Água Verde, Curitiba, 1947
Guido Viaro (Itália-Brasil, 1897 – 1971)
óleo sobre tela
Água Verde, Curitiba, 1947
Guido Viaro (Itália-Brasil, 1897 – 1971)
óleo sobre tela
Ilustração de Richard Sargent (1911-1978)
Sábio nenhum há completo
Neste mundo, assim entendo:
Por mais que seja correto,
O sábio morre aprendendo…
(Sabino de Campos)
Flores, 1966
Enrico Bianco (Itália/Brasil, 1918 – 2013)
óleo sobre chapa de madeira, 73 x 49 cm
Um jogo de damas
Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)
óleo sobre tela
Ilustração de Auguste Vimar (1851-1916)
Olavo Bilac
Pastava um touro enorme e forte, à beira d’água.
Vendo-o tão grande, a rã, cheia de inveja e mágoa,
Disse: “Por que razão hei de ser tão pequena,
Que os outros animais só faça nojo e pena?
Vamos! quero ser grande! Incharei tanto, tanto,
Que imensa, causarei às outras rãs espanto!”
Pôs-se a comer e a inchar. E inchava, inchava, inchava!…
Mas em vão! Tanto inchou que num tremendo estouro
Rebentou e morreu, sem ficar como um touro.
Essa tola ambição da rã que quer ser forte
Muitos homens conduz ao desespero e à morte.
Gente pobre, invejando a gente que é mais rica,
Quer como ela gastar, e inda mais pobre fica:
— Gasta tudo que tem, o que não tem consome,
E, por querer ter mais, vem a morrer de fome.
Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, pp 127-8
Interior
Marc Chalmé (França 1969)
óleo sobre tela
Pera e uva
Marysia Portinari (Brasil, 1937)
óleo sobre tela, 18 x 24 cm

Américo Vespúcio, 1848
Robert Walter Weir (EUA, 1803-1889)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
“Por iniciativa do jovem cosmógrafo Martin Waldessemüller [sic], o Ginásio Vosgense decidiu ‘revisar e ampliar’ a obra de Ptolomeu, tendo como base as ‘descobertas’ feitas por Vespúcio. E assim, em um texto que se tornaria profético, Waldessemüller [sic] escreveu: “Agora que uma outra parte do mundo, a quarta, foi descoberta por Americum Vesputium, de nada sei que nos possa impedir de denominá-la, de direito, Amerigem, ou América, isto é, a terra de Americus, em honra de seu descobridor, um homem sagaz, já que tanto a Ásia como a Europa receberam nomes de mulheres.”
Em um dos mapas que fez para acompanhar o livreto de 52 páginas, Waldesemüller [sic] usou pela primeira vez a palavra ‘América’, colocando-a sobre o território que representa o Brasil, na mesma latitude em que se localiza Porto Seguro. O novo continente estava batizado.
Cristóvão Colombo morrera quase que exatamente um ano antes, em 20 de maio de 1506, amargurado e na miséria. Os eruditos de Saint-Dié não ignoravam suas descobertas. Mas, até pelo menos 1514, muitos geógrafos – Waldessemüller entre eles – acreditavam que as ilhas achadas por Colombo em outubro de 1492 de fato eram os limites ocidentais da Ásia, enquanto que a América do Sul (supostamente descoberta por Vespúcio na viagem de 1497 e de fato explorada por ele próprio entre 1501 e 1504) seria um continente autônomo, totalmente separado delas ou, quando muito, interligado ao arquipélago por um istmo. Foi só depois da descoberta do oceano Pacífico, feita por Vasco Nuñes de Balboa, em setembro de 1513, que os cartógrafos do século XVI passaram a ter uma ideia um pouco mais próxima da realidade. E somente após o descobrimento do estreito de Magalhães, em 1519, o quadro geográfico iria adquirir molduras mais definidas.
O Mapa de Waldseemüller, ou Universalis Cosmographia
Em fins de 1513, cedendo às pressões da Coroa castelhana, Martim Waldesemüller[sic] retirou sua proposta de batismo. Chegou a sugerir que o Novo Mundo fosse chamadode Colômbia. Mas era tarde demais: as múltiplas ressonâncias da palavra América caíram no gosto popular. Em 1516, até o genial Leonardo da Vinci passaria a utilizas esse nome, colocando-o em um mapa que preparou a pedido da poderosa família Médici.
Vinte anos mais tarde, quando ficou claro que Vespúcio — ou alguém agindo em seu nome, com ou sem conhecimento dele – havia forjado a viagem em 1497, o nome ‘América’ começava a se popularizar na Europa, tendo sido adotado até por cartógrafos portugueses e, embora com muita relutância, aceito até pelos espanhóis. Desta forma, a ‘quarta parte do mundo’ acabou sendo batizada com o nome de um homem que não fora o seu descobridor. De acordo com um texto escrito em 1900 pelo historiador brasileiro Capistrano de Abreu, a ‘falsidade e a galanteria’ foram ‘pavoneadas pela imprensa e, por força delas, temos hoje o nome de americanos’.”
Nota — Martin Waldseemüller – no texto aparece com 2 grafias ambas diferem da grafia padrão.
Em: Náufragos, traficantes e degredados: as primeiras expedições ao Brasil, Eduardo Bueno, Rio de Janeiro, Objetiva: 1998, p. 61-63.

Estojo com placas de marfim encaixadas, e fechamento em cobre banhado a ouro.
Original do Sul Espanha
Século XIII
Comprimento: 7,7 cm Largura: 16,2 cm Altura: 11,7 cm
Victoria & Albert Museum, Londres
Estojos e caixas de marfim continuaram a ser fabricadas até depois final do domínio do califado de Umayyad. Diferentes técnicas eram usadas na construção e ornamentação desses objetos. Este exemplo é feito por grossas folhas de marfim, e não de um bloco sólido. Acabamento em cobre com banho de ouro é elaborado e constitui sua única decoração.

