Sophie, a cadelinha nadadora!

7 04 2009

cachorrinho-nadando-mw-editora-e-ilustracoesMW Editora e Ilustrações

 

 

 

 

A BBC mostra hoje uma história de deixar os nossos corações batendo quentes e os olhos cheios de alegria.  Uma cadelinha, que havia sido tragada do convés de um barco,  por fortes ondas num mar turbulento na costa de Queensland, em novembro de 2008, foi encontrada, esta semana, em boas condições de saúde, numa remota ilha da Austrália.  Este pastor australiano nadou um pouco mais de 8 km para conseguir abrigo numa remota uma ilha dos mares australianos.  Não só nadou uma grande distância, mas também conseguiu escapar com vida de águas conhecidas por serem habitadas por tubarões.   Guardas costeiros descobriram Sophie, a cadelinha esperta,  que depois de quatro meses de desaparecida, já havia sido dada por morta por Dave e Jan Griffith seus donos. Resgataram-na e a levaram de volta para casa.   Sophie sobreviveu nesta ilha caçando cabras selvagens. 

 

BBC VIDEO: SOPHIE, THE DOG





Colapso da ponte de gelo da plataforma Wilkins, na Antártica.

6 04 2009

antartica-prateleira-wilkins

Plataforma Wilkins, Antártica.

Uma conhecida ponte de gelo – chamada plataforma Wilkins —  que ligava uma plataforma congelada—do tamanho da Jamaica —  a duas ilhas na Antártica partiu-se. O colapso desta estrutura nos dá uma idéia ainda mais precisa das mudanças regionais no continente. Situada no lado oeste da Península Antártica, a plataforma Wilkins vem diminuindo de tamanho desde a década de 1990.  Há anos, que esta ponte de gelo, era considerada um marco, uma barreira importante, pois ajudava a manter o resto da estrutura de gelo estável.

————-

——–

antartica-wilkins_tmo_2008060_21

——–

——–

O colapso e com ele a remoção desta ponte vai permitir que o gelo circule mais livremente – em mar aberto—entre as ilhas Charcot e Latady.  Esta ligação de gelo conhecida como “a ponte” quebrou-se no seu ponto mais fino e frágil.   Há uma semana já se acompanhava o progresso das rachaduras que Agência Espacial Européia havia indicado através de fotografias de satélite nesta grande “escultura” de gelo.  Alguns recém-formados Icebergs foram vistos no mar no lado ocidental da península, o ponto mais próximo do extremo sul da América do Sul.

—-

Sabe-se que a plataforma Wilkins estava estável desde 1930 – e provavelmente também estivera estável por muitas décadas antes disso, lembrou o Professor David Vaugham, especialista em geleiras com o Centro Britânico de Pesquisas na Antártica, e que havia colocado um aparelho de GPS na ponte em janeiro deste ano.   Ele também disse que já se previa o rompimento da ponte há algumas semanas e que é provável que a prateleira de gelo por trás seguirá o mesmo caminho.  

antarctica_wilkins_226

—-

—–

A quebra da ponte e o fato da camada de gelo estar recuando, e ter perdido neste momento a  conexão com uma das ilhas é  uma forte indicação forte de que o aquecimento sobre a Antártida tem um efeito significativo sobre o gelo.   Embora esta fratura na ponte não traga impacto direto sobre o nível do mar, porque o gelo estará flutuando, ela reforça todas as preocupações relacionadas ao impacto das alterações climáticas sobre esta parte da Antártida.   Nos últimos 50 anos, a península tem sido um dos lugares de mais rápido aquecimento do planeta.

 

 

 

antartica-ponte-de-gelo

 

 

Muitas das prateleiras gelo têm recuado com o tempo.  Seis delas já desapareceram completamente : Prince Gustav Channel, Larsen Inlet, Larsen A, Larsen B, Wordie, Muller e a Jones.  Estudos independentes mostram que quando o gelo destas prateleiras é removido, tanto os glaciers quanto a camada de gelo sobre a terra, avançam para o oceano  mais rapidamente.  É esse gelo que pode elevar o nível do mar.    Os efeitos deste tipo de aceleração não foram incluídos nos registros do Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas da ONU.  Em 2007, quando de sua publicação, esta dinâmica do gelo ainda era muito mal compreendida.





Erupção do vulcão Llaima, manda nuvens de cinzas para a Argentina

5 04 2009

vulcaoVulcão Llaima, no Chile, foto EFE

 

 

 

 

 

O vulcão chileno Llaima, que fica a 76 quilômetros ao leste da cidade de Temuco e a 700 km de Santiago, voltou a entrar em erupção na sexta-feira, expelindo uma coluna de gases e cinzas de mais de sete mil metros de altura e 100 km de extensão.  A seus pés ficam as localidades de Curacautín, Cherquenco e Melipeuco que têm sobrevivido próximo ao Llaima ainda que este seja considerado um dos três vulcões mais ativos da América do Sul.

 

Segundo o Serviço Nacional de Geologia e Mineração chileno, 71 pessoas já foram evacuadas de Vilcún e de Curacautín, localidades próximas ao Llaima, cuja atividade obrigou ontem autoridades a decretarem um alerta vermelho em oito municípios próximos, embora a atividade do vulcão tenha sido qualificada como de média intensidade por autoridades e especialistas.  Ao todo, foram 700 as pessoas transportadas para longe da área do vulcão.  Entre eles estão cerca de 200 turistas, funcionários do Serviço Nacional de Florestas e moradores dos arredores do Parque Nacional Conguillio, a 640 km ao sul de Santiago.

 

Tal decisão foi tomada por causa dos riscos associados aos deslizamentos do barro resultante da mistura de cinzas vulcânicas e escombros com água, que podem provocar um aumento do volume do rio Calbuco. Situado ao sul de Santiago, o Llaima intensificou sua atividade a partir de maio de 2007.  

 

O vulcão, que há meio ano não apresentava nenhuma atividade, voltou a entrar em erupção na noite da sexta-feira e registra desde então explosões constantes de material incandescente que se elevam até 600 m, sobre a cratera de 3.210 metros de altitude.  Suas atividades aumentaram, no entanto, durante a noite de sábado, conforme atestaram membros do Serviço Nacional de Geologia e Mineração que realizaram ontem um sobrevôo sobre a área do Llaima. De acordo com o Escritório Nacional de Emergências chileno, as chuvas deste domingo na região impedem que haja uma visão propícia da situação do Llaima.

 

Outros vulcões no Chile:

 

LONQUIMA, (Última Erupção Conhecida: 1990); Elevação do Topo: 2.865 m

CHILLAN, (Última Erupção Conhecida: 1987); Elevação do Topo: 3.212 m

PARINACOTA, (Última Erupção Conhecida: ± 290); Elevação do Topo: 6.348 m

ANTUCO, (Última Erupção Conhecida: 1869); Elevação do Topo: 2.979 m

VILLARICA, (Última Erupção Conhecida: 2004); Elevação do Topo: 2.847 m

 





Mistérios do mundo científico ainda por resolver: as constantes variáveis.

2 04 2009

einstein2

 

Mistério n°3:

 

Por que o universo se expande cada vez mais rapidamente?  

 

 

 

O estudo da física é baseado em certos números ou grandezas que parecem imutáveis e aos quais os físicos chamaram de leis de constantes da Natureza.  Por exemplo: a carga do elétron ou a velocidade da luz.  Mas, desde 1937, começou-se a suspeitar que certas constantes universais da física parecem não se aplicar ao cosmos.  Uma possível variação das constantes fundamentais da Natureza ainda está sem explicação e aparenta ter motivos estritamente misteriosos. 

 

 

 quasarlabeled-ngc7319

 

 

 

 

No início de tudo, há 13,7 bilhões de anos, a força do Big Bang atirou o conteúdo do Universo nascente em todas as direções. A matéria e a energia se condensaram em estrelas e galáxias, mas prosseguiram em sua corrida. No entanto, em anos recentes, pesquisadores constataram — com surpresa — que o cosmos está inflando cada vez mais rápido.  E não está reduzindo sua taxa de expansão, como seria esperado pelas leis de constantes da Natureza conhecidas.  Ou seja, com os dados que temos deveria haver um limite para a expansão do universo, em um certo ponto deveria encontrar um momento de desaceleração.

No entanto, alguma coisa parece estar compensando a gravidade e sustentando o processo de crescimento, acelerando as galáxias cada vez para mais longe umas das outras.

 

 

 

 quasar_artists-impression-od-the-heart-of-simonnet

 Desenho artístico do interior de um quasar por Simmonet

 

 

 

 

Um estudo da luz de quasars (objetos celestes muito brilhantes, que se encontram no limiar do Universo observável) constatou que a luz emitida por eles (há mais de 15 mil milhões de anos) passa, no seu caminho até a Terra, através de numerosas nuvens de gás interestelar, onde é absorvida e reemitida.   

Estas nuvens de gás estão muito distantes da Terra.  Assim para os cálculos de distância e velocidade é preciso levar em consideração que elas foram emitidas e reemitidas no passado, totalizando muitas épocas diferentes.  São números que somam milhares de milhões de anos.  Ao calcular esses valores do passado, pesquisadores descobriram que os meios pelos quais calculam o valor dessa constante não se aplicam nesse caso, pois os resultados obtidos indicam que essa constante seria diferente (menor) no passado.  A diferença é pequena, mas perceptível.

 

 

 

 

 quasar

 Quasar visto de um planeta.  Desenho artístico.

 

 

 

 

—-

===

 

 

Diversas teorias já surgiram, mas nenhuma ainda se provou correta tanto para justificar a aceleração na expansão do universo, nem tampouco para a diferença do cálculo menor para o passado.  É possível que estas variantes tenham a ver com a “energia escura” e que até se consiga explicar a mudança na intensidade da atração entre prótons e elétrons.  Mas o mistério ainda cerca estas constantes.





Mistérios do mundo científico ainda por resolver: por que as naves Pioneer mudaram suas trajetórias?

1 04 2009

pioneer10-galaxyPioneer 10

Mistério n°2:

 

Quem pilota as sondas Pioneer?

 

 

A Anomalia Pioneer é uma leve divergência nas trajetórias precisamente calculadas das sondas interplanetárias norte-americanas Pioneer 10 e Pioneer 11 da NASA, lançadas em 1972 e 1973.  Por quê?   Não há ainda uma explicação científica satisfatória.  A anomalia foi notada pelo desvio na rota original que começou a ser sentida 10 anos depois do lançamento. Em cada ano do curso, as sondas se deslocam 12.800 km para mais longe do traçado original da trajetória.  Não parece muito se pensarmos que as sondas cobrem 350.400.000 km por ano.  Mas décadas de análise ainda não conseguiram encontrar uma razão simples para isso.

 

 anomalia-pioneer 

 

 

 

Sabemos que o problema da Anomalia Pioneer é de origem dinâmica.  Mesmo desconsiderando os efeitos gravitacionais conhecidos sobre as naves Pioneer 10 e 11, resta ainda uma inexplicada aceleração rumo ao Sol.  Uma aceleração constante.  Este é um problema em aberto.  Podemos agrupar as possíveis soluções em três categorias de acordo com sua natureza

 

Erros de Observação erros nos programas de análises de dados,  erros do programa de modelagem de trajetória, no entanto, um a um estes erros foram descartados usando análises de computação.

 

Resultados de efeitos sistemáticos e gravitacionais  todo tipo de explicação que leva em consideração as forças sistemáticas no interior da nave  já foi abordada.  Principalmente porque se sabe que esse efeito existe e não pode ser excluído, contudo a magnitude da anomalia supera a aceleração que seria gerada por esse mecanismo.

 

Efeitos de física desconhecida – sim, é aqui que a porca torce o rabo.   Hoje procuramos por efeitos externos que possam ser explicados além da física convencional e que podem sugerir uma nova física, que desconhecemos.

 

 

 pioneerjupiter-artist-drawing

 

 

 

Este mistério tem despertado grande interesse.  Muito vem sendo feito na tentativa de explicar sua causa.   Apesar de  diversas propostas terem sido sugeridas ao longo dos anos, nenhuma delas é totalmente aceita e o problema  Anomalia Pioneer continua sem solução.  É interessante notar que outras naves lançadas no espaço também sofreram os efeitos de uma aceleração desconhecida e até agora inexplicável.





Mistérios do mundo científico ainda por resolver: onde está o resto do universo?

31 03 2009

lhc-acelerador-de-particulasLHC acelerador de partículas.

 

 

 

Em fevereiro deste ano, (19-2-09), o TIMES ON LINE, [Grã-Bretanha] publicou uma matéria de Michael Brooks que li com atenção e que, volte e meia, retorna aos meus pensamentos.  Diga-se de passagem, foi uma matéria publicada na parte de entretenimento, mas nem por isso deixa de nos fazer pensar.  Trata-se de 13 mistérios do mundo científico ainda por resolver, de autoria de Michael Brooks.   Como é um artigo grande, vou abordá-lo em 13 capítulos, por 13 dias consecutivos.  A minha intenção é fazer com que pensemos no assunto e aumentar o interesse pelos estudos científicos entre os jovens.

 

 

Mistério n°1:

 

Está faltando:  A MAIOR PARTE DO UNIVERSO!

 

A verdade é que nós até hoje só conseguimos dar conta de 4% do cosmos.   Surpreso?  Pense: nossa grande esperança, com o LHC – Large Hadron Collider [Grande colisor de hadrões] — que é o maior acelerador de partículas do mundo, e também a maior máquina do planeta, com um perímetro de 27Km de extensão e com um total de 9300 magnetos supercondutores no seu interior — é criar algumas partículas chamadas pelos físicos de “matéria escura“.  Acredita-se de 25 % do universo seja feito de matéria escura.  

 

Inicialmente deu-se o nome de matéria escura ao que unia todas as galáxias juntas.  Se não houvesse esta matéria escura, baseado no que conhecemos, a tendência das galáxias seria de se expandirem, e não permanecerem como membros de um sistema organizado.  É preciso que haja algo que as mantenha juntas.  Na falta de melhores explicações há muitas décadas deu-se o nome a esta “substância” de matéria escura.  

 

Mas lá pelos anos 90 d0 século passado, apareceu o conceito da energia escura, que misteriosamente parece mexer com espaço e tempo.  Este novo conceito  apareceu com a descoberta de que não só o universo está se expandindo, mas que está se expandindo numa velocidade cada vez maior.  A natureza desta energia escura é assunto de muita especulação.  Sabemos que é uma força homogênea e não muito densa.  E acredita-se que deva ter pressão negativa.  Energia escura é a forma mais popular de se explicar a expansão do universo que começou nos últimos 5 bilhões de anos.  

 

 

 

 darkmatterpie

 

Estimativa da distribuição de matéria escura que compõem 22% da massa do universo e da energia escura que compõem 74%, com os corpos “normais”  perfazendo apenas 4% da massa do universo.





Devonthink, um programa para ajudar a escrever

27 03 2009

escritor

Peninha, Ilustração Walt Disney.

Hoje em dia há uma proliferação de softwares feitos para ajudar a organizar nossos pensamentos antes de nos sentarmos ao computador para escrever.

 

Steven Johnson no último número da revista Prospect, diz que estes programas o têm ajudado bastante a escrever seus artigos sobre tecnologia.  Ele acredita que ao invés de combatermos este tipo de software, deveríamos aprender a abraçá-lo, já que ele ajuda a quem vai escrever a tecer múltiplas disciplinas.

 

Ele lembra que há tipos de escrita que dependem de informações muito díspares como por exemplo uma de suas criações que relacionava simultaneamente “a vida das formigas, cérebros, cidades e software”.  Em casos como este programas que ajudam a achar similaridades entre vários pedaços de texto tornaram-se essenciais para melhor manejo de muita informação.

 

Em seu último livro, O mapa fantasma, onde ele narra a história de Londres  através do surto de cólera na Broad Street em 1854, Steven Johnson usou e gostou muito do software Devonthink, porque com o uso desta ferramenta ele pode projetar os capítulos do livro e ter uma idéia clara do desenvolvimento do argumento que usaria e como ele se desenvolveria através dos capítulos programados.

 

Devonthink é  um programa gerenciador de dados no qual você pode copiar qualquer coisa a partir de PDFs, de trechos de texto, páginas da Web e imagens. Há muitos outros programas semelhantes, entre eles Evernote, Nota Bene, e também o Microsoft OneNote.   Mas Devonthink tem algo mais interessante: uma fórmula matemática que detecta relacionamentos entre os vários pedaços de texto.  O programa pode selecionar entre as palavras que você escreve e as de  outra pessoa que você recolheu em pesquisa e sugere passagens relacionadas a partir da sua compilação de dados.

 

Não conheço o programa, mas fiquei curiosa.  Acho que vou experimentá-lo.  

 

 

Para o artigo total, clique AQUI.





Cientistas encontram mais espécies desconhecidas nas florestas de Papua-Nova Guiné

25 03 2009

 

Um sapo verde brilhante com grandes olhos negros, aranhas e uma lagartixa estão entre as 50 novas espécies de animais encontradas pelos cientistas nas montanhas remotas de Papua Nova Guiné, cuja expedição colheu informações em julho e agosto de 2008.  As descobertas foram anunciadas nesta quarta-feira pela Conservation International (CI) uma organização baseada em Washignton DC, que trata da conservação do meio ambiente.  A equipe de cientistas que passou vários meses na Papua Nova-Guiné, analisou mais de 600 espécies animais, descobrindo um número grande de animais que ainda não haviam sido descobertos.   As novas descobertas incluem:

 

Os anfíbios:

 

 

 

 sapo-marron

 

 

 

 

 Um exemplar marrom (Oreophryne sp)  encontrado por Steve Richards, do Museu da Austrália do Sul, em julho de 2008.   Este sapo foi encontrado nos montanhas de pedra calcária e pertence a um grupo de sapos bastante comum em florestas tropicais muito úmidas como as encontradas na Papua.  Tem uma forte coaxada.  Este exemplar como outros de sua família coloca seus ovos em folhas ou no solo de onde saem pequeninos sapos diretamente. 

 

 

 

 

 

 

 sapo-litoria

 

 

— Um sapo (Litoria SP) que descoberto,  produz um forte som, como um apito, quando procura por companheiro para se reproduzir.  Esta chamada é capaz de ser distinguida mesmo através do som de uma cascata bem próxima.  Os sapos desta família podem ter aparências muito diversas e é o som que produzem que melhor pode identificar membros da espécie.  Este coloca seus ovos embaixo de pedras em margens rasas. 

 

 

 

 

 sapo-verde-de-olhos-negros

 

 

 

— O maior sapo encontrado foi o (Nyctimystes sp) grande, com olhos negros num corpo verde e brilhante foi descoberto próximo as águas limpas de um riacho montanhoso.  Este  sapo, encontrado nas florestas tropicais da Nova Guiné, põe os seus ovos sob pedras nas margens de rios ou riachos.  Seus girinos têm bocas grandes com grande potencial de sucção que eles usam para se agarrem às pedras e não serem levados rio abaixo.

 

Os pesquisadores da Conservation International que exploraram a região foram cientistas da universidade canadense da British Columbia, e da universidade estadual de Monclair no estado de Nova Jersey, assim como cientistas locais da Papua-Nova Guiné, liderados por Steve Richards.

 

Craig Franklin, professor de zoologia da universidade de Queensland ma Austrália, que estuda sapos, lembra que a descoberta da nova espécie de rã é bastante significativa; e que os anfíbios são “freqüentemente considerados como um excelente bio-indicador da saúde ambiental. Muitas vezes vemos declínio no número de sapos como ponteiro indicando uma interferência direta no meio ambiente.”

 

 

Entre os répteis, um belíssimo e único exemplar de lagartixa (Cyrtodactylus sp) foi encontrado na densa floresta de Tualapa.  Esta lagartixa subia troncos de arvores  cobertos por limo, em plena chuva tropical.  Diferente da maioria das lagartixas, esta depende de unhas fortes e agudas para subir até as copas das árvores e se banquetear com insetos. 

——

lagartixa-cyrtodactylus

 

Diversos tipos de aranhas foram encontrados nesta expedição.  Entre elas:

 

 

aranha-orthrus

 

A aranha verde translúcida (Orthrus sp) que pula, encontrada por Wayne Maddison do Museu de Biodiversidade Beaty, da universidade de British Columbia no Canadá.  As aranhas que pulam em geral conseguem pular uns 15 cm do chão, não têm patas longas para pular, porque seu pulo é acionado pela pressão do sangue – os músculos das pernas se contraem empurrando o sangue para as pernas que ficam em pé, produzindo então o pulo.  

 

 

 aranha-tabuina

 

 

 

 

E também entre muitas outras a aranha (Tabuina varirata) encontrada numa árvore na floresta.  Este aranha é ainda mais especial, porque não é só uma espécie diferente, ela também pertence a um gênero desconhecido.   Pertence a subfamília Cacalodinae, um grupo distinto, que pertence unicamente à Nova Guiné.  Nada se sabe sobre ela, exceto seu habitat.

 

Para mais informações sobre estas descobertas, visite o portal da Conservation International, clicando AQUI.





Medalhistas em Física!

24 03 2009

pronto-que-talIlustração: Maurício de Sousa

 

 

A Sociedade Brasileira de Física (SBF) irá realizar neste sábado, em São Paulo, a cerimônia de entrega de medalhas para os melhores classificados do Estado na Olimpíada Brasileira de Física 2008 (OBF). Serão premiados 229 alunos, sendo 30 medalhas de ouro, 54 de prata, 57 de bronze e 88 menções honrosas.

A cerimônia de São Paulo faz parte de uma série de eventos que acontecerão em vários estados com essa mesma finalidade. No total do País, serão premiados 831 estudantes que receberão 82 medalhas de ouro, 168 de prata e 248 de bronze, além de 333 menções honrosas. Os alunos melhor classificados também farão parte de um grupo do qual serão selecionadas as equipes para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Física (IPhO-International Physics Olympiad) e na Olimpíada Ibero-americana de Física (OIbF).

Em 2008, a OBF teve a participação de 620 mil estudantes da 9ª série do ensino fundamental e da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio, de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Nesta edição, o Estado de São Paulo foi representado por 72.266 estudantes.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Física, a Olimpíada tem como objetivo despertar e estimular o interesse pela Física, melhorar seu ensino e incentivar os estudantes a seguirem carreiras científico-tecnológicas. O evento tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Olimpíada Brasileira de Física (OBF) é um programa permanente da Sociedade Brasileira de Física (SBF) destinado a todos os estudantes do ensino médio (antigo 2º grau) e aos estudantes da última série (atual último ano) do ensino fundamental.  Os alunos melhor classificados também fazem parte de um grupo do qual são selecionadas as equipes para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Física (IPhO-International Physics Olympiad) e na Olimpíada Ibero-americana de Física (OIbF).

No ano passado, a equipe brasileira foi a campeã na 13ª Olimpíada Ibero-Americana de Física, realizada em Morélia, no México, de 28 de setembro a 3 de outubro.   Além de ganhar três medalhas de ouro e uma de prata, a equipe obteve a melhor nota nas provas experimental e teórica e a primeira posição na classificação geral.   Foi a primeira vez que o Brasil ganhou  três medalhas de ouro. Nesta Olimpíada Ibero-Americana, em 2008, a competição contou com a participação de 68 estudantes do ensino médio de 19 países.

 

Os contemplados com medalha de ouro em 2008 foram os cearenses Mariana Quezado Costa Lima e George Gondim Ribeiro e o paulista Leonardo Mendes Valerio Almeida. Já a prata ficou com Deric de Albuquerque Simão, também do Ceará.  Mariana foi a primeira mulher a ganhar ouro e a maior nota geral em todas as 13 edições do evento. George, por sua vez, se destacou na prova experimental. Os cearenses residem em Fortaleza e Almeida mora em Santos.

 

Já na 39ª Olimpíada Internacional de Física, que foi realizada em Hanói, capital do Vietnã, em 2008, pela primeira vez um estudante brasileiro conquistou uma medalha de prata no evento em que participaram cerca de 400 alunos do ensino médio, de 90 países.  O autor do feito foi Guilherme Victal Alves da Costa, de 16 anos, aluno,  em 2008, do terceiro ano do ensino médio em São Paulo (SP). Além da prata de Guilherme, o paranaense Alex Atsushi Takeda, de Londrina (PR), ganhou a medalha de bronze.  Enquanto André Gentil Guerra Agostinho, do Recife (PE), e Rafael Parpinel Carvina, de São Paulo (SP), foram reconhecidos com menções honrosas. Também representou o país o paulistano Vitor Mori.

 

E então?  Você não gostaria de participar?  Ou de ver a sua escola participando?  Clique aqui para mais informações:  CLIQUE.





Eu, você, Google e o fim da procura por livros raros

24 03 2009

livro-2Rolo, Ilustração: Maurício de Sousa

 

 

Costuma gastar muito tempo procurando um livro e não o encontra? Agora o Google facilitará a busca, colocando à disposição uma página da web em que estarão digitalizados até sete milhões de títulos.  O objetivo deste serviço (books.google.com) é simplificar a tarefa através de um sistema de busca por conteúdos.

 

Procuramos organizar a informação e torná-la acessível para os usuários“, disse Santiago de la Mola, responsável pela buscas de livros da companhia. “Temos livros digitalizados em mais de 100 idiomas, o que acreditamos atender às necessidades da maioria dos usuários“, acrescentou ele.

 

Segundo o acordo, firmado entre editores, autores e o popular site norte-americano, haverá três tipos de parcerias, explicou Luis Collado, responsável pela iniciativa na Espanha.  No caso de livros protegidos por direitos autorais, será possível consultar dados bibliográficos e visualizar fragmentos do texto como em uma livraria convencional.

 

Os livros de domínio público, uma vez encontrados por meio da busca de palavras, o usuário poderá visualizá-los na íntegra“, completou Collado, referindo-se à segunda modalidade do acordo. Segundo o Google, os livros que já estão à disposição dos cidadãos poderão ser lidos na versão online sem nenhum tipo de restrição.

 

O terceiro tipo de acordo ainda precisa ser definido. Será comercial e incluirá exemplares que estão fora de catálogo, além de outros que estão no mercado. Ainda não foram fixados preços de venda, mas de acordo com De la Mola, para os autores de textos fora de catálogo será “uma oportunidade para aproveitar este sistema fácil e gerar receita com livros que pareciam esquecidos“.

 

Os lucros resultantes das vendas serão divididos de forma que 63 por cento ficará para os editores e autores, e 37 por cento para o Google.  Nós seremos a vitrine para que (o editor) possa distribuir os livros“, afirmou Collado.  Um editor aproveitará a potência da Internet utilizando a busca de livros do Google para que muita gente de outras partes do mundo possam ter acesso aos livros“, complementou de la Mola.

 

(Por Elena Massa)

 

PORTAL TERRA