Linda Apple (EUA,contemporânea)
óleo sobre tela, 20 x 15 cm
http://lindaapple.blogspot.com
“Há crimes piores do que queimar livros. Um deles é não lê-los.”
Joseph Brodsky
Linda Apple (EUA,contemporânea)
óleo sobre tela, 20 x 15 cm
http://lindaapple.blogspot.com
Joseph Brodsky
Etelredo II, o Despreparado, c. 1220
(Reinado: c. 968-1016)
Iluminura no manuscrito:
Crônicas de Abindon, MS Cott. Claude B.VI folio 87, verso, The British Library
Um caçador de tesouros amador descobriu um grande tesouro de moedas anglo-saxãs, durante um evento anual de fim de ano. Esse evento era exclusivo para os membros de um clube de caçadores de tesouros amador. Em um local com raízes históricas na Idade Média, foi encontrado um dos maiores tesouros da Grã-Bretanha. Seu valor se aproxima a 1 milhão de libras. Acompanhado por seu filho e um amigo, Paul Coleman, tomou parte na escavação de um terreno em Lenborough, Buckinghamshire, pouco antes do Natal.
Não pensaram em encontrar uma coleção intocada de mais de 5.000 moedas de prata feitas nos reinados de Etelredo, o Despreparado (978-1016) e Canuto II (1016-1035). É possível que essa descoberta esteja ligada a uma “casa da moeda” estabelecida por Ethelred em Buckingham. Este local de cunhagem de moedas permaneceu ativo durante o tempo do rei Canuto II.
Ao todos foram 5.251 moedas encontradas de uma só vez, guardadas em um recipiente forrado por chumbo e enterrado a 60 cm do chão. O evento e a escavação foram acompanhados por um arqueólogo para garantir que o processo de escavação fosse correto. Apenas algumas dessas moedas foram limpas, mas todas provaram estar em excelente condição. Essa coleção remonta a um período extraordinário da história, durante o qual os vikings assumiram o controle da Inglaterra.
Há moedas do reinado de Etelredo II, o Despreparado, que se tornou rei da Inglaterra aos sete anos, depois que seu meio-irmão Edward II foi assassinado em 978. Há também moedas do rei Canuto II, o Grande, rei da Dinamarca, Noruega, Escócia e Inglaterra que reinou de 1018 a 1035.
As moedas descobertas nesta semana, são de um momento pioneiro na produção de moedas cunhadas em prata sólida, em massa. A prata havia substituído o ouro romano que por seu turno havia substituído o cobre Anglo Saxão no século VIII.
Quando Etelredo II assumiu o trono, havia mais de 70 “casas da moeda” na Inglaterra, em diversos locais como Londres, Winchester, Lincoln, e York. As moedas de um centavo foram as primeiras a ter a efígie desses primeiros monarcas, pioneiros em seu tempo. Trabalhadores reais especializados podiam carimbar mais de 2.000 moedas em branco por dia.
À medida a tecnologia foi se desenvolvendo as moedas se tornaram mais uniformes e muitas das tradições que existem até hoje foram estabelecidas nessa época, como a posição da cabeça de um monarca.
Espera-se agora a compra das moedas por algum museu inglês, provavelmente da região. O resultado da venda será dividido entre o escavador e o dono do terreno onde foi encontrado como regem as leis locais.
Aqui no Brasil nós nos preocupamos em subir um degrau à meia noite, pular ondas no mar, fazer um desejo jogando sobre o ombro o caroço da primeira cereja do ano. Sementes de uvas, de romãs e muitas outras frutas são guardadas para trazer dinheiro e sorte.
Na Europa do Norte, Alemanha, Áustria, Escandinávia, França, Inglaterra, Irlanda outros símbolos de boa sorte foram e são usados até hoje, nos cartões de boas festas, nos desejos de prosperidade. Eles incluem porcos, símbolo da abundância, trevos de quatro folhas, ferradura, joaninhas e cogumelos vermelhos de bolinhas brancas [amanita muscaria] em geral, mas nem sempre acompanhados de elfos.
Em seguida, alguns postais antigos para vocês conhecerem essas novas maneiras de desejar boa sorte, ainda hoje usadas nesses países.
Com ou sem cogumelos da sorte, aqui fica, antecipadamente o desejo de um bom 2015 para todos!
Estação Júlio Prestes, São Paulo, 2013
Carlos Eduardo Zornoff (Brasil, 1959)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm