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Jovem lendo,ilustração de Joseph Christian Leyendecker.
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Ante a investida do mar,
no seu vaivém tão constante,
penso na vida a passar,
um vai-sem vem incessante.
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(Margarida Ottoni)
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Jovem lendo,ilustração de Joseph Christian Leyendecker.–
Ante a investida do mar,
no seu vaivém tão constante,
penso na vida a passar,
um vai-sem vem incessante.
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(Margarida Ottoni)
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Alexander M. Rossi (Inglaterra, 1840-1916)
óleo sobre tela, 60 x 90 cm
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Hoje me diverti bastante com a leitura do artigo de Mário Sérgio Conti em sua coluna do jornal O Globo: 🙂 :O 😉 😦 [ isso mesmo, o título eram carinhas, que na versão digital do mesmo jornal chamou-se Máscaras em série] sobre o uso da vírgula, do ponto e vírgula, dos dois pontos e até mesmo das reticências.
Eu me diverti e fui obrigada a refletir: sinto saudades do bom uso desses importantes ajudantes do escritor. São os formadores do sentido de um texto. Quando usados, andam mal usados. Eu, por acaso, gosto de vírgulas. Gosto, porque me delicia dar uma pausa ao leitor. Talvez seja uma atitude um pouco autocrática, imaginar que controlo o leitor: como e quando ele deve respirar. Mas, que seja, afinal o texto é meu. E dar aquele tempo para enfatizar a ideia anterior, não tem preço. Pausa é uma coisa séria: os comediantes sabem… Uma pausa, no lugar errado, pode matar uma piada. Pode dar um sentido diferente ao que dizemos.
Infelizmente, como explica Mário Sérgio Conti, estamos sofrendo com a falta desses apetrechos. Começamos a sofrer quando a imprensa precisou, nas palavras de Conti, “almejar um público amplo e de educação desniveada”. Adiconaria também às causas do desaparecimento do ponto e vírgula, a economia de papel. Pontos, vírgulas e demais sinais de texto comem papel. Minhas esperanças são duas: que a educação esteja mais nivelada, para cima, e já permita que tragamos de volta a pontuação ao texto; e que o mundo digital, onde não temos mais o uso do papel, nos traga o presente de fazer possível o retorno desses grandes amigos da escrita. Mesmo que nossos textos tenham que ser de pequena monta, de poucas palavras, para não cansar o leitor desacostumado a pausar para pensar; que esses sinais voltem a fazer parte do nosso dia a dia. Os pensamentos são, em geral, mais significativos com a pausa, a ponderação, o matutar… Perde quem não honra essas frações do minuto indicadas pelo escritor.
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Natureza morta: uvas e peras, 1969
J. U. Campos (Brasil, 1903-1972)
[Jurandir Ubirajara Campos]
óleo sobre eucatex, 70 x 90 cm
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Um chuvisco no palácio dos sonhos, ilustração de L. Kristoff.
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A palavra China, que descreve o país do Extremo Oriente, provavelmente deriva do nome de uma dinastia, a dinastia Qin, cuja pronúncia seria “chin”. O primeiro imperador dessa dinastia foi Qin Shi Huang (260-210 a.C.). Foi durante esta dinastia que a China foi unificada pela primeira vez em 221 a.C. e foi aí que começou o período imperial chinês que durou até o ano 1912 da nossa era; ou 2100 anos.
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Desconheço a autoria dessa ilustração. Se você conhece o autor, me diga. Obrigada.–
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Vinicius de Moraes
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Onde vais, elefantinho
Correndo pelo caminho
Assim tão desconsolado?
Andas perdido, bichinho
Espetaste o pé no espinho
Que sentes, pobre coitado?
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– Estou com um medo danado
Encontrei um passarinho!
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Em: A arca de Noé:poemas infantis, Vinícius de Moraes, Companhia das Letrinhas, São Paulo:1991
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Dizem que a famosa bailarina norte-americana Isadora Duncan, grande apreciadora da obra de George Bernard Shaw, uma vez escreveu para esse escritor irlandês dizendo que, pelos princípios da eugenia, eles dois deveriam ter um filho juntos.
— “Pense!”, disse ela entusiasmada,”com o meu corpo e o seu cérebro, que maravilha esse filho não seria!”
George Bernard Shaw não demorou a responder:
— “Sim. Mas… e se nascesse com o meu corpo e o seu cérebro?”
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Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)
óleo sobre tela, 36 x 25 cm