Quadrinha infantil para a Primavera

16 09 2011

Ah!  se as árvores falassem!

Diriam, por certo, assim:

Criança, sou tua amiga,

Peço que zeles por mim!

(Walter Nieble de Freitas)





Ilustrações de Joselito para o livro “Princesinha do Castelo Vermelho” de Vicente Guimarães

15 09 2011

A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, Rio de Janeiro, edição do autor:1950, capa e ilustrações de Joselito. 2ª edição

Para quem, como eu, sempre teve um interesse na literatura e que trabalhou com as artes plásticas é surpreendente a falta de informação que temos quer nas bibliotecas, quer na internet, sobre ilustradores de livros brasileiros para crianças.  Dentre eles há o ilustrador que se assina  Joselito que, ao que eu saiba, ilustra pelo menos quatro obras de Vicente Guimarães [Vovô Felício].  Trabalhando em meados do século XX este artista gráfico, cujo nome não aparece em nenhum dos dicionários de artes plásticas de que disponho, tem um traço firme, elegante.   E um colorido fascinante.  Suas composições estão dentro dos parâmetros estéticos de pós-guerra.    Joselito seria certamente merecedor de um estudo mais aprofundado, não só pelo seu trabalho mas também pela influência que exerceu sobre algumas gerações de crianças brasileiras que embalaram muitos de seus sonhos nos textos de Vicente Guimarães e nessas imagens.  Suas mais famosas ilustrações, no mundo das crianças, talvez sejam as das aventuras de João Bolinha, de Vicente Guimarães.    Abaixo seguem as ilustrações de página inteira do livro Princesinha do Castelo Vermelho.   Há muitas outras ilustrações nesse livro, em preto e branco, que tenho esperanças de colocar mais tarde no blog.  Espero que ao final, vocês concordem comigo sobre a necessidade de conhecermos melhor aqueles que tanto influenciaram gerações de brasileirinhos.  Isso é válido também para outros ilustradores que tempo e espaço permitindo iremos conhecendo ao longo dos próximos anos… 

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo 1

Mireninha gostava imensamente dos animais e nunca os maltratava.  Sua distração predileta consistia em ouvir o canto dos passarinhos no pomar.” 

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

 Capítulo I

“A menina procurou o passarinho e foi encontrá-lo preso em grossa teia de aranha.  Estava cansado de tanto debater com uma das asas.  A outra emaranhara-se nos fios.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo II

“Quem teria rebentado?  Ninguém sabia responder.  Finalmente, acusaram a arrumadeira de quarto, que se chamava Amélia e era muuito amiga de Mireninha, a quem sempre contava lindas histórias.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo II

“Na varanda estava o papagaio, triste e mudo. Mireninha pegou a ave e começou a alisá-la:”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo III

“Todo dia a menina voltava à caverna da pedreira para palestrar com seus novos e encantadores amigos e com a linda fada que lhe dera o dom de compreender a linguagem dos bichos.” 

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo III

“Com a chegada da lua, a menina mais enlevada ficou.  Sentou-se nas grossas raízes de uma velha mangueira para descansar um pouco.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo IV

” Uma tarde, ela estava jogando milho para as pombas, quando, de longe, veio vindo um pombo cinzento, grande, de pescoço grosso e topete.  Pousou na cerca de arame e dali voou para o ombro da Princesinha.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo IV

“Assim que a argola foi retirada, o pombo transformou-se em um belo jovem.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo V

“Quando esta, no dia seguinte, se acercou do lago, encontrou seus amigos, nadando, alvoroçados, de um lado para o outro.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo V

“Assim que ela chegou as águas moveram-se com mais força e delas emergiu um peixe grande, muito vermelho,com escamas douradas e linda coroa na cabeça.  Era o rei dos peixinhos dourados.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo VI

“O caçador chamava-se Saulo, porém era mais conhecido pela alcunha de ‘O moço da cara preta’.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo VI

“Uma vez, eu e Mário, meu colega de escola, passávamos perto da chácara do avarento e vimos, dependurados nos galhos, lindas mangas madurinhas.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo VII

” As águas do lago começarama subir, surgiram algumas bolhas e, em seguida, apareceu o rei dos peixes.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo VII

“A fada bateu a varinha de condão, e apareceu uma linda carruagem, puxada por inúmeras parelhas de passarinhos verdes, de peito amarelo  e topete vermelho.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo VIII

“Ainda não havia penetrado no bosque, quando avistou, à beira do caminho,mpequeninas frutas vermelhas, que pareciam saborosas.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo VIII

“Era uma grande onça malhada, estirada no chão, à sombra da  velha gameleira.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo IX

“Nisto, apareceu-lhe um morcego preto, trazendo no pé uma flor amarela.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo IX

“A Fada apareceu e perguntou o que a menina desejava.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo X

“Do lago dos peixinhos dourados, ia a princesinha para o jardim, apreciar as flores.”

Joselito, Ilustração para A princesinha do castelo vermelho, de Vicente Guimarães, 1950

Capítulo X

“O mais deslumbrante acontecimento do dia do casamento foi a manifestação dos passarinhos.”

Aqui estão as vinte ilustrações — duas para cada capítulo — feitas por Joselito para esse livro.  O texto em azul fui eu mesma que escolhi como significante para as imagens mostradas, mas no livro essas ilustrações coloridas são de página inteira e não têm nenhum texto ligado a elas.  Há muitas outras ilustrações em preto e branco, também feitas por ele,  com gosto e um bocado de humor.  Vou postá-las numa outra ocasião. 





Imagem de leitura — Edson Campos

14 09 2011

Um belo dia [One fine day], s/d

Edson Campos ( Brasil, 1955)

www.edsoncampos.com

Edson Campos nasceu no Rio de Janeiro em 1955.  Autodidata, desenha e pinta desde criança.  Em 1978 mudou-se para os Estados Unidos, onde se estabeleceu como pintor desde então, e onde reside até hoje.  Tendo viajado extensivamente pela Europa, hoje é portador de inúmeros prêmios nos EUA e na Europa.  Para ver mais de seus trabalhos: www.edsoncampos.com





Currículo, poema de Gilberto Mendonça Teles

13 09 2011

Estudante, s/d

Roberto de Souza ( Brasil, 1943)

óleo sobre tela,  88 x 55 cm

Currículo

Gilberto Mendonça Teles

Fiz meu curso de madureza,

passei nos testes com bom conceito:

conheço tudo de cama e mesa,

tenho diplomas dentro do peito.

Aluno médio de neolatinas,

vi línguas mortas, literaturas…

Mas eram tantas as disciplinas,

as biografias, nomenclaturas,

tantos os rumos na encruzilhada,

tantas matérias sem conteúdo,

que acabei não sabendo nada,

embora mestre de quase tudo.

Doutor em letras, as minhas cartas

são andorinhas nos vãos dos templos;

ensino o fino das coisas fartas

e amores livres com bons exemplos.

Livre-docente, sou indecente

e nunca ensino o pulo-do-gato:

esta a razão por que há sempre gente

contra o meu jeito de liter-rato.

Com tantos títulos e uma musa,

sou titular, mas jogo na extrema:

o ponta-esquerda que nunca cruza,

que sempre dribla nalgum poema.

Sou bem casado, mas já fiz bodas;

Já fui cassado, tive anistia:

e, buliçoso, conheço todas

as coisas boas de cada dia.

Só não conheço o que mais excita,

o que me envolve por todo lado:

talvez a essência da coisa escrita,

talvez a forma de um mau-olhado.

Em: Plural de nuvens, Gilberto Mendonça Teles, Rio de Janeiro, José Olympio: 1990

Gilberto Mendonça Teles (Bela Vista de Goiás, 30 de junho de 1931) é um poeta e crítico literário brasileiro.

Obras:

Alvorada, 1955.

Estrela-d’Alva, 1958

Fábula de Fogo, 1961

Pássaro de Pedra, 1962

Sonetos do Azul sem Tempo, 1964

Sintaxe Invisível, 1967

La Palabra Perdida (Antología),1967

A Raíz da Fala, 1972

Arte de Armar. Rio de de Janeiro: Imago, 1977

Poemas Reunidos, 1978

Plural de Nuvens, 1984

Sociologia Goiana, 1982

Hora Aberta, 1986

Palavra (Antologia Poética),1990

L ´Animal (Anthologie Poétique), 1990

Nominais, 1993

Os Melhores Poemas de Gilberto Mendonça Teles

Sonetos (Reunião), 1998

Casa de Vidrio (Antología Poética, 1999





Quadrinha do ipê, para a chegada da primavera!

10 09 2011

Ipê amarelo, s/d

Paulo Gagarin (Brasil, 1885-1980)

óleo sobre tela,  41 x33 cm

Banhado de sol e de ouro,

tanta é a beleza que encerra,

que o Ipê parece um tesouro

saído há pouco da terra!

(Clóvis Brunelli)





Primavera, poema de Olegário Mariano

9 09 2011

Ilustração assinada como MEE.

Primavera

                                               Olegário Mariano

Terra florida.  Estação nova.  Tanta

Vida em redor!  Ser folha quem dera!

Cada arbusto que vejo é uma garganta,

Um grito de entusiasmo à Primavera!

Bendito o sol que no alto céu flameja

E desce em fogo pelas serranias…

O sol é um velho sátiro que beija

Sofregamente as árvores esguias.

Anda, toto pelo ar, espanejante,

Um enxame fantástico de abelhas

Que estonteadoramente paira diante

De corolas e pétalas vermelhas.

Vida para o trabalho!  Ouve-se o coro

Dos lavradores e das raparigas…

Ondula ao sol, como um penacho de ouro,

A cabeleira fulva das espigas.

Primavera! No teu aspecto antigo,

Alucinante e triste muitas vezes,

Quando chegas pelo ar trazes contigo

Calma e fartura para os camponeses.

Dá arrepios fortes e desejos…

Teu nome é seiva, é força, é mocidade…

A terra anda a clamar pelos teus beijos

Que são sementes da fecundidade.

Em: Toda uma vida de poesia: poesias completas, Olegário Mariano, vol 1 ( 1911-1931), Rio de Janeiro, José Olympio:1957

Olegário Mariano Carneiro da Cunha (Brasil, 1889 — 1958) Usou também o pseudônimo João da Avenida, poeta, político e diplomata brasileiro. Em 1938, foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros, substituindo Alberto de Oliveira que morrera e que, por sua vez, havia substituído Olavo Bilac. Membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

Angelus , 1911

Sonetos, 1921

Evangelho da sombra e do silêncio, 1913

Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac, 1917

Últimas Cigarras, 1920

Castelos na areia, 1922

Cidade maravilhosa, 1923

Bataclan, crônicas em verso, 1927

Canto da minha terra, 1931

Destino, 1931

Poemas de amor e de saudade, 1932

Teatro, 1932

Antologia de tradutores, 1932

Poesias escolhidas, 1932

O amor na poesia brasileira, 1933

Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso, 1933

O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas, 1937

Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência, 1939

Em louvor da língua portuguesa, 1940

A vida que já vivi, memórias, 1945

Quando vem baixando o crepúsculo, 1945

Cantigas de encurtar caminho, 1949

Tangará conta histórias, poesia infantil, 1953

Toda uma vida de poesia, 2 vols., 1957





Papa-livros, leitura para setembro: Traduzindo Hannah, de Ronaldo Wrobel

8 09 2011

Evasão, 2008

Abderrahmane Chaouane (Argélia, 1958)

óleo sobre tela

Leitura para SETEMBRO, discussão nesse blog a partir do dia 20

Traduzindo Hannah, de Ronaldo Wrobel

SINOPSE

O sapateiro judeu Max Kutner é convocado para trabalhar na censura postal do regime Vargas, traduzindo cartas do iídiche para o português em busca de subversivos. Enquanto lida com o peso na consciência, Max se apaixona por uma desconhecida através de suas cartas e, determinado a encontrá-la, descobre mais do que pretendia – inclusive sobre si mesmo.

EDITORA: Record

Ano: 2010

Número de páginas:  272

A arte de Abderrahmane Chaouane






Quadrinha para crianças sobre a lua

8 09 2011

 

Cartão postal, década 1930, Havaí.

Docemente equilibrada,

ia a lua pelos ares,

qual linda concha embalada

pela corrente dos mares.

(Gonçalves Dias)





Que é o Brasil? texto de Viriato Corrêa, do livro infantil Cazuza (1938)

7 09 2011

Que é o Brasil?

Viriato Corrêa

“De pé, junto à mesa, olhos fixos no Floriano, o professor João Câncio prosseguiu:

— Pergunta você que é o Brasil?  É tudo que temos feito em prol do progresso, da moral, da cultura, da liberdade e da fraternidade.  O Brasil não é o solo, o mar, o céu que tanto cantamos.  É a história, de que não fazemos caso nenhum.

O Brasil é obra de seus construtores, ou melhor, daqueles que o tiraram do nada selvagem e o fizeram terra civilizada.

E o trabalho dos jesuítas, de Nóbrega e de Anchieta, em plena floresta, transformando antropófagos em seres humanos.

O Brasil é a coragem dos defensores de seu solo.  É Estácio de Sá, é Mem de Sá, é Araribóia, repelindo os franceses do Rio de Janeiro, é Jerônimo de Albuquerque expelindo os franceses do Maranhão.  São os patriotas de Pernambuco, arrasando o domínio holandês do Norte.  São os cariocas lutando com Duclerc e Duguay-Trouin.

O Brasil é a obra dos bandeirantes:  Antônio Raposo, Fernão Dias Pais, Borba Gato, Bartolomeu Bueno, desbravando sertões à procura de ouro e de pedras preciosas.

O Brasil é o esforço da sua gente para tirar da terra os bens que a terra dá a quem trabalha.  É a cana-de-açúcar que, já no século do descobrimento, era uma das maiores riquezas do país.  É o esplendor das minas de ouro do século XVIII, que deixaram o mundo embasbacado.

É o café que engrandeceu São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Espírito Santo e que atualmente é a nossa maior riqueza.  É o algodão, a riqueza do Nordeste; o cacau, a riqueza da Bahia, e a borracha, a riqueza da Amazônia.

O Brasil é a sua indústria pastoril.  É a atividade dos paulistas  e dos baianos, espalhando boiadas pelo território nacional desde os primeiros dias da nossa história.

O Brasil é o trabalho obscuro dos negros nos campos de criação e lavoura, nas minas, nos trapiches e nas fábricas.

Pátria brasileira, meu meninos, continuou ardentemente, é tudo que se fez para que tivéssemos liberdade.  É a Inconfidência Mineira, com Tiradentes morrendo na forca.  É o martírio de Domingos José Martins e do Padre Roma, na revolução de 1817.  É o trabalho de José Bonifácio e de Joaquim Ledo, na Independência.  É o sacrifício de Frei Caneca e do padre Mororó, na Confederação do Equador.  É o verbo de Patrocínio e Nabuco, na Abolição.  É Silva Jardim, Benjamim Constant e Deodoro, realizando a República.

Pátria brasileira é a obra dos patriotas da Regência.  É a energia do padre Feijó, sufocando a desordem; é a espada de Caxias, impedindo que o país se desunisse.

O Brasil é a glória de seus grandes filhos.  É o gênio de Bartolomeu de Gusmão produzindo a Passarola. 

Em vez de exaltarmos os céus azuis, as montanhas verdes, os rios imensos, exaltemos os homens que realizaram as obras em favor da nossa indústria e do nosso comércio.  Exaltemos Mauá e Mariano Procópio, que construíram as nossas primeiras estradas de ferro; Barbacena, que fez navegar, nos nossos rios, o primeiro barco a vapor.

O Brasil são os seus grandes vultos nas ciências, nas letras e nas artes.  É Teixeira de Freitas.  É Rui Barbosa.  É Varnhagem.  É a veia poética de Gonçalves Dias e de Castro Alves.  O pincel de Pedro Américo e de Vítor Meireles.  A inspiração musical de Carlos Gomes.

Num país, a beleza da paisagem, o fulgor do céu, a extensão dos rios, as próprias minas de ouro, são quase nada ao lado da inteligência, da energia, do trabalho, das virtudes morais de seus filhos.

E, com a voz inflamada pelo entusiasmo, concluiu.

— É essa energia, esse trabalho, essa inteligência, essas virtudes morais, que a nossa bandeira representa“.

Em: Cazuza, de Viriato Corrêa, São Paulo, Cia Editora Nacional: 1966, 14ª edição. Originalmente publicado em 1938.

Exercício para a sala de aula:

Esse texto do escritor  Viriato Corrêa foi publicado em 1938.   Por isso ele não lista outros grandes brasileiros que vieram depois dos anos 30 do século XX e  que contribuíram para que o Brasil se tornasse o grande país que é.  Liste outros grandes brasileiros que não estão nessa lista acima.

 Feliz Dia da Independência do Brasil!

Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho (Pirapemas, MA 1884 — Rio de Janeiro, RJ 1967) – Pseudônimos: Viriato Correia, Pequeno Polegar, Tibúrcio da Anunciação. Diplomado em direito, jornalista, contista, romancista, teatrólogo, autor de literatura infantil e crônicas históricas, professor de teatro, membro da ABL e político brasileiro.

Obras:

Minaretes, contos, 1903

Era uma vez…, infanto-juvenil, 1908

Contos do sertão, contos, 1912

Sertaneja, teatro, 1915

Manjerona, teatro, 1916

Morena, teatro, 1917

Sol do sertão, teatro, 1918

Juriti, teatro, 1919

O Mistério, teatro, 1920

Sapequinha, teatro, 1920

Novelas doidas, contos, 1921

Contos da história do Brasil, infanto-juvenil, 1921

Terra de Santa Cruz, crônica histórica, 1921

Histórias da nossa história,crônica histórica, 1921

Nossa gente, teatro, 1924

Zuzú, teatro, 1924

Uma noite de baile, infanto-juvenil,1926

Balaiada, romance, 1927

Brasil dos meus avós, crônica histórica, 1927

Baú velho, crônica histórica, 1927

Pequetita, teatro, 1927

Histórias ásperas, contos, 1928

Varinha de condão, infanto-juvenil, 1928

A Arca de Noé, infanto-juvenil, 1930

A descoberta do Brasil, infanto-juvenil,1930

A macacada, infanto-juvenil, 1931

Bombonzinho, teatro, 1931

Os meus bichinhos, infanto-juvenil, 1931

No reino da bicharada, infanto-juvenil, 1931

Quando Jesus nasceu, infanto-juvenil, 1931

Gaveta de sapateiro, crônica histórica, 1932

Sansão, teatro, 1932

Maria, teatro, 1933

Alcovas da história, crônica histórica, 1934

História do Brasil para crianças, infanto-juvenil, 1934

Mata galego, crônica histórica, 1934

Meu torrão, infanto-juvenil,1935

Bicho papão, teatro, 1936

Casa de Belchior, crônica histórica, 1936

O homem da cabeça de ouro, teatro, 1936

Bichos e bichinhos, infanto-juvenil, 1938

Carneiro de batalhão, teatro, 1938

Cazuza, infanto-juvenil, 1938

A Marquesa de Santos, teatro, 1938

No país da bicharada, infanto-juvenil, 1938

História de Caramuru, infanto-juvenil, 1939

O país do pau de tinta, crônica histórica, 1939

O caçador de esmeraldas, teatro, 1940

Rei de papelão, teatro, 1941

Pobre diabo, teatro, 1942

O príncipe encantador, teatro, 1943

O gato comeu, teatro, 1943

À sombra dos laranjais, teatro, 1944

A bandeira das esmeraldas, infanto-juvenil, 1945

Estão cantando as cigarras, teatro, 1945

Venha a nós, teatro, 1946

As belas histórias da História do Brasil, infanto-juvenil, 1948

Dinheiro é dinheiro, teatro, 1949

Curiosidades da história do Brasil, crônica histórica, 1955

O grande amor de Gonçalves Dias, teatro, 1959.

História da liberdade do Brasil, crônica histórica, 1962





Imagem de leitura — Anita Fraga

6 09 2011

Menina com revista, s/d

Anita Fraga ( Brasil)

óleo sobre eucatex, 46 x 37 cm