Nas últimas semanas, março e abril, comecei a sair do meu ninho, voltando para uma vida mais normal. Marquei um encontro com Judy Botler, no dia 25 de março.Nossos livros, Cerejas de Maio de Judy Botler e À meia vozde minha autoria estão na Amazon e em livrarias no Rio de Janeiro. Recebi um volume do livro Cerejas de Maio, para doação à biblioteca da Usina de Arte, em PE para qual o Livro Errante está recolhendo livros novos.
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Sim, tiramos fotos juntos. Mas me dei ao luxo de não gostar de nenhuma das minhas. Ou estava desarrumada, ou mais acabada do que me acho, ou parecia com sono… eliminei TODAS…. Minha página, meu gosto!
Iluminura de miniaturista francês [nome desconhecido]
Manuscrito Ragnault de Montauban, Volume II, Ms. 5073, f. 148
Grandes ocasiões foram sempre marcadas com banquetes, através dos séculos, independente das culturas que as celebravam. Mas durante a Baixa Idade Média, esses banquetes foram levados a extremos. Nestes séculos, o consumo conspícuo em cerimônias muito elaboradas, tornou-se norma. Numerosas iluminuras medievais retratam festas, e refeições magníficas celebrando as principais datas religiosas, políticas, casamentos, coroações e outras ocasiões.
Estatueta de ouro esmaltada, com base em lápis lazuli, representando Marte, c. 1700
Estúdio do joalheiro, ourives e esmaltador Johann Melchior Dinglinger (1664-1731)
Altura: 12 cm; largura: 4, 3 cm
Dresden
Vendida pela Sotheby’s, Monaco, em 1976
A equipe do ourives Johann Melchior Dinglinger incluía o ourives Georg Christoph (1668-1746) e o esmaltador Georg Friedrich (1666-1720), seus irmãos. Juntos eles dominaram o mercado de joias e de objetos de luxo, joias, pequenas esculturas curiosidades ornamentais, em Dresden, durante o governo de George, O Forte (1670-1733). Eles haviam sido aprendizes em Ulm, ao sul da Alemanha e também passaram algum tempo em ateliês de Viena. Em 1692 eles se estabeleceram em Dresden, na época, capital da Saxônia.
Foram responsáveis por belíssimas obras para o príncipe da Saxônia e rei da Polônia. Produziram peças para os gabinetes de curiosidades, com adicionando pérolas, marfim, pedras e metais preciosos, porcelana e esmalte. Os três irmãos e seus seguidores fizeram de Desden o principal centro de ourivesaria da Europa.
Ladyce West historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.
Há muito tempo não coloco no blog nenhuma notícia de arqueologia. Meu interesse nunca se extinguiu. Fiquei sem tempo. Mas duas semanas atrás anunciada a nova data para o culto a Odin, pela leitura da medalha fotografada acima, me trouxe de volta às postagens arqueológicas que tanto agradam os leitores.
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Arqueólogos descobriram que uma medalha de ouro, que deveria ser usada como pingente, encontrada na Dinamarca em 2020, é o registro mais antigo que se tem de Odin, principal deus nórdico. O objeto é uma medalha ornamental com inscrições rúnicas. Uma das 22 peças descobertas ao acaso por Ole Ginnerup Schytz, um arqueólogo amador usando um detector de metais que acabara de comprar.
Entre as peças desta coleção de medalhões e joias, que pesavam mais de um quilo de ouro, uma foi estudada por especialistas na língua rúnica por todo esse tempo. Mas a forma arcaica das inscrições retardaram a verdadeira novidade deste achado na Jutlândia, arquipélago que conta com territórios da Dinamarca e Alemanha. A cidade de Jelling , local da descoberta é conhecida como o berço dos grandes reis vikings que reinaram em grande parte do norte da Europa do século X ao XII. Mas relativamente pouco se sabe sobre o período anterior a eles.
A peça cujo significado em rúnico foi desvendado é uma medalha de ouro, que deveria ser usada como um pingente e que estima-se ter sido cunhada no Século V, cerca de 150 anos antes do registro mais antigo conhecido do deus nórdico Odin. Desde encontrado, esse objeto vem sendo examinado — e, agora, finalmente os pesquisadores conseguiram decifrar as inscrições rúnicas contidas no disco de ouro. Na peça, está escrito: “Ele é o homem de Odin” junto com a imagem de algum governante desconhecido, que era chamado de Jaga ou Jagaz.
A inscrição foi a mais difícil de interpretar em todos os anos em que trabalho no Museu Nacional da Dinamarca. É uma descoberta absolutamente incrível; a primeira evidência sólida do culto a Odin no século V. “Este tipo de inscrição também é raro, ainda não encontrado anteriormente. Podemos ter sorte em encontrar um a cada 50 anos” disse Lisbeth Imer, especialista em escrita rúnica.
Alfabeto runo gravado em pequenas peças de cerâmica.
Odin era um dos pricipais deuses da mitologia nórdica, frequentemente associado à guerra e à poesia. Possuía habilidades de vidência, segundo as tradições. Com o poder de enxergar passado e futuro podia mudar o destino da humanidade. Por isso mesmo recebia muitos pedidos e oferendas. Acredita-se que o tesouro onde a medalha foi encontrada possa ter sido enterrado em honra aos deuses.
Os povos nórdicos eram politeístas. Descobriu-se mais sobre os deuses dessa religião pagã, central para a sociedade viking à medida artefatos históricos foram encontrados. Deste modo arqueólogos aprenderam mais sobre adoração, características e atributos de cada divindade.
Até agora, o registro mais antigo de Odin era um broche datado da segunda metade do século VI. (550-600 EC), encontrado em Nordendorf, região no sul da Alemanha.
A medalha é uma espécie de moeda de ouro usada como ornamento na Europa Setentrional, na Idade do Ferro germânica (400-800 E.C.), especialmente durante as migrações bárbaras. E faz parte da coleção de medalhões decorados com símbolos mágicos e runas, uma das primeiras formas de escrita. As mulheres os teriam usado para proteção, já que as pessoas na época acreditavam que o ouro vinha do sol, segundo os especialistas.
O grande medalhão mostra o deus Odin, que parece ter sido inspirado em joias romanas semelhantes celebrando imperadores como deuses. Há também outra medalha com a efígie do imperador romano Constantino, do século IV, famoso por disseminar o cristianismo. Os especialistas acreditam que o tesouro tenha sido enterrado há 1.500 anos.
Ladyce West é historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.
A escritora inglesa Enid Blyton (1897-1968), falecida há mais de cinquenta anos, continua conhecidíssima no mundo inteiro por suas obras para crianças e adolescentes. Seus livros, continuamente reimpressos, são lembrados por adultos até hoje. Lembranças das aventuras das gêmeas no colégio Santa Clara, o grupo dos cinco detetives, a sociedade secreta dos sete amigos, todos são personagens queridos e firmemente enraizados na memória de milhares de adultos. Enquanto para as gerações mais recentes, Enid Blyton seria conhecida pelas séries televisivas dos anos 90 ao início do século XXI de Nodi [Noddy], o menino de madeira que vivia numa casinha em Toyland. Sua proeminência no mundo infanto-juvenil não é exagero: seus livros estão entre os mais vendidos do mundo, mais de 600 milhões de cópias desde a década de 1930. A escritora conta com oitocentas obras. Por causa disso foi acusada de usar escritores profissionais para produzir tanto. Negou veementemente e nunca foi confirmado o uso de ghost-writers.
É surpreendente, portanto, descobrir que a autora não gostava de crianças. Era conhecida pelos gritos constantes com os filhos reclamando do barulho que faziam. Vizinhos relataram a preferência da escritora por uma das filhas, favorecendo-a sempre que possível. Imogen, outra filha, relata em suas memórias que ela e a irmã eram levadas e obrigadas a permanecer em um aposento da casa, com a porta aberta, de tal maneira que pudessem ver a mãe e seus convidados, crianças, fãs e leitoras, recepcionadas pela escritora.