Brasil que lê: foto tirada em lugar público

20 11 2008

brasileira-lendo-1587

Praça do Lido, Copacabana, Rio de Janeiro.





10 passos para que seus filhos se tornem bons leitores

20 11 2008

sharon-wilson-bermuda-the_reading

A Leitura, s/d

Sharon Wilson (Bermudas)

Pastel a óleo sobre papel

 

 

1          Leia em voz alta com eles.  Explore com eles os livros e outros materiais de leitura – revistas, jornais, folhetos, almanaques, cartazes, placas.

 

 

2       – Ofereça a eles um ambiente favorável à leitura: fazendo atividades com leitura, mesmo com bebês e crianças bem pequenas.

 

 

3       – Converse com seus filhos e escute-os quando falam.  Isso ajuda muito no desenvolvimento da linguagem oral.

 

 

4       – Peça para eles recontarem histórias que você leu em voz alta para eles.   (Isso não é aula!  Cuidado!  Precisa ser descontraído e agradável!)

 

 

5       – Incentive seus filhos a desenhar e fazer de conta que escrevem as histórias que ouviram.  Depois peça a eles que “leiam” as histórias que eles desenharam.

 

 

6       – Dê o exemplo: faça com que eles vejam você lendo e escrevendo.

 

 

7       – Vá à biblioteca mais próxima de sua casa regularmente e leve seus filhos com você.

 

 

8       – Crie uma pequena biblioteca em casa e uma prateleira de livros para sua criança, onde ela se acostume a colocar livros, guardá-los e buscá-los.

 

 

9       – Faça um pouquinho de mistério com os livros ou as histórias a serem contadas, aguce a curiosidade da criança, faça com que ela deseje um certo livro, uma história específica.

 

 

10  – Leve seus filhos sempre que houver Hora do Conto, teatro infantil e atividades similares na comunidade, na escola, no município onde você mora. 

 

 

 

Texto adaptado do Passaporte da Leitura: brincar de ler, do Instituto EcoFuturo, publicado pela Editora Globo:2008

 

 

 

 





19 de novembro: o dia do cordelista

19 11 2008

Uma pequena homenagem aos nossos  cordelistas.

dsc05235

…………..

 

Agora com mensalão

Tudo virou um mistério

O homem rico do Brasil

Agora é Marcos Valério

Nossa justiça não brinca

Eu digo que o caso é sério

 

 

O povo tá arretado

E coberto de razão

Dinheiro sendo roubado

Para pagar o mensalão

Eu só vou me conformar

Depois de pegar o ladrão

 

 

FIM

 

 

 

Duas últimas estrofes de – Mensalão: um vírus no Brasil, em literatura de cordel de Davi Teixeira.  Capa: xilogravura do autor. ©2005 

 

 

David Teixeira da Silva nasceu em Bezerros em 1959 começou a escrever seus poemas em 1998, alguns deles já foram publicados no jornal A Folha de Pernambuco.

 

 

 

Para mais informações sobre O dia do cordelista.

 





Evitando acidentes III

19 11 2008

acidente-2

Você não é passarinho.

Não fique na janela sozinho.





Fora da curva, a história do sucesso de Malcolm Gladwell

19 11 2008

Acabo de pedir na Amazon.com o novo livro de Malcolm Gladwell entitulado, Outliers, the history of success [Fora da curva: a história do sucesso].  A razão é simples, gosto imensamente das idéias do autor.  Ler um de seus livros é sempre um mergulho em terreno fértil onde a minha imaginação vagueia prazerosamente. 

gladwell_200

Malcolm Gladwell

Este novo livro começa pelas perguntas:  Por que as crianças asiáticas sempre se dão melhor em matemática do que as crianças americanas?  Como foi que Bill Gates se tornou um empresário de computação bilionário?  Havia alguma coisa de diferente em Mozart?

 

Malcolm Gladwell  faz estas perguntas e identifica no recém lançado livro aqueles tipos, entre advogados empresariais a jogadores de hockey até aos mais brilhantes estudantes.  Chando-os de “os fora-da-curva”  Gladwell mostra como estas pessoas, para quem oportunidades apareceram, tiveram a força e a presença de espírito para se agarrarem a estas mesmas oportunidades. 

 

Gladwell aparentemente explora o mito da pessoa que se faz por si só; analisa o impacto que aspectos culturais têm como fatores determinantes para o sucesso,

 

Como seus outros livros: Blink e Ponto de desequilíbrio, Gladwell deve nos deixar pasmos com sua habilidade de tirar conclusões do que nos parece óbvio, uma vez mencionado, ou mostrado por ele.  Espero ardentemente que este livro esteja às vésperas de ser traduzido para o português.

 malcolm-gladwell-outliers

 

 

 Clique AQUI para uma ótima resenha sobre o livro do Rodolfo Araújo.

 

Outras postagens neste blog que mencionam Malcolm Gladwell:

 

 

Você conhece os dez mais importantes intelectuais de 2008?

Buzz e A louca da casa – o marketing boca a boca





Imagem de leitura — Virgílio Dias

19 11 2008

virgilio-dias-rj-1956-universitaria

A universitária, s/d

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

 

 

 

Virgílio Dias Filho nasceu no dia 8 de setembro de 1956 no Rio de Janeiro, onde mora.

 





Poema de Murillo Araújo no DIA DA BANDEIRA — 19 de novembro

19 11 2008

bandeira-do-brasil

 

COM AS ESTRELAS NATAIS

 

Murillo  Araújo

 

 

Alta, nas nuvens e nos ventos, alta,

no turbilhão se enrola e se levanta.

Como a bandeira de heroísmo salta!

Como a bandeira de heroísmo canta!

 

Ondeia audaz.  Sonha nos grandes mastros

por entre incandescências de arrebóis.

Vibram em suas asas de ouro e de astros

as almas legendárias dos heróis.

 

Oh contemplar assim, por toda a vida,

os seus clarões sublimes e supremos!

Resplende, em sua rama enflorescida,

o céu de estrelas sob o qual nascemos.

 

No exílio… à morte, pela terra imensa,

possamos vê-la rútila e imortal…

e se a tivermos sobre nós suspensa

nós dormiremos sob o céu natal.

 

 

Retirado de: A Estrela Azul: poemas para crianças, 1940 em Poemas Completos de Murillo Araújo

 

 

 

Murillo Araújo – ou Murilo Araújo — (MG 1894 – RJ 1980) jornalista, formado em direito.  Poeta, escritor, teatrólogo, ensaísta.

 

Obras:

 

Carrilhões (1917)  

A galera (escrito em 1915, mas publicado anos depois)

Árias de muito longe (1921)

A cidade de ouro (1927)

A iluminação da vida (1927)

A estrela azul (1940)

As sete cores do céu (1941)

A escadaria acesa (1941)

O palhacinho quebrado (1952)

A luz perdida (1952)

O candelabro eterno (1955)

 

Prosa:

A arte do poeta (1944)

Ontem, ao luar (19510 — uma biografia do compositor Catulo da Paixão Cearense

Aconteceu em nossa terra (pequenos casos de grandes homens)

Quadrantes do Modernismo Brasileiro (1958)

 

Outros poemas de Murillo Araújo (Murilo Araújo neste blog):

Dois tesouros na pátria

Romance dos Dois Pedros

Dia de festa





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

18 11 2008

dsc01617

Praça Serzedelo Correa, Copacabana





Estatística: um método razoável de associar valor às obras de arte?

18 11 2008

 

 

Em agosto deste ano, o jornal carioca O GLOBO, publicou na sua edição impressa, (5/8/2008) um artigo sobre o economista David Galenson demonstrando como este profissional americano criou uma maneira de qualificar as obras de arte do século XX para poder discernir as melhores do século.  

 

Seu método, muito simples, consistiu de avaliar 33 livros de história da arte, publicados entre 1990 e 2005.  Daí para frente fez uma análise quantitativa das imagens que mais apareciam nestes textos.  

 

Em primeiro lugar ficou a tela de Pablo Picasso, Les Demoiselles d’Avignon, com 28 reproduções.  Em segundo lugar, veio Monumento à Terceira Internacional do escultor russo Vladimir Tatlin, com 25 reproduções e em terceiro lugar ficou a obra do americano Robert Smithson, Spiral jetty, com 23 reproduções.  

les_demoiselles_d27avignon

Les demoiselles d’Avignon, 1907

Pablo Picasso (Espanha 1881-1973)

Óleo sobre tela

Museu de Arte Moderna de Nova York

 

Não vou continuar com a relação inteira porque para qualquer pessoa que tenha tido a oportunidade de passar uma vista d’olhos na história da arte do século XX este grupo de três obras já demonstra a fraqueza do argumento do economista.  Das três obras mencionadas, só mesmo a de Pablo Picasso poderia ficar entre as mais importantes obras do século XX.

 

Mas esta pesquisa traz à tona um assunto de que nos meios da história da arte pouco se fala.  É o valor do reconhecimento visual: uma obra conhecida por fotos e vista em diversos livros e artigos de jornal, especializados ou não, por sua simples freqüência, pela adquirida cadeira cativa – digamos assim – na imaginação do público em geral adquire uma importância maior do que historiadores poderiam lhe dar.

 

Para o público em geral a mera impressão fotográfica da obra de arte num livro, separa e dá distinção a este trabalho.  Uma distinção que com freqüência, como vemos na lista do economista Galenson, não traz em si a importância verdadeira daquele trabalho.  Gostamos em geral daquilo que conhecemos.

tatlin-modelo-para-a-3a-torre-internacional-1919-1920

Modelo para a 3ª Torre Internacional, 1919-20

[nunca construída]

Vladimir Tatlin (Rússia 1885-1953)

Assim países que tem um bom grupo de editoras de arte, com um bom grupo de museus que reproduzem e vendem suas obras, do cartão postal à gravura glicée; que as vendem em todas as formas e de todos os preços, dos cartazes ao guardanapo de papel, do marcador de livro ao ímã de geladeira, tem sistematicamente sem acervo considerado pelo publico como de importância do que qualquer acervo que não esteja ao alcançar do público mesmo que em reproduções.

 

Quem não está familiarizado com publicações de arte pode não saber que com freqüência há obstáculos a serem encontrados para a reprodução de um trabalho de arte num livro.  Em geral, o primeiro obstáculo vem da permissão e o respectivo custo da fotografia.  Se pertence a um museu, ou se pertence a uma coleção particular, pode-se pagar à pessoa que tem posse deste trabalho de arte das meras centenas de dólares ao milhar.  A quantia dependerá também do tipo de publicação.  Se a publicação é para lucro, a quantia em geral é bem maior do que quando um estudioso pede a fotografia para ser publicada numa publicação profissional.  

 

robert-smithson-spiral-jetty-1970

 

Spiral Jetty, 1970

Robert Smithson (EUA 1938-1973)

Pedras negras, cristais, terra e água vermelha

Great Salt Lake , Utah

Há também aqueles curiosos donos de coleções particulares que doam suas coleções, freqüentemente com muitas obras de valor, aos maiores museus, por exemplo, mas que impõem condições perpétuas sobre essas obras: entre elas a de que a reprodução fotográfica seja feita só um certo número de vezes por ano ou talvez nunca.  

 

Meu conselho, quando agi como consultora de arte nos EUA, era de que as empresas ou pessoas particulares que colecionavam arte deixassem seus quadros, suas esculturas, suas coleções serem fotografadas e reproduzidas sempre que pudessem e sempre especifiquei o valor do colecionador publicar um catálogo, fartamente ilustrado, com as obras que tivesse, justamente por saber que a familiarização do público em geral com uma imagem, com um trabalho de arte, aumenta significativamente seu valor no mercado se e quando aquele colecionador resolver vender algum item de sua coleção. 

 

Mas isto foi ante do período da internet.  Hoje acredito que temos que rever todas as nossas curiosamente antiquadas idéias de controle.  A propagação de idéias e de imagens não pode ser e não deve ser controlada.  A internet tem uma maravilhosa qualidade: é democrática quanto ao conhecimento, quanto a divulgação daquele conhecimento.  

 

Acredito que em mais uns três a cinco anos, se fôssemos usar os métodos escolhidos por David Galenson, mas aplicando-os à internet o resultado seria muito, mas muito diferente do que ele obteve.  No entanto, a seleção seria certamente tão esotérica quanto o que ele conseguiu nas fotos de livros de 1990 a 2005.  

 

Não acredito que análises quantitativas consigam atribuir valor de importância em obras de arte.  Mas elas justificam alguns preços atingidos no mercado de arte:  principalmente quando estas obras sistematicamente aparecem reproduzidas em livros.  

 

 

 

 





Evitando acidentes — II

18 11 2008

acidente-3

Levar choque não é nada engraçado.

De pensar nisso papai corre apavorado.