integral.

 

O programa é aberto a estudantes que vão concluir o Ensino Médio em 2008 ou que concluíram essa etapa em anos anteriores.

 

Mais informações podem ser obtidas pelo site www.mec.gov.br  ou pelo telefone 0800.616161.

 

No momento da inscrição, o candidato precisa ter os números do Enem de 2008 e do CPF.  

Passe esta informação adiante!





Âmbar, insetos e algas no Cretáceo

28 11 2008

 

 

Foi no início deste ano que cientistas franceses conseguiram identificar mais de 350 fósseis de minúsculos animais que viveram nos tempos dos dinossauros, utilizando uma técnica que permitiu observar com detalhes, pela primeira vez, pedaços de âmbar completamente opacos.

 

O âmbar como se sabe é uma resina fóssil das árvores (principalmente pinheiros).  Esta resina tem a função de proteção à planta.  É uma espécie de arma contra a ação de  microorganismos e insetos predatórios ao seu ciclo de vida.  A produção da resina acontece por qualquer lesão, mesmo um simples ataque de insetos é suficiente para sua formação. A resina protege a árvore atuando como cicatrizante.  Tem propriedades anti-sépticas que também ambar2407protegem a árvore de doenças. O âmbar é a resina fóssil de árvores que viveram há milhões de anos em regiões de clima temperado. E que com o tempo transformaram-se  nesta massa, frequentemente denominada de pedra semi-preciosa, porque é usado como uma pedra preciosa, para fazer jóias ou objetos ornamentais, por exemplo, mas não é um mineral. 

Como insetos, de modo geral, são indicadores precisos de variações climáticas e ambientais, grande atenção tem sido dada ao estudo de insetos no período Cretáceo para melhor entendermos a ecologia da era.  O Cretácio foi o período muito importante para a evolução das plantas que dão flores.  Foi nesta época que elas cresceram e se multiplicaram muito.  E aí também que elas passam a depender de insetos polinizadores: abelhas, vespas, borboletas, mariposas e moscas.   Na verdade, 2/3 de todas as plantas que dão flores dependem de insetos para sua polinização.  Vale lembrar que insetos formam o grupo de animais mais numeroso da Terra. 

A análise de dois quilos de material retirado da região de Charentes, no cretaceous-insectsudoeste da França, revelou a presença de insetos, ácaros, aranhas e crustáceos que viveram há cerca de 100 milhões de anos, no período Cretáceo, que vem depois do período Jurássico da era Mesozóica e conhecido como o fim da “Era dos Dinossauros“.  Os primeiros fósseis de grande parte de pássaros, insetos e mamíferos são encontrados no Cretáceo.  Pequenos animais, minúsculos como eram estes encontrados na França, foram as grandes vítimas do âmbar, porque uma vez presos na resina, não teriam forças para se libertarem daquela consistência pegajosa.  Insetos maiores também era capturados mas acredita-se que pudessem sair da pasta melosa da resina com mais facilidade.

A pesquisa na França envolveu cientistas do Museu de História Natural de Paris e da Instalação Européia de Radiação por Síncrotron (ESRF, sigla em inglês) e foi feita por raios-X intensos: a única maneira pela qual se pode visualizar e estudar insetos tão pequeninos no âmbar.  Considerada uma pesquisa particularmente importante, os achados parecem dar apoio a uma  nova teoria sobre a causa da extinção dos dinossauros.  Uma teoria que sugere que os insetos possam ter tido um papel importante na extinção dos grandes répteis pré-históricos.

 

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Inseto Cretáceo, Austrália

 

Inicialmente, essa mudança teria dificultado a vida dos dinossauros vegetarianos e posteriormente, dos seus predadores.  Os vegetarianos morrendo, seus predadores teriam o mesmo fim por fome.

 

George e Roberta Poinar, sugerem que os dinossauros não foram extintos de maneira abrupta, mas que o seu fim foi gradual e teria levado milhões de anos.  Não estamos dizendo que os insetos tenham sido a única causa da extinção dos dinossauros; acreditamos, no entanto, que eles tenham tido papel importante, explica George Poinar.

 

 Fazendo uma reconstrução do ambiente hostil pré-histórico habitado por enxames de insetos encontrados na resina fossilizada do período Cretáceo em depósitos no Líbano, Canadá e Mianmar estes cientistas encontraram vermes intestinais e protozoários em excrementos fossilizados de dinossauros.  Análises mostraram então como insetos infectados com doenças como a malária, (Leishmania ) e outros parasitas intestinais poderiam ter provocado uma devastação lenta dos dinossauros.   Além disso, os insetos poderiam ter destruído a vegetação em geral, espalhando doenças na flora.

 

Em julho deste ano, cientistas do Instituto Geológico e de Mineração  da Espanha descobriram um depósito de âmbar contendo insetos do período Cretáceo, até agora desconhecidos e em “excelente” estado de conservação.  Estes exemplos foram coletados  nos arredores da caverna de El Soplao, na região da cidade de Rábago na Espanha.   

 

Os insetos foram aprisionados no âmbar há 110 milhões de anos, quando a região espanhola de Cantábria, no norte do país, estava inundada pelo mar e era repleta de lagoas cercadas por florestas de pinheiros.  Estas coníferas produziram a resina que ios capturou.  Descrita como uma das reservas de âmbar mais importantes da Europa, ou talvez do mundo os  responsáveis pelo achado – María Najarro, Enrique Peñalver e Idoia Rosales, explicaram que o local reúne um acúmulo “excepcional” de massas de âmbar.

 

 Além de pequenas vespas, moscas, aranhas, baratas e mosquitos, o âmbar de El Soplao preserva ainda uma teia de aranha diferente da encontrada em outra peça de âmbar, descoberta em Teruel e que atraiu grande interesse científico.  

 

Tudo indicava este ano já teríamos tido todas as mais interessantes novidades sobre

Libelula, Cretáceo Inferior, Brasil

Libelula, Cretáceo Inferior, Brasil

o Cretáceo com os estudos mencionados acima tanto na França quanto na Espanha.  Deixa que este mês mais uma descoberta, do Cretáceo e de seus pequeníssimos animais presos no âmbar fossilizado, foi revelada de novo na França em Charente.  Uma descoberta que puxa para trás por 20 milhões de anos o período em que um organismo, uma alga formada por uma única célula, aparece no planeta.   Os cientistas estão surpresos de terem encontrado, presa no âmbar estes micro organismos marinhos.   Como que eles foram parar lá, no meio das árvores?  

 

 

 

 De acordo com uma publicação do Proceedings of the National Academy of Sciences, nos EUA, este achado indicaria, de acordo com um os autores do artigo, Jean-Paul Saint Martin, um cientista do Museu de História Natural de Paris,  não só que esta floresta deveria estar muito próxima do oceano, assim como fortes ventos ou por enchentes durante uma tempestade, deveriam ter levado estes microscópicos seres para terra firme.

 

Este artigo foi parcialmente baseado na revista COSMOS.





Enxurrada — poema de Miguel Reale, para uso escolar

27 11 2008

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A Cidade dos Livros, 1983

François Schuiten (Bélgica, 1956)

Artista de história em quadrinhos

Esta ilustração de: As Cidades Obscuras.

 

Enxurrada

                       

 

                                   Miguel Reale

 

 

 

Batendo e espumejando na calçada,

Celeremente desce em remoinho

Ladeira abaixo a túrbida enxurrada.

 

Negra, arrastando os ramos encontrados,

Cada vez mais se engrossa encapelada

Arremessando aos bueiros com violência

Folhas e areia.  Sobre tal esteira

Cruza e prossegue em grande desalinho.

 

Assim os fortes levam na carreira

Os fracos, folhas mortas da existência

Que os preservam dos bueiros do caminho.

 

 

Miguel Reale (São Bento do Sapucaí, 6 de novembro de 1910 — São Paulo, 14 de abril de 2006) foi um filósofo, jurista, educador e poeta brasileiro.

 

São muitas as suas obras publicadas.  Vamos nos limitar a mencionar aqui suas obras literárias de poesia e prosa.

 

Obras:

 

Poemas do Amor e do Tempo (1965)

Poemas da Noite (1980)

Figuras da Inteligência Brasileira (1984)

Tempo Brasileiro (1997)

Sonetos da Verdade (1984)

Vida Oculta (1990)

Face Oculta de Euclides da Cunha (1993)

Das Letras à Filosofia (1998)

 





Evitando Acidentes VI

27 11 2008

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Muito cuidado com o gás.

Não mexa nos botões… jamais!





Imagem de leitura — Frank Weston Benson

26 11 2008

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O Para-sol Amarelo [Leitora], 1910

Frank Weston Benson (EUA, 1862-1951)

óleo sobre tela, 64 x 76 cm

Coleção Particular

Frank Weston Benson (EUA 1862 – 1951) foi um pintor estadunidense impressionista.  Nasceu em Salem, Massachusetts. Em 1879, aos 17 anos, começou a estudar na escola do Museu de Belas Artes em Boston sob a tutela de  Otto Grundmann.  Mais tarde foi para a Academia Julian em Paris.  Quando voltou para os EUA ensinou na escola onde começara seus estudos, no Museu de Belas Artes de Boston.   Excelente pintor, caracterizado pela bela reprodução de luz.  Ele também se dedicou à pintura e gravura onde um tema favorito eram os pássaros selvagens.