A gente nunca está só, poesia de Adelmar Tavares

24 02 2014

menina no lago, Martta Wendelin (Finlandia)Menina no lago, ilustração de Martta Wendelin.

A gente nunca está só

Adelmar Tavares

A gente nunca está só.

Ou se está com uma saudade

De um sonho desfeito em pó;

Ou se está com uma esperança

De nova felicidade

No coração que não cansa…

Sempre uma sombra com a gente,

Constantemente,

Uma sombra… Boa… ou má…

Só é que nunca se está.

Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 59





Imagem de leitura — Christine Reilly

24 02 2014

Luxembourg Gardens 49x59cm Oil & Acrylic FramedJardim de Luxemburgo, Paris, 2012

Christine Reilly (Austrália, contemporânea)

óleo e acrílica sobre tela, 49 x 59 cm

www.christinereillyartist.com

Christine Reilly, pintora australiana contemporânea, com experiência de galerista.  Além de pintura, dedica-se também à gravura e a ilustração para cartões,  à pintura de gênero e paisagens urbanas.





Quanto vale um manuscrito medieval de medicina?

18 02 2014

almanac-topPagina do almanaque comprado pela Biblioteca Wellcome.

Quanto vale um manuscrito medieval de medicina?  100.000 libras esterlinas  aproximadamente R$ 400.000, hoje.

No finalzinho do ano passado, depois do Natal de 2013, a Wellcome Library, biblioteca londrina, especializada na história da medicina,  pagou exatamente essa quantia pelo pequeno almanaque médico medieval. Este volume tem um história interessante além da páginas decoradas à mão. Pertenceu a excêntrica poeta e crítica literária Edith Sitwell.  O almanaque é um calendário combinado a mapa astrológico e também a um  livro de medicina.  E cabe na palma de uma mão.

Nessa época era comum associar-se os signos do zodíaco ao corpo humano.  Na verdade até o final do século XVI médicos anotavam regularmente a posição dos signos, e a fase da lua quando atendiam a seus pacientes.

Medical almanacO mapa do corpo humano ilustrado no manuscrito da Biblioteca Wellcome, em Londres.

Por ter uma função específica, auxiliar o médico em sua tarefa de cura, o almanaque de medicina  era em geral muito manuseado. Além disso muitos deles eram presos ao cinto ou à sacola do médico que o levava para atender seus pacientes.  Por isso mesmo poucos restam da época medieval. Este manuscrito é do século XV.  Só 30 desses almanaques são conhecidos dessa época.  Excepcionalmente, este era um objeto de luxo, iluminado com cores ricas e folha de ouro, e encadernado em brocado de seda.

Não se conhece a história do proprietário original desse manuscrito e nem mesmo de como ele conseguiu chegar em tão boas condições até 1940, quando foi dado de presente à Edith Sitwell. São 600 anos de mistério.  Mas agora ele estará ao alcance do público numa biblioteca especializada.

FONTE: The Guardian





900 anos para um recado de amor!

17 02 2014

hogar1

Uma mensagem Viking finalmente foi desvendada.  Criptologistas da Universidade de Oslo chegaram à conclusão de que na frase gravada em um pedaço de madeira tinha a mensagem “Beija-me”, segundo informações do jornal Huffington Post. Depois de muito sono perdido, os cientistas conseguiram entender a mensagem amorosa que demorou quase um milênio para ser decifrada, escrita em código jötunvillur, que remonta à Escandinávia anterior ao século IX.

oslomebeijareproducaoFoto: Jonas Nordby, Bode Museum, na Alemanha, e  Sigtuna Museum, na Suécia.

O código jötunvillur já foi encontrado em mais de oitenta inscrições dos povos nórdicos primitivos, e intrigou os runologistas (criptologistas que estudam o alfabeto viking). No entanto, o runologista da Universidade de Oslo Jonas Norby finalmente conseguiu “unir os pontos” fazendo comparações com outras mensagens escritas no código e chegou à mensagem de amor.

Fonte: TERRA





Fim do horário de verão!

16 02 2014

soneca 15Anjinho dorme,Ilustração de Maurício de Sousa

Fim do horário de verão.  Atrase o seu relógio, uma hora.  Pode aproveitar para dormir mais um pouquinho!  Bom domingo!





Perucas: a vaidade dos homens não é de hoje!

14 02 2014

117375-004-F79CE7D4Retrato do rei Luis XIV, c. 1655

Charles Le Brun (França, 1619-1690)

óleo sobre tela,

Museu do Louvre

Quando pensamos em porta-bandeiras de escolas de samba, no Carnaval carioca, imaginamos um casal em roupagem do século XVIII, ambos usando perucas brancas. Em geral, o século XVIII é associado às perucas.  Mas esquecemos que elas eram usadas ​​principalmente por  homens.

As perucas foram introduzidas na corte francesa, no século XVII, quando o rei Luís XIII da França (1610-1643), que tinha deixado seu próprio cabelo crescer em longos cachos, começou a ficar careca, muito cedo ainda com 23 anos de idade.

Os cortesãos logo, logo imitaram a moda, usando perucas que se assemelhassem às do rei da França.  E com isso estabeleceram uma moda que se espalhou para além das fronteiras francesas, atravessou o Canal da Mancha e se estabeleceu na Inglaterra durante o período da Restauração de Charles II (1660s-80s).

As perucas usadas por Luís XIV da França, que tinham bastante cabelo próximo aos ombros, precisavam do cabelo de aproximadamente dez cabeças para completar uma única peruca. O custo dessas perucas era considerável.  E o uso diário de uma peruca bem cheia como as do rei era  proibitivo.  Mas os homens precisavam ter muito cuidado para não perder as perucas e, sobretudo para evitar que elas fossem roubadas.  Havia golpes típicos a homens andando na rua: um ladrão distraía o portador da peruca enquanto outro passava rapidinho e arrancava a peruca e saía correndo.

Com o passar do tempo diferentes estilos de peruca começaram a ser associados com diferentes profissões.  E o uso da peruca passou a ser norma para os homens das classes alta e média.

A peruca masculina tornou-se um grande negócio, no século XVIII. Não era mais uma afetação aristocrática, ou usada apenas por determinados grupos profissionais não-aristocráticos, como juízes, advogados e clérigos.  A peruca não se limitava aos homens na cidade, mas se espalhou pelas aldeias e vilarejos.  Cada cidade passou a ter um ou mais mestres peruqueiros.

 

 Em compensação, as mulheres do século XVIII raramente usavam perucas inteiras.





Multidão, poesia de Armindo Rodrigues

12 02 2014

beryl cook, tenerife daysDias em Tenerife, 2004

Beryl Cook (Inglaterra, 1926-2008)

silkscreen, 61 x 56cm

Multidão

Armindo Rodrigues

Esta gente que vai e vem,

de cá para lá,

de lá para cá,

que se cruza comigo,

que esbarra comigo,

que tem com certeza

os seus dramas iguais aos meus,

as suas esperanças iguais à minhas,

não sabe nada da minha vida,

nem eu sei dos seus segredos.

Cada um segue absorto em si

como se fosse de olhos fechados

e não tivesse as mãos para dar

a outras mãos desamparadas.

Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 52





Palavras para lembrar — Francis De Croisset

11 02 2014

Carlos Cosme JimenezLeitora na praia, 2003

Carlos Cosme Jimenez (Espanha, contemporâneo)

óleo sobre tela, 100 x 81 cm

“A leitura é a viagem dos que não podem pegar o trem.”

Francis De Croisset (1877-1937)





Nossas cidades — Vitória

10 02 2014

INIMÁdePaula(1918-1999)BairroVilaRubim,Vitória,1998,ost,65x81Bairro Vila Rubim, Vitória, 1998

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 65 x 81 cm





Imagem de leitura — Arvid Frederick Nyholm

10 02 2014

Arvid Frederick Nyholm (Suécia, 1866-1927)Sem título

Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)

óleo sobre tela

Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)