Ah! se as árvores falassem!
Diriam, por certo, assim:
Criança, sou tua amiga,
Peço que zeles por mim!
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(Walter Nieble de Freitas)
Ah! se as árvores falassem!
Diriam, por certo, assim:
Criança, sou tua amiga,
Peço que zeles por mim!
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(Walter Nieble de Freitas)
A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, Rio de Janeiro, edição do autor:1950, capa e ilustrações de Joselito. 2ª edição
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Para quem, como eu, sempre teve um interesse na literatura e que trabalhou com as artes plásticas é surpreendente a falta de informação que temos quer nas bibliotecas, quer na internet, sobre ilustradores de livros brasileiros para crianças. Dentre eles há o ilustrador que se assina Joselito que, ao que eu saiba, ilustra pelo menos quatro obras de Vicente Guimarães [Vovô Felício]. Trabalhando em meados do século XX este artista gráfico, cujo nome não aparece em nenhum dos dicionários de artes plásticas de que disponho, tem um traço firme, elegante. E um colorido fascinante. Suas composições estão dentro dos parâmetros estéticos de pós-guerra. Joselito seria certamente merecedor de um estudo mais aprofundado, não só pelo seu trabalho mas também pela influência que exerceu sobre algumas gerações de crianças brasileiras que embalaram muitos de seus sonhos nos textos de Vicente Guimarães e nessas imagens. Suas mais famosas ilustrações, no mundo das crianças, talvez sejam as das aventuras de João Bolinha, de Vicente Guimarães. Abaixo seguem as ilustrações de página inteira do livro Princesinha do Castelo Vermelho. Há muitas outras ilustrações nesse livro, em preto e branco, que tenho esperanças de colocar mais tarde no blog. Espero que ao final, vocês concordem comigo sobre a necessidade de conhecermos melhor aqueles que tanto influenciaram gerações de brasileirinhos. Isso é válido também para outros ilustradores que tempo e espaço permitindo iremos conhecendo ao longo dos próximos anos…
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo 1
“Mireninha gostava imensamente dos animais e nunca os maltratava. Sua distração predileta consistia em ouvir o canto dos passarinhos no pomar.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo I
“A menina procurou o passarinho e foi encontrá-lo preso em grossa teia de aranha. Estava cansado de tanto debater com uma das asas. A outra emaranhara-se nos fios.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo II
“Quem teria rebentado? Ninguém sabia responder. Finalmente, acusaram a arrumadeira de quarto, que se chamava Amélia e era muuito amiga de Mireninha, a quem sempre contava lindas histórias.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo II
“Na varanda estava o papagaio, triste e mudo. Mireninha pegou a ave e começou a alisá-la:”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo III
“Todo dia a menina voltava à caverna da pedreira para palestrar com seus novos e encantadores amigos e com a linda fada que lhe dera o dom de compreender a linguagem dos bichos.”
–Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo III
“Com a chegada da lua, a menina mais enlevada ficou. Sentou-se nas grossas raízes de uma velha mangueira para descansar um pouco.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IV
” Uma tarde, ela estava jogando milho para as pombas, quando, de longe, veio vindo um pombo cinzento, grande, de pescoço grosso e topete. Pousou na cerca de arame e dali voou para o ombro da Princesinha.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IV
“Assim que a argola foi retirada, o pombo transformou-se em um belo jovem.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo V
“Quando esta, no dia seguinte, se acercou do lago, encontrou seus amigos, nadando, alvoroçados, de um lado para o outro.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo V
“Assim que ela chegou as águas moveram-se com mais força e delas emergiu um peixe grande, muito vermelho,com escamas douradas e linda coroa na cabeça. Era o rei dos peixinhos dourados.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VI
“O caçador chamava-se Saulo, porém era mais conhecido pela alcunha de ‘O moço da cara preta’.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VI
“Uma vez, eu e Mário, meu colega de escola, passávamos perto da chácara do avarento e vimos, dependurados nos galhos, lindas mangas madurinhas.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VII
” As águas do lago começarama subir, surgiram algumas bolhas e, em seguida, apareceu o rei dos peixes.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VII
“A fada bateu a varinha de condão, e apareceu uma linda carruagem, puxada por inúmeras parelhas de passarinhos verdes, de peito amarelo e topete vermelho.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VIII
“Ainda não havia penetrado no bosque, quando avistou, à beira do caminho,mpequeninas frutas vermelhas, que pareciam saborosas.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo VIII
“Era uma grande onça malhada, estirada no chão, à sombra da velha gameleira.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IX
“Nisto, apareceu-lhe um morcego preto, trazendo no pé uma flor amarela.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo IX
“A Fada apareceu e perguntou o que a menina desejava.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo X
“Do lago dos peixinhos dourados, ia a princesinha para o jardim, apreciar as flores.”
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Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950
Capítulo X
“O mais deslumbrante acontecimento do dia do casamento foi a manifestação dos passarinhos.”
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Aqui estão as vinte ilustrações — duas para cada capítulo — feitas por Joselito para esse livro. O texto em azul fui eu mesma que escolhi como significante para as imagens mostradas, mas no livro essas ilustrações coloridas são de página inteira e não têm nenhum texto ligado a elas. Há muitas outras ilustrações em preto e branco, também feitas por ele, com gosto e um bocado de humor. Vou postá-las numa outra ocasião.
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Um belo dia [One fine day], s/d
Edson Campos ( Brasil, 1955)
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Edson Campos nasceu no Rio de Janeiro em 1955. Autodidata, desenha e pinta desde criança. Em 1978 mudou-se para os Estados Unidos, onde se estabeleceu como pintor desde então, e onde reside até hoje. Tendo viajado extensivamente pela Europa, hoje é portador de inúmeros prêmios nos EUA e na Europa. Para ver mais de seus trabalhos: www.edsoncampos.com
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Roberto de Souza ( Brasil, 1943)
óleo sobre tela, 88 x 55 cm
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Gilberto Mendonça Teles
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Fiz meu curso de madureza,
passei nos testes com bom conceito:
conheço tudo de cama e mesa,
tenho diplomas dentro do peito.
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Aluno médio de neolatinas,
vi línguas mortas, literaturas…
Mas eram tantas as disciplinas,
as biografias, nomenclaturas,
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tantos os rumos na encruzilhada,
tantas matérias sem conteúdo,
que acabei não sabendo nada,
embora mestre de quase tudo.
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Doutor em letras, as minhas cartas
são andorinhas nos vãos dos templos;
ensino o fino das coisas fartas
e amores livres com bons exemplos.
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Livre-docente, sou indecente
e nunca ensino o pulo-do-gato:
esta a razão por que há sempre gente
contra o meu jeito de liter-rato.
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Com tantos títulos e uma musa,
sou titular, mas jogo na extrema:
o ponta-esquerda que nunca cruza,
que sempre dribla nalgum poema.
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Sou bem casado, mas já fiz bodas;
Já fui cassado, tive anistia:
e, buliçoso, conheço todas
as coisas boas de cada dia.
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Só não conheço o que mais excita,
o que me envolve por todo lado:
talvez a essência da coisa escrita,
talvez a forma de um mau-olhado.
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Em: Plural de nuvens, Gilberto Mendonça Teles, Rio de Janeiro, José Olympio: 1990
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Gilberto Mendonça Teles (Bela Vista de Goiás, 30 de junho de 1931) é um poeta e crítico literário brasileiro.
Obras:
Alvorada, 1955.
Estrela-d’Alva, 1958
Fábula de Fogo, 1961
Pássaro de Pedra, 1962
Sonetos do Azul sem Tempo, 1964
Sintaxe Invisível, 1967
La Palabra Perdida (Antología),1967
A Raíz da Fala, 1972
Arte de Armar. Rio de de Janeiro: Imago, 1977
Poemas Reunidos, 1978
Plural de Nuvens, 1984
Sociologia Goiana, 1982
Hora Aberta, 1986
Palavra (Antologia Poética),1990
L ´Animal (Anthologie Poétique), 1990
Nominais, 1993
Os Melhores Poemas de Gilberto Mendonça Teles
Sonetos (Reunião), 1998
Casa de Vidrio (Antología Poética, 1999
Ipê amarelo, s/d
Paulo Gagarin (Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 41 x33 cm
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Banhado de sol e de ouro,
tanta é a beleza que encerra,
que o Ipê parece um tesouro
saído há pouco da terra!
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(Clóvis Brunelli)
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Olegário Mariano
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Terra florida. Estação nova. Tanta
Vida em redor! Ser folha quem dera!
Cada arbusto que vejo é uma garganta,
Um grito de entusiasmo à Primavera!
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Bendito o sol que no alto céu flameja
E desce em fogo pelas serranias…
O sol é um velho sátiro que beija
Sofregamente as árvores esguias.
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Anda, toto pelo ar, espanejante,
Um enxame fantástico de abelhas
Que estonteadoramente paira diante
De corolas e pétalas vermelhas.
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Vida para o trabalho! Ouve-se o coro
Dos lavradores e das raparigas…
Ondula ao sol, como um penacho de ouro,
A cabeleira fulva das espigas.
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Primavera! No teu aspecto antigo,
Alucinante e triste muitas vezes,
Quando chegas pelo ar trazes contigo
Calma e fartura para os camponeses.
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Dá arrepios fortes e desejos…
Teu nome é seiva, é força, é mocidade…
A terra anda a clamar pelos teus beijos
Que são sementes da fecundidade.
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Em: Toda uma vida de poesia: poesias completas, Olegário Mariano, vol 1 ( 1911-1931), Rio de Janeiro, José Olympio:1957
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Olegário Mariano Carneiro da Cunha (Brasil, 1889 — 1958) Usou também o pseudônimo João da Avenida, poeta, político e diplomata brasileiro. Em 1938, foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros, substituindo Alberto de Oliveira que morrera e que, por sua vez, havia substituído Olavo Bilac. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
Angelus , 1911
Sonetos, 1921
Evangelho da sombra e do silêncio, 1913
Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac, 1917
Últimas Cigarras, 1920
Castelos na areia, 1922
Cidade maravilhosa, 1923
Bataclan, crônicas em verso, 1927
Canto da minha terra, 1931
Destino, 1931
Poemas de amor e de saudade, 1932
Teatro, 1932
Antologia de tradutores, 1932
Poesias escolhidas, 1932
O amor na poesia brasileira, 1933
Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso, 1933
O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas, 1937
Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência, 1939
Em louvor da língua portuguesa, 1940
A vida que já vivi, memórias, 1945
Quando vem baixando o crepúsculo, 1945
Cantigas de encurtar caminho, 1949
Tangará conta histórias, poesia infantil, 1953
Toda uma vida de poesia, 2 vols., 1957
Evasão, 2008
Abderrahmane Chaouane (Argélia, 1958)
óleo sobre tela
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Leitura para SETEMBRO, discussão nesse blog a partir do dia 20
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SINOPSE
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O sapateiro judeu Max Kutner é convocado para trabalhar na censura postal do regime Vargas, traduzindo cartas do iídiche para o português em busca de subversivos. Enquanto lida com o peso na consciência, Max se apaixona por uma desconhecida através de suas cartas e, determinado a encontrá-la, descobre mais do que pretendia – inclusive sobre si mesmo.
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EDITORA: Record
Ano: 2010
Número de páginas: 272
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Docemente equilibrada,
ia a lua pelos ares,
qual linda concha embalada
pela corrente dos mares.
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(Gonçalves Dias)
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Viriato Corrêa
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“De pé, junto à mesa, olhos fixos no Floriano, o professor João Câncio prosseguiu:
— Pergunta você que é o Brasil? É tudo que temos feito em prol do progresso, da moral, da cultura, da liberdade e da fraternidade. O Brasil não é o solo, o mar, o céu que tanto cantamos. É a história, de que não fazemos caso nenhum.
O Brasil é obra de seus construtores, ou melhor, daqueles que o tiraram do nada selvagem e o fizeram terra civilizada.
E o trabalho dos jesuítas, de Nóbrega e de Anchieta, em plena floresta, transformando antropófagos em seres humanos.
O Brasil é a coragem dos defensores de seu solo. É Estácio de Sá, é Mem de Sá, é Araribóia, repelindo os franceses do Rio de Janeiro, é Jerônimo de Albuquerque expelindo os franceses do Maranhão. São os patriotas de Pernambuco, arrasando o domínio holandês do Norte. São os cariocas lutando com Duclerc e Duguay-Trouin.
O Brasil é a obra dos bandeirantes: Antônio Raposo, Fernão Dias Pais, Borba Gato, Bartolomeu Bueno, desbravando sertões à procura de ouro e de pedras preciosas.
O Brasil é o esforço da sua gente para tirar da terra os bens que a terra dá a quem trabalha. É a cana-de-açúcar que, já no século do descobrimento, era uma das maiores riquezas do país. É o esplendor das minas de ouro do século XVIII, que deixaram o mundo embasbacado.
É o café que engrandeceu São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Espírito Santo e que atualmente é a nossa maior riqueza. É o algodão, a riqueza do Nordeste; o cacau, a riqueza da Bahia, e a borracha, a riqueza da Amazônia.
O Brasil é a sua indústria pastoril. É a atividade dos paulistas e dos baianos, espalhando boiadas pelo território nacional desde os primeiros dias da nossa história.
O Brasil é o trabalho obscuro dos negros nos campos de criação e lavoura, nas minas, nos trapiches e nas fábricas.
Pátria brasileira, meu meninos, continuou ardentemente, é tudo que se fez para que tivéssemos liberdade. É a Inconfidência Mineira, com Tiradentes morrendo na forca. É o martírio de Domingos José Martins e do Padre Roma, na revolução de 1817. É o trabalho de José Bonifácio e de Joaquim Ledo, na Independência. É o sacrifício de Frei Caneca e do padre Mororó, na Confederação do Equador. É o verbo de Patrocínio e Nabuco, na Abolição. É Silva Jardim, Benjamim Constant e Deodoro, realizando a República.
Pátria brasileira é a obra dos patriotas da Regência. É a energia do padre Feijó, sufocando a desordem; é a espada de Caxias, impedindo que o país se desunisse.
O Brasil é a glória de seus grandes filhos. É o gênio de Bartolomeu de Gusmão produzindo a Passarola.
Em vez de exaltarmos os céus azuis, as montanhas verdes, os rios imensos, exaltemos os homens que realizaram as obras em favor da nossa indústria e do nosso comércio. Exaltemos Mauá e Mariano Procópio, que construíram as nossas primeiras estradas de ferro; Barbacena, que fez navegar, nos nossos rios, o primeiro barco a vapor.
O Brasil são os seus grandes vultos nas ciências, nas letras e nas artes. É Teixeira de Freitas. É Rui Barbosa. É Varnhagem. É a veia poética de Gonçalves Dias e de Castro Alves. O pincel de Pedro Américo e de Vítor Meireles. A inspiração musical de Carlos Gomes.
Num país, a beleza da paisagem, o fulgor do céu, a extensão dos rios, as próprias minas de ouro, são quase nada ao lado da inteligência, da energia, do trabalho, das virtudes morais de seus filhos.
E, com a voz inflamada pelo entusiasmo, concluiu.
— É essa energia, esse trabalho, essa inteligência, essas virtudes morais, que a nossa bandeira representa“.
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Em: Cazuza, de Viriato Corrêa, São Paulo, Cia Editora Nacional: 1966, 14ª edição. Originalmente publicado em 1938.
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Exercício para a sala de aula:
Esse texto do escritor Viriato Corrêa foi publicado em 1938. Por isso ele não lista outros grandes brasileiros que vieram depois dos anos 30 do século XX e que contribuíram para que o Brasil se tornasse o grande país que é. Liste outros grandes brasileiros que não estão nessa lista acima.
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Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho (Pirapemas, MA 1884 — Rio de Janeiro, RJ 1967) – Pseudônimos: Viriato Correia, Pequeno Polegar, Tibúrcio da Anunciação. Diplomado em direito, jornalista, contista, romancista, teatrólogo, autor de literatura infantil e crônicas históricas, professor de teatro, membro da ABL e político brasileiro.
Obras:
Minaretes, contos, 1903
Era uma vez…, infanto-juvenil, 1908
Contos do sertão, contos, 1912
Sertaneja, teatro, 1915
Manjerona, teatro, 1916
Morena, teatro, 1917
Sol do sertão, teatro, 1918
Juriti, teatro, 1919
O Mistério, teatro, 1920
Sapequinha, teatro, 1920
Novelas doidas, contos, 1921
Contos da história do Brasil, infanto-juvenil, 1921
Terra de Santa Cruz, crônica histórica, 1921
Histórias da nossa história,crônica histórica, 1921
Nossa gente, teatro, 1924
Zuzú, teatro, 1924
Uma noite de baile, infanto-juvenil,1926
Balaiada, romance, 1927
Brasil dos meus avós, crônica histórica, 1927
Baú velho, crônica histórica, 1927
Pequetita, teatro, 1927
Histórias ásperas, contos, 1928
Varinha de condão, infanto-juvenil, 1928
A Arca de Noé, infanto-juvenil, 1930
A descoberta do Brasil, infanto-juvenil,1930
A macacada, infanto-juvenil, 1931
Bombonzinho, teatro, 1931
Os meus bichinhos, infanto-juvenil, 1931
No reino da bicharada, infanto-juvenil, 1931
Quando Jesus nasceu, infanto-juvenil, 1931
Gaveta de sapateiro, crônica histórica, 1932
Sansão, teatro, 1932
Maria, teatro, 1933
Alcovas da história, crônica histórica, 1934
História do Brasil para crianças, infanto-juvenil, 1934
Mata galego, crônica histórica, 1934
Meu torrão, infanto-juvenil,1935
Bicho papão, teatro, 1936
Casa de Belchior, crônica histórica, 1936
O homem da cabeça de ouro, teatro, 1936
Bichos e bichinhos, infanto-juvenil, 1938
Carneiro de batalhão, teatro, 1938
Cazuza, infanto-juvenil, 1938
A Marquesa de Santos, teatro, 1938
No país da bicharada, infanto-juvenil, 1938
História de Caramuru, infanto-juvenil, 1939
O país do pau de tinta, crônica histórica, 1939
O caçador de esmeraldas, teatro, 1940
Rei de papelão, teatro, 1941
Pobre diabo, teatro, 1942
O príncipe encantador, teatro, 1943
O gato comeu, teatro, 1943
À sombra dos laranjais, teatro, 1944
A bandeira das esmeraldas, infanto-juvenil, 1945
Estão cantando as cigarras, teatro, 1945
Venha a nós, teatro, 1946
As belas histórias da História do Brasil, infanto-juvenil, 1948
Dinheiro é dinheiro, teatro, 1949
Curiosidades da história do Brasil, crônica histórica, 1955
O grande amor de Gonçalves Dias, teatro, 1959.
História da liberdade do Brasil, crônica histórica, 1962