Trova da aurora

5 10 2016

 

 

canto do passarinhoChico Bento ouve o canto dos passarinhos © Maurício de Sousa

 

 

Trinam pássaros nos galhos,

a brisa é leve e sombria;

a aurora sobre os orvalhos,

abre as cortinas do dia.

 

 

(Manoel Cavalcante de Souza Castro)

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Na boca do povo: escolha de provérbio popular

1 10 2016

 

 

amor-13Chico Bento e Rosinha ao por do sol, © Maurício de Sousa.

 

 

“O amanhã é sempre outro dia.”

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Esmerado: Relógio francês, 1807

30 09 2016

 

 

kunsthandel_michael_nolte_artfinding_pendule_das_studium_der_astronomie_12247404797379O estudo da astronomia, 1807

França, Império, fabricante: Claude Galle

Relógio pêndulo, bronze dourado, mármore verde-mar

movimento de oito dias

Sino marca hora e meia hora.

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Trova do foguete

10 09 2016

 

 

 

tomem seus lugaresProfessor Pardal pronto para decolar, © Walt Disney

 

 

 

Pra que foguete, pra quê?

Pra ir à lua distante?

Eu, quando beijo você,

não subo aos céus num instante?

 

(Wilson Montemór)

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Palavras para lembrar — Mark Twain

3 09 2016

 

 

Hans van Meegeren (holandaa, 1880-89-1947) Retratro de Paulina Viola de Boer, 1944. Ost, . 115 x 117 cm Retrato de Paulina Viola de Boer, 1944

Hans van Meegeren (Holanda, 1889 -1947)

óleo sobre tela, 115 x 117 cm

 

 

“Meus livros são água; as obras dos grandes gênios são vinho — todo mundo bebe água.”

 

 

Mark Twain





Trova para o cansaço da vida

16 08 2016

 

 

pensando na vidaPiteco pensando na vida © Maurício de Sousa

 

 

Da vida ao brando balanço

diz o malandro, folgado:

— Se a morte é mesmo descanso,

prefiro viver cansado.

 

 

(Maia D’Athayde)

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Receitas e outras interrupções irrelevantes na literatura

14 08 2016

 

 

 

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Moda? Tendência?  Já notou como está na moda a sequência de notas totalmente irrelevantes ao desenvolvimento de uma narrativa, no meio de um texto?  Digamos um romance?  Não consigo imaginar a razão desse fenômeno.  Há alguns anos parecia uma característica de um ou outro escritor, mas agora, talvez por coincidência, parece que estou rodeada desses textos.  Nessas férias li dois livros seguidos com interrupções da narrativa para a apresentação de receitas culinárias.  Para quê?  Para parecer mais real?  Por que tenho que ler como se faz um risoto de aspargos quando os personagens de A delicadeza, de David Foenkinos, estão num restaurante conversando sobre outras coisas, não relacionadas à culinária?  Por que de repente me encontro com a receita do prato que eles pediram para o garçom?  Por que  isso é relevante?   Por que gastar a energia e a atenção do leitor quando esse detalhe não terá nenhuma relevância na história?

O mesmo ocorre com o recém-lançado Etta e Otto e Russell e James de Emma Hooper,  onde de repente, na página 54, não é suficiente sabermos que “Otto pegou  um cartão da seção de café da manhã/lanches” – e fez pãezinhos de acordo com a receita que encontrou.  Não.  Temos que gastar o nosso tempo de leitura com toda a receita, verbatim, de Pãezinhos de canela, para  logo em seguida, na página 56, sermos apresentados à receita de Testar o fermento, para os referidos pãezinhos.  Nada além disso irá acontecer a respeito desses pães.  Ninguém vira padeiro, ninguém é envenenado.  É uma aparição gratuita.

Não se trata em nenhum desses casos da história de um personagem envolvido numa cozinha, cozinheiro, ajudante de cozinha, ou alguém num programa de televisão de culinária.  Não.  São personagens com outras profissões. Com outros problemas. Não se trata de obras como A festa de Babette,  filme de 1987, onde o próprio fazer de uma refeição é o ponto central da trama.

Entendo que é uma moda: a mistura de receitas com texto.  Mas há que haver uma razão para isso, como houve  em  2011.  O oficial dos casamentos, livro do inglês Anthony Capella é um exemplo.  Um romance leve sobre o finalzinho da Segunda Guerra Mundial na Itália.  Havia receitas no texto, mas havia também uma cozinheira que era um personagem principal.

Reclamo de toda essa informação  descartável, desnecessária, desimportante que atola a imaginação do leitor com dados  insignificantes e totalmente desprezíveis.

Emma Hooper abusa do truque da informação irrelevante.  Depois da personagem Etta receber uma carta, a autora lista verbatim, cada carta resposta possível que Etta não escreveu. São sete as cartas começadas com a seguinte introdução:  “Quando Etta respondeu, não disse, [seguida de uma carta].  Sete vezes esse detalhamento do que não aconteceu.  Na oitava versão, a introdução: “O que ela disse foi, [páginas 140 e 141].  Ora pura preguiça de narrar e selecionar o que  é importante.

Espero que passe logo essa nova estética de “reality show” na literatura. Porque se eu quisesse novas receitas, acreditem ligaria a televisão nos canais especializados em culinária e aprenderia a fazer um jantar com os melhores professores, não iria ser um romancista a me dar aulas de pãezinhos ou risoto.  Posso aprender com os grandes chefes, diretamente de suas cozinhas.

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O escritor Ronaldo Wrobel dá curso para futuros escritores!

4 08 2016

 

 

escrever criançasPato Donald acha difícil escrever para crianças, ilustração ©Walt Disney.

 

 

 

Já pensou que gostaria de escrever um romance? Um livro de contos? Pois o escritor Ronaldo Wrobel irá ajudá-lo com um breve curso aqui no Rio de Janeiro.  Aqui estão alguns dos temas em consideração:

 

1. Processo criativo: Inspiração e técnica. Por que escrever? O que escrever? Como escrever? Tema. Trama. Estilo. Gênero.

2. Personagens: Desenvolvimento. Apresentação. Função na trama. Coerência pessoal. Relação com outros personagens.

3. Trama: Evolução. Ápice. Desfecho. Ponto de virada. Questões fundamentais na narrativa. Subtramas. Ambientação histórica, geográfica, contextual.

4. Estilo: Tipos de narrativa: onisciente, subjetiva, intercalada. Diálogos. Linguagem. Prioridades do narrador. Forma é conteúdo.

5. Desfecho: Resolução. Questões “em aberto”.

6. Temas para debate. Moral da história: necessário? Contexto ético da narrativa. Transmissão de valores. Função do texto.

7. Elaboração e discussão de textos.

8. Discussão de contos e trechos de romances brasileiros e estrangeiros.

 

Local: Estação das Letras, Rio de Janeiro. Veja informações abaixo.

 

 

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Meu dia de estrela!

23 07 2016

 

 

autografo 4Ilustração ©Maurício de Sousa.

 

 

Meu dia de estrela!

Hoje, estive no programa SÁBADO SHOW da Rádio Bandeirantes no RJ. Fui falar sobre o PAPA LIVROS e o AO PÉ DA LETRA, dois grupos de leitura, com 22 pessoas cada, que oriento. E deu para falar também do meu próximo projeto que é EU TAMBÉM LEIO, um grupo de leitura para adolescentes que gostam de ler. Explicar que a leitura é uma forma ecumênica de aprendizado é importante. Foi uma oportunidade única. Agradeço aos que puderam proporcionar esse momento.

Contato através da página da PEREGRINA CULTURAL no Facebook ou através daqui mesmo, no blog.





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

22 07 2016

 

 

relojoeiroIlustração inglesa, década de 1950.

 

 

“Até um relógio quebrado está certo duas vezes por dia.”

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