Esmerado: pote chinês com tampa e ormolu

9 01 2018

 

 

 

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Pote de porcelana com acabamento em verde-jade [celadon] decorado com desenhos de pinheiro e bambu crescendo por entre pedras, uma corça e dois pássaros em azul cobalto sob o vidrado,  com acabamentos em bronze dourado no estilo de Luis XV e carrapeta final em forma de crisântemo.

Fabricado na China, e na França, 34 x 31 x 21 cm

Coleção Real da Inglaterra, [Royal Trust Collection]© Her Majesty Queen Elizabeth II, 2017

 

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Provavelmente esta é a mesma peça de porcelana listada em 1826 como pertencente ao Pavilhão Brighton, antiga residência real localizada em Brighton, Inglaterra. Depois de importado da China, foi ornamentado com bronze dourado [ormolu].

 

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Trova da boa mentira

7 01 2018

 

 

 

Genieten (1929)Ouça, cartão postal holandês, 1929.

 

 

 

Você mente quando diz

que me tem um grande amor;

mas isto me faz feliz:

— Minta sempre, por favor…

 

 

(Agmar Murgel Dutra)





Domingo, um passeio no campo!

7 01 2018

 

 

 

TELLES JÚNIOR, Jerônimo José,Paisagem,óleo stela, 1882 32 x 46 cmPaisagem, 1882

J. J. Telles Júnior (Brasil, 1851-1914)

óleo sobre tela, 32 x 46 cm





6 de Janeiro, dia dos Reis Magos

6 01 2018

 

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERATrês Reis Magos, século VI

Mosaico

Basílica de Santo Apolinário Novo, Ravena

 

 

Mosaic_Adoration_of_Magi_c526_Ravenna_Left_Wall_550wMosaico na parede da basílica (parcial)




Minutos de sabedoria: Chamfort

5 01 2018

 

 

 

Aart Everaarts (Holanda, contemporâneo)Mulher lendo em Mião, acrilico sobre papel, 100x140cm, século XXI

Mulher lendo em Milão

Aart Everaarts (Holanda, 1931)

acrílica sobre papel, 100 x 140cm

 

 

“Quando não queremos ser charlatães, é preciso evitar subir nos palcos; pois, se subimos neles, nos vemos forçados a ser charlatães. De outro modo a plateia nos apedreja.”

 

 

220px-Nicolas_ChamfortNicolas Chamfort

 

 

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

3 01 2018

 

 

 

Estevão Silva-natureza morta-pinacotecaNatureza Morta, 1888

Estevão Silva ( Brasil, 1845-1891)

óleo sobre tela

PINA — Pinacoteca do Estado de São Paulo





Trova do Ano Novo

2 01 2018

 

 

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“Ano Novo, vida nova”

– reza o dito popular.

Tal fato só se comprova

se você mesmo mudar.

 

 

(Sonia Regina Rocha Rodrigues )





Lendo: “Entre cabras e ovelhas” de Joanna Cannon

1 01 2018

 

 

 

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ENTRE CABRAS E OVELHAS

Joanna Cannon

Editora Morro Branco:2017, 472 páginas

 

Inglaterra, verão de 1976. A sra. Creasy está desaparecida e a Vila borbulha com fofocas. Os vizinhos culpam a sufocante onda de calor por seu repentino sumiço, mas as pequenas Grace e Tilly não estão convencidas disso.

Com o sol brilhando incansável no céu, as meninas decidem tomar o assunto em suas próprias mãos e, batendo de porta em porta atrás de pistas, percebem que todos na Vila têm algo a esconder. Enquanto a rua começa a revelar seus segredos, as pequenas detetives vão perceber que nem tudo é o que parece.





Flores para um sábado perfeito!

30 12 2017

 

 

 

H. Cavalleiro, Natureza Morta, Óleo sobre tela, 70 X 50 cm. iiNatureza morta

Henrique Cavalleiro (Brasil, 1892 – 1975)

óleo sobre tela, 70 x 50 cm

 





“Erda, a schnauzer”, W. Somerset Maugham

26 12 2017

 

 

 

ba7de7a2c670L. Riedler circa 1900Como isso acabará?, c. 1900 *

L. Riedler (Alemanha, meados do século XIX)

óleo sobre painel de madeira, 26 x 25 cm

 

 

“Havia diversos cães rasteiros na casa, nunca menos de quatro, mas quando nascia uma nova ninhada, me antes dos cachorrinhos terem bastante idade para ser dados de presente aos conhecidos, o seu número elevava-se por vezes a dez. A linhagem começara anos atrás com um elegante animalzinho de cor castanha clara, chamado Elsa, em homenagem à exasperante heroína do Lohengrin e todos os seus descendentes tinham recebido nomes wagnerianos.  Elsa era agora uma matrona de idade respeitável e deveria ter juízo; seu aspecto era, com efeito, sossegado, mas ainda ardiam nela as chamas da mocidade como, infelizmente, sucede muitas vezes com a fêmea da espécie humana depois que a idade lhe embotou de maneira por demais visível a infinita variedade, e em certas quadras do ano, era difícil fazer-lhe ver que, tendo posto no mundo uma progênie tão numerosa, convinha agora dar por terminada a sua missão. Tantos filhos e netos tivera que se tornava cada vez mais trabalhoso encontrar-lhes nomes adequados, e Erda recebera o seu porque não pudemos imaginar outro.  Era preta e bege, pequenina, com uma bela cabeça, mas com um corpo atarracado que herdara do pai, o qual pertencia a um arquidiácono e, apesar do seu pedigree inatacável, adquirira, devido a essa ligação com a igreja anglicana, uma aparência maciça e algo pomposa. Erda pertencia a uma ninhada de seis cachorros e, por motivos que só ela conhecia, adotara-me desde tenra idade como sua posse exclusiva. Indignava-se quando me via dispensar atenções aos outros dachs e, se eu insistia, cortava toda relação comigo por um ou dois dias. Teimava em dormir na minha cama, não nos pés como costuma fazer todo dachs bem comportado, mas no meio, com grande inconveniente para mim, e todas as reclamações que eu fazia eram inúteis. Estava convencida de que aquele lugar era seu de direito. Seguia-me como uma sombra. Quando tinha três meses, acompanhara-me uma vez em que fui tomar banho de mar. Mergulhei do alto de uma pedra e, pensando que eu me afogaria, infalivelmente, ela saltou na água para me salvar. Mas o elemento lhe era completamente estranho e assustou-se. Tentou  sair, mas a pedra era íngreme e não pode trepar por ela; foi tomada de pânico e quando a agarrei, debateu-se violentamente  no seu terror. Tive alguma dificuldade de levá-la para terra firme. Desde então, acompanhava-me sempre durante parte do caminho, mas quando percebia a minha intenção parava, ladrava-me uma ou duas vezes para me advertir do perigo e abalava para casa o mais depressa que podia. Seu pensamento era claro: se esse imbecil faz questão de se afogar, eu pelo menos não quero estar presente.

Quando Erda via trazerem para baixo malas e maletas, compreendia que eu ia ausentar-me, punha-se a vaguear triste e amuada pela casa; mas quando eu regressava a sua alegria era tumultuosa. Corria como doida pelo aposento, saltava sobre mim e deitava-se de costas para que eu lhe afagasse o ventre; mas no meio dessas festas lembrava-se de que eu fora tremendamente injusto em abandoná-la e punha-se a soluçar. Isso era tocante ao extremo e fazia com que eu me sentisse em bruto egoísta. Ela nunca amou ninguém senão a mim. Nas estações apropriadas tinham-lhe sido arranjados casamentos com noivos de incomparável beleza e da mais aristocrática linhagem, mas Erda invariavelmente lhes recebia as propostas com tão violenta hostilidade que desencorajava até o mais ardoroso pretendente. Talvez pensem que os seus gostos eram vulgares e que não teria ficado indiferente às persuasões de um admirador plebeu. Seria fazer-lhe injustiça. Mastins, schnauzers, alsacianos, cães-d’água, terriers, a todos repeliu e, como a grande filha de Henrique VIII, a Rainha Virgem, optou por uma vida de celibato.”

 

Em: Assunto pessoal, William Somerset Maugham, Globo: 1959, tradução de Leonel Vallandro, pp 49-51

 

 

* um de um par

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É assim que acabará, c. 1900 *

L. Riedler (Alemanha, meados do século XIX)

óleo sobre painel de madeira, 26 x 25 cm