Ilustração, Maurício de Sousa.
Quanta lição de bondade
muita árvore contém;
dando sombra a toda gente,
não nega fruto a ninguém.
(Geraldo Costa Alves)
Ilustração, Maurício de Sousa.
Quanta lição de bondade
muita árvore contém;
dando sombra a toda gente,
não nega fruto a ninguém.
(Geraldo Costa Alves)
O Zoológico de San Diego apresentou nesta quinta-feira o seu mais novo morador: um filhote de panda com apenas uma semana de vida. Recém alimentado, e ainda com um ‘bigode de leite’, o pequeno foi pesado e medido pelos veterinários do parque. As informações são da agência AFP.
Pesando apenas 1, 76 Kg, o pequeno panda macho ainda não abriu os olhos, mas ele pode cheirar e sentir o toque dos seus cuidadores. O filhote ainda não é forte o suficiente para engatinhar ou andar e é totalmente dependente da sua mãe, a panda Bai Yun.
O pequeno não é o primeiro filho de Bai Yun. Em 1999, a panda deu à luz o primeiro panda gigante que sobreviveu depois de nascer nos Estados Unidos, também no zoológico de San Diego. Depois, ela teve mais três; um em 2003, outro em 2005 e outro em 2007. Mas o pequeno recém-nascido é o segundo filhote macho de Bai Yun.
Seguindo a tradição chinesa, o pequeno panda permanecerá sem nome até que complete 100 dias de idade. Bai Yun e o filhote permanecerão sob cuidados por mais quatro ou cinco meses.
Ilustração, Maurício de Sousa.
Não julgues uma família
por um de seus membros, não!
— Vê como são diferentes
os cinco dedos da mão!…
(Michel Antônio)
Cientistas descobriram novas espécies de coral perto das Ilhas Galápagos, na costa do Equador, alimentando esperanças de que as formações podem ser mais resistentes ao aquecimento dos oceanos do que se acreditava.
O pesquisador Terry Dawson, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que realizou a pesquisa marinha, disse que foram encontradas “cinco ou seis espécies novas para a ciência“, além de “três outras que são novas para as Galápagos e são semelhantes a espécies encontradas em lugares como o Panamá e a Costa Rica“.
Dawson acrescentou que também foi achada uma espécie que os cientistas acreditavam ter desaparecido após a última grande manifestação do fenômeno El Niño, entre 1997 e 1998.
O projeto de três anos, que procura auxiliar o governo do Equador na preservação do ecossistema das Galápagos, concentrou-se em duas ilhas – Wolf e Darwin – no noroeste do arquipélago.
Alga Darwin
El Niño
A descoberta levanta duas questões, disse Dawson. A primeira hipótese é que os corais seriam mais resistentes ao aquecimento das águas decorrente do El Niño do que se acreditava. A segunda é que os corais podem estar se adaptando e se tornando mais resistentes ao fenômeno.
O pesquisador admite, contudo, que há pessimismo no mundo científico quanto ao futuro dos corais. Em longo prazo, se os corais não forem destruídos pelo aquecimento das águas, podem acabar vítimas da acidificação dos mares.
Esse fenômeno é provocado pela concentração de dióxido de carbono na atmosfera, que também provoca o aquecimento global. Recifes de coral são formados por depósitos de carbonato de cálcio deixados ao longo de milhares de anos por bilhões de pequenos organismos chamados pólipos de coral.
Fonte: Portal Terra
George Goodwin Kilburne (Grã-Bretanha, 1829-1924)
óleo sobre tela
George Goodwin Kilburne, (Grã-Bretanha, 1839 – 1924) pintor de gênero, trbalhando em Londres, especializado em interiors com pessoas. Preferia trabalhar com aquarelas ainda que tenha muitas pinturas a óleo, desenhos a carvão e até mesmo muitas litos. Foi aluno dos irmãos Dalziel, casando-se mais tarde com a filha de Robert Dalziel, Jenny. Conhecido pela riqueza de detalhes em suas pinturas, característica que levou da arte da gravura em metal para a pintura. Foi um dos pintores preferidos das classes altas inglesas de quem fazia retratos com delicadeza e cuidado com muita atenção a todos os ricos interiores.
Palácio dos Vice-reis, mais tarde Paço Imperial, Rio de Janeiro.
Hoje, às 9:30 da manhã o termômetro marcava 30 graus em Copacabana. Um vento quente e forte adicionava bastante desagravo ao pedestre. Isso para o mês de setembro, ainda antes do início oficial da primavera é fora do comum. É claro que devemos muito dessas variações climáticas ao desmatamento. Mas o calor insuportável é as vezes bem carioca mesmo. Hoje ele me lembrou uma carta do Marquês do Lavradio, quando tinha acabado de chegar ao Rio de Janeiro em 1770, vindo da Bahia, um lugar que considero ainda mais quente!
Aqui está um trecho da carta nº 176 do Marquês do Lavradio a seu filho Conde de Vila Verde:
Carta de Amizade Escrita
Ao Conde de Vila Verde
Em Lisboa
20 de fevereiro de 1770
Meu querido filho, e senhor do meu coração ….
……………………………………
Parece-me que desta vez fica bem satisfeita a sua curiosidade de você sobre esta matéria agora darei conta do que a terra me parece, e como eu tenho me achado nela, é situada esta Capital em um baixa toda cheia de pântano rodeada de inacessíveis montes, é raro o sítio onde cavando-se 4 palmos de profundidade se não encontre logo infinita água conservem-se todo o ano infinitas lagoas as quais com o extraordinário calor do sol se lhes corrompem as águas, onde nasce estamos respirando um ar sumamente impuro, é raro o dia em que não sejamos visitados de duas três e mais trovoadas o calor é tão extensivo que ainda quando se está em casa sem se fazer nenhum excesso se está continuamente metido em um suor, de forma que eu ao principio entendi que todos estávamos sincopados; o comercio é muito pouco, a preguiça desses habitantes sumamente extraordinária, e esta os tem reduzido à decadência e miséria em que se acham estes povos.
Eu logo ao terceiro dia da minha chegada fui atacado de uma das moléstias da Terra que me causou bastante cuidado, porém com a continuação dos banhos e de várias outras impertinências tenho conseguido alguma melhoria; acho-me já coberto desde o pescoço até a cintura de uma espécie de brotoeja que não me deixa sossegar nem de dia, nem de noite fazendo-me parecer que estou cheio de pontas agudas de alfinetes que continuamente me estão penetrando, finalmente depois que cheguei ainda não passou um só dia em que pudesse dizer que me achava bom, e o pior é ter que passar por este tormento três anos que receio me faltem as forças para resistir.
……..
Ilmº e Exmº Senhor Conde de Vila Verde
Marquês do Lavradio
Em: Cartas do Rio de Janeiro, Marquês do Lavradio, Rio de Janeiro, Editora SEEC [Secretaria do Estado de Educação e Cultura]: 1978. Carta 176.
Marquês do Lavradio — D. Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d’Eça e Melo Silva Mascarenhas – 11.º vice-rei do Brasil (1769-1778). Substituiu Antônio Rolim de Moura Tavares como vice-rei do Brasil. Em seu governo incentivou o teatro e fundou uma academia científica para o estudo dos recursos naturais do país. Fez obras militares necessárias à defesa do Rio de Janeiro, construiu as fortalezas do Pico e do Leme e abriu novas ruas, como a que conserva o seu nome. Enviou tropas e armamentos para o Sul do Brasil, onde durante seu governo ocorreram a recuperação do Rio Grande do Sul, a ocupação temporária da Ilha de Santa Catarina pelos espanhóis e a perda da Colônia do Sacramento.
Morandini, designer ( de seu blog: http://blog.morandini.com.br/ )
Técnica mista com folhas de árvores
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Ronald de Carvalho
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Tua Pátria não está somente no torrão em que nasceste!
tua Pátria não se levanta num simples relevo geográfico.
O solo em que pisas,
as águas em que te refletes,
o céu que te alumia,
as árvores que te dão vozes, fruto e sombras,
as fontes que te dessedentam,
o ar que respiras,
recebeste, em partilha, com todos os homens sobre a terra.
Tua pátria não é um acidente geográfico!
Brasileiro,
se te perguntarem: Onde está a tua Pátria?
responde:
— Minha Pátria está na geografia ideal que os meus
Grandes Mortos me gravaram no coração;
no sangue com que temperaram a minha energia;
na essência misteriosa que transfundiram no meu caráter;
na herança de sacrifícios que me transmitiram;
na herança cunhada a fogo;
no ferro, no bronze, no aço das Bandeiras, dos Guararapes, das Minas da Inconfidência, da Confederação do Equador, do Ipiranga e do Paraguai.
Minha Pátria está na consciência que tenho de sua grandeza moral e nessa lição de ternura humana que a sua imensidade me oferece, como um símbolo perene da tolerância desmedida e infinita generosidade.
Minha Pátria está em ti, Minha Mãe! No orgulho comovido com que arrancaste das entranhas do meu ser a mais bela das palavras, o nome supremo: — BRASIL!
Em: Criança Brasileira: quinto livro de leitura [admissão e quinta-série], Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949
Ronald de Carvalho (RJ, 1893 — RJ, 1935), foi um poeta e político brasileiro. Nasceu a 16 de março de 1893, no Rio de Janeiro. Formou-se em Direito e ingressou no serviço diplomático. Participou ativamente do movimento modernista e da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, em 1922. Em concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a Coelho Neto. Faleceu vítima de um acidente automobilístico em 1935.
Obras:
Luz Gloriosa, 1913
Pequena História da Literatura Brasileira, 1919
Poemas e Sonetos, 1919
Afirmações: um ágape de intelectuais, 1921
Epigramas Irônicos e Sentimentais, 1922
O espelho de Ariel, 1923
Estudos Brasileiros, 1924
Jogos pueris, 1926
Toda a América, 1926
Imagens do México, 1929
Caderno de Imagens da Europa, 1935
Itinerário: Antilhas, Estados Unidos, México, 1935
João Bez Batti (RS, Brasil, contemporâneo)
Presença Invisível
Ao contemplar a obra de João Bez Batti
no Instituto Moreira Sales, RJ, Novembro de 2006
Senti a presença invisível
De mãos grossas, calejadas,
Que acariciaram a pedra,
O basalto negro
Ou vermelho,
Ou até mesmo o mármore.
Constatei mesmerizada
Que trouxeram à superfície
A essência;
Que libertaram, a Michelangelo,
A forma presa no seixo,
O orgânico escondido,
Inerte,
Meio-solto,
Quase-aprisionado.
Mãos que revelaram os escravos encapsulados,
Seres encarcerados no mesozóico,
Como se, conhecendo o desastre de Pompéia
Depois do escarro fulminante do Vesúvio,
Soubessem encontrar:
O cactos florescente, o cágado,
A abóbora moranga.
Caracóis.
E bólidos petrificados.
Estas mãos, que brincam
Sedutoramente
Com o poder divino,
Conhecem o conteúdo,
A alma invisível da pedra.
Descobrem o cascalho gaúcho,
Chocam os grandes ovos de rio,
E parem os seres cativos nas pedras,
Como Eva o tinha sido na costela de Adão.
E o que surpreende: estas mãos,
Que revelam o coração do basalto
Regurgitado pela Terra,
Lixado pelas águas,
Rolado, burilado e aveludado pelo tempo,
São humanas.
Mãos peãs.
Agraciadas pela arte da divinação,
Que brincando de Deus,
Mostram o divino em todos nós.
© Ladyce West, 2006, Rio de Janeiro
Ilustração: Ziraldo
A Pátria, meus coleguinhas,
É o recanto onde nascemos;
É a família, o Lar, a Escola…
É a Terra onde vivemos!
(Walter Nieble de Freitas)
Não sou dada a filmes violentos. Em geral nem me atrevo a ir ver algum filme que tenha fama de violento. Gesto Obsceno, que trata da violência, é um filme que assisti com muito prazer, sem ficar arrepiada. É um filme muito, muito bom, em que a violência mostrada, não é nem maior nem menor do que a que sofremos no dia a dia de qualquer grande cidade, considerando as diferenças culturais de cada país.
Esta é uma história sobre a violência, sobre o ser humano. É um thriller, que me deixou na beira da poltrona, tensa, e desejosa de vingança. Talvez, este filme tenha sido até mais potente na sua mensagem sobre a violência a que nós todos nos acostumamos, porque retrata pessoas como a audiência, pessoas comuns. Se não é um retrato de nossa família, são certamente pessoas parecidíssimas com as que conhecemos. Gente que trabalha, frustrada com o trabalho, com a vida, limitada por dinheiro e por espaço para viver, com seus pequenos rituais de prazer e grandes frustrações familiares e burocráticas.
O enredo é extremamente simples: um casal arrumando algumas compras no carro, congestiona o trânsito. Atrás, um outro carro espera. Impaciente, o motorista reclama e buzina muito. A mulher perde a paciência com o motorista reclamão e faz um gesto obsceno. Furioso ele avança, quase a atropela e arranca a porta do carro, que estava aberta, para o meio da rua. Daí por diante começa o pesadelo de Michael Klienhouse (Gal Zaid), o marido. Ele, que havia deixado de trabalhar para escrever um livro, que vivia uma pacata, desesperada, frustrante vida, tem então que procurar o dono do carro infrator para que seu seguro pague pelo estrago.
Inesperadamente, Michael se vê num emaranhado burocrático da polícia. Que por seu turno é semelhante ao emaranhado burocrático em que sua mãe se encontra sobre o espólio do marido. O mundo não faz o menor sentido para ele, nem para sua esposa. Esse homem comum, que até então só armazenava frustrações, começa a tomar decisões que o levam a solucionar problemas por suas próprias mãos.
Há diversos níveis de violência na vida desses cidadãos. Desde a briga entre meninos na escola, até as notícias de ataques suicidas pela televisão, passando é claro – tratando-se de Israel – pelos alarmes de defesa civil, que pontuam a semana em que o Holocausto é lembrado.
A identificação da platéia com Michael cresce à medida que se entende que, por trás dessa aparência de bobão, há um homem muito esperto e capaz. Há também um homem correto, honesto. Um homem que ama seu filho. E também, um homem que, apesar das tentações, mantém-se fiel ao casamento. Enfim, um homem de família, que obedece aos costumes, as tradições. Um tipo que, por aqui, conhecemos bem: o cara que para no sinal vermelho, que paga suas contas, que vive dentro de suas possibilidades e por isso mesmo precisa ser respeitado.
É bom frisar que em nenhum momento há uma apologia da violência, nem um comentário contra a violência. Este é um filme de constatação. E mostra como alguns podem vir a reagir quando submetidos ao seu terror.
E como um bom thriller, o final é catártico. Vale a pena! Não é à toa que este filme ganhou alguns prêmios. Gesto Obsceno levou a Menção Especial e Prêmio da Crítica Festival de Miami 2008, ganhou o prêmio de Melhor Filme Israelense Festival de Haifa 2006 e foi indicado a 5 Prêmios pela Academia de Cinema de Israel, incluindo: Melhor Direção, Ator (Gal Zaid), Atriz (Keren Mor) e Ator Coadjuvante (Asher Tzarfati).
Recomendadíssimo!
FICHA TÉCNICA
Diretor: Tzahi Grad
Elenco: Ya’ackov Ayali, Ania Bukstein, Tal Grushka, Rivka Michaeli, Keren Mor, Asher Tzarfati, Gal Zaid.
Produção: David Cohen, Tzahi Grad, Ijo Shani, Isaac Shani, Gal Zaid
Roteiro: Gal Zaid, Ya’ackov Ayali
Fotografia: Shai Goldman
Duração: 95 min.
Ano: 2006
País: Israel
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Moviemobz
Classificação: 14 anos