Quem disse que robôs não substituiriam os seres humanos?

10 01 2009

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Wakamaru em cena!

Uma nova estrela do teatro japonês tem um rosto amarelo brilhante, braços prateados e um sensor de posicionamento na cabeça.  Seu sucesso foi quase instantâneo.  Ele é Wakamaru e nasceu para brilhar! Sua inspiração veio do sucesso da série televisiva americana de 1968 produzida pela CBS — Lost in space  [Perdidos no espaço].  A história por sua vez havia sido inspirada por clássicos de literatura do século XIX  e retratava as aventuras da família Robinson a bordo da nave Júpiter 2.   A maior atração era o robô B9. Ele não possuía os avançados computadores internos que integram Wakamaru.  B9  tinha 511 frases pré-programadas. Uma coisa simples para o sofisticado Wakamaru, que fala cerca de cinco mil frases – algumas delas quando contracena com a atriz Minako Inoue e com o ator Hiroshi Ota.

 

Wakamaru: tem um metro de altura e uma câmera omnidirecional.  Isto lhe permite enxergar a toda volta — 360 ° —  sem mover o corpo.  Seu movimento depende de rodas e de sensores de infravermelho para detectar os obstáculos no caminho.   Hoje ele participa da peça Hataraku watashi (Eu, trabalhador) em Osaka.  Reprogramamos a máquina para que ela fosse capaz de interagir com os demais atores. Wakamaru usa cuidadosamente os objetos do cenário e tem a vantagem de jamais errar o texto“, diz o chefe do departamento de pesquisa da Universidade de Osaka, Ken Onishi.

 

Wakamaru não é o único robô em cena.  Ele tem a companhia de um outro colega.  Ambos foram aprovados nos testes e agora interpretam no palco, respectivamente, os personagens Momoko e Takeo. Dois atores humanos também estão no elenco.

 

 

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B-9 em cena -- Perdidos no Espaço

 

 

Wakamaru também trabalha em outros lugares, já que pode ser alugado por aproximadamente USD $1.000 por dia.  Capaz de reconhecer até dez pessoas e chamá-las pelo nome, este robozinho consegue recepcionar os membros de uma família com uma voz feminina, gentil e transmitir recados da secretária eletrônica.  Ele também lê e-mails. De manhã, pode passar para seu dono as principais manchetes dos jornais, dar a previsão do tempo e servir como uma eficiente mordomo/secretário lembrando seu dono dos compromissos do dia. Se a segurança da casa for uma preocupação, basta usar o celular e ligar para Wakamaru: ele transmitirá imagens de todas as dependências.

 

Acho que vou tentar juntar os USD 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil dólares) para poder comprá-lo.  Deixe-me ver: posso economizar R$120,00 por mês, mais ou menos USD$ 50,00/mês…  Em quanto tempo será que conseguirei um ajudante deste naipe?  Huhm… 

 

Para maiores informações clique AQUI.  Texto baseado no artigo de Luciana Scarbi do portal Terra.





Você já ouviu falar de um mamífero venenoso?

9 01 2009

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Você já ouviu falar de um mamífero venenoso?  Ah! Mas ele existe!  E recentemente o Hispaniolan solenodon, [ Musaranho Solenodon] foi filmado no seu habitat.  Veja a fotografia.  Ele parece uma grande toupeira ou musaranho; a diferença é que ele injeta um veneno na sua presa quando morde.  O veneno sai através de dentes especializados.   Pouco se conhece deste animal que tem um nariz comprido, habita algumas ilhas do Caribe e que está entre os animais com perigo de desaparecerem por causa do tombamento de florestas, pela caça e também pela introdução de novas espécies na ilha.  

 

O musaranho foi visto e filmado por pesquisadores da Durrell Wildlife Conservation Trust  e a Ornitological Society of Hispaniola no verão de 2008 na Republica Dominicana.   Os pesquisadores foram capazes de tirar suas medidas e seu DNA antes de retornarem o bichinho ao mato.  Ele é um animal notívago que come insetos. 

 

 

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Baseado no artigo de Rebecca Morelle, jornalista de ciências da BBC.  Para o vídeo e o artigo integral, clique AQUI.





Peixes têm memória!

8 01 2009

peixinhos-blanche-wrightIlustração: Blanche Wright

Depois de quase um ano de uma pequena descoberta feita por um aluno australiano de 15 anos sobre a memória dos peixes, sua descoberta ganha finalmente maior peso, com pesquisa adicional que acabou de ser anunciada ontem.  Esta notícia dos pesquisadores do Instituto de Tecnologia Technion, em Israel, veio corroborar as observações feitas por Rory Stokes e noticiadas no mundo de língua inglesa em fevereiro de 2008.  

 

Este adolescente, que fez pequenos experimentos num aquário caseiro, conseguiu demonstrar na época que os peixes kinguios  têm muito mais do que três segundos de memória.  Este era, até então, o número que se acreditava verdadeiro para a duração da memória nestes  peixinhos vermelhos de aquário, também chamados no Brasil de véu de noiva.

 

Aluno da Escola de Matemática e Ciências, em Adelaide, Austrália, Rory Stokes, foi inspirado pelo professor de ciências Dr. Culum Brown, que apresenta um programa na televisão australiana.  Dono de um aquário, seu experimento se baseou em colocar uma pequena luz no aquário e depois alimentava o peixe, que logo aprendeu a associar a luz à comida e conseguiu guardar esta informação por pelo menos seis dias.

 

Ontem, no entanto, as pesquisas sobre a memória dos peixes deram um grande passo à frente quando pesquisadores em Israel, anunciaram que haviam treinado peixes jovens, associando um som reproduzido por um alto-falante com o momento da alimentação. Cada vez que o som específico era reproduzido, os animais retornavam para a alimentação.  Após um mês de treinamento, os peixes foram liberados para o mar, onde foram deixados à sua própria sorte.

 

 

Em um período entre quatro e cinco meses após a liberação, quando os peixes tinham se tornado adultos e prontos para a comercialização, o som foi tocado novamente e os animais retornaram.

 

Os efeitos desta descoberta da memória dos peixes poder ser mantida por pelo menos cinco meses são de grande valia para baixar os custos da piscicultura.  

 

Para maiores informações veja o artigo no portal Terra.





O que o Brasil tem a ver com as mudanças climáticas?

4 01 2009

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Por mais que eu quisesse começar este ano com uma nota sobre os livros que li e estou lendo, com alguma coisa sobre as artes, sinto-me, em vista das chuvas de hoje em Santa Catarina, na obrigação de voltar a falar da imperiosa necessidade que temos de fazer alguma coisa pra diminuir o aquecimento global.  

Qualquer carioca notou que esta primavera que passou foi mais para inverno do que para primavera, com chuvas constantes e muito poucos dias de sol.  Estas mudanças já estavam previstas.  É só darmos uma olhadela no portal da FIOCRUZ, chamado Museu da Vida, para vermos como não houve nenhuma surpresa para aqueles que estão envolvidos diretamente com as ciências do meio ambiente.  Assim sendo, copio e colo aqui o que li no Museu da Vida.

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O que o Brasil tem a ver com as mudanças climáticas?

O Brasil tem tudo a ver com as mudanças climáticas. Apesar de não estarmos entre os maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, contribuímos significativamente com o total das emissões mundiais.

Além disso, somos donos da maior floresta tropical do mundo, a floresta amazônica. Viva, ela é uma importante “seqüestradora” de carbono e, portanto, uma grande aliada no combate às mudanças climáticas.

Derrubada, ela pode vir a ser uma grande inimiga, liberando grande quantidade de carbono na atmosfera. Cabe a nós decidir o que fazer dela!

E ainda, como dependemos fortemente de recursos naturais diretamente ligados ao clima, como na agricultura e na geração de energia hidrelétrica, podemos ser duramente atingidos pelas mudanças climáticas.

Conclusão: nós brasileiros temos muito o que refletir, debater e fazer para enfrentar as mudanças climáticas. Nesta seção, vamos ver como o Brasil tem contribuído para as mudanças climáticas, os impactos que elas podem ter no país e o que podemos fazer para evitar conseqüências mais drásticas. 

 

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– Contribuição brasileira para as mudanças climáticas


O Brasil é responsável por algo em torno de 4% das emissões globais de gás carbônico. É pouco em comparação com os principais países emissores desse gás – Estados Unidos, Rússia, China e Japão –, mas é uma quantidade expressiva diante dos desafios atuais.

As queimadas e o desmatamento na Amazônia respondem por mais da metade das emissões totais brasileiras de gás carbônico.

O uso de combustíveis fósseis nos setores energético e de transporte também contribui bastante para a intensificação do efeito estufa. Por causa dele, o Brasil libera por ano de 80 a 90 milhões de toneladas de carbono.

As hidrelétricas e as usinas de carvão também estão entre as contribuições negativas do Brasil.

As hidrelétricas emitem quantidades expressivas de metano. Já as usinas a carvão mineral causam grande impacto ambiental, não só pelas emissões de gás carbônico, mas também pelos resíduos e pela a poluição resultante de suas atividades. 

 

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– O impacto das mudanças climáticas no Brasil  


Algumas pessoas acreditam que o furacão Catarina, que atingiu o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em 2004, e a seca na Amazônia em 2005 sejam conseqüências das mudanças climáticas. Mas não há provas de que isso é verdade.

Por outro lado, relatórios divulgados pelo IPCC em 2007 apontam impactos preocupantes das mudanças climáticas em lugares como a Amazônia, o semi-árido nordestino e as regiões litorâneas do Brasil.

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Amazônia


Até agora, a temperatura não tem aumentado de forma preocupante na floresta amazônica. Mas alguns modelos de previsão do clima mostram que a temperatura poderá subir, até 2100, de 4 a 8º C nessa região, e a quantidade de chuvas poderá diminuir, levando a um processo chamado de savanização da Amazônia.

Um dos possíveis impactos desse aumento de temperatura no bioma amazônico é o aumento na freqüência de secas na Amazônia Oriental, com perdas nos ecossistemas, na floresta e na biodiversidade local.

O aumento de temperatura e redução da umidade devem ter impacto no transporte de umidade e de chuvas para o sudeste brasileiro, afetando a geração de energia hidrelétrica nessa região.

Além disso, com a savanização da Amazônia, as condições serão mais favoráveis para o alastramento de queimadas, devido a redução da umidade da floresta.

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Nordeste


Parte da região do semi-árido nordestino poderá se tornar árida, devido a redução das chuvas e do aumento da temperatura da região.

A recarga dos lençóis freáticos locais poderá ficar comprometida, sofrendo uma redução grande em sua capacidade de armazenamento.

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Sudeste


No Sudeste, o aumento das chuvas previsto deverá ter impacto direto na agricultura, dando origem a inundações e deslizamentos de terra. Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo deverão ser afetadas.

Em longo prazo, a savanização da Amazônia ( quer dizer, a mudança de floresta para savana)   poderá diminuir a capacidade da floresta em fornecer umidade ao Sudeste, afetando o regime de chuvas na região.

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– Como o Brasil pode ajudar no combate às mudanças drásticas no clima?


Ainda que o Brasil não tenha uma meta definida de redução de emissões de gases de efeito estufa, como os países desenvolvidos signatários do Protocolo de Quioto, estamos comprometidos com a estabilização dos gases de efeito estufa em níveis que assegurem a vida no planeta.

Há claras possibilidades de redução das emissões brasileiras. Uma delas é a simples aplicação e o cumprimento das leis ambientais do país, que proíbem muitas das atividades que levam hoje a queimadas e ao desmatamento. Só isso já teria um grande efeito, reduzindo a área desmatada e, assim, diminuindo muito as emissões brasileiras. 

O reflorestamento também tem grande potencial na redução das emissões brasileiras. Para isso, bastaria promover o replantio em áreas degradas e marginais abundantes no território brasileiro.

As florestas em crescimento absorveriam, através da fotossíntese, o gás carbônico da atmosfera, contribuindo para a redução do efeito estufa.

O Brasil pode contribuir ainda investindo em energia renovável. Apesar de ter quase metade de sua energia baseada em fontes renováveis, ainda há como avançar no uso da energia dos ventos e do Sol.

Deve-se também estimular o uso do álcool e do biodiesel como combustível e investir em sistemas mais eficientes e mais baratos de transporte coletivo, como ônibus e metrô, e na construção de ciclovias seguras. 

Na agricultura, é preciso desenvolver e disseminar entre os agricultores técnicas menos nocivas ao meio ambiente. Além disso, novos cultivos devem ocupar áreas degradadas recuperadas e não biomas que estão ameaçados.

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Visão-cega

29 12 2008

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Cabra-cega, 1788

Francisco Goya, Espanha, 1746-1828

Óleo sobre tela, 40 x 41 cm

Museu do Prado, Madri

 

 

 

Nas ante-vésperas de Natal o programa Morning Edition da National Public Radio em Washington DC levou ao ar um estudo feito por cientistas na Suiça, sobre um homem, um médico, conhecido unicamente por suas iniciais [TN] que tendo dois AVCs  alguns anos atrás, um em cada lado de seu cérebro, ficou sem visão, porque a área do cérebro atingida foi o córtex occipital.

 

Testado continuamente, confimou-se que apesar de seus olhos estarem perfeitos, ele estava totalmente cego.  Não podia ver objetos colocados na sua frente e passou a usar uma bengala para se locomover.  Perguntado se podia ver, sua resposta era, “ não, sou cego.”

 

Mas a neurologista Beatrice de Gelder quis estudar mais a fundo o caso de TN.  Junto a Universidade de Tilburg na Holanda e ao Massachusetts General Hospital em Bostos, ela e seus colegas repetiram muitos testes no paciente TN para se certificarem de que ele estava de fato cego.

 

Depois disso ele lhe deram um teste: um caminho com obstáculos num corredor.  Os obstáculos foram feitos por objetos do dia a dia. Um cesta de papel, típica, uma pilha de livros.  Todos tinham tamanhos e formatos diferentes, confirmou Gelder.

 

O paciente TN foi então instruído a andar pelo corredor.  Não demos a ele nenhuma instrução sobre obstáculos, ou qualquer outra informação.  De modo que ele não estivesse alerta para os obstáculos,  Gelder continuou.

 

TN andou pelo corredor, mas ao invés de ir em linha reta, ele cuidadosamente evitou os obstáculos andando à volta deles.  Ele não chegou a tocar em nenhum dos obstáculos, e nós ficamos abismados, disse Gelder, que publicou o resultado do experimento no número mais recente da revista Current Biology.

 

TN ficou surpreso com a alegria dos pesquisadores.  Sem saber que havia obstáculos à sua frente ele não entendia a animação geral.   Que resulta na prova de que realmente existe o que se pode chamar de visão cega (blind sight).  Mesmo depois que a parte mais importante do cérebro foi destruída, TN ainda tinha as partes mais primitivas de seu cérebro intactas e elas são capazes de fazer parte do processo visual, sem que a pessoa com a deficiência esteja consciente disso.  Afinal de contas, uma das mais básicas funções do sistema de visão é ajudar um animal a desviar de obstáculos ou de predadores.  TN ainda tem alguma habilidade visual apesar de não estar consciente disso.

 

O professor de ciências psicológicas, Steven Hackley, disse que o estudo de pacientes como TN certamente ajudará os cientistas a determinarem a natureza da consciência.   Comparando o mesmo processo mental tanto consciente como inconsciente, será possível determinar que partes do cérebro são essenciais e como a consciência aflora.

 

Liberalmente traduzido do artigo no site da NPR.





Dinossauros ancestrais de aves eram pais exemplares

19 12 2008

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Quem diria que os dinossauros, até mesmo os carnívoros, seriam aqueles pais maravilhosos, chocando os ovos que as fêmeas puseram?  Mas é isso exatamente o que está aos poucos sendo considerado verdadeiro principalmente depois da publicação dia 18  do artigo de Erik Stokstad, na ScienceNOW Daily News em que David Varricchio, paleontologista da Universidade de Montana, explica que estudando dinossauros ancestrais das nossas aves atuais, chegou-se a conclusão de que algumas espécies de dinossauros carnívoros machos teriam sido pais exemplares, incubando e protegendo sozinhos os ovos de várias fêmeas.  

 

Os fósseis dos dinossauros estudados foram encontrados sobre uma quantidade incomum de ovos, explica David Varricchio.  É provavel que os machos tenham fecundado várias fêmeas ao mesmo tempo, e essas tenham depositado os ovos em um mesmo grande ninho, acrescentou, sugerindo que quando as fêmeas partiam, os machos incubavam e protegiam os ovos.

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Oviraptor Philocerataps

Os cientistas discutem há tempos o sistema que prevaleceu em torno do cuidado dos ovos – se eram os machos sozinhos, ou machos e fêmeas juntos“, afirmou, explicando que “esses novos trabalhos indicam que o sistema com os machos incubando e protegendo sozinhos os ovos e sua prole é o primeiro entre os dinossauros mais próximos dos ancestrais das aves“.

 

Os cientistas analisaram o tamanho dos ninhos e as estruturas internas dos ossos fossilizados dos dinossauros Troodon, Oviraptor e Citipati.  Estudos anteriores haviam mostrado que os dinossauros compartilham várias características de seus sistemas reprodutivos com as aves atuais, como os ovos assimétricos e suas cascas quase idênticas.

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Troodon formosus

 

Características:

 

Troodon formosus

 

Nome: Dente cortante

Comprimento: 3 metros

Peso:  50 kilos

Época: Cretáceo Tardio     

Onde foi encontrado:  Montana, USA; Alberta, Canada    

 

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Name: Ladrão de ovos

Comprimento: 2,5 m

Peso: 30 kilos

Época: Cretáceo Tardio 

Onde foi encontrado:  Mongólia, China    

 





Filho homem ou mulher?

17 12 2008

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Árvore de Jessé, antes de 1195

Desenho aquarelado

Manuscrito: Herrad Hohenburg Hortus Deliciarum

 

Depois de estudarem 927 famílias e suas árvores genealógicas, detalhando ao todo 556.387 pessoas da América do Norte e da Europa e levando a pesquisa histórica das famílias ao século XVI,  pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, descobriram que os homens em geral têm mais filhos homens se tiveram mais irmãos do que irmãs.  E que terão mais filhas mulheres se tiveram mais irmãs do que irmãos.

 

O estudo dirigido pelo Dr Corry Gellatly mostrou que a mesma conexão entre sexos dos irmãos e dos filhos não se aplica às mulheres.  O gene específico que pode influenciar o sexo dos bebês ainda não foi identificado, mas um estudo de biologia evolucionária poderá esclarecer um mistério que escapa à nossa compreensão até hoje:  o grande número de nascimentos de bebês do sexo masculino logo depois da Segunda Guerra Mundial.

 

O estudo da Universidade de Newscatle mostrou que, através das árvores genealógicas das 927 famílias, há evidência de que as chances de uma pessoa ter um filho homem ou mulher estão programadas pela genética masculina.  

 

 

 

Para ver o artigo da BBC na íntegra, clique AQUI.

 

 





O número de ovos em um ninho depende do clima!

11 12 2008

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Hoje, um artigo de Jennifer Viegas, para o MSNBC, revelou que a pesquisa realizada por uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego descobriu a interessante relação do número de ovos em um ninho de pássaros com as condições climáticas do local de reprodução.  

 

O resultado da pesquisa é tão preciso que hoje cientistas podem prever com precisão o número de ovos em um ninho, para qualquer espécie de pássaro.  A ciência da previsão do número de ovos em um ninho leva em consideração o tipo de ninho construído, e a distância precisa que cada espécie dos pólos da Terra.  Pássaros tropicais, por incrível que pareça, são mais descansados, e põem um menor número de ovos de cada vez.  

 

Por muitos anos pensou-se que a grande abundância meios de sobrevivência nos trópicos se traduzisse em um maior numero de ovos, “ mas determinamos que isso não é verdade”, disse Walter Jetz, o autor da pesquisa e professor de biologia da universidade.   

 

Quanto mais próximos dos pólos, mais as estações do ano chegam a extremos.  Espécies de pássaros nessas localidades têm um grau de mortalidade muito maior.  É vantajoso para estas espécies, então, colocar um maior número de ovos, aumentando as possibilidades de sobrevivência.   Com  estações do ano bem definidas, a natureza contribui com dias e locais perfeitos para a reprodução por causa da abundância de alimentos e de locais para construção de ninhos.  São períodos curtos – poucos dias — mas com grande escolha de alimentos e variedade de locais para habitação.  

 

Pássaros migratórios tendem a por mais ovos.

 

É importante observar que por causa da importância do clima para os pássaros, para contagem de ovos no mundo inteiro, as mudanças climáticas que se prenunciam podem ter severas conseqüências para a população das aves no planeta.

 

 

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI.





O melhor amigo do homem é sensível!

9 12 2008
Quem é?  Ilustração MW Editora e ilustrações

Quem é? Ilustração MW Editora e ilustrações

 

Há tempos que não falamos sobre cachorros aqui neste espaço.  Mas estes amigos nossos estão sempre nos nossos pensamentos.  E é bom que assim seja, pois as mais recentes pesquisas sobre cães mostram-no como um animal muito sensível, que sente ciúmes, inveja e sofre quando se acha injustiçado. 

 

É da Inglaterra que vem a mais recente confirmação de que o cão sente ciúmes quando seu dono faz carinhos em outro cachorro, que não seja ele. Até agora este comportamento só havia sido encontrado entre chimpanzés e seres humanos.  Mas não só cachorros sentem ciúmes, cavalos também de acordo com as declarações feitas por Paul Morris, psicólogo da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, que chefiou uma pesquisa sobre o comportamento emocional dos cães e outros mamíferos.  A teoria foi testada também na Áustria, na Universidade de Viena com 33 cães.  O resultado da análise feita sobre tratamentos diferenciados entre cachorros mostrou claramente que cães sofrem quando se sentem injustiçados.  E o demonstram com o que chamamos para os humanos de resistência passiva, ou seja: eles hesitam seguir os comandos de seus donos, ou simplesmente recusam primeiro, para depois obedecer sem entusiasmo. 

 

Estas mais recentes pesquisas divulgadas na edição do dia 8 de novembro de 2008, no Sunday Times e reproduzidas pela CNN, complementam estudos sobre a linguagem corporal canina feitos na Itália, e publicados no jornal Dallas News, cujos resultados foram publicados há mais ou menos um ano. As observações italianas estabelecem meios de um claro reconhecimento do estado de felicidade ou infelicidade dos cães, através da posição na qual abanam seus rabos.  Estas descobertas feitas por Giorgio Vallortigara, neurologista da Universidade de Trieste e dois veterinários Angelo Quaranta e Marcello Siniscalchi, da Universidade de Bari conseguiram desvendar os sentimentos dos cães de acordo com o lado [direito ou esquerdo da linha dorsal] em que abanam seus rabos. 

 

Quando cães se sentem muito felizes com uma atividade, com uma atenção, abanam seus rabos tendendo para o lado direito, enquanto seus rabos se voltam para o lado esquerdo quando se sentem insatisfeitos, em desacordo com o que lhes é apresentado.  O resultado é que aparentemente os músculos do lado direito da cauda refletem emoções positivas, enquanto que os do lado esquerdo da cauda retratam emoções negativas.

 

 

 





Âmbar, insetos e algas no Cretáceo

28 11 2008

 

 

Foi no início deste ano que cientistas franceses conseguiram identificar mais de 350 fósseis de minúsculos animais que viveram nos tempos dos dinossauros, utilizando uma técnica que permitiu observar com detalhes, pela primeira vez, pedaços de âmbar completamente opacos.

 

O âmbar como se sabe é uma resina fóssil das árvores (principalmente pinheiros).  Esta resina tem a função de proteção à planta.  É uma espécie de arma contra a ação de  microorganismos e insetos predatórios ao seu ciclo de vida.  A produção da resina acontece por qualquer lesão, mesmo um simples ataque de insetos é suficiente para sua formação. A resina protege a árvore atuando como cicatrizante.  Tem propriedades anti-sépticas que também ambar2407protegem a árvore de doenças. O âmbar é a resina fóssil de árvores que viveram há milhões de anos em regiões de clima temperado. E que com o tempo transformaram-se  nesta massa, frequentemente denominada de pedra semi-preciosa, porque é usado como uma pedra preciosa, para fazer jóias ou objetos ornamentais, por exemplo, mas não é um mineral. 

Como insetos, de modo geral, são indicadores precisos de variações climáticas e ambientais, grande atenção tem sido dada ao estudo de insetos no período Cretáceo para melhor entendermos a ecologia da era.  O Cretácio foi o período muito importante para a evolução das plantas que dão flores.  Foi nesta época que elas cresceram e se multiplicaram muito.  E aí também que elas passam a depender de insetos polinizadores: abelhas, vespas, borboletas, mariposas e moscas.   Na verdade, 2/3 de todas as plantas que dão flores dependem de insetos para sua polinização.  Vale lembrar que insetos formam o grupo de animais mais numeroso da Terra. 

A análise de dois quilos de material retirado da região de Charentes, no cretaceous-insectsudoeste da França, revelou a presença de insetos, ácaros, aranhas e crustáceos que viveram há cerca de 100 milhões de anos, no período Cretáceo, que vem depois do período Jurássico da era Mesozóica e conhecido como o fim da “Era dos Dinossauros“.  Os primeiros fósseis de grande parte de pássaros, insetos e mamíferos são encontrados no Cretáceo.  Pequenos animais, minúsculos como eram estes encontrados na França, foram as grandes vítimas do âmbar, porque uma vez presos na resina, não teriam forças para se libertarem daquela consistência pegajosa.  Insetos maiores também era capturados mas acredita-se que pudessem sair da pasta melosa da resina com mais facilidade.

A pesquisa na França envolveu cientistas do Museu de História Natural de Paris e da Instalação Européia de Radiação por Síncrotron (ESRF, sigla em inglês) e foi feita por raios-X intensos: a única maneira pela qual se pode visualizar e estudar insetos tão pequeninos no âmbar.  Considerada uma pesquisa particularmente importante, os achados parecem dar apoio a uma  nova teoria sobre a causa da extinção dos dinossauros.  Uma teoria que sugere que os insetos possam ter tido um papel importante na extinção dos grandes répteis pré-históricos.

 

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Inseto Cretáceo, Austrália

 

Inicialmente, essa mudança teria dificultado a vida dos dinossauros vegetarianos e posteriormente, dos seus predadores.  Os vegetarianos morrendo, seus predadores teriam o mesmo fim por fome.

 

George e Roberta Poinar, sugerem que os dinossauros não foram extintos de maneira abrupta, mas que o seu fim foi gradual e teria levado milhões de anos.  Não estamos dizendo que os insetos tenham sido a única causa da extinção dos dinossauros; acreditamos, no entanto, que eles tenham tido papel importante, explica George Poinar.

 

 Fazendo uma reconstrução do ambiente hostil pré-histórico habitado por enxames de insetos encontrados na resina fossilizada do período Cretáceo em depósitos no Líbano, Canadá e Mianmar estes cientistas encontraram vermes intestinais e protozoários em excrementos fossilizados de dinossauros.  Análises mostraram então como insetos infectados com doenças como a malária, (Leishmania ) e outros parasitas intestinais poderiam ter provocado uma devastação lenta dos dinossauros.   Além disso, os insetos poderiam ter destruído a vegetação em geral, espalhando doenças na flora.

 

Em julho deste ano, cientistas do Instituto Geológico e de Mineração  da Espanha descobriram um depósito de âmbar contendo insetos do período Cretáceo, até agora desconhecidos e em “excelente” estado de conservação.  Estes exemplos foram coletados  nos arredores da caverna de El Soplao, na região da cidade de Rábago na Espanha.   

 

Os insetos foram aprisionados no âmbar há 110 milhões de anos, quando a região espanhola de Cantábria, no norte do país, estava inundada pelo mar e era repleta de lagoas cercadas por florestas de pinheiros.  Estas coníferas produziram a resina que ios capturou.  Descrita como uma das reservas de âmbar mais importantes da Europa, ou talvez do mundo os  responsáveis pelo achado – María Najarro, Enrique Peñalver e Idoia Rosales, explicaram que o local reúne um acúmulo “excepcional” de massas de âmbar.

 

 Além de pequenas vespas, moscas, aranhas, baratas e mosquitos, o âmbar de El Soplao preserva ainda uma teia de aranha diferente da encontrada em outra peça de âmbar, descoberta em Teruel e que atraiu grande interesse científico.  

 

Tudo indicava este ano já teríamos tido todas as mais interessantes novidades sobre

Libelula, Cretáceo Inferior, Brasil

Libelula, Cretáceo Inferior, Brasil

o Cretáceo com os estudos mencionados acima tanto na França quanto na Espanha.  Deixa que este mês mais uma descoberta, do Cretáceo e de seus pequeníssimos animais presos no âmbar fossilizado, foi revelada de novo na França em Charente.  Uma descoberta que puxa para trás por 20 milhões de anos o período em que um organismo, uma alga formada por uma única célula, aparece no planeta.   Os cientistas estão surpresos de terem encontrado, presa no âmbar estes micro organismos marinhos.   Como que eles foram parar lá, no meio das árvores?  

 

 

 

 De acordo com uma publicação do Proceedings of the National Academy of Sciences, nos EUA, este achado indicaria, de acordo com um os autores do artigo, Jean-Paul Saint Martin, um cientista do Museu de História Natural de Paris,  não só que esta floresta deveria estar muito próxima do oceano, assim como fortes ventos ou por enchentes durante uma tempestade, deveriam ter levado estes microscópicos seres para terra firme.

 

Este artigo foi parcialmente baseado na revista COSMOS.