Quadrinha infantil de Moyses Augusto Torres

24 04 2009

noite

 

 

 

 

O luar de  minha terra

é de prata e diamante…

Quer no vale, prado ou serra,

parece ser mais brilhante.

 

 

(Moyses Augusto Torres)





Imagem de leitura: Joan Llimona i Bruguera

24 04 2009

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O terraço, 1893

Joan Llimona i Bruguera,

(Espanha, 1860-1926)

Óleo sobre tela

 

 

 

 

 

 

 

 

Joan Llimona i  Bruguera, (Espanha, 1860-1926) Nasceu em Barcelona numa família de artistas.  Seu irmão Josep foi um famoso escultor modernista.  Abandonou os estudos formais para arquitetura e engenharia e acompanhou seu irmão que havia ganhado uma bolsa de estudos para trabalhar em Roma.    Desde 1882 participa de algumas exposições coletivas em Barcelona.   Profundamente influenciado por seu catolicismo militante pintou numerosas obras de conteúdo religioso – “Cristo Vence” é seu trabalho mais famoso.   A partir de 1905 sua pintura é nfluenciada pela escola simbolista, mas sempre com raízes religiosas.  Moreu em 1926 em Barcelona.

 

 

 

 





Rio São Francisco perdeu volume d’água

24 04 2009

seca

 

 

 

 

 

Uma pesquisa feita por cientistas norte-americanos aponta que o fluxo de água na bacia do rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e deságua no nordeste do Brasil, caiu 35% no último meio século.

 

O estudo, que será publicado no próximo dia 15 de maio no Journal of Climate, da Sociedade Meteorológica Americana, foi feito por pesquisadores do National Center for Atmospheric Research (NCAR), que fica no Estado americano do Colorado.   Eles analisaram dados coletados entre os anos de 1948 e 2004 nos 925 maiores rios do planeta, e concluíram que vários rios de algumas das regiões mais populosas estão perdendo água.     De acordo com os pesquisadores, a bacia do São Francisco foi a que apresentou o maior declínio no fluxo de águas entre os principais rios que correm em território brasileiro durante o período pesquisado.

 

Neste mesmo período, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu 3,1%, enquanto as bacias de outros rios brasileiros apresentaram uma elevação na vazão.   O fluxo de águas no rio Paraná (que termina na Argentina), por exemplo, apresentou um aumento de 60% no período pesquisado, enquanto a bacia do Tocantins registrou um acréscimo de 1,2% em sua vazão.   Segundo o cientista Aiguo Dai, o líder da pesquisa, esta variação está relacionada principalmente a mudanças na quantidade de chuvas nas regiões das bacias.

 

Estas alterações nos níveis de precipitações, de acordo com o pesquisador, estariam relacionadas, principalmente, ao fenômeno meteorológico El Niño, que consiste em um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e que afeta o clima da região e do planeta.Dai afirma que, entre 1948 e 2004, a região da bacia do rio São Francisco apresentou uma leve queda nos níveis de precipitações e um grande aumento de temperatura.

 

Estes dois fatores contribuíram para o grande declínio do escoamento do rio. Segundo ele, o aumento das temperaturas eleva a evaporação, e assim, reduz o fluxo de água do rio.   Eu avalio que algumas destas mudanças na temperatura e nas precipitações estão relacionadas às mudanças nas atividades do El Niño, mas não todas elas“, afirma o cientista.

 

De um modo geral, o estudo aponta que alguns dos rios mais importantes do planeta e que abastecem áreas populosas estão perdendo água.    Um terço dos 925 rios pesquisados apresentaram mudanças significativas nos fluxos de água no período, sendo que aqueles que perderam vazão ultrapassam os que ganharam em uma proporção de 2,5 para 1.   

 

Entre os rios que apresentaram declínios na vazão estão alguns que servem a grandes populações, como o Amarelo, na China, o Niger, na África, e o Colorado, nos Estados Unidos. Em contraste, os pesquisadores constataram um aumento considerável na vazão de rios em áreas pouco habitadas no Oceano Ártico.

Entre os que permaneceram estáveis ou que registraram um pequeno aumento no fluxo de água estão o Yang Tsé, na China e Bhrahmaputra, na Índia.  Segundo os pesquisadores, muitos fatores podem afetar a vazão desses rios, incluindo barragens e o desvio de água para a irrigação.   Mas, de acordo com os dados da pesquisa, em muitos casos, a redução no fluxo de água pode estar relacionada às mudanças climáticas globais, que alteram os padrões de chuvas e os níveis de evaporação.

 

A redução na vazão aumenta a pressão sobre as reservas de água doce em grande parte do mundo, especialmente em um momento em que a demanda por água aumenta por causa do crescimento da população. A água doce é um recurso vital, e a tendência de queda é motivo de preocupação“, diz Aiguo Dai.

 

Pesquisas anteriores feitas em grandes rios, no entanto, apontavam que a vazão global dos cursos de água estaria aumentando.

 

 

BBC Brasil/ Estadão





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

23 04 2009

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A importante contribuição da Biblioteca Nacional para o projeto: biblioteca mundial

23 04 2009

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Biblioteca Nacional, av. Rio Branco, Rio de Janeiro.

 

 

 

A Biblioteca Nacional do Brasil, tem um patrimônio superior a 9 milhões de publicações, e foi considerada pela UNESCO como a 8ª maior biblioteca do mundo. A BN também é a maior biblioteca da América Latina.

A Fundação Biblioteca Nacional (BN) é uma das mais antigas instituições públicas brasileiras. Foi instalada oficialmente no Rio de Janeiro em 1810.  O núcleo original de seu poderoso acervo é a antiga livraria de D. José organizada sob a inspiração de Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, cuja origem remontava às coleções de livros de D. João I e de seu filho D. Duarte, e que foi consumida pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755.  A BN é hoje a maior fonte de pesquisa em livros, jornais e periódicos do país e tem a função de ser a depositária da memória bibliográfica e documental do Brasil.

 

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Instalada em um imponente prédio estilo eclético (onde se misturam elementos neoclássicos), na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, abriga verdadeiras raridades da literatura. Obras impressas nos primórdios da invenção da imprensa, como a Bíblia Mongúncia (Bíblia Latina), publicada por Gutenberg e seus sócios, em 1462, é considerada pela chefe da Divisão de Obras Raras (Diora), a bibliotecária Ana Virginia Pinheiro, como uma das peças mais raras da divisão. Existem apenas outros 60 exemplares conhecidos desta bíblia em todo o mundo.

Há na Biblioteca Nacional obras ainda mais antigas, escritas a mão sobre pergaminho, como O Livro dos Evangelhos, do século XI, escrito em grego e considerado o livro mais antigo na América Latina. O conjunto de obras impressas mais antigas datam do século XV, são os ‘incunábulos’, livros publicados nos primeiros 50 anos da invenção da tipografia por Gutenberg, e publicados até o ano de 1500.

  

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A maior parte deles está depositada na Divisão de Obras Raras – Diora –, onde podem ser consultados por pesquisadores especializados. A Diora guarda livros publicados entre os séculos XV e XVII e tem a missão de salvaguardar o acervo precioso da Biblioteca Nacional. Calcula-se que existam hoje mais de 70 mil obras na seção, em dois quilômetros de prateleiras. Na apreciação do acervo realizada em 1946, foram identificados 18 mil volumes na Diora. Os livros, alguns em pergaminho, são escritos em grego, latim, árabe, hebraico e línguas arcaicas ou mortas.   

A Biblioteca não estimula visitas às coleções especiais (Obras Raras, Manuscritos, Cartografia, Iconografia e Música). Recebe o pesquisador que tem interesses de pesquisa bem definidos e que traga carta de apresentação assinada pela instituição onde desenvolve a pesquisa ou de próprio punho, a título de declaração de idoneidade para consulta a acervo tão precioso”, informou Ana Virgínia.  O acesso restrito ao acervo da Diora se explica pela necessidade de proteger e preservar documentos únicos, datados, alguns deles, antes mesmo do descobrimento do Brasil. Os estudos são feitos através de microfilmes e material digitalizado, na falta destes, a consulta é direto no original.

 

 

 

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O Depósito Legal é a principal fonte de captação de obras para a BN, mas as peças mais antigas e de grande valor histórico foram obtidas por meio de doações. A maior delas foi a coleção Dona Tereza Cristina Maria doada pelo imperador Dom Pedro II, quando estava no exílio em Portugal, em 1891. São mais de 48 mil peças, entre livros, manuscritos, partituras, gravuras, desenhos, fotografias e mapas. As coleções doadas à BN são privilegiados instrumentos de pesquisa sobre a história do Brasil.

Desejando consolidar a inserção da Fundação Biblioteca Nacional na sociedade da informação, foi lançado o Portal Institucional (www.bn.br), permitindo o acesso aos Catálogos on line . Em 2006 foi criada a Biblioteca Nacional Digital concebida de forma ampla como um ambiente onde estão integradas todas as coleções digitalizadas colocando a Fundação Biblioteca Nacional na vanguarda das bibliotecas da América Latina e igualando-a às maiores bibliotecas do mundo no processo de digitalização de acervos e acesso às obras e aos serviços, via Internet.

 

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 Foto: Fátima Nascimento

 

 

O prédio atual da Fundação Biblioteca Nacional teve sua pedra fundamental lançada em 15 de agosto de 1905 e foi inaugurado cinco anos depois, em 29 de outubro de 1910. O prédio foi projetado pelo General Francisco Marcelino de Sousa Aguiar, e a construção foi dirigida pelos engenheiros Napoleão Muniz Freire e Alberto de Faria. Integrado à arquitetura da recém-aberta Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, o prédio é de estilo eclético, em que se misturam elementos neoclássicos. As instalações do novo edifício correspondiam na época de sua inauguração a todas as exigências técnicas: pisos de vidro nos armazéns, armações e estantes de aço com capacidade para 400.000 volumes, amplos salões e tubos pneumáticos para transporte de livros dos armazéns para os salões de leitura.

Em meio à fachada principal, o edifício possui um pórtico com seis colunas coríntias, que sustentam o frontão ornamentado por um grupo em bronze, tendo ao centro a figura da República, ladeada por alegorias da Imprensa, Bibliografia, Paleografia, Cartografia, Iconografia e Numismática. O conjunto foi executado de acordo com maquete do artista nacional Modesto Brocos. Do lado direito da Portada, uma estátua de bronze, de Corrêa Lima, representa a Inteligência; uma outra, do lado esquerdo, da autoria de Rodolfo Bernardelli, representa o Estudo. Na parte superior da fachada, de cada lado do tímpano, vêem-se, em bronze, os anos da fundação da Biblioteca MDCCCX, e da inauguração do prédio, MCMX.

 

 

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No saguão há, à direita e à esquerda, dois painéis do pintor norte-americano George Bidddle e dois baixos-relevos em bronze de sua esposa, a escultora Helena Sardeau Biddle. Essas obras de arte constituem oferta do governo dos Estados Unidos da América ao Brasil e foram inauguradas no dia 8 de dezembro de 1942. As escadas internas são de mármore com gradil de proteção em bronze com tratamento de pátina preta e friso formando o corrimão em latão dourado polido. No patamar do lance de escada entre o segundo e o terceiro andar, localiza-se o busto em mármore de D. João VI, esculpido em Roma, em 1814, por Leão Biglioschi e que pertenceu à Real Biblioteca.

Sob a clarabóia em vitral colorido, do saguão, e como que a sustentando, vêem-se 12 cariátides em gesso.Todo o conjunto do edifício é encimado por quatro clarabóias com vitral colorido; uma no zimbório central sobre o saguão; uma sobre a ala lateral dos armazéns de livros (à esquerda); outra sobre a ala lateral dos armazéns de periódicos (à direita), a quarta localiza-se sobre o salão da Divisão de Obras Raras. São dignos de nota os painéis assinados por artistas de renome, que decoram o terceiro e o quarto pavimentos. No terceiro, na Divisão de Obras Raras, antigo salão geral de leitura, encontram-se painéis de Rodolfo Amoedo, A Memória e A Reflexão, e de Modesto Brocos, A Imaginação e A Observação. No quarto andar, onde se localiza o Gabinete da Presidência, encontram-se mais quatro painéis, dois de Henrique Bernardelli, O Domínio do Homem sobre as Forças da Natureza e A Luta pela Liberdade, e dois de Eliseu Visconti, O Progresso e A Solidariedade Humana. Em espaço do andar térreo (ou primeiro andar) com aceso pela Rua México foi inaugurado no ano de 2000 um moderno auditório que levou o nome de Machado de Assis e uma galeria para exposições com os requisitos ideais de luz e temperatura. Esse espaço foi inaugurado com a magnífica exposição “Brasil 500 anos na Biblioteca Nacional”.

 





Boas maneiras VI

23 04 2009

visitas

Com as visitas seja amável,

todos vão achar isto adorável.





Unesco lança biblioteca mundial na internet

23 04 2009

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Biblioteca de Humboldt, detalhe, 1856

Eduard Hildebrandt (Alemanha, 1818-1869)

Aquarela

 

 

 

 

 

Um acervo raro, espalhado por 32 bibliotecas de 19 países, está agora na internet. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou ontem, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial (World Digital Library, WDL), um acervo literário e artístico online disponível em português e em outras seis línguas. A WDL é, na realidade, uma midiateca e tem até agora 1,4 mil objetos digitalizados, entre livros raros, manuscritos, cartas, filmes, gravações sonoras, ilustrações e fotos.

 

 

 

O acervo foi reunido com contribuições de bibliotecas nacionais e instituições culturais de países como Brasil, EUA, Uganda, Iraque, China, França e Rússia. No acervo estão antigas escrituras chinesas, manuscritos científicos árabes e exemplares raros, como Bíblia do Diabo, do século 13. O Brasil contribuiu por meio da Biblioteca Nacional. Além de obter informações gerais sobre o objeto, o pesquisador pode acessar links com informações completas, fazer download das peças e convertê-las em PDF.

 

 

 

A WDL, mais tarde, absorverá parte do conteúdo da Europeana, que dispõe de 4,6 milhões de livros, mapas e fotografias, e da Google Book Search, que já conta com 7 milhões de obras digitalizadas. Segundo James H. Billington, diretor da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e idealizador do site, ele vai ampliar a diversidade do material cultural disponível na web. Além disso, permitirá acesso a obras antes restritas a bibliotecas inacessíveis ao grande público. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 





Navio Pirata, poema para uso escolar, Ribeiro Couto

23 04 2009

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Navio Pirata

 

Ribeiro Couto

 

 

Navio pirata

Num mar confidente,

Levando ouro e prata;

Percorre caminhos

Sabidos somente

Dos gênios marinhos;

 

 

Pela madrugada

Uma luz cansada

Olha nas vigias;

E outra luz responde

Nas águas vazias

— Não se sabe onde.

 

 

 

 

 

 

 

Em: Poemas para a infância: antologia escolar, ed. Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Ediouro, s/d.

 

 

 

Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro.

 

Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte.

 

 

Obra

 

Poesia

 

O jardim das confidências (1921)

Poemetos de ternura e de melancolia (1924)

Um homem na multidão (1926)

Canções de amor (1930)

Noroeste e alguns poemas do Brasil (1932)

Noroeste e outros poemas do Brasil (1933)

Correspondência de família (1933)

Província (1934)

Cancioneiro de Dom Afonso (1939)

Cancioneiro do ausente (1943)

Dia longo (1944)

Arc en ciel (1949)

Mal du pays (1949)

Rive etrangère (1951)

Entre mar e rio (1952)

Jeux de L’apprenti Animalier. Dessins de L’auteur. (1955)

Le jour est long, choix de poèmes traduits par l’auter (1958)

Poesias reunidas (1960)

Longe (1961)

 

 

Prosa

 

A casa do gato cinzento, contos (1922)

O crime do estudante Batista, contos (1922)

A cidade do vício e da graça, crônicas (1924)

Baianinha e outras mulheres, contos (1927)

Cabocla, romance (1931);

Espírito de São Paulo, crônicas (1932)

Clube das esposas enganadas, contos (1933)

Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934)

Chão de França, viagem (1935)

Conversa inocente, crônicas (1935)

Prima Belinha, romance (1940)

Largo da matriz e outras histórias, contos (1940)

Isaura (1944)

Uma noite de chuva e outros contos (1944)

Barro do município, crônicas (1956)

Dois retratos de Manuel Bandeira (1960)

Sentimento lusitano, ensaio (1961)





Imagem de leitura: Noêmia Mourão

23 04 2009

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As Figuras, s/d

Noêmia Mourão, (Brasil, 1912-1992)

Óleo sobre tela, 70 x 55 cm

Coleção Particular

 

 

 

 

Noêmia Mourão Moacyr (Bragança Paulista, 1912 – São Paulo, 1992) Pintora figurativa, desenhista, cenógrafa.   Em 1932, estuda com Emiliano Di Cavalcanti, com quem se casa em 1933, separando-se em 1947. Entre 1935 e 1940, vive em Paris estudando nas Academias Ranson e La Grande Chaumière, e «Filosofia e História da Arte» na Sorbonne. Trabalha como ilustradora dos jornais Le Monde e Paris Soir.

 

De volta ao Brasil, estuda escultura com Victor Brecheret, mas nunca abandona as aquarelas, seu melhor e maior meio de expressão. Participou de grandes exposições; tais como: Salão de Pintoras da Europa, Paris (França), 1937; IVª Bienal Internacional de São Paulo, 1957. Em 1990 teve lugar uma sua Retrospectiva, no MAB/Faap, São Paulo.





Português nas escolas públicas no Uruguai

22 04 2009

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A ministra uruguaia da Educação e Cultura, Maria Simón, anunciou que a partir de 2010 seu país terá o ensino do português como segundo idioma nas escolas públicas. O anúncio foi feito na 12ª Conferência Ibero-Americana de Ministros da Cultura, que se realiza esta quarta-feira em Portugal.

 

Este ano (o ensino do português) começa nos Centros de Línguas, que são locais onde as pessoas podem aprender idiomas estrangeiros de graça. No próximo ano (letivo) vamos começar nas escolas públicas“, afirmou. Além do português, os Centros de Línguas já ensinam o inglês e o francês e alguns também têm aulas de alemão e italiano.

 

Segundo a ministra, a introdução do português no currículo escolar deverá ser gradual. “Vamos começar pela fronteira, onde é mais fácil, por que existe o bilinguismo. Há casos de crianças cuja língua materna é o português. Muitos na região da fronteira falam uma espécie de dialeto, o portunhol, que vemos não como algo negativo, mas como uma possibilidade de ampliar os conhecimentos para as duas línguas”.

 

Ela acredita que em cinco anos todos os estudantes uruguaios estarão aprendendo o português e em 11 o idioma será de conhecimento generalizado. “Acho que estarão todos falando português em mais seis anos, quando terminarem o ensino fundamental. Para nós, o ensino do português é o cumprimento de uma das nossas obrigações com o Mercosul e esperamos que os outros também cumpram.”

 

Algumas escolas poderão adiantar o processo, começando antes do que está previsto. “Na nova legislação, reservamos uma verba para cada escola – por meio dos Conselhos de Participação, em que participam os pais e a comunidade – decidir o que fazer. Podem decidir fazer uma reforma no estabelecimento ou ensinar uma língua estrangeira, como o russo, no caso de uma coletividade em que grande parte da população seja de origem russa.

 

Simón considera que a ampliação do ensino de línguas vai ser uma forma de diminuir o abismo social no país. “Até agora, apenas as escolas privadas ofereciam o ensino de línguas, o que gerava uma diferença de oportunidades. Sou professora titular da Universidade de Engenharia e muitos dos livros são em inglês. Nós oferecemos um curso gratuito de inglês técnico na faculdade, optativo, mas isso não é a mesma coisa.”

 

 

Para as aulas de português, a ministra não prevê a contratação de professores brasileiros, mas a formação dos uruguaios. “Até agora temos intercâmbio com Portugal, que nos ofereceu os cursos de formação e livros“.

 

Os cursos também poderão ser dados com a ajuda de computadores – no Uruguai, cada criança que está na escola tem a partir deste ano um computador. “O professor poderá atuar como mediador. Ele pode não ter a pronúncia perfeita, mas pode ajudar a corrigir quando as crianças repetirem as palavras do programa de computador de ensino do português“.

 

 

Texto de Jair Rattner – BBC Brasil