Imagem de leitura — Yuri Krotov

10 04 2016

 

 

YURI KROTOV (Rússia, 1964) - Rapsódia solar - Óleo sobre tela - 90 x 100 - 2007.Rapsódia solar, 2007

Yuri Krotov (Rússia, 1964)

óleo sobre tela, 90 x 100 cm





Trova do Descobrimento do Brasil

10 04 2016

 

 

elifas_andreato_-_brasilIlustração Elifas Andreato.

 

 

“Terra à vista!” – Um grito intenso

soou nos céus, como um cântico,

e o Brasil surgiu, imenso,

num parto às margens do Atlântico!

 

(José Ouverney)





Flores para um sábado perfeito!

9 04 2016

 

 

 

IRACEMA OROSCO FREIRE - OST, Natureza Morta, VASO DE FLORES . Assinado e datado 1955. 44 X 54Vaso de flores, 1955

Iracema Orosco Freire (Brasil, século XX)

óleo sobre tela, 44 x 54 cm





Trova da lição do rio

9 04 2016

 

 

rio, atravessando o riacho, margret boriss“O mundo pertence aos corajosos”, ilustração de Margret Boriss.

 

Jamais esqueça, meu filho,

do rio a grande lição:

quando mais rude o seu trilho,

mais bela sua canção.

 

(José Nogueira da Costa)





Um ser urbano, texto de William Boyd

8 04 2016

 

walsh_CENTRALCAMERA1webCentral Camera, 2012

Nathan Walsh (GB, 1972)

óleo sobre tela, 60 x 103 cm

Coleção Particular

 

 

“Minha natureza é essencialmente urbana e, embora Los Angeles seja indubitavelmente uma cidade, de algum modo seus costumes não são. Talvez seja o clima que confira um eterno ar suburbano e provinciano: as cidades precisam de extremos de climas, de forma que você almeje  fugir delas. Acho que eu poderia morar em Chicago — gosto quando viajo para lá. Além disso, tem de haver algo brutal e descuidado sobre a verdadeira cidade — o habitante precisa se sentir vulnerável — e não se encontra isso em Los Angeles, ou pelo menos, não vi nada disso no curto espaço de tempo que passei no lugar. Sinto-me muito à vontade aqui, muito aninhado. Essas não são experiências da verdadeira cidade: sua natureza entra por baixo da porta e pelas janelas — não dá para se ver livre. E o sujeito genuinamente urbano é sempre curioso — curioso sobre a vida nas ruas. Isso definitivamente não se aplica ao caso de Los Angeles: o cara mora em Bel Air e não se pergunta o que está acontecendo em Pacific Palisades — ou se ele está perdendo alguma coisa.”

 

 

Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, tradução de Antônio E. de Moura Filho, p. 373





Eu, pintora: Marie Bracquemond

7 04 2016

 

autoportrait_1870_marie_bracquemondAutorretrato, 1870

Marie Bracquemond (França, 1840-1916)

óleo sobre tela

Coleção Particular





Poetando, poesia de Francisco Tribuzi

7 04 2016

 

 

Angelo Morbelli ( Itália 1853-1919) Primeira Carta, 1890, ostPrimeira carta, 1890

Ângelo Morbelli (Itália, 1853-1919)

óleo sobre tela

 

 

Poetando

 

Francisco Tribuzi

 

 

Eu faço versos como quem

conserta sapatos

não como quem comanda uma empresa.

São tão simples os meus atos

como simples é a natureza.

 

Eu faço versos com pureza

não vou além da surpresa

que me inspiram os relatos

mas vou além do que sinto

eu faço versos não minto

e fazer versos é amar.

 

(Tempoema/inédito,s.d.)

 

Em: A Poesia Maranhense no Século XX,  organização  e ed. Assis Brasil, Rio de Janeiro, Sioge/Imago: 1994, p. 319.





Trova da espera

5 04 2016

 

moça com passarinho, Jocelyne Pache, 1969Moça com passarinho, de Jocelyne Pache, 1969.

 

 

Não mais te quero esperar,

Que esperar é sofrimento…

Vou, desde já, começar

A esperar o esquecimento!…

 

 

(Maria Thereza de Andrade Cunha)

 





Matilda da Toscana, o peixe e o anel

4 04 2016

 

 

Hugo-v-cluny_heinrich-iv_mathilde-v-tuszien_cod-vat-lat-4922_1115adMatilda da Toscana, início do século XII

Iluminura do manuscrito Vita Mathildis

de autoria de Donizo.

[Aqui, Matilda no papel de interventora a favor da absolvição de Henrique IV, junto ao abade Hugo de Cluny].

 

É curioso como histórias que aprendemos há tempos às vezes retornam, assim do nada, trazidas por um fio puxado dos confins da memória, de tal modo que nem nós mesmos entendemos como viemos a nos lembrar dessa ou daquela informação.  Estou lendo o livro Bonita Avenue do autor holandês Peter Buwalda e encontrei logo no primeiro capítulo referência ao conto do peixe e do anel, que neste romance é atribuído a uma passagem (uma anedota) de Vladimir Nabokov.  Essa atribuição me deixou surpresa.  Eu a conheço como parte do folclore belga.

Todos os meus caminhos me levaram ao estudo da Bélgica e da Holanda.  Se houve um território na Europa que mais mudou de mãos através dos séculos, esse foi um deles.  Foi francês, flamengo, espanhol, holandês, alemão, católico e protestante.   Deu-nos não só as raízes do capitalismo, do mercantilismo, da classe média, da bolsa de valores, da tolerância religiosa, assim como nos deu Bosch, Bruegel, de Rubens, Rembrandt e Vermeer a Ensor, van Gogh e Mondrian, de René Magritte a Delvaux e Folon.

Pois a história do peixe e do anel também aparece na Bélgica e está ligada à fundação da Abadia de Nossa Sra. de Orval, fundada em 1132.  Matilda da Toscana ou Matilda de Canossa era uma poderosa rainha medieval que visitando as terras da região de Gaume [Florenville], quando já se encontrava viúva, perdeu o belo anel de casamento em uma fonte. Matilda ficou muito contrariada e em desespero rezou fervorosamente para que o anel fosse encontrado.  Eis que uma truta, de repente, salta da água segurando em sua boca o anel da Rainha Matilda.  Grata pela resposta aos seus pedidos a rainha então exclamou: “Este é um verdadeiro Vale de Ouro” [Val d’Or], batizando, naquele momento, a região que veio a ser conhecida como Orval. E foi lá que os monges cisterciences decidiram construir um monastério.





Flores para um sábado perfeito!

26 03 2016

 

JENNER AUGUSTO - (1924 2003) - Vaso de Flores, litogravura - 90 x 63 cm. Assinado e datado 87 e num. 50-100.Vaso de Flores, 1987

Jenner Augusto [da Silveira] – (Brasil, 1924 2003)

litogravura – 90 x 63 cm

Tiragem: 100