Viajando? Que livros levar?

11 04 2009

viajantes

 

Amigos me mandaram um link para um artigo do escritor Frank Bures, na Worldhum, onde ele fez uma provocadora lista para nos ajudar a selecionar os livros que devemos levar numa viagem, principalmente se esta é uma viagem longa e para terras estrangeiras.   Gente que lê mal pode imaginar não carregar um peso extra na mala para preencher com leitura não só as horas de espera nos aeroportos, como as horas passadas nos aviões, as horas em que se acorda no meio da noite por conta de diferentes fusos horários, assim como os minutos antes e depois de dormir.  Cada qual tem seu ritual, mas se você é um leitor provavelmente fica num marasmo em frente de sua mala feita, pensando no que levar para ler nos dias que se abrem numa viagem internacional.

 

Como gostei imensamente das razões explicitadas na lista do autor, coloco aqui, em linhas mais gerais sua maneira de selecionar os oito tipos de livros que devem fazer parte da lista de itens nas suas malas.  

 

 

Categoria I:

 

Escapismo:  Em geral são os livros que nos deixam confortáveis, envolvidos na trama, sem nos sentirmos ameaçados, tais como  uma boa ficção científica ou um bom livro de mistério.

 

Categoria II:

 

História:  Devemos conhecer pelo menos as linhas gerais da história do lugar que visitamos.  Isso certamente enriquece a nossa visita e nos faz entender melhor o que vemos.

 

Categoria III:

 

Guia:  Guias de turismo sempre nos ajudam na seleção do que ver e como fazê-lo.  É um guia.  Direciona.  E combinado com a Categoria II: história local, pode nos ser de grande serventia.

 

Categoria IV:

 

Literatura local: é sempre bom ler um livro que mostre a literatura local, para que se conheça valores ou guias culturais do lugar que visitamos.

 

 

Categoria V:

 

Antologia: uma antologia de contos, crônicas ou até mesmo de ensaios pode resolver muitos problemas, principalmente se a viagem é longa e a gente não sabe exatamente o que gostaríamos de ler em certos momentos.  A variedade de autores numa antologia nos dará a chance de sempre podermos encontrar um texto que nos apeteça num momento especial.

 

Categoria VI:  

 

Língua local: Sempre haverá um momento oportuno para usar uma palavra ou uma frase na língua local.  Livros de frases feitas na língua local são uma excelente ferramenta.  Há horas em que estas palavras podem fazer a diferença entre uma bem sucedida ida a um ponto turístico, ou fazer com que se evite no cardápio aquele marisco que nos dá alergia.  

 

Categoria VII: 

 

Saudades de casa: se a viagem é longa, certamente um livro que leve sua imaginação de volta à casa, à infância à cultura que você deixou para trás certamente terá um lugar especial para aquele momento em que a saudade bate.

 

Categoria VIII:  

 

Observações de viagem: Livros com observações de outros viajantes em terras estranhas podem aguçar a nossa sensibilidade a respeito do que estamos vendo de diferente e como estamos percebendo o mundo que nos cerca.  Muitos escritores famosos tiveram suas melhores páginas ao viajar e descrever o que viam.  Indiretamente eles podem ajudar na nossa própria maneira de observar aquilo que nos cerca.  





Boas Maneiras — I

11 04 2009

por-favor

Alguém vai sempre ajudar,

Se “por favor” você falar.





Mulher desenvolveu terceiro braço fantasma

10 04 2009

shivaSHIVA

 

 

 

Segredos da mente, segredos do cérebro:

 

 

 

 

Médicos da Suíça conseguiram comprovar a existência de um terceiro “braço fantasma” em uma mulher que sofreu um derrame. A paciente de 64 anos havia perdido as funções de seu braço esquerdo após o acidente cerebral. Mas poucos dias depois, ela desenvolveu um “terceiro membro”, que ela dizia enxergar e usar para tocar objetos e até coçar o braço direito.

 

Usando exames de ressonância magnética, especialistas do Hospital Universitário de Genebra confirmaram que o cérebro da mulher emitia comandos ao “braço fantasma” e reconhecia suas ações.

 

Raro

A paciente diz que seu novo membro fica à sua esquerda e tem uma cor de leite, “quase transparente”. Segundo o neurologista Asaid Khateb, chefe da equipe que analisou as imagens cerebrais, trata-se de um caso extremamente raro em que o paciente não somente sente o membro imaginário, como também o enxerga e o movimenta voluntariamente.

 

O médico disse ainda que esta é a primeira vez que se mede a atividade cerebral a partir do contato com um membro fantasma. O fenômeno do membro fantasma está normalmente associado com pessoas que sofreram amputação. Segundo cientistas, entre 50% e 80% delas descrevem sensações de tato e dor na parte retirada.

 

As descobertas da equipe foram divulgadas na revista especializada Anais da Neurologia.

 

 

 

 

 

FONTE: Portal Terra





Anjo da Guarda — poema infantil de Emílio Moura

10 04 2009

vaso-com-dragao-gary-michael

Vaso chinês com dragão, pintura de Gary Michaels.

 

 

 

 

 

Anjo da Guarda

 

Emílio Moura

 

 

Dentro da sala meio escura

o Dragão salta do vaso.

Nenhuma espada em minha mão.

 

 

O tapete foge, o teto estica-se.

 

 

“ – Dorme, dorme, meu filhinho…”

 

 

Quem é que pega o Monstro

E prega o Monstro no vaso?

 

 

Alguém está pegando o Monstro…

 

 

 

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL: 1961

 

 

 

Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902, Dores do Indaiá—28 de setembro de 1971, Belo Horizonte) foi um professor universitário, poeta modernista e redator dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também um dos fundadores da FACE-UFMG, onde lecionou e da qual foi o primeiro reitor.

 

 

Obras:

 

Ingenuidade (1931)

Canto da hora amarga (1936)

Cancioneiro (1945)

O espelho e a musa (1949)

O instante e o eterno (1953)

A casa (1961)

50 Poemas escolhidos pelo autor (1961)

Itinerário Poético (1969)

 

 

 





Imagem de leitura — Boris Mikhailovich Lavrenko

10 04 2009

boris-mikhailovich-lavrenko-1920-2001-russia-a-leitora-na-casa-de-campo-1950

Leitora em sua casa de campo, 1950

Boris Mikhailovich Lavrenko (Rússia, 1920-2000)

Óleo sobre tela

 

 

 

 

 

 

Boris Mikhailovich Lavrenko, (1920-2000), nasceu em Rostov-on-Don em 1920, onde estudou na Escola de Belas artes de 1936 a 1940.  Voltou aos estudos no Instituto Repin de 1946 a 1952 e mais tarde de 1952 a 1957 dedicou-se à pintura na Academia Russa de Artes em Leningrado, hoje São Petersburgo.  Foi aluno de Michail Avilov, Ivan Stepashkin, Piotr Belousov e Boris Ioganson.  Começou a expor em 1952.  Um pintor generalista, famoso por seus retratos, pinturas de gênero, paisagens e naturezas-mortas: um mestre do impressionismo russo.

 

 





Caixa de Kioto — vencedora do concurso idéias verdes!

10 04 2009

osol

 

 

 

 

 

 

 

Um fogão solar bastante barato ganhou o primeiro prêmio num concurso de idéias verdes.   Com o nome de A Caixa de Kioto este fogão é fabricado a partir de papelão e pode ser usado para ferver água, para esterilização de instrumentos ou para assar alimentos.  O  inventor, morador do Quênia, tem a esperança de poder fazer o cozimento solar difundido no mundo inteiro e principalmente através dos países em desenvolvimento, suplantando o uso da madeira que está levando ao desmatamento global.

 

Organizado pela ONG Fórum Para o Futuro, fundada por Jonathan Porritt para fomentar idéias que ajudem ao crescimento sustentável, o concurso teve como objetivo apoiar idéias que possam ser viáveis.  Também idéias que reduzam as emissões de gases de estufa e que não conseguiram obter interesse no mundo corporativo.

 

 

 

 

 

 fogao-de-kioto

 

 

 

Este fogão é feito com duas caixas de papelão, que usam tinta preta e tiras refletoras para maximizar a absorção da energia solar.  Cobrindo a panela com uma tampa transparente calor e água são retidos enquanto a temperatura pode chegar pelo menos a 80°C.  A idéia de cozinhar usando os raios do sol tem sido uma constante há muitos séculos, mas só agora parece ter surgido com bastante eficiência, tanto que algumas organizações, incluindo Fogões Solares Internacional, já estão apoiando sua fabricação e distribuição no mundo em desenvolvimento.

 

O que impressionou os juízes sobre a Caixa de Kioto foi seu potencial de produção.  Será possível fabricar este “novo fogão” em massa.   Qualquer fábrica de papelão já existente poderá com poucos ajustes fazer milhares e milhares de fogões/panelas a cada mês.

 





Ser feliz é …

9 04 2009

ver-no-prazer-do-trabalho-um-verdadeiro-lazer





Resgatando o DNA de insetos em museus, mas sem destruição….

9 04 2009

inseto1

 

 

 

 

 

O DNA antigo pode ser uma ótima ferramenta para o estudo da evolução, da diversidade e de outros assuntos, mas sua obtenção pode ser complicada. Quando os antigos organismos são insetos pequenos, a retirada de um pouco de DNA pode significar a destruição total ou parcial deles. Agora, uma equipe de cientistas mostrou que é possível extrair DNA de um espécime de inseto de quase 200 anos, sem destruí-lo. Eles colocam os insetos de molho.

 

Eske Willerslev e Philip Francis Thomsen, do Centro de Genética e Ambientes Antigos, do Museu de História Natural da Universidade de Copenhage,  e colegas usaram uma solução chamada tampão de digestão, cuja receita havia sido previamente desenvolvida.  O processo de obtenção do DNA teve sucesso não só com macrofossils siberianos de até 26.000 anos de idade, como também com besouros secos, exemplares de acervo de museus,  espécimes de até 188 anos.  Isto revela que o método tem um grande potencial para a investigação do DNA.  Vinte espécimes de besouro de museus, os mais antigos datados de 1820, foram imersos na solução por 16 horas e então retirados e secados, com seus exoesqueletos e outras características intactos. Os ácidos nucléicos na solução restante foram separados.

 

Apesar da enorme diversidade demonstrada entre os insetos, este grupo é,  em geral, quase sempre negligenciado nos estudos de DNA.  Estes tendem a se concentrar principalmente em vertebrados e plantas.  Menos estudados ainda são os micróbios.  Este processo se anuncia então como uma excelente e poderosa ferramenta que poderá vir a testar muitas hipóteses em biologia, pelo estudo mais detalhado do DNA destes seres até hoje relegados a um segundo plano.

 

Até então, uma das maiores limitações para o estudo do DNA de antigos espécimes de insetos era a destruição dos elementos morfológicos da amostra,  quando o antigo processo se fazia inevitável.  Obviamente, este é um problema relacionado com  o DNA de muitas fontes, mas é de particular preocupação com as pequenas amostras, tais como insetos.  Até hoje, a maioria dos antigos estudos genéticos sobre insetos foi vítima desses métodos de amostragem destrutivos.  Os resultados obtidos com o método não-destrutivo na amostragem deste estudo sugerem que a destruição de espécimes já não se fará necessária.   A utilização de modelos históricos encontrados em museus tem importantes aplicações em estudos genéticos da população, onde espécimes poderão revelar antigas estruturas genéticas até agora indetectáveis.  Enquanto que o estudo dos macro fosseis poderão trazer dados de potencial valor para melhor compreensão de ecossistemas e mudanças climáticas.

 

 

 

 

banho-quimico

 

 

 

Em um artigo no periódico online de acesso livre PLoS ONE, os pesquisadores relatam que todos os 20 espécimes produziram seqüências de DNA mitocondrial utilizáveis. Acredita-se que o tampão de digestão penetre nos exoesqueletos através da boca, dos orifícios respiratórios e de outras características anatômicas, e através dos orifícios feitos quando os espécimes são fixados para exibições.

 

A técnica teve menos êxito com restos de besouros mais antigos – congelados no permafrost por dezenas de milhares de anos. Apenas três das 14 amostras produziram DNA utilizável. Mas os pesquisadores tiveram mais sucesso com sedimentos não-congelados e menos antigos de uma caverna – com cerca de 1,8 a 3 mil anos de idade. Eles obtiveram seqüências de DNA de um besouro e uma mariposa ou borboleta.

 

 

 

 

 

 

Outras entradas neste blog que tratam de insetos:

 

NOVAS DESCOBERTAS:  Nova Guiné

 

 

 

PALEONTOLOGIA: Monstro, Insetos no Cretáceo

 

 

 

TEXTO LITERÁRIO: Coelho Neto

 

 

POESIA,  Manoel de Barros- um cachorro vira-lata; Olavo Bilac — As formigas

 

 

 

 

 

 





Súplica, poeminha de Martins d’Alvarez

9 04 2009

passarinhos-andorinhas-na-primavera

Andorinhas na primavera, aquarela chinesa.

 

 

Súplica

 

                        Martins d’Alvarez

 

 

Saudade, minha amiguinha,

procura aquela andorinha

que o meu caminho cortou.

Pede à avezinha erradia

que me devolva a alegria

que ela me ofertou um dia

e no outro dia tomou!

 

 

 

 

Em: Poesia do cotidiano, Fortaleza, Ceará, Editora Clã: 1977

 

 

 

José Martins D’Alvarez   (CE 1904)  Poeta, romancista, jornalista, diplomado em Farmacia e Odontologia, professor, membro da Academia Cearense de Letras. Nasceu na cidade de Barbalha, Estado do Ceara, em 14 de setembro de 1904.  Filho de Antonio Martins de Jesus a de Antonia Leite da Cruz Martins. Fez os estudos primários na sua cidade natal, os secundários, no Liceu do Ceará.  Depois de formado em Odontologia. Transferiu em 1938 sua residência para o Rio de Janeiro, onde exerceu, além de atividades na imprensa, atividades no magistério superior.

 

 

 

Obras:

 

“Choro verde: a ronda das horas verdes”, 1930 (versos).

“Quarta-feira de cinzas”, 1932 (novela).

 “Vitral”, 1934 (poemas).

“Morro do moinho” 1937 (romance)

“O Norte Canta”, 1941 (poesia popular).

“No Mundo da Lua”, 1942 (poesia para crianças).

“Chama infinita, 1949 (poesias)

“O nordeste que o sul não conhece 1953 (ensaio)

“Ritmos e legendas” 1959 (poesias escolhidas)

“Roteiro sentimental: geopolítica do Brasil” 1967 (poesias escolhidas)

“Poesia do cotidiano”, 1977 (poesias)

 

 

 

 

Outros poemas de Martins d’Alvarez neste blog:

 

 

ANJO BOM ; AMIGOS ; JOÃO E MARIA

 

 





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

8 04 2009

dsc05687

Não só lendo, mas comentando…   Calçadão de Copacabana.